De que o trânsito é feito? | Movimento Maio Amarelo

 

O MOVIMENTO  2018
Com o mote “Nós somos o trânsito” o Movimento chega à sua 5ª edição e fomenta na sociedade discussões e atitudes voltadas à necessidade urgente da redução do número de mortes e feridos graves no trânsito. O tema foi discutido com a Associação Nacional de Detrans (AND) e foi apresentado em reunião do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Assim como em 2017, o tema de 2018 propõe o envolvimento direto da sociedade nas ações e propõe uma reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade. Trata-se de um estímulo a todos os condutores, seja de caminhões, ônibus, vans, automóveis, motocicletas ou bicicletas, e aos pedestres e passageiros, a optarem por um trânsito mais seguro.

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Palestras Sobre Responsabilidade Social e Trânsito

Nos dias 11 e 12 de Abril 2018 Eliandro Maurat ministrou palestra sobre Responsabilidade Social e Trânsito na empresa EMIVE Segurança Eletrônica.
Pioneira no mercado, com atuação de sucesso há mais de duas décadas, a EMIVE, atualmente é líder no Brasil no segmento de segurança eletrônica, sistemas, soluções e projetos para segurança patrimonial (residencial e comercial) em todo o país.
Com sede própria em Belo Horizonte, a EMIVE conta com uma equipe de mais de 1.600 colaboradores, infraestrutura moderna e equipamentos desenvolvidos com a mais alta tecnologia.
http://www.emive.com.br/

 

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Trânsito é a principal causa de morte acidental entre crianças de zero a 14 anos no Brasil

Os acidentes que mais matam crianças no país são queda, afogamento, sufocação, queimadura, envenenamento e trânsito. De todos, o trânsito é o maior ofensor. De acordo com dados da ONG Criança Segura, entre 2014 e 2015, houve uma diminuição desses casos e os óbitos passaram de 1.654 para 1.389 – o que representa uma redução de 16%.  No entanto, apesar desta redução, os sinistros em ruas, estradas e rodovias ainda são o tipo de acidente que mais provoca mortes acidentais de crianças até 14 anos no Brasil. As estatísticas, altas e assustadoras, podem ser revertidas com mais consciência, respeito às leis de trânsito e educação.  É o que diz o especialista ouvido pela Perkons, empresa que desenvolve e aplica tecnologia para a segurança no trânsito.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou sobre os cinco principais fatores que causam acidentes de trânsito: excesso de velocidade, associação de bebida alcoólica e direção, a falta de uso de capacete, cinto de segurança e equipamento de retenção de crianças. A opinião de Renato Campes Trini, gerente técnico da Organização Nacional de Segurança Viária (ONSV), corrobora com isso. Ele afirma que o transporte de crianças de forma negligente é a principal causa dos acidentes com esse público. Apesar da resolução Nº 277 do Conselho Nacional de Trânsito (COTRAN), conhecida como Lei da Cadeirinha, publicada em maio de 2008, os pais e responsáveis muitas vezes não respeitam as condições mínimas de segurança para o transporte de passageiros com idade inferior a dez anos.  “Os pais precisam tomar atitudes preventivas, usar os equipamentos de segurança e contribuir para salvar vidas. Quando saímos nas ruas, é fácil flagrar crianças soltas no carro e até com a cabeça para fora dos veículos”, diz Trini.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina no artigo 64 que até os dez anos de idade as crianças devem ser conduzidas no banco traseiro, em dispositivos próprios para sua idade, peso e tamanho.  Bebês de até 9 kg precisam de uma cadeira do tipo “bebê-conforto”, instalada de costas para o painel do carro. A partir de um ano, as crianças devem utilizar, obrigatoriamente, a cadeirinha. E, quando completam quatro anos, devem passar para o assento de elevação, exigido até os sete anos de idade.

Para o gerente técnico da ONSV, além de obedecer as leis de trânsito de maneira geral, conscientizar e educar pelo exemplo cumpre um papel fundamental. “Precisamos mostrar às crianças os riscos que o trânsito representa e os direitos e deveres delas nesse contexto. Enquanto as escolas não contarem, na grade curricular, com uma disciplina para a formação no trânsito, mesmo sem esse apoio os pais devem cumprir essa função, dando o exemplo e mantendo uma postura firme”, destaca Trini.

O exemplo vem de casa

Na família da professora universitária Mariana Sbaraini Cordeiro, mãe do Pedro, de 18 anos, e da Izadora, de 11 anos, o trânsito é encarado com seriedade e responsabilidade. Ela ensina os filhos sobre o papel de cada um no trânsito desde pequenos. Os dois sempre andaram na cadeirinha e usaram cinto de segurança.

Nunca abrimos mão dos dispositivos de segurança; eles aprenderam que são indispensáveis mesmo em trajetos curtos, por uma quadra”, conta a professora.

Para ela, o maior desafio na educação dos filhos quando o assunto é o trânsito, é a falta de suporte do poder púbico. “As crianças aprendem que é preciso atravessar somente na faixa. Mas, e quando a faixa não está pintada ou visível na rua? Além da infraestrutura precária das vias públicas, faltam campanhas educativas com apelo visual e linguagem lúdica, dirigida às crianças”, opina Mariana.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/transito-e-principal-causa-de-morte-acidental-entre-criancas-de-zero-14-anos-no-brasil/

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Mulher ao volante perigo constante. Será?

O texto traz um breve olhar sobre a longa jornada dessa relação mulher e trânsito, foi em 1885 que a primeira mulher conduziu um automóvel, a alemã Berta Benz, esposa do fundador da Mercedes-Benz e desde então não pararam mais. Elas também contribuíram para uma melhor qualidade na forma de conduzir um carro, como a americana Mary Anderson, que em 1903 inventou o limpador de pára-brisa utilizado até hoje.
Desde nossos ancestrais é perceptível entres homens e mulheres as diferenças comportamentais, determinando tarefas e funções para sobrevivência. Como os homens eram os caçadores eles precisavam explorar os aspectos que o cérebro poderia oferecer, como a percepção espacial, que é mais desenvolvida do que nas mulheres. Estas por sua vez despertaram o lado cerebral da proteção e cuidado, uma característica trazida até hoje, sendo bastante visível no trânsito.
Como vimos, não é de hoje que as mulheres demonstram uma conexão com o mundo automobilístico e do trânsito, como a Duquesa Anne d’Uzés que foi a primeira mulher a obter habilitação para dirigir na história, em 1898 na França. Também foi a primeira mulher a receber uma multa de trânsito, pois ela trafegava a 15 km/h e o limite permitido nas ruas era de 12 km/h. Isso mostra que até para ser transgressora a mulher é muito cuidadosa demonstrando essa seguridade para encarar a direção veicular e o trânsito.
No Brasil as pioneiras a conseguir habilitação para dirigir foram Maria José Pereira Barbosa Lima e Rosa Helena Schorling no ano de 1932 em Vitória (ES). Schorling conseguiu ainda a habilitação para motos em 1933, esse feito despertou as mulheres, mostrando ter condições, capacidade e habilidade para exercer um ótimo desempenho como condutoras.
As diferenças comportamentais entre homens e mulheres são bem visíveis na dinâmica do trânsito, o homem é mais dominador, agressivo, ágil, compulsivo para velocidade, enquanto a mulher é mais passiva, cautelosa, conduzindo com prévio planejamento e segurança, mantendo uma tendência mais respeitosa no trânsito.
Quando nas brincadeiras das rodas de amigos começam as comparações e se questiona o desempenho dos homens e mulheres, surgem logo as piadas e comentários sobre quem dirige melhor. Observando os dados estatísticos mais recentes do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), dos mais de 60 milhões de motoristas no Brasil, quase 20 milhões são do sexo feminino, 71% dos acidentes são provocados pelos homens e apenas 11% pelas mulheres, sem contar que 70% das multas são para motoristas do sexo masculino.
Basta observarmos nos dados estatísticos que a mulher é dotada de características próprias ao enfrentar a direção veicular e o trânsito. A mulher pode parecer mais lenta na dinâmica do trânsito, mas isso não desvaloriza a sua capacidade como operadora de máquinas sobre rodas. Então, como ficam os questionamentos mulher ao volante perigo constante? Será uma questão apenas de uma competição pueril entre homens e mulheres? Questionamentos a parte, o que devemos levar sempre em consideração é a dinâmica no trânsito, onde cada um pode oferecer o melhor para obter o melhor.
MELISA PEREIRA – Psicóloga Clínica, Organizacional e Trânsito.

Fonte: http://www.saladetransito.com/2017/12/mulher-ao-volante-perigo-constante-sera.html

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Educação para o Trânsito e Cidadania

Já faz um tempo que se tenta, implantar aqui no Brasil, a Educação para o Trânsito. Este é um assunto bem abrangente, que inclui assuntos como: direção defensiva, educação das crianças para o trânsito, noções de primeiros socorros, respeito ao pedestre, respeito à sinalização, entre tantos outros.

Um dos problemas enfrentados em relação a isso é o fato de que a maioria da população só se preocupa com as informações referentes ao trânsito na época de “tirar a carteira de motorista”. No entanto, esse não deve ser o único momento para isso, pois, salvo raras exceções, é aquele corre-corre, aulas teóricas, legislação de trânsito, aulas práticas, tudo muito rápido porque se precisa da carteira. Aprende-se tudo de uma vez, tudo decorado, coisa que muito rapidamente se esquece.

Há algumas atitudes simples que podem colaborar com esse movimento de Educação para o Trânsito e diminuir os acidentes decorrentes de imprudências, coisas como:

  • Utilizar apenas transporte público regulamentado, etc.
  • Atravessar na faixa de pedestre;
  • Ciclistas e Condutores de Moto, sempre usar o capacete;
  • Evitar jogar lixo pela janela do veículo (pode atrapalhar a visão do condutor que vem em seguida);
  • Não deixar crianças, menores de 10 anos, andarem no banco da frente dos carros;
  • Não dirigir após ingerir bebida alcoólica;
  • Prestar atenção às crianças para que só embarquem ou desembarquem dos coletivos quando estes estiverem totalmente parados;
  • Respeitar a sinalização de trânsito (tanto o pedestre como os condutores);
  • Usar a trava de segurança nas portas traseiras se for conduzir crianças;
  • Usar cadeirinha de segurança para crianças com menos de 1,40m de altura;
  • Todos os ocupantes do veículo devem obrigatoriamente usar o cinto de segurança no banco da frente e no banco de traz.

É necessário fortalecer a educação dos jovens sobre o tema, para gerar mudanças culturais capazes de reduzir o número de acidentes, que matam cerca de 43 mil pessoas por ano no país. É preciso recriar o padrão cultural vigente de desrespeito às regras de trânsito, por meio da fiscalização, mas também conscientizando os jovens sobre o que está por detrás delas, como, por exemplo, os riscos de lesões cerebrais e medulares envolvidos nos acidentes deixando mais de 600mil pessoas com sequelas irreversíveis todos os anos no País.

“O trabalho de educação, especialmente com os jovens, tem que ser reforçado para recriar um novo fundamento de obediência à regra.

Há grande dificuldades para falar aos jovens, principalmente na sociedade individualista na qual eles estão sendo formados. Hoje, o individualismo é tão exagerado que nem adianta falar para eles dos milhões de reais gastos pelo país com os acidentes. As categorias coletivas acabaram: cidadania, pátria, isso não faz o menor sentido para eles. Temos que reinventar essa conversa com a garotada,  lembrando que é preciso desenvolver novas linguagens e formatos para que as iniciativas possam realmente causar efeito.

 

Eliandro Maurat

Palestrante e Empreendedor de Impacto Social

Especialista em Planejamento e Gestão de Trânsito

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Já pensou em dirigir um veículo com o poder da mente? Ou comprar um carro dobrável? Veja o que a indústria automotiva está planejando

 

Dirigindo com o poder da mente
A montadora japonesa Nissan vem desenvolvendo uma tecnologia chamada de “Brain-to-Vehicle” (cérebro para veículo) que irá permitir que os automóveis sejam controlados pelo poder da mente dos seus motoristas. A tecnologia funciona com a interpretação dos sinais emitidos pelo cérebro para a condução dos carros por meio da captação da atividade cerebral. A partir daí, sistemas autômatos analisarão as atividades para anteciparem, até mesmo, quais ações os motoristas pretendem tomar. O sistema também poderá prever algumas ações, como virar na próxima rua ou algum desconforto que o motorista esteja sentindo na condução.
Reinventando a roda
Um pneu que nunca fura. Essa é a proposta da Nasa, que criou um pneu totalmente à prova de furos. O projeto, que recebeu o nome de Shape Memory Alloy, foi desenvolvido para ser colocado em rovers com destino à exploração de Marte. Montado com correntes entrelaçadas de níquel-titânio e com interior totalmente vazio, o pneu tem capacidade para passar por cima de obstáculos como rochas, sem ser destruído e se moldando à superfície. A nova roda já foi testada em um carro de passeio, e o resultado foi positivo, porém, não se sabe quando a novidade poderá chegar aos veículos aqui na Terra.
Carro “Transformers”
Da tela para a vida real. A empresa japonesa Four Link Systems lançou o protótipo do carro elétrico e dobrável Earth-1, que foi inspirado nos robôs do filme “Transformers”. A grande vantagem do veículo é que ele pode reduzir o espaço necessário para uma vaga e facilitar o estacionamento. Com capacidade para duas pessoas, para comprar o “brinquedo”, é necessário desembolsar 70 mil dólares (cerca 228 mil reais). A novidade deve estar apta para rodar nas ruas japonesas a partir de abril de 2018 e já possui 30 encomendas.
GM mostra carro sem volante e pedais 
A General Motors apresentou o que a montadora considera ser o primeiro veículo sem volante e pedais. O Cruise AV é completamente autônomo e está aguardando autorização do governo americano para circular a partir de 2019. O veículo já vem realizando testes em São Francisco, na Califórnia, mas em uma versão com volante e pedais, utilizados em casos de emergência. A próxima etapa dos testes não contará com o comando manual. Para circular, o veículo utiliza 16 câmeras que detectam pedestres, ciclistas, sinais de trânsito e espaços livres. O Cruise também possui 21 radares articulados que identificam outros veículos em movimento e uma série de sensores de alta precisão, para detectar objetos em volta do carro.
Tênis como passagem de metrô 
Uma promoção da BVG, empresa de transporte público de Berlim, levou dezenas de pessoas a acamparem em frente a duas lojas de departamento para comprar um dos 500 pares de tênis que vale como passagem no transporte da cidade. Ao custo de 180 euros, o tênis é uma parceria com a Adidas e pode ser usado em ônibus, metrôs e bondes da cidade. Mas, para poder usar o serviço, é preciso estar usando o tênis em ambos os pés a fim de evitar a venda de um dos pés e impedir que duas pessoas andem com o mesmo bilhete.
As informações são da Agência CNT de Notícias

 

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Educação para o Trânsito: De quem é a responsabilidade?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O CTB diz, em seu Artigo 76 diz que a Educação para o Trânsito deve acontecer desde a Educação Infantil até o Ensino Superior, “por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação. ”

Certo…de que forma? Continua o CTB, no mesmo Artigo, em seu Parágrafo Único que o MEC, CONTRAN e o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras deverão adotar, em todos os níveis de ensino currículo interdisciplinar com conteúdo sobre segurança no trânsito, educação para o trânsito em cursos de formação para o magistério, criação de corpos técnicos para levantamento e análise de dados estatísticos relativos ao trânsito, e, por último, não menos importante: elaboração de planos de redução de acidentes de trânsito, visando integrar universidades e sociedade na área de trânsito…

O CTB vai fazer 20 anos e a Educação para o Trânsito continua praticamente a ser o que era antes da Lei entrar em vigor. Isso é, para dizer o mínimo, muito frustrante para todos os educadores, em especial os que se dedicam à Educação para o Trânsito. Literalmente, vivemos dando “murros em ponta de faca”.

Nossa voz não alcança, não sensibiliza grande parte dos gestores (não estou generalizando, há os que se preocupam e muito!) que acreditam ter muitas outras coisas “mais importantes” para as escolas do que implementar projetos de Educação para o Trânsito!

Já passamos do tempo de pensar no que deve ser feito e passar para a ação. A Década de Ações pela Segurança no Trânsito da ONU está chegando ao fim e ainda não houve redução significativa no índice de acidentes de trânsito. Se houve queda, e tenho cá minhas dúvidas de que isso aconteceu, foi mínima. Até porque, qualquer morte, qualquer mutilação no trânsito é muito ruim. Nunca deveria acontecer. Não podemos comemorar, não vejo motivos para isso ainda.

Porém, não sou pessimista. Acredito, e muito, que é possível mudar esse quadro de horror que temos hoje. Basta um pouco de boa vontade e seriedade.

* Eliane Pietsak é pedagoga, especialista em trânsito, e atualmente é colaboradora da Tecnodata Educacional.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/para-o-seu-cfc/educacao-para-o-transito-de-quem-e-responsabilidade/

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Mais de 140 pessoas morreram nas rodovias em apenas 4 dias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje a PRF anunciou que 67 pessoas morreram em quatros dias de Operação Ano Novo apenas nas rodovias federais. Entretanto, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, registraram nas rodovias estaduais 32 mortes, ou seja, 48% do total das mortes nas rodovias federais de todo país na soma apenas das rodovias estaduais de 3 estados. Na estimativa do SOS Estradas o total de mortes no feriado, em apenas 4 dias, supera as 140 mortes, considerando a soma de rodovias estaduais e federais. Média de 35 pessoas mortas por dia. “Normalmente a imprensa fica focada na divulgação das mortes apenas nas rodovias federais mas o número mais que dobra considerando as estaduais”, esclarece o Coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto. Leia mais no www.estradas.com.br

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Neste fim de ano escolha viver

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grandes feriados no Brasil costumam serem prenúncios de tragédias. Centenas de vidas perdidas, outros milhares com sequelas e modificadas para sempre, sem falar na dor dos que ficam, é o quadro que infelizmente se espera de feridos prolongados. Nos dois feriados de fim de ano de 2016, apenas nas rodovias federais, foram 225 mortos (fonte: agência Brasil).[/caption]

Dados mais recentes do DETRAN-RS apontam que de janeiro até novembro de 2017, apenas no Rio Grande do sul foram 1.571 vidas perdidas. A maioria (37,7%) conduzindo automóveis, seguido de motociclistas (26,9%) e pedestres (19,0%). Dessas mortes, a maioria ocorreu aos sábados (19,86%) e domingos (19,41%), sobretudo no período noturno (34,9%) e diurno da tarde (25,0%).

O mais estarrecedor é que nada menos que 846 vidas se perderam (60,2% do total) nas rodovias estaduais e federais no RS. Não vou aqui entrar no debate quanto a necessidade de duplicação das rodovias, sua melhor conservação e os motivos de termos rodovias muito piores que em outros estados.

O que quero destacar aqui neste final de ano é que é possível reduzir essa triste realidade, sem precisar esperar novas leis ou melhores vias, apenas, ou ainda esperar que o Estado brasileiro tome atitudes técnicas e não políticas para lidar com a gestão de trânsito nacional.

Diariamente vimos o clamor por multas mais pesadas, penas mais severas, como se isso fosse o suficiente ou o caminho para a mudança do comportamento. Ocorre que, como seres humanos, somos muito complexos do que apenas apresentar uma resposta adequada e segura no trânsito por medo de multa. Ainda (e aposto que talvez até você que está lendo este texto) acredita-se que o comportamento só muda “quando pesa no bolso”. Mas e para quem as multas não parecem surtir efeito, pois possuem poder aquisitivo superior? Aí vem o estado e começa a suspender e cassar habilitações, apenas provisoriamente, pois não há previsão de perda definitiva da habilitação e proibição vitalícia de se reabilitar, ou seja, independente do que se fez no trânsito, há sempre a possibilidade de voltar a possuir habilitação.

O caminho, e não é nenhuma novidade, é a nossa capacidade de autorreflexão e autoconsciência dos nossos atos. Erros no trânsito todos nós cometemos, o que não podemos deixar acontecer é a diminuição dos possíveis efeitos erros e sua banalização.

Sempre conto aos meus alunos quando esqueci a documentação do veículo numa viagem e, ao descobrir que havia esquecido noutra cidade, não me senti autorizado a voltar dirigindo sabendo que não estava portando a documentação (apesar disso não alterar minha forma de condução, tratava-se de uma irregularidade que não me autorizava realizar). Como não diminui a importância dessa falha, pude refletir e me policiar para, numa próxima oportunidade, não esquecer. E jamais esqueci desde então.

A mesma lógica se aplica a outras condutas: dirigir sem colocar o cinto, não dar a seta na mudança de direção, não colocar a criança na cadeirinha certa, exceder o limite de velocidade, andar com capacete mal afixado, etc. São apenas algumas das condutas que todos, uma hora ou outra, podemos cometer. Mas e porque algumas pessoas seguem cometendo-as, apesar disso?

Essa é a grande questão que a Psicologia e a Sociologia do trânsito buscam responder. A primeira, por exemplo, baseado no conhecimento da Psicanálise, aponta para o nosso narcisismo, ou seja, nos sentimos realmente especiais a ponto de que a lei só se aplica e é válida aos outros, nunca para mim (repare nas publicações na internet sobre acidentes ou infrações como as pessoas ‘de fora’ do fato julgam e clamam por punições maiores, as vezes até desproporcionais ao erro do outro). Já a Sociologia nos indica que uma sociedade é tão insegura no trânsito proporcionalmente o quanto é desonesta nas suas relações ou busca enaltecer a individualidade em detrimento do senso de pertença a uma coletividade.

A cada nova experiência, eu fico cada vez mais inclinado à compreensão de que, apesar do narcisismo exacerbado e de uma sociedade individualista, ainda são as escolhas feitas nas pequenas coisas do dia a dia que tornam o trânsito mais seguro.

Costumamos imaginar que o risco está apenas para quem excede muito a velocidade, mas é raro ver um veículo andando abaixo do limite máximo nas rodovias. Mas tudo bem, pois um pouquinho a mais da velocidade não faz mal, certo? Mas da mesma forma demonstra uma falta de capacidade de gestão do nosso comportamento, agindo com base em referências falsas ou equivocadas que nos impedem de observar que, como diz Roberto DaMatta, esperto é quem cumpre a lei, evita acidentes e punições, e não aquele que se não se envolveu em acidente (ainda) passa levando multa e tendo impedimentos na habilitação.

Afinal de contas, qual a dificuldade se cumprir o que se aprendeu na autoescola?

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/psicologia-do-transito/neste-fim-de-ano-escolha-viver/

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Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito

Hoje, dia 20, terceiro domingo de novembro, é celebrado o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2005. O objetivo da data é fazer com que a sociedade pare, pelo menos um dia por ano, para uma reflexão sobre os inúmeros problemas do trânsito, em todo o mundo, e ajude a pensar as possíveis soluções para se evitar novas vítimas de acidentes. O trânsito é hoje uma das três principais causas de morte entre pessoas de 5 e 44 anos, matando mais de 1,3 milhão de pessoas anualmente e deixando cerca de 20 a 50 milhões gravemente feridas.

“Este também é um dia para confortar quem já sofreu, e talvez sofra para sempre, as consequências materiais, sociais e principalmente emocionais com a perda de amigos e parentes no trânsito”,

A Década, instituída pela ONU e com a chancela da Organização Mundial de Saúde (OMS) , tem a meta de reduzir, até 2020, em todos os países signatários, o número de acidentes e mortes no trânsito em 50%.

Muitas ações e campanhas estão sendo organizadas em todo o Brasil pela data de hoje. Entidades e instituições ligadas às vítimas de trânsito estão mobilizadas para saudar a memória de parentes e de amigos perdidos. “O mais importante, porém, é que a sociedade pare para refletir que toda vida perdida no trânsito sempre deixará marcas profundas na sociedade”.

De acordo com o portal oficial sobre o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito (http://worlddayofremembrance.org) , as seis maiores causas de mortes no trânsito são o excesso de velocidade, o consumo de bebidas alcoólicas, a falta de cinto de segurança, a falta de equipamento de segurança para as crianças cadeirinha e o assento de elevação), a falta do capacete aos usuários de motocicleta e o uso do celular.

A melhor forma de honrar as vítimas é cumprir as promessas da Década de Ação para Segurança no Trânsito, lançada em 2011 e que vai até 2020.

Faça parte da mudança, seja você a mudança!

 

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