Educação para o Trânsito e Cidadania


Já faz um tempo que se tenta, implantar aqui no Brasil, a Educação para o Trânsito. Este é um assunto bem abrangente, que inclui assuntos como: direção defensiva, educação das crianças para o trânsito, noções de primeiros socorros, respeito ao pedestre, respeito à sinalização, entre tantos outros.

Um dos problemas enfrentados em relação a isso é o fato de que a maioria da população só se preocupa com as informações referentes ao trânsito na época de “tirar a carteira de motorista”. No entanto, esse não deve ser o único momento para isso, pois, salvo raras exceções, é aquele corre-corre, aulas teóricas, legislação de trânsito, aulas práticas, tudo muito rápido porque se precisa da carteira. Aprende-se tudo de uma vez, tudo decorado, coisa que muito rapidamente se esquece.

Há algumas atitudes simples que podem colaborar com esse movimento de Educação para o Trânsito e diminuir os acidentes decorrentes de imprudências, coisas como:

  • Utilizar apenas transporte público regulamentado, etc.
  • Atravessar na faixa de pedestre;
  • Ciclistas e Condutores de Moto, sempre usar o capacete;
  • Evitar jogar lixo pela janela do veículo (pode atrapalhar a visão do condutor que vem em seguida);
  • Não deixar crianças, menores de 10 anos, andarem no banco da frente dos carros;
  • Não dirigir após ingerir bebida alcoólica;
  • Prestar atenção às crianças para que só embarquem ou desembarquem dos coletivos quando estes estiverem totalmente parados;
  • Respeitar a sinalização de trânsito (tanto o pedestre como os condutores);
  • Usar a trava de segurança nas portas traseiras se for conduzir crianças;
  • Usar cadeirinha de segurança para crianças com menos de 1,40m de altura;
  • Todos os ocupantes do veículo devem obrigatoriamente usar o cinto de segurança no banco da frente e no banco de traz.

É necessário fortalecer a educação dos jovens sobre o tema, para gerar mudanças culturais capazes de reduzir o número de acidentes, que matam cerca de 43 mil pessoas por ano no país. É preciso recriar o padrão cultural vigente de desrespeito às regras de trânsito, por meio da fiscalização, mas também conscientizando os jovens sobre o que está por detrás delas, como, por exemplo, os riscos de lesões cerebrais e medulares envolvidos nos acidentes deixando mais de 600mil pessoas com sequelas irreversíveis todos os anos no País.

“O trabalho de educação, especialmente com os jovens, tem que ser reforçado para recriar um novo fundamento de obediência à regra.

Há grande dificuldades para falar aos jovens, principalmente na sociedade individualista na qual eles estão sendo formados. Hoje, o individualismo é tão exagerado que nem adianta falar para eles dos milhões de reais gastos pelo país com os acidentes. As categorias coletivas acabaram: cidadania, pátria, isso não faz o menor sentido para eles. Temos que reinventar essa conversa com a garotada,  lembrando que é preciso desenvolver novas linguagens e formatos para que as iniciativas possam realmente causar efeito.

 

Eliandro Maurat

Palestrante e Empreendedor de Impacto Social

Especialista em Planejamento e Gestão de Trânsito

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