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Games ensinam lições de cidadania para crianças

Clubinho Salva Vidas reúne jogos educativos sobre segurança no trânsito, cidadania e preservação do meio ambiente.

Pequenas lições como atravessar a rua na faixa de pedestre, não jogar lixo no chão e estar ao lado de um adulto para brincar na piscina podem ajudar a transformar crianças em cidadãos mais conscientes e responsáveis. E que tal se isso fosse ensinado de uma maneira divertida? Com essa proposta, o portal Clubinho Salva Vidas reúne games que ensinam sobre cuidados cotidianos como segurança no trânsito, preservação do meio ambiente e prevenção contra incêndios.

Voltado para crianças a partir de 5 anos, o clubinho foi lançado há 6 meses como uma forma de utilizar a tecnologia e as propriedades dos games para promover a educação para cidadania. O portal reúne sete jogos que estão espalhados por uma cidade virtual. Para ter acesso a cada um deles, o jogador deve percorrer diferentes espaços como o corpo de bombeiros, o posto policial e a defesa civil. O deslocamento pela cidade deve ser feito seguindo sempre as normas de trânsito e atravessando as ruas na faixa de pedestre. Para conquistar o direito de dirigir algum tipo de veículo, as crianças devem passar por testes em um autoescola que ensina cuidados no trânsito e direção prudente.

Africa Studio / Fotolia.comGames ensinam lições de cidadania para a vida

 

“Mais do que serem apenas joguinhos, existem muitos conceitos por trás de cada game”, defendeu Eliandro Maurat, idealizador do Clubinho Salva Vidas. Segundo ele, a ideia surgiu na época em que fazia trabalhos voluntários para alertar as pessoas sobre segurança no trânsito. Empresário no ramo de tecnologia da informação, desde 2011 ele dividia seu tempo visitando empresas e instituições de Teresópolis (RJ) para ministrar palestras relacionadas ao tema. Desanimado com a dificuldades de promover mudanças de atitude nos adultos, a sugestão de apostar na conscientização de crianças veio do próprio filho, que na época tinha 7 anos. “Ele me disse que seria mais fácil mudar o comportamento das crianças”, contou.

A partir daí, com a ajuda do filho, ele começou a desenvolver games para ajudar a conscientizar as crianças sobre pequenas lições de cidadania. “Os jogos são um tendência global. Nós não temos como fugir disso”, comentou Maurat. De acordo com ele, dessa forma é possível proporcionar um aprendizado divertido.

O empreendedor considera fundamental investir na educação para a cidadania de crianças. “É importante conscientizar elas desde cedo para perceberem que pequenas atitudes podem fazer a diferença. Quando você tem uma boa base, tudo vai ser bom. As nossas crianças são o futuro”, destacou Eliandro Maurat.

ReproduçãoClubinho Salva Vidas

 

Navegando pela cidade virtual

Para ter acesso aos games, o usuário precisa realizar um cadastro com a supervisão de um adulto responsável. Ele pode optar pelo modo gratuito, que inclui todos os jogos com um número limitado de fases, ou então fazer uma assinatura mensal que custa a partir de R$9,90, podendo customizar o próprio avatar e ter acesso a todas as telas. Segundo o idealizador, Maurat, esse formato foi escolhido para que as crianças que não pudessem pagar também tivessem o acesso.

Dentro da cidade virtual, as crianças também podem interagir entre si. No entanto, todas as conversas acontecem com base em frases prontas. Entre algumas das opções, elas podem saudar outros jogadores, alertar sobre a preservação do meio ambiente ou convidar para participar de algum jogo. Para Maurat, esse formato foi pensando para que os pais pudessem ficar tranquilos enquanto seus filhos jogam, evitando que pessoas mal intencionadas utilizassem a plataforma para ter algum tipo de contato com as crianças.

DivulgaçãoClubinho Salva Vidas nas escolas

 

Do virtual para as escolas

Ultrapassando os limites do virtual, Maurat também leva o Clubinho Salva Vidas para dentro das escolas, promovendo palestras sobre os temas abordados nos jogos. Durante as visitas, eles levam vídeos, músicas e desenvolvem dinâmicas com os estudantes. Todas as atividades são acompanhadas pelo boneco Edu, chamado por eles de agente do bem. “A gente criou esse personagem para ajudar a chamar a atenção das crianças”, explicou.

A dinâmica das visitas acontece dividida em dois momentos diferentes. No primeiro, é realizado um trabalho direto com as crianças. No segundo, os pais são convidados para participar e ouvir um pouco mais sobre o tema. “Quando você tem crianças, pais e educadores reunidos, você consegue alcançar resultados diferentes”, ressaltou.

Fonte: http://porvir.org/porcriar/games-ensinam-licoes-de-cidadania-para-criancas-2/20140611

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Com redução de mais de 50% no número de acidentes Detran/Acre bate meta da ONU

Mais de 120 mil alunos da rede pública e privada já receberam ações de educação de trânsito

 Por Jannice Dantas

O Departamento Estadual de Trânsito, Detran,  apresenta estatística parcial com o comparativo dos números de acidentes de trânsito durante o mês de maio nos anos de 2013 e 2014. O estudo realizado pelo setor de estatística do órgão é dividido em número de acidentes com vítimas e sem vítimas, número de óbitos, acidentes fatais e total de acidentes.

Para a diretora-geral do Detran, Sawana Carvalho, o momento é de comemoração. “Conseguimos atingir e até ultrapassar a meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio da Década de Ação pela Segurança Viária, que tem como objetivo diminuir em 50% os acidentes em todo o mundo durante o período compreendido entre 2011 a 2020”, diz Sawana.

A diretora atribui os números expressivos de redução à eficácia dos trabalhos desenvolvidos pela autarquia na área de educação, engenharia e fiscalização. “Nosso governador dedica um olhar mais que especial para o trânsito, principalmente no que diz respeito a salvar vidas, por isso trabalhamos incansavelmente nessa missão”, relata.

Em 2010 o Acre assinou, juntamente com os demais estados da federação, o pacto “Parada pela Vida”, lançado pelo governo federal, por meio do Ministério das Cidades e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).O pacto faz parte da Década de Ação pela Segurança Viária. Desde então o Detran/AC vem trabalhando com foco na meta estipulada pela ONU.

O Detran atua em três eixos bem definidos, são eles: Educação, Engenharia e Fiscalização. Paralelo a isso está o trabalho do setor de análise criminal da polícia militar e o setor de estatística do órgão que servem para nortear as ações a serem desenvolvidas.

No mundo cerca de 1,3 milhão de pessoas morrem por ano vítimas do trânsito. Trata-se da nona causa de mortes. Matando mais do que as guerras, em números ganha das mortes por causas naturais. Além disso, 20 a 50 milhões de pessoas se ferem em acidentes a cada ano. “Esses números refletem na saúde pública, mas principalmente na qualidade de vida das pessoas, pois os que sobrevivem, muitas vezes carregam seqüelas pelo resto da vida”, destaca Sawana.

Para servidora pública e ativista das causas ligadas ao trânsito, Rebeca de Paula, essas medidas são importantes pois auxiliam na prevenção de acidentes. Ela mesma já se envolveu em um acidente grave, no qual perdeu metade da perna direita. “Saber que as ações do Detran estão se fortalecendo e obtendo resultados me deixa muito feliz. Desejo que ninguém sinta a dor que eu senti. Se cada um fizer a sua parte, teremos um trânsito mais seguro e mais humano para todos”, desabafa.

Fonte:  detran.ac.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=994:com-reducao-de-mais-de-50-no-numero-de-acidentes-detran-bate-meta-da-onu&catid=30:destaques

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Mortes no trânsito crescem quase 40% em uma década no Brasil

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O número de mortos em acidentes de trânsito no país cresceu 38,3% no período de 2002 a 2012, de acordo com dados do Mapa da Violência 2014, divulgado nesta terça-feira (27). Considerando o aumento populacional no período, o crescimento foi de 24,5%.

Esse é o dado mais atualizado de violência pelo Brasil e tem como base o Sistema de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

O crescimento das mortes por acidentes de transporte no país em 2012 frente a 2011 foi de 2,5%. A taxa vem crescendo gradativamente desde o ano 2000.

Os Estados de Paraíba, Pará, Maranhão e Rondônia tiveram crescimento superior a 10% em 2012, enquanto que Amapá e Distrito Federal conseguiram reduzir suas taxas em 18% e 13%, respectivamente.

Roraima tem a maior taxa de mortes no trânsito por 100 mil habitantes: 42,4, frente 23,7 da média nacional. O Amazonas possui o menor índice, com 14,2.

Homicídios

O Brasil também bateu o recorde de homicídios em um ano, segundo dados divulgados do Mapa da Violência 2014. Em 2012, foram 56.337 mortes, o maior número desde 1980. O total supera o de vítimas no conflito da Chechênia, que durou de 1994 a 1996.

Fonte: UOL Notícias

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Motoristas testam comportamento no trânsito em simulador inédito

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A partir de hoje, 26 de maio, a Porto Seguro, a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) e a Lander começam a receber condutores para uma pesquisa que tem por objetivo avaliar o desempenho dos motoristas diante de algumas situações de risco ao volante.

A metodologia utilizada na pesquisa permitirá uma avaliação sobre a segurança, a maturidade e a vivência em situações reais ao dirigir nas vias públicas e em rodovias, por meio de exercícios em um simulador inédito no Brasil. Seu diagnóstico trará uma perspectiva sobre os principais pontos de melhoria que podem ser trabalhados por órgãos públicos, instituições e empresas relacionadas ao transporte e à mobilidade urbana.
O simulador tem a tecnologia da Lander Simulation & Training Solutions, empresa espanhola especializada em equipamentos de simulação e que, no Brasil, já fornece simuladores de direção para treinamento de condutores de ônibus, metrô e ferrovia. O equipamento estará disponível no Centro Automotivo Porto Seguro da Avenida Rio Branco, na Capital de São Paulo, até 26 de junho.
O apoio da Porto Seguro ao estudo da ANTP reforça outras iniciativas já promovidas pela empresa no contexto de educação e de segurança no trânsito, como o Movimento Trânsito+Gentil, os cursos de Direção Segura e Direção Emocional, os diagnósticos gratuitos em ações promovidas com sua Linha de Inspeção Veicular Móvel, ações voltadas à educação de futuros motoristas, com a Cidade Portinho Seguro Auto, e o apoio a motoristas – segurados ou não – em operações realizadas em parceria com concessionárias de rodovias no Sul e Sudeste, em férias e feriados, entre outras iniciativas.
Como participar do teste do simulador de trânsito
Inscrição: Para se inscrever, basta acessar o link http://bit.ly/TBQ2Gx e preencher os campos com os dados solicitados. Será enviada a confirmação da inscrição no e-mail cadastrado. Somente podem participar motoristas portadores de CNH válida. A ANTP entrará em contato caso a data/horário escolhido esteja pré-reservado. Os testes serão realizados entre 26 de maio e 26 de junho, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h (exceto feriados).
Local: Centro Automotivo Porto Seguro, na Av. Rio Branco, 1448, no Centro de São Paulo.

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Estresse no trânsito vira rotina para milhares de brasileiros

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Nos últimos 20 anos, o tempo de deslocamento subiu três vezes. Problema afeta saúde dos brasileiros

Ir de casa  para o trabalho está cada vez mais demorado. Nos últimos 20 anos, o tempo que a gente gasta dentro de ônibus, metrô e trem subiu três vezes e essa demora está prejudicando a saúde dos brasileiros.

Uma pesquisa do Ipea mostra que nos últimos 20 anos, o tempo das viagens nas regiões metropolitanas cresceu três vezes mais que nas áreas não metropolitanas, principalmente no Norte e no Nordeste.

Em Belém, Salvador e  Recife. A região metropolitana de Porto Alegre tem o menor tempo médio de percurso, 30 minutos e a do Rio, o maior tempo médio das viagens, 47 minutos.

A região metropolitana de São Paulo ficou logo atrás do Rio.  O tempo médio de deslocamento no transporte público é de pouco mais de 45 minutos.

Para o especialista Paulo Resende, consequência do crescimento das cidades, mas também do pouco investimento no transporte público.

“Tem estatísticas internacionais que apontam que a pessoa precisa de, no mínimo, meia hora para se recompor. Se nós multiplicarmos  pela quantidade de trabalhadores que, nas grandes cidades, enfrentam o trânsito com mais de uma hora, duas por dia, a perda é muito grande”, Resende.

O técnico em eletrotécnica, José Augusto Ribeiro, utiliza trem, Ônibus e metrô. São quase três horas para chegar ao trabalho. “Pretendo futuramente trabalhar mais perto de casa, ter mais qualidade de vida”, conta.

“Se uma pessoa passa três, quatro horas no trânsito, todos os dias, durante toda a sua vida, nós vamos chegar a 10 anos. Ao final da vida quem vai nos retribuir esses 10 anos”, questiona Resende.

Fonte: Jornal Hoje

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Entenda a diferença entre os combustíveis vendidos no País

Combustíveis no BrasilConfira as diversas opções de combustíveis que podem ser adquiridos nos postos e características de cada um.

Falar “posto de gasolina” não é um termo correto. Existem ao menos nove tipos diferentes de combustíveis disponíveis nos estabelecimentos no mercado brasileiro. Entenda cada produto que é oferecido e as diferenças entre eles antes de escolher um para completar seu tanque.

Gasolina

Comum – A gasolina comum encontrada nos postos de combustíveis é chamada oficialmente de Tipo C pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Além do derivado de petróleo, recebe também a adição de uma porcentagem de etanol anidro, que varia entre 20% e 25%, dependendo da determinação vigente do governo federal. Toda gasolina contém enxofre em sua composição. O metal pesado é dispersado na atmosfera após a queima e contribui para piorar a qualidade do ar. Até 2013, a quantidade desse material era de 800 partes por milhão (ppm), mas, a partir de janeiro, a ANP determina que esse nível não ultrapasse 50 ppm.

A resolução 38 de 9/12/2009 da agência, além de regular a quantidade de enxofre, também exige dos distribuidores de combustíveis que a gasolina comum contenha agentes detergentes para a manutenção da limpeza interna do motor. A ANP não exige um produto específico para tal atividade, mas a gasolina precisa passar por um teste aferido pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) comprovando sua eficácia.

Aditivada – Esse tipo de combustível é composto pela gasolina Tipo C e agentes detergentes. Mas, se a gasolina comum já tem aditivos, por que você pagaria a mais pela aditivada? Porém, é preciso diferenciar “manutenção da limpeza” com “faxina” de fato. A gasolina aditivada conta com uma carga maior de detergentes, o que não só impede o acúmulo de detritos dentro do bloco, o que ocorre na atual Tipo C, como também consegue efetivamente limpar o material que já está depositado lá dentro. Essa é a principal diferença em relação à gasolina comum, pois não há ganho direto de desempenho.

O uso da gasolina aditivada também merece atenção, como indica Ricardo Bock, professor de Engenharia Automobilística da FEI (Fundação Educacional Inaciana): “Se o carro já rodou muito com combustíveis adulterados, que facilitam a formação de depósitos de sujeira no tanque e no motor, começar a usar a aditivada pode causar o desprendimento dessas camadas e ocasionar o entupimento do filtro de combustível e até a quebra da bomba de gasolina do veículo”.

Premium – A gasolina tipo premium é caracterizada pela maior octanagem em relação a do Tipo C. Assim, ela produz uma queima mais eficiente (o que não signifca necessariamente mais potência para o carro), prolonga a vida de alguns componentes do veículo e seu teor de enxofre é de 30 ppm, menor que os índices das versões comum e aditivada. Como a última, também possui agentes que limpam a parte interna motor. Porém, é a mais cara de todas. Confira aqui se vale a pena investir na gasolina premium.

Etanol

Comum – Derivado da fermentação da cana-de-açúcar, o etanol encontrado nos postos é do tipo hidratado, pois, em forma pura, não provê lubrificação satisfatória dos componentes internos do motor como a gasolina.

Aditivado – Assim como no caso da gasolina aditivada, o etanol também pode receber agentes para atuar na limpeza dos componentes internos do motor. Aqui também vale ter atenção no uso do combustível vegetal com aditivos de limpeza, como na gasolina.

Diesel

Um veículo só pode ser rodar com diesel no Brasil se puder carregar ao menos 3.500 kg de carga total, se for caracterizado como ônibus ou ainda se possuir sistema de tração 4×4 com caixa de redução, conforme manda o Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

S-10 – O diesel S-10 é o combustível mais recente a entrar nos postos, pois a ANP determinou no final de 2013 (Resolução 50 de 23/12/2013) a sua obrigatoriedade nos estabelecimentos. O seu nome vem da quantidade de enxofre, de 10 ppm. Por ser menos poluente, o S-10 é encontrado nos postos de regiões metropolitanas e é obrigatório para ônibus de linhas municipais e intermunicipais. Esse tipo de diesel também recebe 5% de adição de biodiesel, de origem vegetal.

S-500 – Por ser mais poluente, o diesel com 500 ppm de enxofre está caindo em desuso nas capitais e é encontrado em postos rodoviários ou em cidades afastadas dos grandes centros. Mesmo assim, também recebe a adição de 5% de biodiesel.

Aditivados – O diesel aditivado recebe diversos nomes comerciais e pode atuar de maneiras diferentes, como explica Eduardo Polati, sócio-proprietário da consultoria para pesquisa e desenvolvimento de componentes automotivos Power Burst: “Esse tipo de combustível pode ter agentes de limpeza, desaguantes (para retirar a umidade), antiespumantes (para diminuir o tempo de abastecimento e aumentar o volume que entra no tanque) ou podem até aumentar o nível de cetano, o que melhora a combustão e reduz as emissões de poluentes”. Então, antes de pagar a mais no diesel aditivado, pergunte no posto qual é o aditivo usado.

Gás Natural Veicular

Sem aditivos ou variações, o Gás Natural Veicular (GNV) é o combustível mais puro encontrado nas bombas dos postos e é também o mais em conta. Ele é encontrado acumulado nas mesmas jazidas de onde já se extrai o petróleo. É então encanado e distribuído diretamente para os postos, dificultando a adulteração.

Para rodar com gás (GNV) o veículo precisa ter saído de fábrica preparado ou ser inspecionado pelo InMetro (Instituto Nacional de Metrologia) anualmente, no caso de adaptações. “Em tese, o posto pode até se recusar a abastecer um veículo com GNV caso essas condições não sejam atendidas, pois o sistema de gás do carro trabalha com pressão muito alta e uma adaptação mal feita pode afetar a segurança das pessoas em volta”, revela Polati.

O que você não encontra no posto ou, ao menos, não deveria…

Combustível adulterado – “No Brasil, temos vários tipos de gasolina: comum, aditivada, adulterada…”, brinca Ricardo Bock, mas é uma realidade que os motoristas precisam enfrentar na hora de abastecer. Desconfie de preços muito baixos e as suspeitas de adulteração podem ser denunciadas diretamente à ANP pelo telefone 0800-970-0267. O principal indício de que o carro está rodando com combustível “batizado” são falhas e engasgos no funcionamento no motor, além de consumo elevado.

Segundo o professor da FEI a gasolina é mais propícia a sofrer adulteração, pois “(os postos) usam solventes mais baratos para baixar o preço ou lucrar mais e esses componentes diluem o óleo do motor, o que facilita o acumulo de sujeira. Como o etanol é mais barato, o uso de solvente acaba encarecendo o produto final”.

Gasolina pura – A gasolina pura que sai das refinarias, Tipo A, não é oferecida ao público em razão da legislação, que exige a adição de etanol posteriormente.

Etanol anidro – O etanol anidro (puro) só é comercializado para fins de adição na gasolina Tipo A, formando assim a gasolina comum Tipo C encontrada nos postos.

Fonte: Mídia News

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Como são produzidas as lesões no trânsito?

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Por Dirceu Rodrigues Alves Jr.

O trânsito vem mostrando a cada dia maior número de vítimas, e pior, com lesões cada vez mais graves.

Conter esse descalabro parece, as autoridades, insolúvel.

Porque ocorrem lesões de pequeno, médio e grande porte? É isso que precisamos entender e praticar com objetivo de reduzir o alto número de acidentes no trânsito.

Energia cinética é a energia que anima um corpo em movimento.

A energia cinética do trauma ou biomecânica do trauma estuda a transferência de energia de fonte externa para o corpo da vítima.

Lesões por movimento são responsáveis pela maioria das mortes e sequelados em nosso país.

Fatores múltiplos levam ao acidente, principalmente velocidade, álcool, drogas, fadiga, sono e desatenções provocadas pela tecnologia introduzida no veículo. Quanto maior a velocidade, maior a energia e em cosequencia lesões mais graves.

O agente lesivo é o que tem energia e que pode ser mecânico ou cinético, térmico, químico, elétrico e radiação.

O ambiente do acidente faz suspeitar de lesões que serão encontradas.

O aumento do peso dos órgãos pode produzir: ruptura, arrancamento, deslocamento e outros.

Numa desaceleração brusca ou colisão, o fígado que tem um peso médio de 1,700kg, a 100 km/h terá o peso de 47 kg. O coração que tem 0,300 KG passa a 8 kg. O rim com 0,300 kg passa a 8 kg. O cérebro com seus 1,500 kg passam para 42 kg. O baço sai de 0,150kg para 4 kg. Podemos afirmar que a 100 km/h o corpo pesa 28 vezes mais.

Interessante é que no que chamamos de trauma fechado ocorre deformidade da parte externa que volta ao normal deixando lesão interna. É dessa forma que não vemos lesão externa e, no entanto temos, por exemplo, uma ruptura do baço ou uma lesão no fígado. Aparentemente nada aconteceu, no entanto, existe um quadro gravíssimo dentro do abdome.

No trauma penetrante forma-se uma cavidade permanente.

Numa colisão a energia cinética projeta a pessoa para cima e para frente na velocidade em que estava o veículo. Irão aparecer lesões decorrentes da energia cinética absorvida pelo corpo.

Num acidente de trânsito existem três tipos de colisão:

1ª colisão – A energia cinética é absorvida pelo veículo

2ª colisão – deformidade de estruturas internas evidenciando onde a vítima colidiu

3ª colisão – lesões na vítima

Na colisão (impacto e parada do veículo), costumamos dizer que a duração desse choque é um lapso de tempo. Estima-seque corresponda a um décimo de segundo.As colisões da máquina podem ser frontal, lateral, traseira e capotamento, sendo este impossível de se prever lesões.

Com a moto temos colisão e queda.

Nos atropelamentos as lesões são mais graves porque a vítima absorve toda a energia. Caracterizam-se três tipos de colisão:

1ª colisão – com o corpo

2ª colisão – com o veículo

3ª colisão – corpo com solo

Os atropelamentos em adultos, quase sempre produzem fratura de membros inferiores com lesões secundárias produzidas pela 2ª e 3ª colisões. Em crianças, compromete bacia e tronco e ocorre impacto secundário com a cabeça.

Na desaceleração vertical (queda) depende da altura, região do corpo que recebe o impacto e a superfície atingida.

Devemos suspeitar de trauma grave quando houver óbito de ocupante, temos que imaginar que outros ocupantes receberam a mesma energia cinética. Também quando houver ejeção, queda maior que duas vezes a altura da vítima e colisão com velocidade a cima de 32 km/h.

O estudo do departamento de tráfego britânico mostra que com:

32 km/h –

– 5% vão a óbito

– 65% sofrem lesões

– 30% ilesos

48 km/h –

– 45% vão a óbito

– 50% sofrem lesões

– 5% sobrevivem

64 km/h –

– 85% vão a óbito

– 15% sofrem lesões

 A velocidade é mais importante que a massa. Dobrando a massa do carro teremos o dobro da energia. Enquanto que dobrando a velocidade teremos o quádruplo dessa energia.

Uma colisão a 60 km/h é como se sofresse uma queda do11º andar de um prédio. A 80 km/h seria do 20º andar. A 120 km/h do 45º andar.

Dessa forma, podemos dizer que a energia mecânica de colisão de um automóvel com uma árvore, parte será absorvida pela árvore, pelo carro e por seus ocupantes. Parte dessa energia será dissipada sobre a forma de calor. Ocorre transferência de energia.

A aceleração e desaceleração são causadas pela transferência de energia para mover um corpo em repouso ou pará-lo quando em movimento.

A colisão frontal tem o que se chama de efeito tesoura porque cabeça e tronco são projetados violentamente para frente produzido lesões de face, cabeça, pescoço, lesões internas no abdome e coluna lombar.

A vítima nessa condição tem 25 vezes mais possibilidade de ir a óbito.

Quando o banco está muito reclinado (a cima de 110º) há grande possibilidade de evoluir com fraturas de membros inferiores, bacia, tórax, abdome, pescoço e cabeça.

Concluímos que quanto mais velocidade maior é a dificuldade de frenagem, maior a possibilidade de colisão de alta energia e maior a possibilidade de óbito e lesões graves. Tudo isso justifica as ações dos gerentes de tráfego atuarem de maneira imperiosa no controle da velocidade quer na área urbana quer nas rodovias.  A necessidade de fiscalização e de multas não pode ter o cunho de aumentar a arrecadação do município, mas sim de preservar vidas.

Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
Diretor de comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET

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‘Maio Amarelo’ visa diminuir violência no trânsito

Maio amarelo quer diminuir acidentes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além de ressaltar o número de mortos e feridos no trânsito, a Campanha Maio Amarelo quer mobilizar e envolver toda a sociedade mundial na discussão do tema

Na esteira de campanhas como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, que respectivamente tratam dos temas câncer de mama e próstata, o Maio Amarelo é um movimento internacional que surge para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito de todo o mundo.

O objetivo do movimento é a ação coordenada entre Poder Público e sociedade civil para colocar em pauta a segurança viária.

Mais do que ressaltar os altos índices de mortes e feridos no trânsito no Brasil e no mundo, o desejo é mobilizar e envolver sociedade, órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para efetivamente discutirem o tema, além de promover atividades voltadas à conscientização, ao amplo debate das responsabilidades e avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão dentro de seus deslocamentos diários no trânsito.

A ideia é que durante o mês de maio aconteçam encontros e ações entre o DER, Detran, BHTrans e com os Centros de Formação de Condutores (CFCs) em diversas cidades do Brasil e do Mundo.

Fonte: O debate

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O que o Brasil está fazendo para atingir as metas da Década?

Que o nosso país está há mil anos luz de todos os países desenvolvidos quando se trata do tema trânsito, segurança automotiva, estrutura e comportamento, nós já sabíamos, mas quanto o Brasil está se esforçando para cumprir as metas propostas pela ONU na criação da Década Mundial de Ações para a Segurança no Trânsito?

Vemos muitas campanhas sendo veiculadas Brasil afora, que têm como objetivo a mudança de comportamento da população, mas em relação a estrutura viária e automotiva brasileira, o que, realmente, na prática o Governo está fazendo?

Vou dar alguns exemplos que ilustram como estamos atrasados em relação a muitos países do mundo desenvolvido.

Na Holanda, foram inauguradas faixas de trânsito que brilham no escuro, é uma pintura especial que acumula energia durante o dia, e se mostram solução interessante e segura para a sinalização em trechos pouco ou nada iluminados. (Há alguns dias atrás viajei entre Jaraguá do Sul e Pomerode, numa estrada que mal se enxergava a faixa pintada na via).

A novidade na Europa também é um sistema único de infrações que liga todos os países europeus. Segundo dados recentes, com a diminuição de 17% desde 2010, a União Europeia está em boa posição para atingir o objetivo estratégico de reduzir para metade o número de mortos nas estradas entre 2010 e 2020.

O Japão quer chegar até 2030 com índice zero de acidentes no trânsito, como? O governo japonês já está se preparando para receber os carros autônomos. Segundo eles, a ideia é “facilitar a circulação do tráfego e tornar as estradas japonesas as mais seguras do planeta”.

Nos EUA, o órgão americano de segurança no trânsito (NHTSA) anunciou que todos os veículos, incluindo caminhões e ônibus, terão obrigatoriamente câmera traseira. A regra começa a ser aplicada em 2016 de forma gradual até 100% dos automóveis em 2018. Segundo levantamento, a cada ano 228 pessoas morrem a cada ano em acidentes com veículos dando ré – grande parte (44%) são crianças com menos de cinco anos. Em 2013, uma associação de pais processou o governo de Barack Obama pela demora na regulamentação após um casal atropelar acidentalmente os próprios filhos.

Esses exemplos de iniciativas demonstram o quanto existem países e governos empenhados em reduzir o número de acidentes no mundo. E aqui no Brasil, como estão as coisas?

Bom, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou ontem que houve 136 mortes e 2.726 acidentes nas rodovias federais do país entre a última quinta-feira (17) e esta segunda-feira (21), durante o feriado prolongado da Semana Santa e de Tiradentes. No ano passado, entre a quinta-feira da Semana Santa e o domingo de Páscoa, a PRF contabilizou 108 mortes e 2.429 acidentes nas rodovias federais. Os principais motivos, segundo a PRF, foram falta de atenção, velocidade incompatível e animais na pista. Sim, no Brasil ainda se morre devido a animais soltos na pista (parece piada com um país de terceiro mundo, mas infelizmente é a pura realidade).

Alguma coisa mudou de um ano para o outro? Segundo os cálculos da PRF, há três anos o órgão adotou o critério de calcular o número de acidentes, mortos e feriados por dia para cada 1 milhão de veículos, os resultados de 2014 apresentaram queda.  Queda? Talvez sensível, mas nada considerável.

Para se implantar a obrigatoriedade do airbag e ABS nos carros brasileiros foi uma luta. Economia X segurança. Somos muito moles mesmo…

Afinal, então, o que está sendo feito de verdade em nosso país? Boas campanhas e só. Projetos isolados de Educação para o Trânsito nas instituições de ensino, aumento do rigor em leis (mas sem fiscalização, o que torna a lei um fracasso e a sensação de impunidade cada dia maior). Mas e na infraestrutura viária? As ultrapassagens não são a maior causa de mortes em rodovias do nosso país? E porque ainda existem tantas rodovias não duplicadas e em tão mau estado? O aumento da frota exacerbado? Aonde vamos parar? A falta de vagas em hospitais? Esses problemas citados estão além das mudanças de comportamento do cidadão, que certamente é grande responsável pelos acidentes, e a solução não tem como partir de nós, ela está nas mãos dos governos federal, estaduais e municipais.

Não podemos aceitar de modo tão passivo o massacre, ou melhor, a guerra que vivemos hoje no trânsito brasileiro. Nem nós, nem o nosso Governo.

Há muito que ser feito. A Copa está valendo para mostrar ao mundo e a nós mesmos, a situação lastimável e de atraso em que se encontra o Brasil perante o resto dos países. Como brasileira, me sinto envergonhada. Até o próximo post! Por  Mariana Czerwonka
Fonte: http://portaldotransito.com.br/blog/post/o-que-o-brasil-esta-fazendo-para-atingir-as-metas-da-decada

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Clubinho Salva Vidas é destaque no programa Saúde, Beleza e Bem-Estar produzido pela Forpress Comunicações.

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O mundo todo desperta-se para a importância da educação infantil. Até pouco tempo atrás esse ensino era tido como de menor importância.
Hoje, sabemos que a estimulação precoce das crianças contribui e muito para o seu aprendizado futuro. Desenvolve suas capacidades motoras, afetivas e de relacionamento social.
www.clubinhosalvavidas.com.br, um novo conceito de educação!

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