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Indenizações do DPVAT dobram em 3 anos

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Indenizações do DPVAT dobram em 3 anos, com impulso do Nordeste

Número subiu 106% no 1º semestre do ano contra mesmo período de 2011. Resultado contrasta com crescimento de 28% da frota de 2011 a 2014.

Impulsionado pelo aumento das motos no Nordeste, o número de indenizações pagas pelo seguro obrigatório de veículos (DPVAT) no primeiro semestre dobrou em três anos, saltando de 165 mil entre janeiro e junho de 2011 para 340 mil no mesmo período de 2014, segundo dados da Líder-DPVAT, que administra o seguro.

A alta de 106% contrasta com o crescimento de 28% da frota nacional entre junho de 2011 e o mesmo mês em 2014, conforme dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Desde 2012, a região Nordeste lidera o ranking do recebimento de indenizações, mesmo com apenas 16% da frota nacional. Segundo o DPVAT, a explicação é que o crescimento da frota no Nordeste e Norte se deu principalmente pelas motos, que lideram os pagamentos feitos pelo seguro obrigatório a vítimas de acidentes.

“Em alguns estados do Norte e Nordeste, a porcentagem de motocicletas (na frota) chegou a 55%, enquanto a média nacional é de 27% e em São Paulo é 20%. Além disso, os estados são maiores e têm dificuldade de fiscalização. Pessoas andam sem capacete, com até quatro na moto”, afirma Marcio Norton, diretor de relações institucionais da Líder-DPVAT.

O crescimento da frota de motos no Nordeste começou a se destacar em 2010. No ano seguinte, a região superou o Sudeste em vendas pela primeira vez. Só na Paraíba, onúmero de motocicletas subiu 638% em pouco mais de 10 anos.

As motocicletas, principalmente de baixa cilindrada, passaram a ser usadas no trabalho, no lugar do jegue. Em março deste ano, o Ministério Público do Rio Grande do Norte promoveu uma degustação de carne de jumento, para chamar a atenção para oabandono desses animais nas estradas do estado.

Como é a divisão por regiões
O Nordeste foi o destino de 34% das indenizações do DPVAT. Foram pagas 114 mil entre janeiro e junho passados, um número 163% maior do que o do primeiro semestre de 2011. Desse montante, 59% foram para vítimas de acidentes com motos.

Outros 11% dos pagamentos (36.885) foram destinados ao Norte, sendo mais da metade por acidentes com motocicletas. A região possui apenas 4,9% da frota nacional de veículos, mas se mantém como a quarta maior em número de indenizações (11%) do DPVAT, superando o Centro-Oeste, com 10%.

Nordeste e Norte foram são as únicas regiões onde o pagamento de indenização por mortes em acidentes com moto predominou no primeiro semestre deste ano em relação aos causados por automóveis. No Sudeste, Sul e Centro-Oeste, os acidentes com automóveis dominam as indenizações por morte.

São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, que concentram 50% da frota brasileira, seguem na vice-liderança no geral, com 26% dos pagamentos de indenizações no semestre. O aumento em três anos também foi expressivo: 104%, saindo de 43 mil no primeiro semestre de 2011 para 89 mil entre janeiro e junho deste ano.

O Sul, que era líder em 2011, ficou em terceiro neste ano, com 19% dos pagamentos do DPVAT (65.172).

No total, a administradora do seguro pagou R$ 1,7 bilhão a vítimas entre janeiro e junho passados. Acidentes com motocicletas resultaram em 75% das indenizações (256.387); os com automóveis, 23% (67.906).

Invalidez lidera
Nos primeiros seis meses do ano, os pagamentos de indenização por invalidez cresceram 21%, para 259 mil, na comparação com o primeiro semestre de 2013. As indenizações por morte caíram 13%, para 25 mil.

Esse movimento também consolida uma tendência ligada ao crescimento do uso de motocicletas, de acordo com a seguradora. “Qualquer acidente mais sério (de moto) causa lesões graves nas pernas e braços”, aponta Norton.

As indenizações por invalidez corresponderam a 80% do total de acidentes com motocicletas e destinaram-se principalmente a homens (79%) com idade entre 18 e 34 anos (58%). Segundo a Líder-DPVAT, 44% dos acidentes com veículos de duas rodas ocorrem principalmente durante a tarde e o começo da noite (entre 13h e 20h).

Ainda segundo o DPVAT, a perda de mobilidade nas pernas foi a maior causa de aposentadorias por invalidez entre janeiro e junho deste ano, representando 26%, seguida por lesões nos braços e cotovelos (20%). Problemas cognitivos foram apenas 6%, graças ao uso do capacete.

Carro mata mais
Se por um lado os acidentes com motos são responsáveis por mais afastamentos definitivos do trabalho, os carros tendem a ser mais letais, conforme os dados do seguro obrigatório.
Considerando apenas com indenizações por morte, o Sudeste aparece em primeiro, com 37%, enquanto o Nordeste fica com 29%.

De acordo com Norton, a melhoria na segurança dos veículos foi um dos fatores que contribuiu para a redução de 13% dos pagamentos de indenizações por mortes no trânsito, que incluem não só motorista e passageiros, como pedestres.

“Equipamentos como freios ABS e airbag (obrigatórios nos carros novos desde o começo de 2014) tiram a gravidade dos ferimentos, assim como o uso do cinto no banco traseiro, mas não diminuem o número de acidentes. O engarrafamento também reduziu a velocidade nas vias”, explica o diretor.

O que é DPVAT
O seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) cobre casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistências médica e suplementares (DAMS) por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o país.

O recolhimento do seguro é anual e obrigatório para todos os proprietários de veículos. A data de vencimento é junto com a do IPVA, e o pagamento é requisito para o motorista obter o licenciamento anual do veículo.

O pagamento para beneficiários de vítimas fatais é de R$ 13.500. Nos casos de invalidez permanente, o pagamento pode chegar a R$ 13.500, de acordo com a gravidade das lesões. Já o reembolso hospitalar e médico pode chegar a R$ 2.700.

Vítimas e seus herdeiros (no caso de morte) têm um prazo de três anos após o acidente para dar entrada no seguro. Informações de como receber o DPVAT podem ser obtidas pelo telefone 0800-022-1204.

No ano passado, a rede de atendimento do DPVAT chegou a 7.757 pontos, com abrangência de 100% do território nacional. Em 2012, eram 4.783 postos.

Fonte: AutoEsporte

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Sistema reduzirá mais de 50% dos acidentes no Japão

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O Instituto de Pesquisa Fuji Chimera, de Tóquio, estima que, até o ano de 2030, 40% dos veículos no Japão estarão equipados com um sistema de comunicação destinado a prevenir colisões. Segundo informou a rede de TV NHK, a pesquisa e desenvolvimento destes sistemas de segurança são realizadas no Japão, Estados Unidos e Alemanha.

O Instituto antevê que os primeiros veículos equipados com o sistema sejam lançados no mercado em 2016. A estimativa é de que 60 milhões do total de 140 milhões de veículos tenham esta função até 2030, ou seja, 40%. Com isso, o número de acidentes no país deverá ser reduzido a mais da metade.

Esse sistema é capaz de dar autonomia de comunicação entre os veículos, tornando-os capazes de manter uma distância apropriada. Além disso, os veículos também serão equipados com tecnologia que permitirá captar os sinais de sensores instalados em cruzamentos.

O instituto considera necessário que o governo e as indústrias de veículos tomem medidas conjuntas para promover o uso desse sistema de segurança.

Fonte: Mundo Nipo

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Mortes de crianças no trânsito podem ser evitadas

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Dados apresentados pela ONG Criança Segura mostram que o trânsito continua sendo a maior causa de morte de crianças entre 01 e 14 anos dentre as lesões não- intencionais (acidentes). Em 2011, último dado do Ministério da Saúde, mais de 1700 crianças perderam a vida no trânsito brasileiro seja como ciclistas, pedestres ou ocupantes de veículos.  Estimativas mostram ainda que a cada morte, outras quatro crianças ficam com sequelas permanentes.

Segundo Celso Alves Mariano, especialista em Educação para o Trânsito e Diretor da Tecnodata Educacional, este é um dado preocupante, e os dados atuais não são animadores. “De acordo com dados da Seguradora Líder, responsável pelo DPVAT, houve um aumento no número de ocorrências de trânsito registradas envolvendo crianças e adolescentes no primeiro semestre de 2013, se comparado com o mesmo período do ano passado”, aponta Mariano.

De acordo com o especialista há muito que ser feito. “Estudos mostram que pelo menos 90% dessas lesões poderiam ser evitadas com atitudes de prevenção, como o uso das cadeirinhas para crianças de até sete anos e meio ou o despertar das crianças para as situações de risco, através da educação de trânsito nas escolas”, diz.

Em relação ao uso das cadeirinhas, estatísticas mostram que nem todos percebem a importância do uso desse equipamento. Segundo a PRF, em 2013, o número de multas para esse tipo de infração aumentou 60% nas estradas federais.  “Ter conhecimento da lei, saber a importância de usar o sistema de retenção, pois estudos comprovam a eficácia do equipamento,  e mesmo assim, não usá-lo- independente do motivo- chega a ser uma irresponsabilidade dos pais”, afirma Mariano.

Educação de trânsito nas escolas

Para Mariano, a educação para o trânsito nas escolas brasileiras ainda está caminhando, porém alguns grandes projetos terão início em 2014. “O Detran/PR e o Detran/AL estão investindo em educação para o trânsito no Ensino Fundamental (caso do Paraná) e no Ensino Médio (Alagoas). São os maiores projetos na área já vistos no Brasil”, afirma.

No Paraná, por exemplo, mais de 130 municípios serão atingidos. “São 34.669 alunos que terão contato com um método inovador e instigante, cuja base educacional tem raízes em fundamentos pedagógicas universais, e a essência é fazer a criança refletir e chegar às suas próprias conclusões, através de debates e dinâmicas dirigidas”, explica Mariano.

O maior objetivo dos programas educacionais desenvolvidos pela Tecnodata, segundo o especialista, é fornecer uma ferramenta simples e eficaz, que efetivamente contribua para diminuir o número de crianças que perdem a vida no trânsito.  “Nossa aposta é que elas reflitam e cresçam como cidadãos socialmente responsáveis”, conclui Mariano.

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275 pessoas morrem por dia no trânsito da América Latina

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Número de anos perdidos por mortes prematuras é comparável ao HIV, câncer de pulmão, tuberculose e malária.

Os acidentes de trânsito na América Latina e no Caribe causam 275 mortes por dia e seu custo econômico é de 2% a 4% do PIB regional, afirmou o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno.
O presidente do BID interveio em Santo Domingo no Fórum “Pavimentando o Caminho rumo à Segurança Viária”, organizado junto ao governo dominicano e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Um estudo sobre o tema realizado pelo BID assinala que o impacto na sociedade em termos de anos perdidos por mortes prematuras em acidentes de trânsito é comparável ao números de anos perdidos por causa do HIV, câncer de pulmão, tuberculose e malária. Na América Latina e no Caribe são registradas 17 mortes por cada 100.000 habitantes devido aos acidentes de trânsito, de acordo com a mesma fonte.

Moreno se referiu particularmente à República Dominicana, que enfrenta, na sua opinião, “um desafio de envergadura dada sua alta taxa de acidentes viários”.

No Fórum também participou o presidente da FIA, Jean Todt, que defendeu mais educação e informação para frear esta realidade na região, assim como respeito às leis e às regras em cada país. Tanto Moreno como Todt apelaram aos meios de comunicação para conscientizar sobre a importância de se conseguir a segurança viária.

Fonte: Época Negócios

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Pais fazem jovem se distrair no volante, alerta pesquisa

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Uma pesquisa feita nos Estados Unidos com mais de 400 motoristas adolescentes mostra que muitos pais fazem os filhos atenderem o celular enquanto dirigem, o que é um perigo. O resultado foi apresentado em uma convenção da Associação Americana de Psicologia. O trabalho contou com motoristas de 15 a 18 anos de todo o país para aferir por que esses jovens usam o celular no volante, apesar das constantes advertências sobre os riscos desse comportamento.

Muitos adolescentes disseram que os pais ficam bravos quando eles não atendem o celular. Além disso, comentaram que os pais também usam o telefone enquanto dirigem, assim como tudo mundo. Ou seja, os jovens não recebem o exemplo da família e, por isso, acham que a atitude é aceitável.

A distração no volante é uma das principais causas de acidentes de trânsito. Para os adolescentes, está por trás de de 11% dos acidentes fatais. Dessa parcela, 21% envolvem o uso de celular, de acordo com levantamento de 2013 da autoridade que administra o transporte rodoviário nos Estados Unidos.

Os pesquisadores ressaltam que é preciso sensibilizar os pais sobre esses riscos e mostrar que existem ferramentas, como aplicativos de celular, que respondem instantaneamente quando a pessoa está dirigindo e não pode atender.

Uma pesquisa do ano passado feita pela organização sem fins lucrativos Students Against Destructive Decisions  (Estudantes Contra Decisões Destrutivas, em tradução livre) mostra que 86% dos americanos de 16 a 18 anos usam o celular enquanto dirigem, o que representa um aumento em relação a pesquisa semelhante feita em 2009, quando a proporção era de 69%.

Para os pais, portanto, fica o recado: não insistam para que seus filhos falem com vocês pelo celular enquanto estiverem no volante, nem façam o mesmo na frente deles. Estacionem o carro para atender a ligação e incentivem os jovens a fazer o mesmo. A gente sempre acha que tem o controle da situação, mas, no final das contas, nem sempre é assim.

Fonte: http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2014/08/11/pais-fazem-jovem-se-distrair-no-volante-alerta-pesquisa/

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Os números nas rodovias do Brasil

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Informações divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal no último dia 19 revelam uma redução no número de mortes no trânsito. Os dados são discrepantes entre os estados, pois enquanto a maioria obteve redução, a Bahia, por exemplo, obteve um aumento de 44% no número de mortes durante o feriado da Proclamação da República.

O Rio de Janeiro foi o estado com maior queda no número de acidentes, passando de 315 para 166. Uma redução de 47%. Em contrapartida, os cinco estados onde mais houve acidentes foram Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Bahia.

No geral, os acidentes nas rodovias federais caíram 26% no feriado em relação ao mesmo período de 2011. No feriado deste ano, foram 2.310 acidentes, ante 3.124, em igual período do ano passado.

De acordo com a especialista de trânsito Elaine Sizilo, “enquanto as medidas de âmbito nacional, estadual e municipal não forem realizadas conjuntamente, onde uma entidade reforce a ação da outra, dificilmente será possível ter uma redução completa”. Ainda de acordo com Elaine, é necessário que todas as instituições do Sistema Nacional de Trânsito cumpram suas atribuições com o mesmo propósito, rigor, condições e qualidade para se alcançar resultados mais efetivos no país como um todo.

Segundo Elaine, quando se tem leis mais rígidas e adequadas a realidade da população – sustentadas por pesquisas e estatísticas atualizadas- , aliadas a uma fiscalização com número de agentes e equipamentos suficientes para uma ação contínua e em locais diversificados, reforçadas por campanhas e ações educativas de qualidade, com linguagem acessível e que realmente sejam compreendidas pelo público-alvo, se torna possível pensar na mudança da situação atual do trânsito brasileiro, explica.

Alguns números pelo país
Bahia - Aumento de 44% no número de mortes, subindo de nove para 13 se comparado com o mesmo período de 2011.
Pará – Rodovias federais não registraram mortos.
Espírito Santo - O número de mortos caiu 66,66%, passando de seis para dois registros de morte.
Minas Gerais – No total, 15 pessoas morreram e 228 ficaram feridas, sendo que em 2011 foram 22 mortes e 370 feridos.
São Paulo - Foram registrados 169 acidentes, 64 feridos e 4 mortos. As mortes caíram 33%.

 

 

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Lei Seca completa seis anos salvando vidas

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A Lei Seca completa seis anos de vigência nesta quinta-feira, dia 19. De autoria do deputado Hugo Leal (PROS-RJ), a Lei 11.705/08 – que mudou hábitos dos motoristas – tem ajudado a salvar vidas, reduzindo as estatísticas de violência no trânsito. Dados da Polícia Rodoviária Federal baseados no Programa de Prevenção de Acidentes no Trânsito apontam que, entre os anos de 2010 e 2013, houve redução de 15% na taxa de acidentes, 20% no número de feridos e 17,1% nas mortes no país. Hugo Leal, que preside a Frente Parlamentar em Defesa pelo Trânsito Seguro, defende o aperfeiçoamento das políticas públicas para tornar a questão da segurança no trânsito prioridade do Governo. Ele lembra que o Brasil é signatário de um tratado da ONU (Organização das Nações Unidas) chamado Década de Ação para Segurança no Trânsito, que envolve 150 países num esforço conjunto para a redução em 50% dos acidentes de trânsito no mundo até 2020.

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Humanização das cidades e proteção ao pedestre

O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) já definiu o tema para a Semana Nacional do Trânsito, entre os dias 18 e 25 de setembro de 2014: “Década Mundial de Ações para a Segurança do Trânsito – 2011/2020: Cidade para as pessoas: proteção e prioridade ao pedestre”.

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Tudo bem que mobilidade humana, proteção e prioridade ao pedestre tem que ser todo dia e que setembro ainda está longe, mas para as cidades e as pessoas que querem fazer algo, efetivamente, sério, o momento de começarem a se mexer é agora!

Infelizmente, temos no nosso país uma cultura de planejamentos e ações, principalmente em segurança no trânsito, voltada apenas para as datas comemorativas. É só chegar a Semana Nacional do Trânsito que as escolas e os professores ficam em polvorosa. No meio do corre-corre para decorar toda a escola os alunos ensaiam dramatizações, jograis, paródias, participam de concursos de cartazes, de pintura, de frases sobre o trânsito e de tantas outras atividades. Mas, ao longo dos outros dias do ano o assunto trânsito mal entra na pauta.

Contraditoriamente, enquanto ecoa em uníssono o discurso de que trânsito deveria ser matéria obrigatória no currículo, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) prima pelo ensino globalizante e o trânsito pode ser trabalhado diretamente em 5 dos 6 temas transversais existentes, mas quem é que disse que se trabalha trânsito na escola?

Cada escola tem o seu Projeto Político Pedagógico (PPP), que representa a sua carta de navegação política e pedagógica: um documento feito pela escola, professores, pais, alunos e comunidade. Mas, quantas dessas escolas inclui o trânsito em suas metas a serem trabalhadas a curto, médio e longo prazo?

Talvez, as secretarias de educação em muitos municípios organizem concursos de redação e até premiem as melhores frases daqueles alunos que escrevam que as cidades devem ser pensadas e planejadas para as pessoas e não para os veículos, mas será que os governantes que vão entregar os prêmios estão fazendo isso na sua própria cidade?

Talvez a frase vencedora desse tipo de concurso na Semana Nacional do Trânsito seja aquela do aluno que dirá que uma cidade feita para as pessoas é aquela em que se estimula o uso da bicicleta como transporte alternativo para pequenos percursos. Talvez, essa criança até ganhe como prêmio uma bicicleta, mas será que a sua cidade vai lhe oferecer condições seguras de pedalar no lazer ou na ida e vinda para a escola?

Isso faz pensar sobre que tipo de importância se está dando à Semana Nacional do Trânsito e se estaremos premiando apenas o que queremos ouvir e não fazemos em nossas cidades.

O fato é que não se pode pensar que um dia teremos cidades para as pessoas, proteção e prioridade ao pedestre enquanto o próprio governo zera as taxas e impostos para incentivar a compra de carros novos sem oferecer malha viária decente e segura num país em que morrem, por ano, mais de 60 mil pessoas em acidentes.

Porque fazer uma cidade para as pessoas com proteção e prioridade ao pedestre inclui também medidas de engenharia, de fiscalização e de educação que possibilitem o deslocamento com segurança, conforto e acessibilidade para todos: pedestres, ciclistas e condutores.

Inclui quebrar velhos paradigmas e estereótipos de que tanto a qualidade de vida quanto o ideal de felicidade do século 21 se resumem a ter um carro ou uma moto. Enquanto as cidades e os países mais evoluídos também em mentalidade e em cultura implantam medidas que priorizam as cidades para as pessoas e as áreas de convivência humanas em detrimento do veículo, continuamos caminhando na contramão, fazendo todo tipo de mudança que favoreça o fluxo de veículos.

Numa cidade planejada para as pessoas as sinaleiras para pedestres oferecem mais tempo para as travessias humanas.

Numa cidade planejada para as pessoas há investimentos em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas; há modificação do traçado e da geometria das vias para favorecer a vida das pessoas nas cidades com espaços de convivência arborizados e humanamente recriados.

Nas cidades planejadas para as pessoas, em vez de se construir mais pistas para os carros e aumentar a velocidade permitida, reduz-se a velocidade como uma forma de aumentar a segurança, a proteção e a prioridade para os pedestres, porque é isso que reduz os impactos de acidentes e morbimortalidade de pessoas no trânsito.

Não se trata de ser contra o veículo, mas de se encontrar uma forma de uso racional para atender as necessidades de deslocamento das pessoas, estejam elas sobre rodas ou não.

Também não se trata de importar modelos do que deu certo lá fora e usar como carbono no Brasil, um país com uma frota que não pára de crescer e também onde as pessoas mais matam e ferem no trânsito e onde tudo que se tenta no sentido de impactar menos as cidades e reduzir a acidentalidade não dá resultado! Trata-se de abordar o problema com a devida seriedade e mudança de mentalidade que se pede.

Pertenço a uma escola que entende e defende que a Semana Nacional do Trânsito deveria ser aquele período em que todo o Brasil se reuniria em torno das ações realizadas ao longo de todo o ano para analisá-las, reavaliá-las e melhorá-las para cuidar melhor das pessoas e prevenir ainda mais a acidentalidade.

Já que muitas cidades não terão o que avaliar na Semana Nacional do Trânsito deste ano, que a programação não seja só comemorativa. Que sirva como reflexão para o país entender que assumimos perante o mundo o compromisso de reduzir para 11 as 23 mortes a cada 100 mil habitantes até o ano 2020 com uma taxa de mortalidade de mais de 60 mil mortos por ano.

Que sirva para o país entender os custos tangíveis e intangíveis de tudo isto. Afinal, as mudanças que tanto esperamos para um trânsito mais humano e seguro começam pela mudança de mentalidade. E que em vez de apaixonados por carros como querem que acreditemos que somos, sejamos apaixonados pela vida ao ponto de construirmos cidades com segurança, proteção e prioridade às pessoas.

Márcia Pontes

Márcia Pontes é educadora de trânsito em Blumenau, realiza um trabalho voluntário de Educação Para o Trânsito online nas redes sociais, escreve o Blog Aprendendo a Dirigir com foco no acolhimento emocional, aprendizagem significativa e direção defensiva. Acadêmica do Curso de Graduação Tecnólogo em Segurança do Trânsito da Unisul.

 Fonte:http://blumenews.com.br/site/index.php/capa/item/13211-humaniza%C3%A7%C3%A3o-das-cidades-e-prote%C3%A7%C3%A3o-ao-pedestre

 

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Games ensinam lições de cidadania para crianças

Clubinho Salva Vidas reúne jogos educativos sobre segurança no trânsito, cidadania e preservação do meio ambiente.

Pequenas lições como atravessar a rua na faixa de pedestre, não jogar lixo no chão e estar ao lado de um adulto para brincar na piscina podem ajudar a transformar crianças em cidadãos mais conscientes e responsáveis. E que tal se isso fosse ensinado de uma maneira divertida? Com essa proposta, o portal Clubinho Salva Vidas reúne games que ensinam sobre cuidados cotidianos como segurança no trânsito, preservação do meio ambiente e prevenção contra incêndios.

Voltado para crianças a partir de 5 anos, o clubinho foi lançado há 6 meses como uma forma de utilizar a tecnologia e as propriedades dos games para promover a educação para cidadania. O portal reúne sete jogos que estão espalhados por uma cidade virtual. Para ter acesso a cada um deles, o jogador deve percorrer diferentes espaços como o corpo de bombeiros, o posto policial e a defesa civil. O deslocamento pela cidade deve ser feito seguindo sempre as normas de trânsito e atravessando as ruas na faixa de pedestre. Para conquistar o direito de dirigir algum tipo de veículo, as crianças devem passar por testes em um autoescola que ensina cuidados no trânsito e direção prudente.

Africa Studio / Fotolia.comGames ensinam lições de cidadania para a vida

 

“Mais do que serem apenas joguinhos, existem muitos conceitos por trás de cada game”, defendeu Eliandro Maurat, idealizador do Clubinho Salva Vidas. Segundo ele, a ideia surgiu na época em que fazia trabalhos voluntários para alertar as pessoas sobre segurança no trânsito. Empresário no ramo de tecnologia da informação, desde 2011 ele dividia seu tempo visitando empresas e instituições de Teresópolis (RJ) para ministrar palestras relacionadas ao tema. Desanimado com a dificuldades de promover mudanças de atitude nos adultos, a sugestão de apostar na conscientização de crianças veio do próprio filho, que na época tinha 7 anos. “Ele me disse que seria mais fácil mudar o comportamento das crianças”, contou.

A partir daí, com a ajuda do filho, ele começou a desenvolver games para ajudar a conscientizar as crianças sobre pequenas lições de cidadania. “Os jogos são um tendência global. Nós não temos como fugir disso”, comentou Maurat. De acordo com ele, dessa forma é possível proporcionar um aprendizado divertido.

O empreendedor considera fundamental investir na educação para a cidadania de crianças. “É importante conscientizar elas desde cedo para perceberem que pequenas atitudes podem fazer a diferença. Quando você tem uma boa base, tudo vai ser bom. As nossas crianças são o futuro”, destacou Eliandro Maurat.

ReproduçãoClubinho Salva Vidas

 

Navegando pela cidade virtual

Para ter acesso aos games, o usuário precisa realizar um cadastro com a supervisão de um adulto responsável. Ele pode optar pelo modo gratuito, que inclui todos os jogos com um número limitado de fases, ou então fazer uma assinatura mensal que custa a partir de R$9,90, podendo customizar o próprio avatar e ter acesso a todas as telas. Segundo o idealizador, Maurat, esse formato foi escolhido para que as crianças que não pudessem pagar também tivessem o acesso.

Dentro da cidade virtual, as crianças também podem interagir entre si. No entanto, todas as conversas acontecem com base em frases prontas. Entre algumas das opções, elas podem saudar outros jogadores, alertar sobre a preservação do meio ambiente ou convidar para participar de algum jogo. Para Maurat, esse formato foi pensando para que os pais pudessem ficar tranquilos enquanto seus filhos jogam, evitando que pessoas mal intencionadas utilizassem a plataforma para ter algum tipo de contato com as crianças.

DivulgaçãoClubinho Salva Vidas nas escolas

 

Do virtual para as escolas

Ultrapassando os limites do virtual, Maurat também leva o Clubinho Salva Vidas para dentro das escolas, promovendo palestras sobre os temas abordados nos jogos. Durante as visitas, eles levam vídeos, músicas e desenvolvem dinâmicas com os estudantes. Todas as atividades são acompanhadas pelo boneco Edu, chamado por eles de agente do bem. “A gente criou esse personagem para ajudar a chamar a atenção das crianças”, explicou.

A dinâmica das visitas acontece dividida em dois momentos diferentes. No primeiro, é realizado um trabalho direto com as crianças. No segundo, os pais são convidados para participar e ouvir um pouco mais sobre o tema. “Quando você tem crianças, pais e educadores reunidos, você consegue alcançar resultados diferentes”, ressaltou.

Fonte: http://porvir.org/porcriar/games-ensinam-licoes-de-cidadania-para-criancas-2/20140611

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Com redução de mais de 50% no número de acidentes Detran/Acre bate meta da ONU

Mais de 120 mil alunos da rede pública e privada já receberam ações de educação de trânsito

 Por Jannice Dantas

O Departamento Estadual de Trânsito, Detran,  apresenta estatística parcial com o comparativo dos números de acidentes de trânsito durante o mês de maio nos anos de 2013 e 2014. O estudo realizado pelo setor de estatística do órgão é dividido em número de acidentes com vítimas e sem vítimas, número de óbitos, acidentes fatais e total de acidentes.

Para a diretora-geral do Detran, Sawana Carvalho, o momento é de comemoração. “Conseguimos atingir e até ultrapassar a meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio da Década de Ação pela Segurança Viária, que tem como objetivo diminuir em 50% os acidentes em todo o mundo durante o período compreendido entre 2011 a 2020”, diz Sawana.

A diretora atribui os números expressivos de redução à eficácia dos trabalhos desenvolvidos pela autarquia na área de educação, engenharia e fiscalização. “Nosso governador dedica um olhar mais que especial para o trânsito, principalmente no que diz respeito a salvar vidas, por isso trabalhamos incansavelmente nessa missão”, relata.

Em 2010 o Acre assinou, juntamente com os demais estados da federação, o pacto “Parada pela Vida”, lançado pelo governo federal, por meio do Ministério das Cidades e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).O pacto faz parte da Década de Ação pela Segurança Viária. Desde então o Detran/AC vem trabalhando com foco na meta estipulada pela ONU.

O Detran atua em três eixos bem definidos, são eles: Educação, Engenharia e Fiscalização. Paralelo a isso está o trabalho do setor de análise criminal da polícia militar e o setor de estatística do órgão que servem para nortear as ações a serem desenvolvidas.

No mundo cerca de 1,3 milhão de pessoas morrem por ano vítimas do trânsito. Trata-se da nona causa de mortes. Matando mais do que as guerras, em números ganha das mortes por causas naturais. Além disso, 20 a 50 milhões de pessoas se ferem em acidentes a cada ano. “Esses números refletem na saúde pública, mas principalmente na qualidade de vida das pessoas, pois os que sobrevivem, muitas vezes carregam seqüelas pelo resto da vida”, destaca Sawana.

Para servidora pública e ativista das causas ligadas ao trânsito, Rebeca de Paula, essas medidas são importantes pois auxiliam na prevenção de acidentes. Ela mesma já se envolveu em um acidente grave, no qual perdeu metade da perna direita. “Saber que as ações do Detran estão se fortalecendo e obtendo resultados me deixa muito feliz. Desejo que ninguém sinta a dor que eu senti. Se cada um fizer a sua parte, teremos um trânsito mais seguro e mais humano para todos”, desabafa.

Fonte:  detran.ac.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=994:com-reducao-de-mais-de-50-no-numero-de-acidentes-detran-bate-meta-da-onu&catid=30:destaques

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