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Acidentes matam quase 5 mil crianças por ano

Acidentes com crianças

Longe da escola, os pequenos têm mais tempo livre para ficar em casa ou para passeios. Especialista lista dicas para evitar transtornos

Época de férias é sinônimo de crianças com mais tempo livre em casa e programações de passeio e lazer para os pequenos. Mas esse maior período dentro de casa pode trazer problemas para os pais, que, apesar dos cuidados, as crianças acabam sendo vítimas de acidentes domésticos.

No Brasil, acidentes domésticos e de trânsito representam a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos. São cerca de 4,7 mil mortes e 125 mil hospitalizações ao ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Números que podem deixar de ser computados com algumas atitudes de prevenção adotadas no cotidiano.

De acordo com a pediatra Amanda Carvalho, os casos que chegam à urgência, envolvem desde viroses intestinais, traumas causados por quedas e queimaduras. Com relação aos alimentos, a pediatra alerta que, na maioria das vezes estes não foram preparados com o manuseio correto nem foram mantidos com a devida conservação.

“Os pais precisam ter cuidado com alimentação dos filhos nesta época de férias, quando acabam ingerindo líquidos ou alimentos contaminados. Normalmente, nessa época, aparecem as viroses intestinais, que a criança pode apresentar sintomas como dor abdominal, febre, vômitos e calafrios por conta de comer alimentos que ficam expostos em feiras, praças de alimentação”, comenta.

Em algumas vezes, os pais optam por fazer passeios que incluem banhos de piscina, ocasiões na qual as crianças acabam ingerindo água que pode estar contaminada até mesmo com coliformes fecais no momento do mergulho.

“A quantidade realmente aumenta durante as férias, em virtude da grande do tempo maior da criança em casa, mas também pode acontecer em passeios, quando a criança vai brincar de bicicleta ou triciclo e acabam caindo e se machucando”, explica.

Fonte: Portal O Dia

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Simulador encarece preço da CNH em até 20%

Preço para tirar a CNH com simulador

Norma é válida só para categoria B; Valor para obter a habilitação para dirigir deve subir em R$ 250,00.

Muita gente prometeu, no último réveillon que “de 2014 não passa” e vai correr atrás da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). No entanto, quem quiser tirar a habilitação para dirigir a partir de agora terá que passar por cinco aulas em um simulador de direção instalado nas autoescolas. 

A nova regra, no entanto, causou um aumento de até 20% no valor gasto na emissão do documento. Antes da mudança, em média, o candidato a condutor desembolsava cerca de R$ 1,2 mil. Com a alteração, o valor subirá até R$ 250. Os dados são da Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto).

A norma é válida apenas para a categoria B, que é a categoria de habilitação para automóvel. Além disso, nenhuma aula simulada terá caráter eliminatório e não haverá provas ou avaliações no simulador. 

Cada aula terá 30 minutos e todas devem ser feitas obrigatoriamente antes das aulas práticas, justamente para dar ao candidato maior segurança no momento em que ele for pegar um carro verdadeiro para dirigir. As aulas práticas continuam sendo 20 aulas de 50 minutos cada. 

Ainda segundo a Feneauto, o custo médio de um aparelho simulador é de R$ 40 mil, mas é possível obtê-lo por comodato. Vale lembrar que o custo será repassado para o consumidor. 

As autoescolas não são obrigadas a ter a máquina e podem dividir o equipamento com outras empresas, desde que o aparelho utilizado esteja com a manutenção em dia. A taxa para a manutenção varia de R$ 750 a R$ 1.750 e deve ser feita mensalmente.

 Fonte: Dia a Dia

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Jogo online vai unir diversão e educação para o trânsito

O game foi lançado oficialmente na última semana em evento no Rio de Janeiro

O game foi lançado oficialmente na última semana em evento no Rio de Janeiro

- Projeto desenvolvido dentro do Projeto Salva Vidas no Trânsito quer formar futuros condutores mais preparados

O Projeto Salva Vidas no Trânsito que já levou palestras a cerca de 15 mil pessoas em três anos de existência está com uma novidade: É o Clubinho Salva Vidas, um jogo online que busca conscientizar crianças sobre os perigos do trânsito por meio da diversão. O objetivo é criar uma cultura de prevenção desde a base. Eliandro Canto, idealizador do projeto, afirma que toda a plataforma do game foi pensada para oferecer segurança às crianças. O game foi lançado oficialmente na última semana em evento no Rio de Janeiro.
“Há cerca de dois anos meu filho deu uma ideia de que nós fizéssemos um game de educação infantil para as crianças. A partir daquele momento começamos a fazer muitas pesquisas e vimos que realmente é um caminho a ser seguido, porque os games funcionam com efetividade com mais de 70% dos casos, porque as crianças aprendem brincando”, disse o empresário Eliandro Canto.

“Acho que começando com a base, com as crianças, conseguimos melhores resultados na educação para o trânsito”, disse Eliandro Canto

“Acho que começando com a base, com as crianças, conseguimos melhores resultados na educação para o trânsito”, disse Eliandro Canto

Cidade virtual

O cenário trata de uma cidade virtual onde o trânsito acontece como acontece na vida real, com carros passando o tempo todo e onde o pedestre, que é comandado pelas crianças, tem que respeitar as regras de trânsito e de cidadania, ganhando pontos diversos ou perdendo os mesmos a cada atitude incorreta.
O jogo funciona ainda como uma rede social monitorada: “É também uma plataforma de rede social, onde as crianças vão poder se ver e conversar entre si, porém com muita segurança. A gente fez tudo pensando na segurança, por isso serão frases prontas onde podem conversar entre si com frases, porque não pode ser digitado e isso inibe pessoas mal intencionadas e de alguma forma influenciar a criança para outras coisas”.
Para ele, quando unido ao lúdico, o teórico é mais eficiente no quesito educação. “A gente acredita muito que o game pode mudar a atitude das crianças, porque a gente já percebeu que educar os adultos é muito difícil. Por isso trabalhar na base, com as crianças. Quando se cresce com um conceito você tende a se tornar um cidadão melhor e mais educado”, enfatiza.

Eliandro ressalta ainda que é necessário cuidado com os abusos de fim de ano para evitar os acidentes típicos desse período. “Há três anos trabalhamos com educação para o trânsito, já falamos para cerca de 15 mil pessoas, entre jovens e adultos de várias empresas e escolas, mas infelizmente não vemos diminuição dos índices, ao contrário, eles só aumentam. o conselho que a gente dá é de respeito ao próximo. Não vou fazer para aquela pessoa aquilo que não gostaria que ela fizesse comigo”, conta.

Fonte: http://netdiario.com.br/jogo-online-vai-unir-diversao-e-educacao-para-o-transito/

Reportagem:

Formada pela Universidade Estácio de Sá, Joanna Medeiros está há mais de três anos no Grupo Diário. Jornalista por formação e paixão, a mãe da Alice é também produtora do programa Diário da Manhã.

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Motoristas: sonolência ao volante é coisa grave!

Sono e volante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) apontam que sono e o cansaço são responsáveis por até 60% dos acidentes de trânsito em todo o país. É tão perigoso quanto assumir a direção de um veículo após ingerir bebida alcoólica.

O doutor Dirceu Rodrigues Alves Júnior, diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina Ocupacional da ABRAMET, esclarece que o condutor, para dirigir, necessita de três funções importantes: a primeira é a cognitiva, responsável pela atenção, concentração, raciocínio e a agilidade mental. A segunda é a motora, que permite ao motorista dar respostas imediatas quando ao volante e a terceira é a sensorial que abrange o tato, a visão e a audição. “Essas funções só funcionam perfeitamente se o sono estiver em dia. Dormir antes de dirigir é tão importante quanto dirigir sem consumir bebida alcoólica”, acrescenta.

Pessoas que ficam acordadas de 17 a 19 horas têm performances ao volante pior do que aquelas que apresentam nível etílico no sangue igual a 0,05%. O tempo ideal do sono varia para cada pessoa, mas de 7 a 8 horas por dia costuma ser o suficiente para sentir-se descansado. Quem dorme cinco horas ou menos tem 50% mais chances de provocar acidentes.

É possível minimizar os efeitos do sono ao volante adotando alguns cuidados básicos:

- O ideal é sempre parar e dormir quando o sono vier;

- Não tomar remédios, bebida alcoólica nem fazer refeições pesadas antes de dirigir;

- Evitar dirigir entre meia noite e 8 horas da manhã, momento em que o organismo mais sente a necessidade de descanso;

- Evitar viajar sozinho, revezando com outros condutores se houver possibilidade;

- Planejar a viagem, parando por 15 minutos a cada 3 horas de direção no máximo.

Dentro do cronograma da Década Mundial de Ação pela Segurança no Trânsito, definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) promove a Semana Nacional de Trânsito de 2013 que, dentre outras coisas, procura refletir sobre as consequências de se dirigir- após ingerir bebidas alcoólicas ou utilizando o celular. Observe sua conduta e colabore para um trânsito mais seguro.

Fonte: http://semexcesso.com.br/sonolencia-ao-volante/

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Ator de Velozes e Furiosos morreu no sábado (30), na Califórnia. Ficção que vira realidade!

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Imagem mostra os  destroços do veículo no qual o ator Paul Walker estava quando morreu, depois que o carro pegou fogo.

Foto: Reprodução/ Mail Online

Foram divulgadas as fotos do acidente de carro que vitimou o ator Paul Walker, conhecido por sua atuação no longa-metragem Velozes e Furiosos. O famoso morreu no sábado (30), aos 40 anos, na cidade de Santa Clarita, no sul da Califórnia, nos Estados Unidos

Segundo o site TMZ, Walker voltava de um evento de caridade na companhia de um amigo. O ator estaria como passageiro do carro, que perdeu o controle e bateu em um poste ou numa árvore. Na sequência, o carro pegou fogo. O amigo de Paul Walker também morreu no acidente

Paul Walker ficou famoso no mundo todo ao estrelar, em 2001, o filme Velozes e Furiosos, no papel de Brian O’Conner.

Foto: Reprodução/Video TMZ

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Exame obrigatório vai detectar uso de drogas por motoristas profissionais

Condutores de caminhões, carretas e ônibus terão que fazer o exame na hora de tirar ou renovar a carteira. Abuso de drogas é comum nas estradas.

Os motoristas profissionais de caminhões, carretas e ônibus vão passar por um exame que detecta o uso de drogas em um período de 90 dias antes do teste.

A resolução é do Conselho Nacional de Trânsito e determina que esse exame seja feito na hora de tirar ou renovar a carteira. O repórter Wilson Kirsche mostra como funciona o mercado de substâncias ilegais nas estradas.

Na cabine, um abuso declarado, bem conhecido por motoristas que não usam, mas são testemunhas do consumo entre os colegas. “Não estão tomando rebite, estão cheirando pó mesmo”, diz um caminhoneiro.

“Cocaína, crack, maconha”, afirma outro caminheiro.

Eles contam que o mercado clandestino transforma pátios e estacionamentos em pontos de tráfico. “Qualquer lugar que você chegar, acha. É como comprar doce no mercado”, diz um caminhoneiro.

Um caminhoneiro que não quer mostrar o rosto só dirige tomando comprimidos estimulantes, conhecidos como rebites. Ele diz que já passou cinco dias sem dormir para dar conta das entregas e aumentar a renda. “Na primeira noite dois, na segunda noite quatro, na terceira noite seis. E aí vai. Te deixa ligado a noite toda, que é o que cara precisa para poder rodar”, conta.

É esse perigo que está na mira da lei. A resolução do Contran vai tornar obrigatório o exame toxicológico ,que detecta consumo de drogas, para emissão e renovação da carteira de motorista, nas categorias C,D e E. As análises terá que ser feita em laboratório credenciado, e o laudo apresentado junto com os exames exigidos pelo Detran.

Para os testes serão coletadas amostras de cabelos, pelos ou unhas. O exame vai mostrar se houve uso de maconha, cocaína, crack ou anfetamina até 90 dias antes da coleta. “A queratina presente nos pelos e cabelos aprisiona pequenas moléculas das drogas, tornando possível que nós as detectemos por um período maior. O resultado sai em aproximadamente 15 dias”, explica o diretor de laboratório Vicente Milani.

Se o resultado der positivo para o uso de drogas, a resolução também permite que seja feita uma contraprova, até 90 dias depois do exame. O motorista só vai poder retirar ou renovar a habilitação se esse novo teste der negativo.

O sindicato dos caminhoneiros reconhece que o rigor do exame vai barrar muita gente, e que será preciso fazer campanhas de conscientização entre os profissionais. “Tem que investir muito nessas campanhas, nessas orientações, para que a gente possa ter uma equipe boa”, ressalta Carlos Dellarosa.

Transportadoras ouvidas pelo Bom Dia Brasil apoiam a medida, mas afirmam que não têm como arcar com o custo do exame, de R$ 350 a R$ 400. O teste teria que ser bancado pelos motoristas. “Para ele ser contratado pela empresa ele vai estar com os documentos todos em ordem, vai ter que estar. Então esse custo vai ser repassado para ele, infelizmente”, diz a supervisora de transportadora Débora Quaglio.

Mesmo assim, dentro da boleia, a aprovação é quase geral. Os caminhoneiros sabem que esse vai ser o preço da segurança. “Quanto menos louco na estrada, melhor”, diz um caminhoneiro.

A resolução já foi publicada, mas o Contran deu prazo até julho do ano que vem para começar a exigir o exame.

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/11/exame-obrigatorio-vai-detectar-uso-de-drogas-por-motoristas-profissionais.html

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Veja os cuidados com o extintor de incêndio do carro

Extintor no carro

O extintor de incêndio do carro geralmente só é lembrado em casos de urgência. Mas o motorista não deve esperar situações extremas para revisar esse equipamento obrigatório. A forma de armazenamento, a data de validade e o estado de conservação estão entre os pontos que devem ser observados pelos donos de carros.

O extintor deve sempre ser levado na parte dianteira do carro, em local de fácil acesso ao motorista. Primeiro, ele deve estar dentro do prazo de validade, que geralmente é de 5 anos. É importante também checar se o lacre está no lugar e verificar o indicador de pressão. O indicador não pode estar na faixa vermelha. O componente deve estar em boas condições, sem ferrugem, amassado ou com outros danos.

Andar sem extintor, com ele fora da validade ou com qualquer defeito resulta em multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira de habilitação.

Plástico

Há uma dúvida em relação a retirar ou não o plástico da volta do extintor. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) não fala especificamente sobre esse tema. Determina, porém, que ele não pode estar envolvido em nada que atrapalhe a utilização. Por isso, alguns agentes de trânsito interpretam o plástico como um impedimento de uso e aplicam multa. O mais recomendado, portanto, é deixar o extintor sempre livre de embalagens.

Fonte: Terra Brasil

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Trânsito mata 5 pessoas a cada hora no pais

Trânsito mata 5 pessoas a cada hora no País

 

A todo momento meus filhos perguntam por que o pai morreu. É muito difícil. A triste declaração  de Adriana Mazoni Pagani,  28 anos, é reflexo de uma tragédia que assola o País todos os dias: mortes por acidente de trânsito. Pesquisa divulgada pela CNM revela dados alarmantes. A cada hora cinco pessoas perdem a vida em desastres. No total, em 2011, foram 43.256 mortos em acidentes que ainda deixaram 580 mil pessoas feridas.

Adriana perdeu o marido, Rodrigo, em abril de 2012. O carro em que estavam foi atingido por um veículo que andou 10 quilômetros na contramão da rodovia Washington  Luís, em Rio Preto. Ela ainda espera que motorista causador do acidente seja condenado. “Quero justiça”, diz.

A pesquisa realizada pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) aponta que em três décadas 900 mil pessoas perderam a vida em acidentes. O estudo ainda  mostra que a taxa no estado de São Paulo de mortes em acidentes é de 17,7 num grupo de 100 mil pessoas. Algumas cidades do estado tem quase o dobro dessa taxa. É o caso de Rio Preto e Jundiaí. Ambas tem taxa de mortes de 33,2 (veja ao lado). Essas  cidades tem média de mortos no trânsito semelhante à do Irã, país que tem a quarta maior taxa do mundo, de 34,1.

As mortes incluem desastres dentro da cidade e em rodovias que cruzam os municípios. Sorocaba, Campinas e Bauru são outras cidades que possuem taxas acima da média estadual e, por vezes, acima da nacional, que é de 22,5 mortos por acidente a cada 100 mil moradores. A campeã do Estado fica no litoral sul: Miracatu, que tem 20 mil moradores e taxa 156,4. A cidade fica ao lado da rodovia BR-116.

O trânsito brasileiro deixa todos vulneráveis. No ano passado, por exemplo, 40.416 pedestres foram internados depois de atropelamentos. “São números alarmantes, que vemos com grande pesar”, afirma o diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio Ramalho. Segundo ele, nem mesmo taxas baixas, como na região do ABC são motivos para comemorar. “Cidades como Santo André tem grande fluxo de veículos e baixa velocidade. Pode ter menos mortes, mas muitos  acidentes e feridos com sequelas graves. E os leitos de hospitais ficam lotados de feridos em acidentes”, alerta.

Movimento quer lei mais dura no trânsito

Com o aumento galopante de acidentes no País,  muitos dos quais envolvendo motoristas embriagados, movimento que ganha cada vez mais força nas redes sociais busca penas mais duras. Para isso, o grupo pretende apresentar no Congresso projeto de iniciativa popular para que acidente com morte que envolva motorista bêbado seja considerado crime que pode dar até oito anos de prisão.

Atualmente, alguns juízes classificam acidentes como homicídio doloso e motoristas podem até ir a juri popular. Mas isso não é a regra. “Defendemos penas maiores”, afirmou Vinícius Del Rio, que integra o movimento “Não foi acidente”.  O portal “naofoiacidente” já reuniu mais de 900 mil assinaturas.

No entanto, não são apenas motoristas que bebem que se tornam perigo no trânsito. O ato de falar ao celular e dirigir tem a mesma gravidade, segundo o diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária. “Quem dirige e fala ao celular não percebe nada em volta. É muito grave”, afirmou José Aurelio Ramalho ao BOM DIA.

Análise: José Aurelio Ramalho – Diretor-Presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária

As sequelas são mais graves 

Os dados do trânsito no Brasil são realmente alarmantes. Há uma grande dificuldade de se conseguir dados exatos.  O Observatório tem feito monitoramento para levantarmos banco de dados bem atualizado sobre o País, que será publicado no começo do ano que vem.

Uma questão muito importante  que observamos quando participamos de fóruns na América Latina é que se foca muito em números de mortos.  É claro que a dor é muito grande para um parente que perdeu alguém num acidente. Mas as sequelas que ficam nos acidentados são gravíssimas. Falo de pessoas que sofrem acidentes e precisam passar por cuidados médicos que exigem muitas vezes grandes cirurgias e danos até permanentes para toda a vida. Os acidentes que provocam sequelas graves têm aumentado drasticamente no país. Precisamos pensar formas de se ter menos acidentes porque os leitos de hospitais estão lotados de pessoas acidentadas. Se tiver menos acidentes teremos mais leitos nos hospitais disponíveis.

Outra questão muito importante é que se fala muito sobre acidentes em que motoristas dirigem embriagados, mas é preciso ver outros aspectos também. Celular e alta velocidade são grandes causadores de acidentes. Costumo dizer que o motorista que está “on” no celular está “off” no trânsito. É uma coisa muito grave e que não se consegue medir ao certo. Porque depois de provocar acidente falando ao celular o motorista sai e não está com sinais de embriaguez. O caso é tratado de forma diferente. Mas é muito grave. Outra questão é quando consta que motorista perdeu a direção. O que aconteceu foi algum erro que provocou isso.

Fonte: Rede Bom Dia

Fonte: http://www.onsv.org.br/ver/transito-mata-5-pessoas-a-cada-hora-no-pais

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Mais de 1 milhão são vítimas mortais de acidentes de trânsito no mundo

Vítimas

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu, no domingo, 17 de novembro, quando é mundialmente celebrado o Dia em memória das vítimas de acidentes de trânsito e seus familiares, ações urgentes para tornar as estradas mais seguras para todos aqueles que as utilizam, em um esforço para salvar milhões de vidas ao redor do planeta.

“Peço que se realizem ações conjuntas para aumentar a segurança rodoviária, como parte da futura agenda de desenvolvimento. Este será um componente vital dos esforços para melhorar a saúde e salvar vidas nos próximos anos”, afirmou em sua mensagem para o Dia.

O chefe das Nações Unidas chamou atenção para o fato de que, a cada ano, acidentes tiram a vida de quase 1,24 milhão de pessoas e ferem cerca de 50 milhões, deixando numerosas vítimas com deficiências permanentes.

Ban Ki-moon elogiou os governos terem concordado em uma Década de Ação pelo Trânsito Seguro, de 2011 a 2020, com o objetivo de salvar 5 milhões de vidas. “Vamos trabalhar para tornar as estradas mais seguras para todos os que as utilizam. Juntos, podemos salvar milhões de vidas”, afirmou o secretário-geral.

Fonte: ONU

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Caminhões: 3.º causa de acidentes e mortes no trânsito no Brasil

Acidentes com caminhões

1º Congresso Regional de Trabalho Seguro no Transporte Rodoviário debaterá esforços pelas melhorias nas condições de trabalho nos transportes de carga do país

Jornada de trabalho extensa, horas insuficientes de descanso e a pressão por cumprir prazos de entrega fazem parte da rotina de milhões de caminhoneiros que circulam Brasil afora e, ainda, são algumas das principais causas de acidentes nas ruas e estradas de todo o país. Segundo dados do Ministério das Cidades, o país possui uma frota correspondente a 3,1% (2.414.721) dos 77,8 milhões de veículos registrados no país, sendo que os caminhões estão envolvidos em 21% dos acidentes com mortes.

As estatísticas também mostram que o número de acidentes envolvendo caminhões foi o terceiro que mais aumentou entre 1996 e 2010, ficando atrás das motocicletas e bicicletas. O número de mortes provocadas por caminhões também ficou em terceiro lugar, com um crescimento de 50% no período apurado. Muito mais que despesas econômicas, os acidentes têm um custo humano imensurável à sociedade.

Uma tentativa de normatizar a carga horária dos motoristas profissionais é a Lei 12.619/12, que regulamenta a profissão com regras que proíbem os profissionais de dirigirem por um período maior que quatro horas sem descanso mínimo de 30 minutos. A nova lei também prevê que os motoristas devem ter repouso diário de 11 horas a cada 24 horas de trabalho. No entanto, para surtir efeitos, a norma precisa ser cumprida. Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Estado de São Paulo, Valdir de Sousa Pestana, apesar da aprovação da lei, poucas empresas adotaram um regime de controle da jornada de trabalho mais rigoroso. “As pessoas não entendem que não é só questão de ganhar mais, mas também de prevenção de mortes no trânsito e qualidade de vida dos profissionais. Além disso, há o problema dos motoristas autônomos, que, por não possuírem patrões, fazem o seu próprio horário”, explica o presidente.

Congresso

Os esforços pelas melhorias nas condições de trabalho nos transportes envolvem patrões, empregados e poder público, porém encontram resistência nos setores da sociedade vinculados aos interesses econômicos dos embarcadores e clientes dos serviços prestados pelas transportadoras. Para debater e alinhar os interesses de cada categoria, a Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Estado de São Paulo realiza o 1º Congresso Regional de Trabalho Seguro no Transporte Rodoviário, que ocorrerá nos dias 21 e 22 de novembro, no Vitória Hotel, em Campinas (SP). O evento terá a presença de autoridades e palestrantes que discutirão avanços para os setores de transporte rodoviário de cargas e de logística do país.

O Congresso é organizado pelo Ministério Público do Trabalho, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região/Escola de Magistratura, pela Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo e pela Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de São Paulo.

 

Fonte: Segs

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