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Idosos estão cada vez mais em risco no trânsito

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Estatísticas mais recentes mostram que acidentes envolvendo pessoas com mais de 65 anos têm aumentado assustadoramente, principalmente nas grandes cidades. “A população brasileira está vivendo, na média, 11 anos a mais do que vivia há três décadas. Essa é uma ótima notícia, mas que vem acompanhada de grandes desafios, e um deles é adaptar o trânsito a essa nova realidade”, explica Elaine Sizilo, pedagoga e especialista em trânsito.

Nos próximos oito anos, a parcela de idosos na população brasileira passará dos atuais 11% para 14,6%. Já em 2040, os indivíduos com 60 anos ou mais de idade representarão mais de 27% dos brasileiros. Em termos absolutos, o número de habitantes nessa faixa etária deixará o patamar atual de cerca de 21 milhões de pessoas, para beirar os 30 milhões em 2020, chegando a ultrapassar a marca dos 55 milhões de indivíduos em menos de três décadas, segundo o IPEA.

De acordo com a Seguradora Líder, que administra o DPVAT, nos últimos cinco anos, as ocorrências de acidentes envolvendo idosos tiveram um crescimento de 33%. Embora a quantidade de óbitos seja menor que a quantidade de casos de invalidez permanente, no período analisado os casos de morte cresceram 40%, contra 28% de invalidez.

Ainda de acordo com os mesmos dados, em 2012, acidentes com automóveis representaram 50% das ocorrências indenizadas envolvendo idosos, sendo que, 63% destas indenizações foram por atropelamentos.

“O processo natural do envelhecimento afeta a visão, a audição, o apetite, o sono, o equilíbrio, enfraquece a musculatura e os ossos. Isso afeta bastante a capacidade cognitiva do idoso, capacidade essa, que é fundamental no trânsito”, explica Sizilo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia a Traumatologia (SBOT), o cenário é mais grave ainda, pois a recuperação de um acidente depois dos 60 anos é mais lenta, requer mais cuidados e, em muitos casos, piora a saúde do idoso, devido a complicações que ocorrem quando a pessoa precisa permanecer na cama, imobilizada, deitada de costas, durante muito tempo .

Segundo Sizilo, se nada for feito em relação a isso, a tendência é a situação piorar. “Para qualquer pessoa idosa é muito importante manter a sua participação ativa na sociedade, movimentando-se livremente como um pedestre ou como motorista. A independência e autonomia que o trânsito oferece são indispensáveis para manter a sua qualidade de vida”, diz a especialista.

Em Curitiba, por exemplo, alguns semáforos de pedestres já foram adaptados pensando nesse novo desafio. A nova tecnologia permite aumentar o tempo de abertura dos semáforos para pedestres  mediante o uso do cartão transporte de idoso ou do cartão de pessoa com deficiência. Os equipamentos serão instalados em 31 pontos da cidade.

Perfil do pedestre idoso

Segundo pesquisa realizada pela Direção Geral de Tráfego (DGT), da Espanha, os idosos têm o seu aspecto mais vulnerável quando circulam como pedestres. E alguns dos principais problemas enfrentados por eles nesta situação são distinguir a cor das luzes e perceber a velocidade efetiva dos veículos na via, além da distração, presente, com mais frequência, nos idosos acima de 70 anos.

De acordo com a pesquisa os pedestres idosos enfrentam um conjunto de obstáculos nas ruas. Dentre eles estão o excesso de velocidade do veículo, a condução imprudente e, em muitos casos, o curto espaço de tempo do semáforo para pedestre.

Dicas de segurança

Segundo Elaine Sizilo, algumas dicas são muito importantes para reduzir os riscos e garantir a segurança dos pedestres idosos.  São elas:

– Para atravessar a rua, esperar sempre o sinal de pedestre ficar verde ou nos locais sem semáforo, pedir ajuda para outra pessoa.

– Nunca parar no meio do cruzamento e atravessar em linha reta.

– Ao andar na calçada, preferir ficar longe do meio-fio, para evitar que uma tontura ou tropeço leve o idoso a cair na via, perto dos carros.

– Evitar carregar peso.

– Usar sapatos adequados e ter muito cuidado com buracos, troncos de árvores ou locais acidentados, que podem causar uma queda;

– Ao sair de um veículo, escolher o lado da calçada para desembarcar.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/idosos-estao-cada-vez-mais-em-risco-no-transito

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Maio Amarelo ganha as ruas de Teresópolis pela paz no trânsito

À frente da caminhada, a faixa do movimento ajudava a identificar o evento. Além dos participantes com as camisetas do “Maio Amarelo”, muitas pessoas aderiram ao movimento durante a caminhada

– Campanha promove grande caminhada no bairro do Alto com participação de sociedade e importantes entidades do município

O Movimento Maio Amarelo organizou neste domingo uma grande caminhada para chamar a atenção dos teresopolitanos para os muitos projetos em torno da conscientização que são promovidos pelos seus organizadores. Com a presença de políticos, como o Deputado Federal Hugo Leal e o Vice-prefeito Márcio Catão, além de representantes de entidades de apoio às vítimas do trânsito e instituições importantes de nosso município, a caminhada aconteceu no bairro do Alto e tinha o objetivo de chamar atenção da população sobre os riscos do trânsito, que mata mais de 60 mil pessoas por ano no Brasil e deixa marcas profundas na nossa sociedade.

O mascote do Clubinho Salva Vidas animou o pessoal e aproveitou para guiar as pessoas na caminhada. Até uma dupla de cachorrinhos foi conduzida pelo mascote, sucesso entre a criançada

Com todo o mês dedicado ao tema do trânsito, a organização desenvolveu uma série de atividades, inclusive enfatizando nas empresas e entidades a importância de se aderir à proposta, e às escolas, que receberam especialistas para levar conhecimento aos alunos através de palestras e dinâmicas. O tema Maio Amarelo foi instituído pela ONU em 2011. Presente ao evento, o deputado federal Hugo Leal, presidente da Frente Parlamentar pela Segurança no Trânsito, falou de como foi importante abraçar a ideia e colocar parte de seu staff para articular apoio e parcerias de empresas.

Em Teresópolis a bandeira pela segurança no trânsito foi aderida por entidades como Unifeso, Hospital São José, Viação Dedo de Deus, Arbor Brasil, Parque Nacional da Serra dos Órgãos e Igreja de Santo Antônio. As mídias do grupo DIÁRIO – jornal impresso, TV, site e redes sociais – também aderiram à campanha. As equipes de reportagem saem às ruas utilizando o ‘pin’ com laço amarelo da campanha e a redação recebe uma iluminação especial na cor da campanha durante a gravação do jornal ‘Diário Direto da Redação’.

Os escoteiros também foram presença marcante na caminhada e foram na frente dos participantes entoando cânticos referentes ao trânsito e a segurança. A animação dos escoteiros ajudou muito no evento

Um dos pontos fortes da agenda de eventos aconteceu neste domingo, quando a caminhada de conscientização mobilizou a população e as entidades envolvidas no evento. O ponto de encontro e de concentração foi o pátio do Posto Pit Stop, próximo à antiga delegacia. De lá o povo seguiu em direção à Praça da Feirinha de Teresópolis. Durante a caminhada, foram dados depoimentos e testemunhos de pessoas que foram vítimas do trânsito, como o policial militar Paulo Andrade, que perdeu uma perna quando sua moto foi atingida por um carro de passeio. Também familiares da ex-nadadora Sarah Correa, que morreu recentemente vítima de um acidente no Rio de Janeiro e representantes de entidades sociais importantes como Fernando Diniz, da ONG Trânsito Amigo.

A caminhada e o evento na Feirinha contaram também com a participação de forças de segurança pública, como a PM e a Polícia Rodoviária Federal. Uma equipe Corpo de Bombeiros fez uma grande demonstração de procedimentos em socorro e também uma pequena palestra sobre como agir em caso de acidentes graves. Os bombeiros mirins da instituição também marcaram presença, assim como o grupo de escoteiros que puxou a caminhada.

 Já na Praça do Alto os caminhantes percorreram toda a extensão do espaço mais visitado de nossa cidade nos fins de semana e entoaram a canção da marcha. Depois da ação eles se concentraram em uma das quadras da Praça

O trabalho de campo na cidade é feito pelo Clubinho Salva Vidas. O projeto, idealizado por Eliandro Canto, já atua regularmente na conscientização, através de jogos virtuais e de palestras nas escolas. O trabalho da equipe foi reforçado durante o mês. “A adesão nos surpreende de forma muito agradável, muitas empresas entenderem a proposta e estão ao nosso lado. Atuamos especialmente nas escolas, com passeios de trenzinho e colocações sobre o tema. Trabalhamos também com músicas do nosso clubinho focadas na educação, cidadania e meio ambiente, questões que precisam ser lembradas todos os dias”, destaca.

Segundo Canto, o trabalho de conscientização deve ser feito diariamente, já que o trânsito é um assunto que envolve todos, pedestres e motoristas, numa relação interminável. “Todos nós fazemos parte do trânsito, tendo carro ou não. Quando você sai de casa, passa a fazer parte dessa situação caótica que mata milhares de pessoas todos os dias”, aponta.

Segundo a ONU, por ano, morrem 1,3 milhão de pessoas no mundo vítimas do trânsito. No Brasil são 60 mil mortes anuais. Segundo dados do seguro DPVAT, foram mais de 430 mil pessoas mutiladas no ano passado. A ONG Criança Segura divulga que 12 crianças morrem por dia no Brasil e 120 mil são hospitalizadas por causa desses acidentes.  De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária, a Gripe H1N1 levaria 430 anos para matar o que o trânsito mata em um ano.

 

Anderson Duarte é formado em Comunicação Social com mestrado na área de Tecnologia e Informação e especialização em Telecinejornalismo, atua na imprensa desde a década de 90, ainda no Rádio. Passou por veículos como Jornais, Mídias Governamentais e Televisão, também atuou na área da Assessoria Política, editoria que hoje se dedica enquanto articulista. Âncora do telejornal Jornal Diário, comanda desde a sua formação em 2008, o jornalismo da emissora Diário TV, fruto do tradicional O DIÁRIO de Teresópolis, onde também coordena juntamente com Marcello Medeiros o departamento jornalístico.

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Brasil desenvolverá projeto de reciclagem de veículos em parceria com o Japão

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O CEFET-MG, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, assinou um acordo com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), em Kanazawa, no Japão, que prevê a instalação de um projeto piloto para reciclagem e sustentabilidade da indústria automobilística no Campus II, localizado em Belo Horizonte.

Tudo começou quando, em 2010, o professor da instituição Daniel Enrique Castro participou de um curso no Japão sobre reciclagem de veículos. Em 2012, lançou um livro sobre o assunto e começou a negociar com a JICA.  Com a assinatura do termo no princípio de outubro deste ano, ficou firmado que o CEFET-MG cederá o espaço físico, professores e técnicos para atuar no Centro de Desenvolvimento e Disseminação de Tecnologias em Reciclagem Veicular e contará com apoio financeiro de aproximadamente um milhão de dólares da JICA para o desenvolvimento do projeto e criação do Centro Internacional de Treinamento. A empresa Kaiho Sangyo Co., líder em reciclagem de veículos no Japão, disponibilizará equipamentos, treinamentos e tecnologia a partir do segundo semestre deste ano.

A unidade piloto atenderá tanto aos cursos técnicos quanto de graduação. Engenheiros, técnicos, alunos e professores do CEFET-MG receberão treinamentos no Centro Internacional de Treinamento. Segundo a instituição, “o objetivo geral é criar um programa de desenvolvimento de recursos humanos e um centro de educação no CEFET-MG, a fim de capacitar engenheiros e técnicos do Brasil para o desenvolvimento e gerenciamento de sistemas de reciclagem de veículos em fim de vida útil de forma ambientalmente correta e sustentável, colocando assim o CEFET-MG na vanguarda de atividades que envolvam inovação tecnológica e crescimento sustentável para o país.”

De acordo com publicação do diretor geral do CEFET-MG, Márcio Basílio, “por esse Termo, a tecnologia de ponta no mundo será inteiramente repassada ao CEFET-MG e permitirá, com o envolvimento de professores e alunos de várias áreas da Instituição, sua adaptação e adequação à realidade brasileira. Em um segundo momento, serão credenciados e treinados membros da sociedade civil interessados na implantação comercial, no país, da reciclagem veicular através do estabelecimento de centros para execução efetiva dessa técnica.”

As vantagens são inúmeras. A quantidade de carros fora de condições de uso é enorme, assim como a área que ocupam. Com a reciclagem, o material aproveitado poderá voltar ao processo produtivo, reduzindo a quantidade de matéria prima extraída do ambiente e reduzindo também a quantidade de resíduos descartada. A redução no consumo de energia será de até 56% na produção de aço a partir do retirado dos veículos quando comparado com a produção convencional e de mais de 90% na redução de energia do alumínio e do cobre.

Além disso, várias pesquisas poderão ser desenvolvidas no tema, como mestrados e doutorados. Apesar de ser um projeto piloto, a parceria já representa um grande avanço tecnológico não só do CEFET-MG, mas do Brasil inteiro.

Informações: CEFET-MG

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Campanha Maio Amarelo chega à Teresópolis

Mês será dedicado a ações de conscientização contra acidentes de trânsito

 

Mais uma campanha de conscientização que tem cores como base será lançada em Teresópolis. Depois do Outubro Rosa, que tem ações contra o Câncer de Mama, e do Novembro Azul, que busca alertar sobre o Câncer de Próstata, agora é a vez do Maio Amarelo, que tem como objetivo conscientizar a população sobre os acidentes de trânsito, que por ano matam mais de 60 mil pessoas só no Brasil. Empresas, entidades e poder público já se organizaram para que o período também seja marcado em Teresópolis, onde serão realizadas ações de corpo a corpo nas ruas, palestras em escolas e caminhadas. Algumas instituições vão iluminar suas fachadas com a cor amarela durante o mês para divulgar ainda mais a campanha.

Os incentivadores da campanha em Teresópolis: Eliandro Canto e Marcello Rosado: Ações visam a conscientização da população para os acidentes de trânsito

Em Teresópolis parte dos trabalhos serão encabeçados e desenvolvidos pela equipe do Clubinho Salva Vidas. O projeto, que mantém uma premiada página com jogos virtuais que é sucesso na internet, é dirigido por Eliandro Canto. O especialista cita números importantes, que ajudam a entender a gravidade do tema e o porquê de se dedicar um mês inteiro a essa conscientização. Ele conta que, segundo a ONU, por ano, morrem 1,3 milhão de pessoas no mundo vítimas do trânsito. No Brasil são 60 mil mortes anuais. “Segundo dados do seguro DPVAT, tivemos mais de 430 mil pessoas mutiladas no ano passado. A ONG Criança Segura divulga que 12 crianças morrem por dia no Brasil e 120 mil são hospitalizadas por causa desses acidentes. É mais grave do que uma epidemia mundial e o Brasil não é diferente. De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária, a Gripe H1N1 levaria 430 anos para matar o que o trânsito mata em um ano. A dengue, hoje tão temida, levaria 45 anos para chegar a esse número”, detalha.

 Campanhas de educação

Segundo Canto, a ONU instituiu a marca do Maio Amarelo em 2011, buscando exatamente a mobilização da população em ações de segurança. “Esse período veio exatamente para que possamos repensar nossas vidas, onde toda a sociedade civil, empresários, autoridades e comunidade possam unir-se em torno dessas campanhas voltadas para a educação no trânsito. Não só para adultos, mas principalmente para crianças e jovens, que estão começando agora e são reflexo daquilo que ensinamos. Se eles aprendem conosco como escovar os dentes, vão entender também, pelo exemplo, a importância de usar o cinto de segurança e de utilizar a faixa de pedestres para atravessar a rua”, avalia. Aliás, é exatamente na faixa de travessia que está o principal foco do trabalho, tentando melhorar a conflituosa relação entre motoristas e pedestres, deixando claro a importância do respeito mútuo na hora de utilizar o espaço urbano.

Durante o mês de maio, Eliandro vai percorrer escolas públicas e particulares e também empresas para ministrar palestras sobre o tema. “Serão muitas frentes de trabalho, vamos ter passeios de trenzinho com as crianças, palestras educativas e também vamos contar com apoio de empresas parceiras, que vão manter suas sedes iluminadas à noite com luz amarela”, revela. A nova sede do DIÁRIO, na Rua Carmela Dutra, é uma das que vão participar da campanha, que já tem apoio confirmado do Hospital São José, Viação Dedo de Deus, Arbor Brasil, Parque Nacional da Serra dos Órgãos e Igreja de Santo Antônio. “O objetivo é chamar atenção das pessoas. O amarelo, no trânsito, significa exatamente isso: Atenção! Com isso vamos ter um trânsito melhor para todos nós”, calcula Eliandro. Outras atividades prevista para o período são a panfletagem nas ruas e também a realização de uma caminhada, no dia 17 de maio, com concentração no Posto Pit Stop, no Alto, seguindo em direção ao Centro da cidade. Toda a população é chamada a participar.

 Apoio oficial

O trabalho ganha apoio das autoridades. O presidente da Frente Parlamentar pela Segurança no Trânsito, deputado federal Hugo Leal, aderiu à campanha. No ano passado, Leal articulou que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, fosse iluminado de amarelo. “É um trabalho de responsabilidade social e o deputado Hugo Leal entende a importância da sua participação nesse trabalho de conscientização. Aliás, essa campanha tem essa característica, de chamar atenção da sociedade para abraçar a ideia e caminhar em direção a um bem comum”, destaca Marcelo Rossado, assessor do político, que trabalha ao lado de Eliandro na divulgação da campanha e na captação de parceiros. “As empresas estão respondendo positivamente, abrindo suas portas para as palestras e iluminando suas fachadas”, garante Marcello, que aponta o principal objetivo da campanha: alcançar a meta sugerida pela ONU de diminuir em até 50% as mortes provocadas pelo trânsito no mundo.

Empresas interessadas em aderir à campanha e escolas que querem sediar as palestras devem fazer contato com a equipe do Salva Vidas no Trânsito através das redes sociais. No Facebook existem perfis do Clubinho Salva Vidas e do Projeto Salva Vidas. Também através do site www.salvavidasnotransito.com.br ou pelo e-mail salvavidasnotransito@hotmail.com.

 

André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter e apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

Fonte: http://netdiario.com.br/campanha-maio-amarelo-chega-a-teresopolis/

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Pedestres correspondem a 31% das vítimas fatais indenizadas em 2014

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Segundo especialista, entre os fatores de risco estão velocidade, ingestão de álcool, falta de infraestrutura e visibilidade

Assessoria de Imprensa Perkons

por Mariana Simino

As pessoas que se deslocam a pé compõem a maior parte de mortos e feridos em acidentes de trânsito. De acordo com levantamento da Seguradora Líder-Dpvat, o pedestre ficou em segundo lugar no número de vítimas que mais pediram indenizações do Seguro de Danos Pessoais Causado por Veículos Automotores de Vias Terrestes (Dpvat) em 2014, depois dos motociclistas. Das indenizações pagas por morte, 31% (16.252) foram destinadas para pedestres, além de 20% (115.750) de acidentes com invalidez permanente.

Os principais fatores de risco para lesões de pedestres, de acordo com a especialista em Trânsito da Perkons, Idaura Lobo Dias, são a velocidade dos veículos, a ingestão de álcool – pelo condutor ou pelo pedestre -, falta de infraestrutura adequada de trânsito e a visibilidade. “Quem se locomove a pé deve cuidar da sua segurança e andar com muita atenção, pois não possui os acessórios e equipamentos de proteção de quem está no veículo. Os sentidos precisam estar sempre aguçados, em especial a visão e a audição, para minimizar os riscos. Ver e ser visto no trânsito é uma premissa para manter-se seguro”, detalha.

Para a especialista da Perkons, a responsabilidade pela segurança no trânsito deve ser compartilhada entre aqueles que usam a via e os que projetam o sistema como um todo. Enquanto os usuários precisam cumprir as leis de trânsito, os gestores devem desenvolver um sistema de transportes que seja o mais seguro possível para todos. “A vulnerabilidade de quem anda a pé é mais acentuada em ambientes onde as leis de trânsito não são suficientemente fiscalizadas ou onde as necessidades dos pedestres são negligenciadas no projeto viário”, afirma.

O presidente da Associação Brasileira de Pedestres (Abraspe), Eduardo Daros, acredita que do ponto de vista do pedestre, o atual Código de Trânsito trouxe inovações que lhe dão segurança e proporcionam mais conforto. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece no capítulo IV, artigo 70 que “os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica”. Os pedestres também têm deveres, especificados no artigo 254, que diz que é proibido atravessar fora dos locais sinalizados para travessia. “Conceitualmente, o pedestre hoje faz parte do trânsito e não é mais um ser estranho que somente teria segurança rodando em torno do quarteirão. Todos somos pedestres e a liberdade de andar a pé é um direito natural que não pode ser cerceado”, destaca Daros.

A publicitária Denise Albuquerque transita como motorista e também como pedestre e observa que, muitas vezes, as pessoas acham que atenção e cuidado no trânsito são deveres apenas de quem está de carro. “Os pedestres muitas vezes não percebem que também fazem parte do trânsito da cidade e que um descuido pode custar uma vida. Por isso, é importante caminhar com segurança”, diz.

Distração ao caminhar

Caminhar com fones no ouvido, falando ou teclando no celular pode atrapalhar o fluxo de pessoas nas calçadas e levar a acidentes com veículos, de acordo com publicação do Trânsito Ideal. A pesquisa publicada na revista especializada Injury Prevention (do grupo British Medical Journals) no início de 2012 aponta que pedestres que usam fones de ouvido têm três vezes mais chances de sofrerem um acidente. Outro estudo de junho de 2012 sobre os riscos de distração no trânsito, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia divulgou que em 66% dos casos de atropelamentos, o pedestre fazia uso do telefone celular, mandando mensagens, em ligações ou escutando músicas.

Na China, a cidade de Chongqing, criou uma via exclusiva para usuários de celulares. Em uma calçada foi pintada uma faixa exclusiva para os pedestres que costumam andar distraídos olhando para seus celulares, como forma de alerta. O local separa pessoas que estão usando os telefones das que estão com os aparelhos guardados.

Além disso, o presidente da Abraspe afirma que existe no pedestre um desejo de reduzir seu esforço físico de buscar lugar seguro e, com essa atitude, ele assume riscos acima do desejado. Ele lembra que o pedestre pode cruzar a via em qualquer ponto que julgue seguro se não existir nenhuma faixa a ele destinada a uma distância superior a 50 metros de onde se encontra. “Muitos motoristas ignoram essa regra e aproveitam para andar velozmente em zonas residenciais onde inexistem faixas. O que mais mata e fere gravemente o pedestre é a distração e falta de respeito às regras de trânsito. Afinal, o pedestre somente tem a proteção de sua vestimenta, enquanto o motorista está cercado por uma estrutura metálica”, esclarece.

Melhorias a serem feitas

Para Daros, infelizmente, pouco ou nada é feito no sentido de assegurar a boa qualidade das calçadas, como a largura necessária para não gerar estrangulamentos no trânsito de pedestres. “O desrespeito nesses casos é notório em todas as cidades brasileiras. Mesmo as calçadas largas são estreitadas pelo uso permissivo dado a outras atividades, quase todas comerciais”, frisa.

O especialista completa que a educação de trânsito deve utilizar métodos novos que levem a mudanças reais de comportamento e de atitudes de motoristas e pedestres. “Cabe à educação reduzir a distância entre o que se pensa ser correto e o que se faz incorretamente, mesmo tendo consciência disso, por métodos que vão além do decorar regras, ou seja, incorporando-as às atitudes e comportamentos do dia a dia no trânsito”, acrescenta.

Exemplos de medidas para garantir a segurança de pedestres:
– Instalação de mecanismos que separem e protejam os pedestres dos veículos motorizados e que permitem que cruzem as vias com segurança – faixas, passarelas, túneis;
– Controle e redução da velocidade dos veículos;
– Iluminação adequada nas pistas;
– Incentivo ao uso de acessórios refletivos ou roupas coloridas pelos pedestres, sobretudo à noite;
– Fiscalização abrangente e eficiente.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/pedestres-correspondem-a-31-das-vitimas-fatais-indenizadas-em-2014

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No trânsito, um momento de distração pode ser fatal

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De acordo com fundação dos EUA, pelo menos três mil jovens de 16 a 19 anos morrem por ano, só naquele país, vítimas do uso de dispositivos móveis ao volante.

Pesquisadores da AAA Foundation Traffic Safety (Fundação para a Segurança no Trânsito), organização norte-americana, analisaram cerca de 1.700 vídeos de câmeras instaladas em carros conduzidos por motoristas jovens que se envolveram em algum tipo de acidente e concluíram que um ou dois segundos de distração podem resultar em acidente.

A cada 100 acidentes analisados, 58 foram provocados por pura distração, sendo grande parte delas por olhar o celular enquanto dirige. Estimativas anteriores apontavam que a distração era a causa para apenas 14% dos acidentes de motoristas jovens. Hoje já se sabe que o celular e amigos são dois fatores que representam quase 60% dos acidentes envolvendo motoristas jovens.

Ainda conforme o estudo, o uso do celular ao volante fez com que os motoristas tirassem os olhos da estrada em uma média de 4,1 segundos antes dos acidentes.

Nos Estados Unidos, os adolescentes têm a maior taxa de acidente entre todas as faixas etárias, e por isso, os especialistas em segurança têm buscado formas de melhor proteger e educar os jovens condutores.

Passageiros também interferem

Além do uso do smartphone, o estudo também aponta a distração dos motoristas enquanto estavam interagindo com os passageiros. Esta situação respondeu por 15% dos acidentes entre os motoristas analisados.

A fundação descobriu, através da pesquisa, que, quando dois ou mais passageiros estavam presentes, o risco de distração é ainda maior do que quando apenas um único passageiro estava presente.

Assista o vídeo:

 

 

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Congresso reinstala Frente em Defesa do Trânsito Seguro

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A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Trânsito Seguro será relançada nesta quinta-feira (19), a partir das 9 horas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

A Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro é uma instância suprapartidária do Congresso Nacional concebida no ano de 2003 com o objetivo de discutir e propor medidas que contribuam para redução da violência no trânsito no País.

Seus integrantes ressaltam que este objetivo é um dos maiores desafios do Poder Público brasileiro em todas as instancias – federal, estadual e municipal –, que precisa ser enfrentado com coragem e determinação.

“Não são as guerras ou a violência urbana que mata mais pessoas no mundo, mas sim o trânsito irresponsável e descontrolado. O problema é comum a muitos países – a maioria deles com baixo desenvolvimento e poucos recursos –, e deve ter tratamento prioritário no Brasil”, afirmam deputados e senadores.

O Congresso Nacional, além de contribuir na edição de leis e iniciativas parlamentares em defesa da vida e da segurança no trânsito também tem o importante papel de atuar como indutor de iniciativas que referendem, com fatos concretos e números confiáveis, os termos da Resolução A/64/L.44 de 2010, da Organização das Nações Unidas, que proclamou o período 2011-2020 como o que deve ser especialmente dedicado à desafiadora missão de reduzir em até 50% o número de mortos e de feridos pela violência no trânsito.

Com informações da Agência Câmara

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O que os cursos de primeira habilitação deveriam ensinar?

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Todos os motoristas e motociclistas que circulam pelas ruas do país, legalmente, passaram por um curso preparatório, o chamado curso de primeira habilitação oferecido pelos Centros de Formação de Condutores (CFC’s). No entanto, a formação desses futuros motoristas, o processo de aprendizagem e as dúvidas recorrentes dos alunos para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), muitas vezes, não são suficientemente claras.

Existem muitas críticas ao papel das autoescolas na formação dos condutores. Isso por que a responsabilidade das autoescolas está em não só ensinar novos motoristas a dirigir, mas também despertar neles o respeito e a educação para o trânsito. Segundo Eduardo Biavatti, mestre em sociologia (UnB), escritor e especialista em educação e segurança no trânsito, o papel dos CFC’s teve uma ampliação e uma incorporação de muitos temas. “A habilitação nas antigas autoescolas era estritamente um aprendizado de placas de trânsito para fazer a prova e aprender a passar a marcha e frear o carro. Em outras palavras, o papel da autoescola era meramente técnica”, avalia Biavatti.

Atualmente, o papel do CFC sofreu uma ampliação e um aperfeiçoamento muito importante. Exige-se muito mais do que uma autoescola consegue ensinar. “Não há tempo suficiente nem espaço suficiente para abordar e transformar o curso de primeira habilitação em uma reflexão sobre a segurança, sobre a vida. E essa é uma expectativa que não se cumpre e não é por que os CFC’s são fracos ou irresponsáveis”, argumenta o especialista.

Na opinião de Fábio de Cristo, membro do Laboratório de Psicologia Ambiental da UnB, administrador do Portal de Psicologia do Trânsito, coordenador da Rede Latino-Americana de Psicologia do Trânsito e autor do livro Psicologia e trânsito – Reflexões para pais, educadores e (futuros) condutores, os cursos de primeira habilitação, deveriam ensinar outras habilidades que influenciam a condução, como as de relacionamento interpessoal e de autoavaliação a fim de controlar emoções e impulsos.

A educação para o trânsito no Brasil está focada mais na memorização das leis – o que é certo ou errado – do que na discussão e reflexão dos fundamentos delas ou nas consequências potencias, para si e para outros, de não cumpri-las.

Por isso, para o psicólogo, saber o que significa, por exemplo, aquela placa com “um triângulo de cabeça pra baixo” (dê a preferência) é importante; todavia, o trânsito é mais complexo do que decorar normas, saber ligar/desligar o carro e passar a marcha. “As relações no trânsito dizem respeito às relações humanas e consigo, e isso deveria ser mais trabalhado nas escolas. A maior dificuldade que o condutor encontra depois que ele adquiriu a habilitação não é manejar seu veículo, e sim como relacionar-se com os demais participantes”, completa.

Muitas autoescolas desenvolvem um intenso trabalho de prevenção, segurança e valorização da vida. “Em nosso ramo, conseguimos perceber a evolução significativa dos CFCs, eles passaram a se preocupar realmente com a formação cidadã do novo condutor”, avalia Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor da Tecnodata Educacional.

Ainda de acordo com o especialista, vários alunos chegam à autoescola sem nenhuma motivação, já achando que sabem tudo sobre o ato de dirigir, e o CFC tem uma difícil tarefa de mudar a cultura desse indivíduo. “Os resultados são surpreendentes e muitos jovens saem transformados e conscientes de seu papel no trânsito”, diz o especialista.

Para concluir, o especialista destacou que atualmente o Centro de Formação de Condutores talvez seja o único contato que o candidato a primeira habilitação tenha com a educação para o trânsito. “O CFC é uma instituição de ensino, certificada e credenciada pelo Detran, com qualidade e responsabilidade para despertar no cidadão todos os requisitos necessários para que ele seja um condutor mais responsável, que conheça e respeite as leis, e que olhe os outros usuários com mais compreensão e dignidade”, conclui Mariano.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/o-que-os-cursos-de-primeira-habilitacao-deveriam-ensinar-2

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Amputações e lesões graves nas pernas lideram indenizações em acidente de trânsito

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Alexandre Correia da Silveira faz parte de uma amarga estatística. Em 2013 o Seguro DPVAT pagou no país 444,2 mil indenizações por invalidez permanente por conta de acidentes de trânsito.

A maior parte paga a homens (76%) e motoristas (60%). Do total de indenizados (independente do sexo, contando motoristas, pedestres e passageiros) 25,4% sofreram amputações de uma ou das duas pernas. Se fez parte de uma estatística que cresceu 26% entre 2012 e 2013, Alexandre entrou em outros números bem mais restritos — e positivos.

Estar com a prótese e andando em menos de um ano após a amputação é para poucos. Na faixa de idade de Alexandre, pelo tipo de amputação e ainda com o agravante da perna mantida ter ficado muito fragilizada, a expectativa era de que ele voltasse a caminhar só no ano que vem, explica Agenor Teixeira de Souza Junior, proprietário do Centro de Excelência em Reabilitação.

A fisioterapia com cuidado especial no fortalecimento muscular foi importante. Fundamental foi a força de vontade, que vem sendo remédio essencial desde o dia do acidente, quando Alexandre ficou acordado nas seis horas em ficou preso às ferragens.

_ Querer voltar a caminhar é 50% ou até mais do tratamento. A maioria das pessoas que chega à clínica com amputação tem vergonha, baixa autoestima. Mas depois, tendo contato com quem se recuperou, elas veem que poderão ter uma vida 99% normal e a visão sobre a prótese muda completamente — explica Junior.

Apesar das campanhas, o número de pessoas com sequelas por conta de acidente cresce a cada dia, acredita Maria Helena Mabba, presidente da Associação Blumenauense de Deficientes Físicos (Abludef). Dos 1,8 mil associados à entidade, cerca de 60% têm alguma deficiência consequência de acidentes de trânsito. Além de amputações, são comuns vítimas de acidente de trânsito ficarem paraplégicos ou tetraplégicos. Há até casos de cegueira.

— Todo mundo tem que ser responsável para que se tenha paz no trânsito. Do pedestre ao motorista. Depois de um acidente grave como esse (de Alexandre), pode levar muito tempo para a pessoa retomar a vida. Outros nem retomam, entram em depressão — conta Maria Helena.

Fonte: http://jornaldesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2014/12/amputacoes-e-lesoes-graves-nas-pernas-lideram-indenizacoes-em-acidente-de-transito-4657344.html

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Tire suas dúvidas sobre carros blindados

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Blindar um veículo aumenta a segurança, mas custa caro e requer cuidados específicos com manutenção

A sensação de insegurança no Brasil e os números crescentes da violência urbana levam muitas pessoas a tomarem uma medida drástica: blindar seus automóveis. A procura por esse tipo de serviço vem crescendo tal qual o ritmo da criminalidade e um carro à prova de balas dá as pessoas uma chance de reação, que em veículos sem proteção pode ser mal sucedidada e no pior dos casos até mortal.

A procura por carros blindados vem batendo recordes a quatro anos consecutivos, segundo balanço da Abrablin, associação que reúne cerca de 70% das empresas blindadoras no País, e o número deve continuar aumentanto – a entidade ainda não divulgou os números de 2014, mas é previsto um aumento na casa dos 5% referente ao desempenho do ano passado comparado a 2013, quando 10.156 carros receberam a proteção .

No entanto, como se sabe, o preço que se paga pela proteção é praticamente o mesmo valor de um automóvel zero km. Um carro pequeno, como uma picape compacta (o mais comum quando se busca uma blindagem eficiente de custo relativamente baixo) fica em torno de R$ 37 mil, enquanto a proteção para um sedã saí por R$ 50 mil e para um SUV pode superar os R$ 60 mil. “Apesar do valores, a blindagem para automóveis não sofreu reajustes nesse tempo, o que vem aumentanto a procura ano após ano”, explicou ao iG Fabio Rovedo, ex-presidente da Abrablin.

O nível máximo de blindagem permitido para usuários civis atualmente é o III A, que resiste a disparos de revólveres convencionais, como calibre 38 e 9 mm, e até metralhadoras de baixo calibre, como a Uzi. Proteções mais resistes, como o nível III que resiste a balas de fuzil, requerem uma autorização especial do exército brasileiro.

A blindagem III acrescenta ao carro vidros temperados com 20 mm de espessura, além de proteções para o habitáculo, que as empresas do ramo chamam de “blindagem opaca”. Essa proteção consiste em malhas de aramida (são usadas até 9 camadas), que ficam escondidas principalmente nos forros das portas e na traseira do veículo, especialmente em SUVs, que possuem a tampa do porta-malas mais avantajada. O pacote também inclui pneus especiais, que podem continuar rodando mesmo após receber disparos de armas de fogo – o mais comum é o runflat, mas também há opções com cintas de aço ou borracha reforçada.

Blindar o carro é um processo delicado e exige perícia e tempo para ser realizado. O processo leva de 20 a 40 dias, dependendo das características do carro. Quanto maior for o veículo, mais complexa é a blindagem.

Confira abaixo o que você precisa saber antes de blindar seu carro:

1 – A blindagem resiste a dois disparos ou mais no mesmo ponto?

Segundo a Abrablin, a blindagem nível III A pode sim receber dois disparos ou até mais no mesmo ponto. No entanto, atingir o mesmo ponto mais de uma vez é algo raro de acontecer, sobretudo com o veículo em movimento. É preciso ter uma pontaria excepcional.

2 – A blindagem reduz a vida útil do carro?

A blindagem nível III A acrescenta ao carro cerca de 180 kg ( a nível III pode passar de 900 kg). Portanto, é como se o usuário utilizasse o carro sempre com o porta-malas cheio, o que sobrecarrega a suspensão, freios, motor e câmbio, mesmo seguindo a manunteção preventiva do fabricante. Além disso, com mais peso o consumo de combustível também aumenta.

3 – A blindagem requer manutenção?

Os vidros de alta resistência são compostos de diversas camadas de materiais diferentes e com o tempo essas lâminas podem se deslocar, processo que é notado com o surgimento de bolhas, deixando o vidro com um aspecto embaçado. Isso pode acontecer devido a reações da composição do produto ou pelas condições de uso. Um carro blindado que enfrenta, por exemplo, trechos acidentados tendem a apresentar esse defeito com maior frequencia. Essa mesma condição também pode causar deslocamentos na blindagem opaca, que dependendo do estado pode perder a resistência balística. Em ambos os casos, somente empresas blindadoras podem solucionar o defeito e buscar alternativas mais baratas podem comprometer a proteção.

4 – Carros populares podem ser blindados?

Qualquer automóvel pode ser blindado, mas é preciso avaliar a eficiência e viabilidade do projeto tanto financeiramente quanto técnicamente. Para cada carro há um esquema específico de blindagem e dependendo do modelo o desenvolvimento pode ser mais caro, mesmo para um veículo popular.

5 – Que tipo de carro não é indicado para blindagem?

Não são indicados para blindagem veículos que após um estudo técnico a sua relação peso/potência excedam certos parâmetros. Um veículo cujo o peso da blindagem exceda em 15% o peso original do veículo já sinaliza que o mesmo não é indicado para receber a blindagem. Carros com muita área envidraçada também são mais complexos para blindar, especialmente modelos com parabrisas panorâmicos.

6 – A blindagem oferecida a civis no Brasil suporta explosões?

Não existe uma resposta final para esta pergunta. Dado a impossibilidade de se quantificar a energia liberada e também porque se desconhece uma norma especifica para isto. No entanto, para tal é indicado blindar o assoalho, que poderia proteger os ocupantes no caso de uma explosão deflagrada por baixo do carro.

7 – Existe alguma alternativa de baixo custo para proteger o carro?

Existem no mercado películas que ao serem aplicadas no vidro aumentam sua resistência contra golpes com objetos, no entanto essa solução não é eficiente contra armas de fogo.

8 – Quais cuidados deve-se ter ao comprar um carro blindado usado?

Geralmente, carros blindados usados são oferecidos com preços sedutores. Um VW Touareg usado e blindado pode ser encontrado por cerca de R$ 45 mil. Mas nesse caso, o barato pode sair caro e, sobretudo, perigoso. O veículo pode estar com os vidros e blindagem opaca comprometidos a ponto de exigir uma revisão completa da proteção. O indicado é apresentar o carro a um especialista antes de efetuar a compra.

9 – Um carro blindado pode ser arrombado?

Apesar da resistência a armas de fogo, um carro blindado pode sim ser arrombado usando ferramentas comuns, como varetas de aço e chaves de fenda usadas por ladrões. No entanto, empresas blindadoras garantem que o processo é mais complicado do que em carros convencionais devido aos reforços aplicados nas maçanetas.

10 – Que armas uma blindagem comum pode suportar e quais não pode?

A blindagem mais usada no Brasil, a nível III A, resiste as chamadas “armas de mão”, que são revolveres como o famoso calibre 38, 9 mm e Magnum .44, armas muitos usadas por bandidos. Essa blindagem também suporta disparos de metralhadoras leves e escopetas. Essa proteção, contudo, não resiste a balas de armas de cano longo, como fuzis e metralhadoras de grosso calibre. Para tal, é necessário no mínino a blindagem III, que requer uma autorização do exército brasileiro para ser instalada.

Fonte: IG Carros

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