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Comemore o Dia do Motorista e seja a mudança que o trânsito precisa!

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Hoje (25) é dia de celebração nas estradas e vias brasileiras, afinal, é Dia do Motorista! E nada mais justo do que o nosso Blog Viver Seguro no Trânsito homenagear condutores de todo o país que se preocupam em transformar as ruas em sinônimo de prudência, atenção e respeito às regras de trânsito. A data também é uma referência ao Dia de São Cristóvão, reconhecido como o padroeiro dos condutores e viajantes.

Os avanços na fiscalização e na conscientização de motoristas devem ser comemorados, mas ainda é preciso fazer mais. De acordo com estatísticas da Seguradora Líder-DPVAT, os condutores ainda são as maiores vítimas de acidentes, representando 64% dos casos em 2015. No mesmo período, desse total, 54% das indenizações pagas foram referentes a ocorrências fatais e 64% dos acidentes deixaram os motoristas com sequelas.

Os números comprovam a necessidade de se praticar diariamente atitudes responsáveis no trânsito para tornar a circulação de motoristas, passageiros e pedestres mais segura e com a certeza de que chegarão aos seus destinos. Ser consciente no trânsito deve ser uma atitude diária de todos nós e, por isso, precisamos também estar atualizados sobre as leis e possíveis mudanças que elas possam sofrer;  fazer periodicamente a manutenção do veículo; estar atentos ao que acontece nas vias e tranquilos na hora de guiar o carro.

Motorista, aproveite o seu dia com responsabilidade, amor e cidadania. O poder de preservar vidas no trânsito pode estar em suas mãos. Seja você agente dessa mudança!

Fonte: http://www.viverseguronotransito.com.br/2016/07/comemore-o-dia-do-motorista-e-seja-a-mudanca-que-o-transito-precisa/

 

 

 

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Você sabe quando e como usar o triângulo de sinalização? O Portal explica

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O triângulo de segurança, ou dispositivo de sinalização luminosa e refletora de emergência, é um equipamento obrigatório em todos os automóveis.

O item deve ser utilizado quando o veículo estiver impossibilitado de andar, devido à pane ou acidente. O dispositivo é fundamental para avisar aos outros motoristas que há alguém parado logo à frente, diminuindo assim o risco de acidente.

Quando usar

Sempre que acontecer alguma emergência como, pneu furado, pane ou acidente, tente estacionar fora da pista e use o triângulo. Lembre-se que em caso de acidente sem vítima, o correto é retirar os carros da via para não atrapalhar a fluidez do trânsito.

Como usar

Se não houver alternativa, e o condutor não puder tirar o carro da via, existem normas a serem seguidas. Segundo a Res.36/98 do Contran, a distância mínima para sinalização em uma emergência é de 30 metros da parte traseira do veículo. Porém, para definir o melhor local para colocar o triângulo de sinalização, é possível utilizar a regra de 1 metro de distância para cada km/h de velocidade da via. Por exemplo, se o limite de velocidade da via for 60 km/h, o condutor deve colocar a sinalização a 60 metros da parte traseira do veículo, mas dependendo das condições adversas, como chuva ou neblina, esta distância deverá ser dobrada. Para facilitar a contagem, o condutor deve utilizar um passo longo que representa um metro de distância.

Trafegar sem o triângulo é infração gravíssima com multa no valor de R$191,54.

Além do triângulo, é possível espalhar arbustos ou galhos de árvores no leito da via e ainda, abrir o capô e o porta-malas do veículo para chamar a atenção.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/voce-sabe-quando-e-como-usar-o-triangulo-de-sinalizacao-o-portal-explica/

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A sociedade dos bárbaros e dos inválidos

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Por Márcia Pontes.

Diz a lenda que somos mais de 50 mil mortos no trânsito anualmente e mais de 700 mil inválidos que sobrevivem com algum tipo de sequela. Na boa e sem medo de errar: somos muito mais e isso não é lenda. É realidade diária, cotidiana, afeta milhares de famílias e ninguém está imune. O primeiro arrancou o braço de um ciclista na Avenida Paulista e só parou o carro quilômetros depois para livrar-se dele atirando-o em um córrego fétido e imundo. O segundo também decepou o braço de um ciclista e só livrou-se dele mais de 1,5km de distância depois. Só parou o carro para livrar-se do pedaço decepado de outro ser humano e seguir trajetória. Em que mundo vivemos? Que sociedade é essa? Bem-vindos à sociedade dos bárbaros e dos inválidos.

Os bárbaros da História eram os povos germânicos que habitavam as regiões Norte e Nordeste da Europa e Noroeste da Ásia na época do Império Romano. Ficaram conhecidos pela marca da violência em suas invasões, que por fim, derrubaram o Império Romano. Assim, anos de evolução depois, as expressões “barbaridade”, “barbárie” e afins continuam sendo usadas para tentar expressar algo violento, impiedoso, cruel e implacável. Pontualmente, expressões que vêm sendo empregadas cada vez mais em referência à violência das pessoas no trânsito.

Os bárbaros desempenham diversos papéis no trânsito. Os mais conhecidos são os motoristas que raramente dirigem de cara limpa e não raro combinam bebida alcoólica com algum outro tipo de droga. Não sabemos quem são os mais perigosos e cruéis: os bárbaros de cara torta ou os bárbaros de cara limpa no trânsito. Há também os bárbaros que dirigem sem habilitação porque não as tem ou porque lhes suspenderam ou cassaram o direito de dirigir.

Os bárbaros no trânsito não deixam nada a dever aos bárbaros e costumam ser ainda mais violentos. Mudaram-se as armas: os guerreiros selvagens dos livros de história empunhavam armas grandes como machados e espadas de duas mãos. Os bárbaros modernos empunham o volante dos motorizados e geralmente dividem a empunhadura com latas, garrafas de cerveja ou algum tipo de droga que consomem enquanto dirigem.

Os bárbaros do volante quando não empunham suas armas passam por cidadãos comuns, educados, respeitáveis e sorridentes. Há os bárbaros que são no volante como são em qualquer situação na vida: marrentos, arrogantes, egoístas, selvagens e capazes de uma fúria bestial acompanhada de imprudência e irresponsabilidade tanto quanto os bárbaros com cara de bonzinhos.

Os bárbaros da História degolavam cabeças e amputavam membros. Os bárbaros do volante atropelam em alta velocidade, arrastam motos, bicicletas e corpos por quilômetros. Eles também arrancam pedaços das pessoas, ferem, mutilam, matam e livram-se dos corpos pelo caminho.

Os inválidos? Quando não morrem são vítimas dos bárbaros. São os trabalhadores indo ou vindo para o trabalho que têm a desgraça de cruzar com um bárbaro ao volante em seu caminho. São crianças indo ou vindo da escola, são mães com bebês no colo ou no carrinho; são os pedestres, os ciclistas, os motociclistas e os outros motoristas. Não interessa a forma de vida, os bárbaros as aniquilam.

As vítimas dos bárbaros no trânsito nem sempre sobrevivem e passam o resto de suas vidas roubadas no fundo de uma cama, dependentes dos outros para tudo: comer, beber, para a higiene pessoal e vegetar. Os bárbaros quando atacam quase sempre saem ilesos e ferem-se superficialmente enquanto os inocentes pagam a conta de sua selvageria, imprudência e responsabilidade.

Os inválidos também se multiplicam no sofrimento: são os pais, as mães, os irmãos, os filhos, os amigos das vítimas condenados a viverem com o coração mutilado, com os olhos fundos e sem o mesmo brilho de antes.

Os inválidos somos cada um de nós, vítimas ou não dos bárbaros ao volante, incluindo a sociedade e os seus heróis da resistência que pregam a paz e pedem por um trânsito humano e seguro. Nessa guerra entre o bem e o mal somos muitos e as baixas têm sido muito maiores do lado dos inocentes.

Na sociedade dos bárbaros e dos inválidos em que nos transformamos, impera também o egoísmo, o individualismo, as trapaças, as pequenas e grandes corrupções no trânsito, a tolerância e a impunidade. Impera a anodinia, a falta de respeito, de cidadania, a falta de valores e de virtudes.

Nessa guerra no trânsito que mata mais que todas as guerras no Oriente, mais do que o câncer e todas as doenças vasculares juntas vivemos a pior espécie de genocídio que existe: o genocídio sobre rodas. É muita barbaridade junta!

Na história, as guerras sangrentas promovidas pelos bárbaros durou cerca de 2 mil anos, até que eles fossem derrotados e as Cruzadas tiveram importante papel neste sentido.

Talvez seja disso que precisemos: de iniciar a nossa verdadeira cruzada contra os bárbaros no trânsito. Uma cruzada cidadã, legal, multissetorial, social, penal, e que acabe com uma de suas armas mais fortes: o sentimento de impunidade.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/educacao-de-transito/sociedade-dos-barbaros-e-dos-invalidos/

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Os valores das multas mudarão – Lei 13.821/2016

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Com a alteração do Código de Trânsito Brasileiro – CTB pela Lei Federal n.º 13.281, de 4.5.2016, teremos aumento no valor das multas por infrações de trânsito, entre outras alterações.

No dia 1º de novembro de 2016, entra em vigor a nova lei, momento esse que iniciará a fiscalização pelos agentes de trânsito, consequentemente, autuação que gerará multas de trânsito, as quais certamente acarretará preocupação pelo aumento no valor ao condutor.

Destaca–se que desde a extinção da UFIR – Unidade Fiscal de Referência (era um fator de correção do valor de impostos), os valores não eram reajustados. Esses valores agora sofrerão atualização monetária por determinação do Contran – Conselho Nacional de Trânsito, respeitada a variação do IPCA/IBGE, o índice oficial do Governo Federal que mede a inflação no país, no exercício fiscal anterior.

Vale dizer que, com o aumento dos valores, os condutores devem prestar mais atenção na sinalização de trânsito, assim diminuindo a possibilidade de expedição de notificação de imposição de penalidade. Esse será expedido com data de validade para tal pagamento e recurso se entender necessário.

Os novos valores base das multas são os seguintes – art. 258/CTB:

 Infração leve (66%*)     Infração média (52%*)       Infração grave (52%*)      Infração Gravíssima (53%*)

De:R$53,20                         De:  R$ 85,13                            De:127,69                         De: R$ 191,54

Para: R$ 88,38                      Para: R$130,16                     Para: R$195,23                     Para R$ 293,47

Valores dos multiplicadores

Gravíssima X 2 – de R$ 586,94

Gravíssima X 3 – de R$ 574,62 para R$ 880,41

Gravíssima X 5 – de R$ 957,70 para R$ 1.467,35

Gravíssima X 10 – de R$ 1.915,40 para R$ 2.934,70

Gravíssima X 20 – de R$ 3.830,80 para R$ 5.869,40

Gravíssima X 60 – de R$ 11.492,40 para R$ 17.608,20

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Dentre os diversos artigos estabelecidos com alteração no valor da multa, vamos destacar exemplos de autuações que ocorrem diariamente, sendo as mais comuns no trânsito.

  1. Dirigir utilizando CELULAR – a infração que era média passou para gravíssima de 7 pontos no prontuário, com valor de R$ 293,47.
  1. Condutor flagrado sem a Carteira Nacional de Habilitação – CNH, ou se possuir o documento da habilitação, mas estiver cumprindo pena de: a) cassada; b) suspensa; ou c) irregular, será considerada Infração gravíssima, com valor alterado de R$ 574,62 para R$ 880,41.
  1. Foi inserido no artigo 253 a alínea “A”, nesse ficou estabelecido que o condutor que “usar qualquer veículo para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre ela”, será imposto :
  • Infração – gravíssima;
  • Penalidade – multa (vinte vezes) – de R$ 3.830,80 para R$ 5.869,40, e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;
  • Medida administrativa – remoção do veículo.
  • 1º Aplica-se a multa agravada em 60 (sessenta) vezes aos organizadores da conduta prevista no caput – de R$ 11.492,40 para R$ 17.608,20.
  • 2º Aplica-se em dobro a multa em caso de reincidência no período de 12 (doze) meses.
  • 3º As penalidades são aplicáveis a pessoas físicas ou jurídicas que incorram na infração, devendo a autoridade com circunscrição sobre a via restabelecer de imediato, se possível, as condições de normalidade para a circulação na via.”
  1. Estacionar “nas vagas reservadas às pessoas com deficiência ou idosos, sem credencial que comprove tal condição“, é infração gravíssima, sujeito a multa e a remoção do veículo – art. 181, inciso XX/CTB, e multa de R$ 191,54 para R$ 293,47

Art. 77-E.  A veiculação de publicidade feita em desacordo com as condições fixadas nos arts. 77-A a 77-D constitui infração punível com as seguintes sanções: (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).

Os parâmetros máximo e mínimo pela infração prevista no artigo 77-E foram aumentados para “multa de R$ 1.627,00 (mil, seiscentos e vinte e sete reais) a R$ 8.135,00 (oito mil, cento e trinta e cinco reais), cobrada do dobro até o quíntuplo em caso de reincidência.

Diante de todas as alterações, a matéria trazida aqui é em razão de tantas dúvidas envolvendo motoristas, entre outros profissionais. Temos 05 (cinco) meses para entender todas as alterações, atualizar cadastros nos órgãos do Detran – Departamento de Trânsito de seu Estado, o que possibilita não deixar de receber notificações.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/normas-e-legislacao/os-valores-das-multas-mudarao-lei-13-8212016/

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Todos os dias 9 aviões caem no Brasil

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Imagem: Band

Quando assistimos ou lemos reportagens sobre o acidente de ônibus ocorrido em São Paulo no último dia 8, que deixou 18 pessoas mortas, sendo 17 delas estudantes universitários, naturalmente nos impressionamos. Entretanto, é nas imagens posteriores sobre o enterro das vítimas que percebemos o impacto humano do acidente. Seja pela transmissão da emoção dos familiares ou pelo número de pessoas que compareceram à cerimônia, mesmo sem terem ligação com qualquer um dos envolvidos no acidente.

São centenas de pessoas reunidas, emocionadas e inconformadas com a perda de vidas que poderiam ser evitadas. É nesse momento, ao ver a multidão que dá adeus a uma dezena de vítimas fatais, que constatamos que a morte no trânsito é frequente e afeta muito mais gente do que aparece nas estatísticas e nos noticiários. Muitos pais ficam órfãos de filhos, esposas de maridos, irmãos de irmãs, filhos de pais.

Os mais de 40 mil mortos e 500 mil feridos registrados a cada ano nos acidentes de trânsito no Brasil, são suficientes para ocupar a capacidade de 3.375 aviões tipo Boeing 737-800 com vítimas, ou, usando outra comparação, a queda de 9 dessas aeronaves por dia. Quantos aviões ainda seriam necessários para transportar todos os familiares e amigos das vítimas para a cerimônia do adeus? E apesar disso, ainda não percebemos a dimensão e a gravidade da violência no trânsito. Por quê?

Em primeiro lugar, porque nos impressionamos com as manchetes, com o extraordinário. A soma das vidas perdidas por dia, espalhadas por todo território nacional, não despertam nossa atenção. Talvez se tivéssemos um painel na porta dos aeroportos mais importantes do país informando quantos aviões seriam necessários por dia para transportar mortos e feridos no trânsito, seus familiares e amigos, talvez assim entendêssemos a importância de combater essa violência injustificada e evitável com recursos que a tecnologia e a educação nos oferecem. Mas para isso é preciso entender que não estamos falando de números, mas de gente, com nome e sobrenome e uma história brutalmente alterada e definitivamente interrompida.

Fonte: http://transitolivre.org.br/todos-os-dias-9-avioes-caem-no-brasil/?utm_source=facebook&utm_medium=post&utm_content=9-avioes&utm_campaign=social

 

 

 

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Educação para o trânsito começa em casa

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A educação de toda a criança começa em casa, de berço. Cabe à escola o papel de complementar essa educação com os conteúdos da grade. Com a educação para o trânsito não é diferente: aprender a atravessar a rua olhando para os dois lados, não atravessar a rua correndo e ficar de olho nos veículos para não ser atropelado são as primeiras coisas que os pais devem ensinar aos filhos. Até porque, desde que o mundo é mundo são os adultos (os mais vividos, os mais experientes, os responsáveis por ela) que ensinam as crianças.

Mas, parece que a nova geração quer inverter os papéis e colocar sobre os ombros das crianças a árdua tarefa de educar os adultos. Isso é muito ingrato!

É fato que as crianças têm uma influência enorme sobre as decisões dos adultos, e isso muito tem a ver com a permissividade de muitos pais como uma compensação pelo pouco tempo que têm para estarem com seus filhos.

Uma criança tem o poder de influenciar o pai para que ele não fure o sinal amarelo ou vermelho, para que ele não dirija de chinelos ou para que não dirija depois de beber. Mas, isso vai depender do quanto o pai, a mãe ou o adulto que cuidam dela lhe deem ouvido e a respeite.

É muito comum de acontecer que a criança aprenda os conteúdos de segurança e de práticas preventivas de acidentes no trânsito como atravessar só na faixa de pedestres quando o sinal está verde, mas, seja arrastada pelas mãos de um adulto a cortar caminho na frente dos carros em alguma via movimentada. O que se depreende com isso é que mesmo que a escola faça o seu papel, se as famílias não forem parceiras da escola, as crianças continuarão a mercê das imprudências e negligências de seus pais no trânsito. Porque desde que o mundo é mundo são os adultos que educam e que cuidam da criança e essa é uma relação basilar que não vai se inverter.

A criança é um agente social produtor de cultura, principalmente no sentido de práticas e costumes. Influencia os pais na compra de materiais escolares caros e de marca, motivo pelos quais se aconselha a não levá-las junto na compra, mas também influencia para as práticas seguras no trânsito. Muitos pais até se orgulham disso e seguem à risca as recomendações dos pequenos.

Mas, tem aqueles que ignoram, que não dão ouvidos e chegam até a ser truculentos. Infelizmente existe.

Nessa correria de Maio Amarelo foram muitas palestras em escolas de Blumenau tentando levar às crianças informações, orientações e fundamentos de cuidados preventivos no trânsito, inclusive, a partir da análise de fotos dos pontos de risco no entorno das escolas. E o que mais se ouve nessas palestras são “denúncias”, “entregas” dos pequenos quanto aos comportamentos inseguros dos pais.

Criança que bateu a cabeça no para-brisas em uma freada mais brusca; criança que bateu o nariz no banco da frente porque estava solta no banco de trás; criança que já pediu para o pai não dirigir depois de beber, mas o pai não deu ouvidos. Criança com menos de 7 anos levada para a escola de qualquer jeito na garupa de uma moto, e por aí vai.

O que pode a criança contra essas práticas de pais de ouvidos surdos aos seus apelos? O que pode a criança quando a própria mãe não consegue impedir que o pai da criança dirija bêbado, ou correndo, ou colando demais na traseira de outro veículo à sua frente?

Não seria exigir demais da criança, um ser em formação, que depende e muito dos ensinamentos e da responsabilidade de seus pais para crescer sadia e cuidadosa no trânsito?

Estamos ensinando conteúdos de trânsito seguro para a criança defender-se a si mesma e de seus pais imprudentes e negligentes ou estamos ensinando para que ela mude os hábitos hostis de seus pais no trânsito? Estamos ensinando a criança a ser o motorista do futuro, ou também o pedestre, o ciclista e o cidadão do futuro?

Crianças podem influenciar os adultos e isso é fato. Mas, desde que os adultos estejam dispostos a ouvi-las. Adultos de ouvidos surdos aos apelos da criança continuarão a colocá-las em risco.

Desde que o mundo é mundo são os adultos que educam as crianças e isso é mais antigo do que andar para a frente. De alguma forma, prevalecerá a vontade do adulto sobre as vontades da criança. Só não prevalece entre os pais permissivos que as colocam em risco dispensando  o cinto de segurança na cadeirinha, no booster ou para as crianças maiores diante da primeira birra ou choro.

Seja para atender aos apelos da criança por mais segurança e cuidados, seja para dispensar esses cuidados por conta da permissividade, o que prevalece é a boa vontade dos adultos. Estes sim, precisam ser sensibilizados e a parceria com a escola é uma via preferencial. A criança é um parceiro importante com grande poder de influência sobre os adultos para as questões do trânsito seguro. Mas, só quando estes a querem ouvir, respeitar e proteger.

Também precisamos aprender a lidar com isto.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/educacao-de-transito/educacao-para-o-transito-comeca-em-casa/

 

 

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Semana da Cidadania começa com ação no trânsito

Segundo Paulo Colombo, voluntário do Observatório Social, as ações da Semana da Cidadania visam a conscientização da população sobre seus direitos e deveres

Segundo Paulo Colombo, voluntário do Observatório Social, as ações da Semana da Cidadania visam a conscientização da população sobre seus direitos e deveres

– Observatório Social e Clubinho Salva Vidas conscientizam motoristas

Abrindo a Semana da Cidadania promovida pelo Observatório Social de Teresópolis, aconteceu nesta segunda-feira, dia 30 de maio, a Ação Cidadania no Trânsito. O evento foi encabeçado pelos técnicos e  voluntários da organização e contou com apoio de parceiros como o Clubinho Salva Vidas e voluntários do Circulo de Amigos do Menino Patrulheiro – Camp. O ponto escolhido para a ação foi o encontro da Avenida Lúcio Meira com as ruas Francisco Sá e Heitor de Moura Estevão, onde estão três sinais de trânsito.

 

Durante a ação, estagiários do Camp mostravam faixas e cartazes com palavras de incentivo para uma melhor relação no trânsito. Enquanto isso, os personagens ‘Edu’ e ‘Juba’, do Clubinho Salva Vidas, auxiliavam idosos a atravessar a rua e também pediam que motoristas desatentos fizessem uso do cinto de segurança.

Atividade de conscientização de motoristas e pedestres realizada pelo Observatório Social em parceria com Clubinho Salva Vidas e alunos do Camp

Atividade de conscientização de motoristas e pedestres realizada pelo Observatório Social em parceria com Clubinho Salva Vidas e alunos do Camp

“O Observatório decidiu expandir suas atividades de forma a expor sua imagem para a população. Seu maior objetivo é monitorar a administração municipal e as contas públicas, mas também existem outras vertentes, como as áreas social e de saúde”, justifica Paulo Colombo, da equipe do OST. “Estamos aqui nessa atividade em parceria com a equipe do Clubinho e do Camp para essa ação no trânsito. Antes tivemos as atividades de visita à Câmara e à Prefeitura, as reuniões de cidadania nas escolas públicas. Por fim, teremos um grande evento com um dia inteiro de atividades na Praça da Matriz de Santa Teresa”, revela. “Nosso principal objetivo é despertar na população a conscientização da luta pelos seus direitos e deveres como cidadão, sabendo aquilo que podem reivindicar. Com isso teremos uma cidade melhor e uma população mais coesa e harmoniosa”, finaliza.

 

Parceiros empenhados

O Camp enviou duas turmas de alunos, totalizando 45 pessoas para apoiar a iniciativa. Outro que colocou o time em campo foi Eliandro Maurat, criador do Clubinho Salva Vidas. “É uma ótima iniciativa e por isso estamos aqui. Não só celebrando essa Semana da Cidadania, mas também o mês de maio, dedicado à segurança no trânsito. Esse Maio Amarelo foi abraçado pela ONU, que envolveu 26 países nessa campanha de conscientização e educação no trânsito, para que tenhamos menos acidentes. É uma problemática gigantesca que vem tirando vidas e deixando milhares de feridos”, destaca. De acordo com Maurat, ações como essas deveriam se multiplicar e ganhar espaço no calendário oficial da cidade. “Se a gente tiver de verdade um calendário com ações voltadas para a cidadania, trânsito, meio ambiente ou seja o que for, vamos andar e ter um mundo de menos acidentes e de pessoas mais felizes”, projeta o diretor do projeto, que levou dois de seus personagens para a ação. “É o Edu, que o nome vem de Educação, nosso agente do bem, que vai às escolas para conscientizar as crianças para que também se tornem agentes do bem. Junto com ele está o seu cãozinho Juba, seu melhor amigo, que também trabalha na conscientização e na educação das pessoas em prol da vida e por um trânsito mais seguro”, detalha.

 

Semana da Cidadania

Criado com o objetivo de acompanhar a aplicação das verbas através do monitoramento do processo de licitações, o Observatório Social de Teresópolis trabalha para promover na cidade a Semana da Cidadania.

Desde ontem estão acontecendo atividades voltadas para estudantes, apresentações de relatórios, debates e uma palestra com Alfredo Dib, especialista em Direito Constitucional, que vai falar sobre ‘Transparência na Administração Pública’. Outro que deverá ser concorrido é o Lançamento do Concurso da CGU, trabalho que será promovido junto aos estudantes da rede municipal de ensino para que participem através de redações e desenhos sobre o tema “Um por Todos e Todos por Um! Pela Ética e Cidadania”.

Programação

– 1º de junho – Fórum de Debate. Cidadania e Qualidade na Educação. Praça Olímpica, 15h.

– 2 de junho – Lançamento do Concurso da CGU. “Um por todos e todos por um! Pela ética e cidadania”. Auditório da Prefeitura, 16h.

– 3 de junho – Palestra: Transparência na Administração Pública, com Alfredo Dib, especialista em Direito Constitucional. Auditório do Centro Pastoral e Social da Igreja de Santo Antônio, 19h.

– 4 de junho – Dia da Cidadania. Palestras, oficinas, música, poesia, recreação e etc. Dia de conscientização sobre a importância da cidadania na cidade e nas nossas vidas.

André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter e apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

http://netdiario.com.br/semana-da-cidadania-comeca-com-acao-no-transito/

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Bebo, não nego. Dirijo quando puder

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Ando meio cansada. De tudo. Mas principalmente cansada de ouvir absurdos e cansada de tentar mudar a opinião de gente que simplesmente não quer escutar.

Já perdi a conta de quantas vezes ouvi as pessoas dizerem: beber e não dirigir? Ah isso é só para os fracos, aqueles que não sabem se controlar na bebida, isso vale para quem toma um gole e já fica mal. Comigo não acontece nada, imagine. Eu posso tomar quanto for que continuo bem. Não acho que um “copinho” vai fazer diferença. Ah uma taça de vinho só não dá nada. Toda vida bebi e dirigi e olha aqui: tô bem!

Ah meus leitores. Vão me dizer que nunca ouviram isso, ou mesmo já até falaram isso? Porque vocês sabem né, aquela velha história, comigo não, nunca vai acontecer, só com os outros, os fracos.

O que me surpreende é que apesar de tantas campanhas, lei, pesquisas, informação, ainda assim hoje escuto que beber e não poder dirigir é um exagero.

Em vigor desde 2008 com o objetivo de reduzir os acidentes provocados por motoristas embriagados no Brasil, a Lei Seca foi alterada em 2012, quando a multa passou a ser de R$ 1.915,40 e, em caso de reincidência dentro de um ano, R$ 3.830,80. Além disso, vídeos, fotos, sinais e comportamentos que, segundo a polícia, demonstrem embriaguez também passaram a servir como prova, além do bafômetro.

Os números mostram os efeitos da lei no trânsito brasileiro. Segundo um levantamento do Ministério da Saúde, na comparação entre o primeiro e o segundo semestre de 2008, que compreende seis meses antes e seis meses depois da Lei Seca ser aplicada, o Brasil apresentou uma redução de 459 óbitos – queda de 14%. De acordo com a pesquisa Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2014, do Ministério da Saúde, após o endurecimento da Lei Seca em 2012, caiu em 16% o índice de adultos que admitem beber e dirigir entre 2012 e 2014 nas capitais do país.

Vejam, existem alguns motivos pelos quais eu insisto em dizer que beber e dirigir é uma ação de completa irresponsabilidade. Daí me chamam de careta, mas tudo bem.

Informações do Centro Regional de Estudos, Prevenção e Recuperação de Dependentes Químicos (CENPRE) revelam que as lesões orgânicas causadas pelo álcool são variadas, indo desde a cirrose hepática, passando pela avitaminose, a desnutrição, as neurites (inflamação dos nervos) até às psicoses.

Além disso, outras consequências do álcool são:

Sistema nervoso: Demência alcoólica, degenerações, neurites periféricas e lesões cerebrais, alucinações.

Efeitos cardiovasculares: Anemias, insuficiência cardíaca e circulatória.

Efeitos sobre o trato digestivo: Gastrites agudas, úlceras gástricas, síndrome da má absorção.

Efeitos sobre as glândulas anexas do trato digestivo: Fígado: cirrose, hepatite aguda e degeneração gordurosa.

Pâncreas: pancreatite.

São inúmeros os acidentes registrados em função do consumo de bebidas alcóolicas e justamente por isso, motoristas, levanto a bandeira para esse cenário nada tranquilo e nada favorável de óbitos e feridos no trânsito.

Beber sim. Não é proibido, aliás é um dos prazeres dos brasileiros. O fato é como beber e o que não fazer depois disso.

Por um mundo com mais responsabilidade no trânsito. Mudar é contagioso!

Até a próxima.

*Artigo de Talita Inaba que é jornalista e colaboradora do Portal do Trânsito

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Maio Amarelo lança campanha #EuSou+1 por um trânsito mais humano

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Vai ao ar em todas as redes sociais – twitter, facebook e site do Maio Amarelo, a mais nova campanha do Movimento Maio Amarelo para mobilizar o país contra a epidemia das mortes no trânsito. A campanha está sendo lançada pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, que coordena a mobilização no Brasil.

A campanha traz dois fortes apelos: “Somos 43 mil mortos no trânsito” e “Somos mais de 500 mil feridos no trânsito”. Essa epidemia precisa parar. Os números são dados da violência no trânsito no Brasil, apontados pelo DataSUS em 2014.

A proposta é evidenciar que as mortes precisam ser freadas e que cada um é responsável por mudar esse cenário.

Por isso, as peças fazem ainda um convite a todos os cidadãos: que cada um seja mais um por um trânsito mais seguro. Com a hastag “#eusou+1 por um trânsito mais humano”, o objetivo é  que as pessoas possam personalizar suas páginas do face, adotando o twibbon nas fotos de capa e de perfil, com esse  slogan.

Para o OBSERVATÓRIO Nacional de segurança Viária, a campanha traz um apelo para a sociedade deixar de terceirizar os problemas e sua responsabilidade. “Queremos mudar a lógica que o problema é responsabilidade dos outros e convidar a sociedade para essa mudança. Se cada um respeitar o trânsito, somaremos mais um em prol de uma sociedade mais segura e protegeremos milhares de vidas. O Maio Amarelo quer que todos sejam “mais um por um trânsito mais seguro”, convidam os organizadores.

É muito fácil ser mais atuando para salvar vidas. Contamos com todos!

Basta acessar o site www.maioamarelo.com ou o do OBSERVATÓRIO: www.onsv.org.br  e clicar para compartilhar, não tem segredo.

No twitter e facebook, basta adicionar a campanha.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/educacao-de-transito/maio-amarelo-lanca-campanha-souum-por-um-transito-mais-humano/

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Seguro popular vai impedir avanço do mercado marginal

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Regulamentado pela Resolução 336/16 do CNSP, o seguro popular de veículos oferece a corretores e seguradoras, entre outras tantas vantagens, o fato de ser o melhor antídoto para frear o avanço da chamada “proteção veicular”, na verdade um produto totalmente irregular, comercializado por associações de classe e cooperativas, que está longe de resguardar os direitos do consumidor.

O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, lembra que, por suas características, principalmente a possibilidade de utilização de peças recondicionadas – dentro dos critérios estabelecidos pela Lei do Desmonte -, que permite uma redução de até 30% do preço médio da apólice, o seguro popular, regulamentado por lei e comercializado por seguradoras devidamente autorizadas pelo órgão regulador, que constituem as devidas reservas técnicas para cumprir os compromissos assumidos com os segurados, se mostra muito mais adequado, consistente e factível. “Quando o consumidor for comparar, verá que não há diferença nos preços e que as garantias oferecidas pelo mercado legal de seguros são muito superiores. Não acredito que algum consumidor irá pensar duas vezes antes de optar pelo seguro popular”, frisa Vergilio.

Ele destaca ainda que, além do preço mais baixo e do respaldo legal que o sustenta, o novo produto traz outro benefício importante: a possibilidade de pagamento do seguro em até 12 parcelas.

Esse parcelamento também é oferecido pelo mercado marginal. Mas, acima de tudo como isca para atrair incautos. Isso porque, muitas vezes, na ocorrência do sinistro, sem ter a devida reserva para cumprir o que foi acordado, a associação ou cooperativa posterga o pagamento da indenização ou mesmo não liquida o sinistro, deixando desamparado o dono do veículo “coberto” pela proteção veicular.

No caso do seguro popular, isso não acontece. Dessa forma, o longo parcelamento, com a garantia legal de cumprimento do contrato, viabiliza a contratação do seguro por todas as camadas da população, inclusive as de menor poder aquisitivo e por donos de veículos mais antigos que necessitam, basicamente, de cobertura para danos provocados ao seu patrimônio e ao de terceiros em colisões no trânsito.

Armando Vergilio acredita que o novo seguro pode ser aprimorado, como já admite a Susep, que deve alterar alguns dispositivos da circular, atendendo a um pleito dos seguradores.

O presidente da Fenacor concorda, por exemplo, que o ideal é utilizar apenas oficinas credenciadas, como defende a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg).

Ele também vê como positiva a proposta dos seguradores de se permitir a utilização de peças recondicionadas que não sejam as originais. “Tudo o que for feito para melhorar o seguro popular terá o nosso apoio. O que importa é termos um produto que trará para o mercado mais de 20 milhões de veículos que hoje trafegam pelo país sem qualquer cobertura securitária”, observa.

Com informações da FENACOR

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