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As principais causas de acidentes com crianças

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Dia 30 de agosto comemora- se o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes com Crianças e Adolescentes. Com o objetivo de trazer mais luz para esse tema a ONG Criança Segura divulga a análise dos dados do Ministério da Saúde para mortes e hospitalizações, estas somente da rede pública de saúde, de crianças e adolescentes até 14 anos.
Entre 2012 e 2013 houve uma redução acima da média dos últimos anos na mortalidade por acidentes no Brasil: 2,24%. De 2011 para 2012 a redução havia sido de 0,89%. O trânsito, apesar de ainda representar a maior causa de mortes acidentais até 14 anos, apresentou de 2012 para 2013 uma redução de 6%, ligeiramente maior que a de 2011 para 2012, que foi de 4%.
“Observamos que existe uma mudança no perfil da mortalidade infantil no trânsito”, explica Gabriela de Freitas, coordenadora nacional da ONG e responsável por essa análise, “O atropelamento sempre foi o maior vilão dentre os acidentes de trânsito que envolviam os pequenos, mas quando estudamos a evolução dos dados dos últimos 13 anos, notamos uma  grande queda dos atropelamentos, que não necessariamente tem a ver com maior conscientização de segurança viária, mas muito mais com a mudança no estilo de vida e incentivo para uso do carro. Por outro lado, as mortes que envolvem um veículo, como carro ou motocicleta, estão crescendo”. Em 2013, pela primeira vez, as mortes como pedestres ou ocupantes de veículos se igualam.
Principais destaques da análise 
Os dados de óbitos e internações foram retirados do Datasus, sistema de dados do Ministério da Saúde. Os óbitos são referentes à 2013 e as internações (somente da rede pública de saúde) a 2014, e segmentados por causa e faixa etária: menor de 1 ano, 1 a 4 anos, 5 a 9 anos e 10 a 14 anos.
Os acidentes foram responsáveis por 4.580 mortes (em 2013) e mais de 122 mil hospitalizações (em 2014) de meninos e meninas de 0 a 14 anos, o que caracteriza o acidente como um grave problema de saúde pública. Os acidentes de trânsito, que incluem atropelamentos, passageiros de veículos, motos e bicicletas, representaram 38% destas mortes, seguidos de afogamento (24%), sufocação (18%) queimaduras (6%), quedas (5%), intoxicação (2%) e armas de fogo (1%) e outros casos não especificados (6%).
Comparando 2013 com 2012, o número de mortes por afogamento teve uma redução de 5%, contra um aumento de 4% entre 2012 e 2011; infelizmente houve um aumento de mortes por sufocação de 10%, um número bem alto quando pensamos que entre 2011 e 2012 o aumento foi somente 2%; reduziu-se a morte de crianças por intoxicação em 23% entre os anos analisados, entre os dois anos anteriores havia ocorrido um  aumento da morte por esse tipo de acidente de 17%.
Causa das mortes por idade
A idade das crianças interfere muito no tipo de acidente predominante em cada faixa etária principalmente devido às particularidades de cada etapa do desenvolvimento infantil. Este ano, mais uma vez, a principal causa de mortes por acidentes em menores de 1 ano é a sufocação, representando 70% dos óbitos. Em seguida vem o trânsito com 14% das mortes. Na faixa etária de 1 a 4 anos, o afogamento tem o maior número (34%), e os acidentes de trânsito representam 30% das mortes. Já na faixa etária de 5 a 9 anos, os acidentes de trânsito representam quase a metade dos óbitos (48%) e  o afogamento representa 26% das mortes. De 10 a 14 anos o trânsito é responsável pela metade exatamente das mortes, em segundo lugar vem também o afogamento (26%).
Desvendando as internações
As crianças que sobrevivem aos acidentes serão submetidas a internações e tratamentos de saúde que irão gerar, provavelmente, consequências emocionais, sociais e financeiras a essas crianças, suas família e à sociedade. De acordo com o Datasus, o governo brasileiro gastou cerca de R$ 83 milhões em 2014 na rede do SUS – Sistema Único de Saúde com o atendimento destas crianças acidentadas. Neste ano, mais de 122 mil crianças foram hospitalizadas em decorrência dos acidentes.
A ONG Criança Segura analisou os acidentes que levam as crianças a serem internadas em 2014 e percebemos que a principal causa são as quedas (47%), em seguida as queimaduras (16%) e mordidas de animais (12%). Outros acidentes – como efeitos da natureza, queda de objetos, sequelas de outros acidentes, explosões, contato com ferramentas e outros objetos cortantes – representam preocupantes 21% das hospitalizações.
“Destacamos que acidentes de trânsito, afogamento e sufocações tem uma representatividade mais baixa nas internações do que nos óbitos, pois são muito letais para as crianças. Considerando a alta severidade de alguns tipos de acidentes, é preciso não deixar que eles aconteçam. Nesses casos a ‘vacina’ mais efetiva é a prevenção. Nosso trabalho há treze anos é fazer crescer a cultura de prevenção de acidentes no Brasil”, completa Gabriela.
A prevenção
Estudos da Ong Safe Kids Worldwide mostram que pelo menos 90% das lesões devido a acidentes podem ser evitadas com medidas muito simples, como: conscientização da sociedade, educação para prevenção, adaptação de ambientes e leis que tragam mais segurança.
As crianças são mais frágeis fisicamente e não reconhecem os perigos. Por isso, é muito importante adequar os ambientes em que elas vivem (escola, casa, parquinhos, etc.) e educar seus cuidadores para reconhecerem estes perigos e terem uma supervisão ativa sobre as crianças.
A prevenção dos acidentes com crianças preserva a vida delas, e também sua estrutura familiar, contribuindo assim para o seu desenvolvimento saudável e feliz.

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Longe da meta: Brasil reduz em 5,7% número de mortes no trânsito

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O Brasil conseguiu diminuir a quantidade de mortos no trânsito de 44.812 casos, em 2012, para 42.266, em 2013

O Brasil conseguiu reduzir o número absoluto de mortos no trânsito. Foram 44.812 mortes em 2012 e 42.266 em 2013, ou seja, houve uma queda de 5,7% de um ano para o outro. Os números foram apresentados nesta quarta-feira (18) na 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, em Brasília.

A taxa de mortalidade caiu ainda mais, em 6,5%, de 22,5 mortos por 100 mil habitantes, em 2012; para 21 casos por 100 mil habitantes, em 2013. O ministério destaca que a queda é um possível reflexo do endurecimento da Lei Seca, em 2012.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, enfatizou os resultados. “Entre 2012 e 2013, o Brasil reduziu o número de vítimas nas estradas e rodovias. Ainda é um número pequeno, mas só foi possível em função das várias medidas adotadas que contribuíram para esse resultado, como o uso obrigatório do cinto de segurança e o trabalho de conscientização que vem sendo feito com a população”, destacou o ministro. Castro enfatizou ainda a necessidade de o Governo Federal atuar mais fortemente na redução de acidentes envolvendo motociclistas, responsáveis por maior parte do número de mortes e internações no País.

O balanço apresentado nesta quarta-feira aponta que 42.266 pessoas morreram por causa de acidentes de trânsito em 2013, sendo que 12.040 eram ocupantes de motocicletas (28,8% do total de mortes).

Em 2008, os custos com as internações por acidentes de trânsito no Sistema Único de Saúde (SUS) foram de R$ 117 milhões. Apenas com as motocicletas, os custos foram R$ 49 milhões. Em 2013, o valor gasto com internações no SUS crescem 95%, chegando a R$ 229 milhões. Somente com as internações de acidentes com motocicletas foram gastos R$ 112 milhões, em 2013 – valor 128,5% maior do que o despendido em 2008.

O estudo apontou, ainda, que a frota de veículos mais que dobrou na última década, tendo crescido 121%, entre 2003 e 2013, e que o crescimento da frota de motos foi de 247%, em dez anos. Os veículos de duas rodas passaram de quase 6 milhões para quase 22 milhões.

Também foi apurado o comportamento no trânsito e o estudo revelou que metade dos brasileiros não usa cinto de segurança nos bancos de trás dos veículos. No banco da frente, são 20,6% os que afirmam nem sempre usar. Parcela de 79,6% disse sempre usar o cinto de segurança. Na zona rural, 55,2% afirmam nem sempre usar o cinto no banco de trás. Estudos, entretanto, mostram que o cinto de segurança no banco da frente reduz em 45% o risco de morte, e no banco de trás, em 75%. Em 2013, um levantamento da Rede Sarah apontou que 80% dos passageiros do banco da frente deixariam de morrer se os cintos do banco de trás fossem usados com regularidade.

Entre aqueles que pilotam motos, o trabalho apontou que na média nacional, 83,4% da população afirmam sempre usar capacete ao pilotar motos. Ou seja, sobra uma parcela de 16,6% que afirma nem sempre usar o capacete ao conduzir. No campo, os índices são piores. Fatia de 31,7% nem sempre usa capacete ao conduzir motos.

A combinação “álcool e direção” infelizmente ainda faz parte do trânsito brasileiro. O estudo apurou que 24,3% da população brasileira admite dirigir logo depois de beber e que na zona rural, esse percentual é de 30,4%. O Brasil é um dos 25 países do mundo que estabeleceram a tolerância zero para o consumo de bebida alcóolica por motoristas e um dos 130 que usam o teste do bafômetro como forma de garantia do cumprimento da lei.

Em todo o mundo, 1,25 milhão de pessoas são mortas e em torno de 30 a 50 milhões ficam feridas a cada ano em decorrência de acidentes de trânsito. Os óbitos atingem principalmente crianças e jovens de 5 a 29 anos, sendo que os jovens do sexo masculino são as principais vítimas. A 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito – Tempo de Resultados, começou nesta quarta-feira (18) e prossegue até quinta-feira (19), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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Um em cada três caminhoneiros usa drogas, revela teste inédito no Brasil

Decisão do Ministério do Trabalho tornou obrigatório, na contratação de motoristas de ônibus e caminhão, a realização de exame toxicológico.

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Um teste aplicado pela primeira vez no Brasil revela que 34% dos caminhoneiros brasileiros se drogam. É o teste da queratina, retirada de um fio de cabelo, e que detecta o uso de drogas até 90 dias antes da coleta. Mais: entre as drogas usadas, a cocaína é a principal, aparecendo em 73% dos testes que deram positivo. A anfetamina – o popular rebite – aparece em apenas 18% desses casos. O Fantástico ouviu caminhoneiros que confessam o uso, encontrou traficantes de beira de estrada e ouviu de especialistas que a infestação de pó nas rodovias é resultado principalmente dos prazos mínimos que o motorista tem para entregar a carga.

Fonte: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/11/um-em-cada-tres-caminhoneiros-usa-drogas-revela-teste-inedito-no-brasil.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=fant

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Dia Mundial em Memória às Vítimas de trânsito

Campanha em memória as vítimas de trânsito (arte e idealização: Wagner Lima e Maxswell Veras)

TERCEIRO DOMINGO DE NOVEMBRO – DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA DAS PESSOAS VÍTIMAS DO TRÂNSITO

Em 2005, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu que, todo terceiro domingo do mês de novembro fosse destinado aoDia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito. Nesta data são homenageadas não só as pessoas que morreram em decorrência das fatalidades do trânsito, mas também familiares, amigos e todos aqueles que sofrem a perda de entes queridos com tal tragédia.

No Brasil, as ações pelo Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito começaram em 2007 por iniciativa da sociedade que conseguiu mobilizar várias cidades brasileiras. Este ano, mais de uma dezena de cidades acompanharão o evento com uma variedade de cerimônias.

De acordo com o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde em 2010, 40.610 pessoas foram vítimas fatais do trânsito, sendo que 25% delas, por ocorrências com motocicletas. Entre 2002 e 2010, o número total de óbitos por acidentes com transporte terrestre cresceu 24%: passou de 32.753 para 40.610 mortes. Entre as regiões, o maior percentual de aumento na quantidade de óbitos (entre 2002 e 2010) foi registrado no Norte (53%), seguido do Nordeste (48%), Centro-Oeste (22%), Sul (17%) e Sudeste (10%).

O objetivo da data é disseminar por meio das pessoas, entidades, órgãos governamentais e outras organizações a mobilização sobre ações que possam diminuir as fatalidades no trânsito.

Campanha em memória as vítimas de trânsito (arte e idealização: Wagner Lima e Maxswell Veras)

 

 

 

 

 

Como parte desta Campanha durante a Semana Nacional do Trânsito, o Portal do IBRADEC lança hoje uma ferramenta de apoio aos cidadãos para denunciar e reclamar por melhorias no trânsito de seu município.

Está disponível no hotsite do IBRADEC links para o Facebook e para o Twitter. Estas ferramentas permitem que qualquer cidadão possa enviar uma foto ou vídeo sobre a sua reclamação de trânsito. O objetivo da ação é entrar em contato com os órgãos responsáveis para, reivindicar por reformas, mudanças  ou melhorias.

Dessa forma o Portal do IBRADEC irá mobilizar a comunidade em busca de soluções viárias e contribuir efetivamente com mudanças que tragam mais segurança para as ruas brasileiras.

O IBRADEC realizou em 2011 a primeira ação do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito. O ato aconteceu no aterro da Praia de Iracema.

Nós do IBRADEC abraçamos a causa do trânsito, para tanto continuaremos lutando contra este tipo de violência. O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito é oficialmente um dos projetos do Instituto Brasileiro de Defesa da Cidadania e como tal será realizado anualmente com o fim de lembrarmos que a violência no trânsito tem de acabar.

Campanha em memória as vítimas de trânsito (arte e idealização: Wagner Lima e Maxswell Veras)

 

Fonte: http://www.ibradecbrasil.com.br/banner/18-de-novembro-dia-mundial-em-memoria-das-vitimas-de-transito/

 

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Câmara aprova criação de plano para reduzir mortes no trânsito

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A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira a criação do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans). O objetivo da proposta, de autoria do deputado Paulo Foletto (PSB-ES) e do ex-deputado Beto Albuquerque, é reduzir à metade, no prazo de dez anos, o índice nacional de mortos em acidentes de trânsito no País.

O projeto (PL 8272/14) determina que as políticas públicas do Sistema Nacional de Trânsito referentes à segurança deverão voltar-se prioritariamente ao cumprimento de metas anuais de redução no número de mortes no trânsito. O plano deverá ser elaborado em conjunto pelos órgãos de saúde, trânsito, transportes e justiça.

O texto acrescenta dispositivos ao Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) e também determina que a atuação dos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito deverá priorizar o cumprimento de metas anuais de redução de mortes por grupo de veículos e por grupo de habitantes, ambos apurados por estado e por ano.

De acordo com o projeto, as metas deverão ser fixadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para cada um dos estados e o Distrito Federal, por meio de propostas dos conselhos Estaduais de Trânsito (Cetrans) e do Conselho de Trânsito do Distrito Federal (Contrandife).

Com informações da Agência Câmara

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Adiamento de cadeirinha no transporte escolar provoca protestos

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O possível adiamento da entrada em vigor da medida que obriga o uso de cadeirinhas no transporte escolar começa a provocar reações. Na quinta-feira da semana passada, a ONG Criança Segura e a Proteste Associação de Consumidores publicaram texto na internet lamentando a mudança de data, inicialmente prevista para 1º de fevereiro de 2016.

As entidades informaram que vão pedir ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que estabeleça o mês de junho como prazo máximo para que seja feita a adoção dos equipamentos de segurança.

O anúncio do possível adiamento foi feito pelo diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alberto Angerami, em audiência pública promovida na quarta-feira pelas Comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE) e de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado.

Ele disse que levará à próxima reunião do Contran, no dia 17, a reivindicação dos motoristas de transporte escolar, que querem a anulação da exigência. Angerami não garantiu que a medida venha a ser derrubada, mas acredita que a data-limite será alterada para que o assunto seja melhor estudado.

Na audiência, representantes dos motoristas afirmaram que não têm como cumprir a obrigação, considerada desnecessária por eles em razão do baixo número de acidentes no setor. Alegam que, desde 1997, quando entrou em vigor o Código de Trânsito Brasileiro, nenhuma criança morreu ou sofreu lesão grave sendo transportada por veículos escolares legalizados e vistoriados. “Temos um serviço que é seguro e aprovado, com sinistralidade zero” afirmou o diretor da Associação Regional de Transporte Escolar de São Paulo, Jorge Salgado.

Já a ONG Criança Segura e a Proteste consideram uma eventual anulação da medida um retrocesso.

“A forma mais segura de transportar crianças nos veículos é na cadeirinha, pois ela é projetada de acordo com o tamanho da criança para retê-la no veículo, distribuir a força da colisão de forma igual pelo corpo e proteger partes frágeis do corpo da criança, como cabeça, pescoço e coluna”, afirma a coordenadora nacional da ONG, Gabriela Freitas, no texto publicado pelas entidades.

Apesar de avaliar o adiamento da exigência, Alberto Angerami, do Denatran, concorda que a eficácia dos chamados dispositivos de retenção infantil está comprovada.

“O Ministério da Saúde tem estatísticas que mostram diminuição de cerca de 30% dos acidentes com ferimentos graves para as crianças que estavam usando os equipamentos”, disse, na audiência.

O Brasil possui cerca de 100 mil veículos de transporte escolar legalizados e certificados. A grande maioria deles tem identidade visual explícita e tacógrafo, dispositivo que monitora a velocidade de veículos.

 

Com informações da Agência Senado

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Cerca de 44 pedestres morrem por dia no Brasil

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O dado é assustador. Trafegar nas ruas como pedestre é por si só uma condição de risco

Em 2014 foram pagas, pelo DPVAT, 16.252 indenizações por morte de pedestres no trânsito. Esse número representa 31% do total de indenizações pagas por morte no trânsito de janeiro a dezembro de 2014, que foi de 52.226. O número de indenizações por invalidez permanente, resultante de atropelamentos, também assusta: 115.720 de um total de 595.693, ou seja, 20%.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) responsabiliza os condutores pela segurança dos pedestres, porém para evitar atropelamentos, todos devem tomar cuidado, pois algumas atitudes dos pedestres também contribuem para a ocorrência desse tipo de acidente.

Dicas para os pedestres

O pedestre pode alterar seu comportamento no trânsito e diminuir os riscos de atropelamentos. Uma das dicas é atravessar as ruas olhando para ambos os lados, respeitar os sinais de trânsito e utilizar faixas para pedestres sempre que disponível. Quando não houver, procurar outros locais seguros para atravessar, seja na esquina, em passarelas ou próximo a lombadas eletrônicas.

Além disso, antes de atravessar na frente dos veículos, o pedestre deve fazer contato visual com os motoristas para ter certeza de que foi visto. Nunca atravessar a rua por trás de carros, ônibus, árvores ou postes, pois a probabilidade de não ser visto é maior.

O pedestre também deve evitar utilizar o celular, seja para conversa ou troca de mensagens, enquanto está no trânsito. Um pedestre distraído ou alcoolizado pode causar graves acidentes.

Dicas para motoristas

A boa convivência entre condutores e pedestres depende do respeito aos direitos e deveres de cada um e às regras de preferência. Por esse motivo, o condutor, na proximidade de pedestres, deve reduzir a velocidade e redobrar a atenção. Além disso, não induzir o pedestre a atravessar mais rápido: se caso o pedestre já tenha iniciado a travessia e, durante esse tempo o semáforo mudar, o pedestre tem a prioridade para concluir a travessia.

O condutor deve ser gentil e facilitar a travessia, quando houver faixa sem sinal luminoso, a preferência é do pedestre. Nunca pare na faixa.

Outra dica é evitar buzinar o tempo todo para pedestres. Isso só causa stress e sustos desnecessários, o que pode comprometer a segurança.

O que facilita muito no trânsito é se colocar no lugar do outro, por isso o condutor devem lembrar-se que, na condição de pedestre, o condutor também se sente vítima da intolerância de outros condutores.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/reportagens-especiais/cerca-de-44-pedestres-morrem-por-dia-no-brasil

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Digitar no celular ao dirigir aumenta em 23 vezes o risco de acidente

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A maioria das pessoas já ouviu falar que dirigir e falar ao celular pode aumentar em 4 vezes o risco de acidente, inclusive que pode ser mais perigoso que dirigir embriagado. Entretanto, muito pior é dirigir e digitar no celular, nesse caso, o risco de acidente aumenta 23 vezes.

Quem faz uma simples chamada fica quase seis vezes mais exposto a se envolver em acidente, aponta um estudo do Departamento de Transportes dos Estados Unidos. E quem acha que não é perigoso dar só uma olhadinha para ver quem está chamando, saiba que você perde em média 4 segundos de atenção, o que  a 60km/h pode significar percorrer aproximadamente 65 metros sem ficar atento ao trânsito.
E o risco de acidente de trânsito para quem digita não está restrito ao ato de dirigir. Muitos pedestres causam acidentes ou morrem atropelados enquanto digitavam ou falavam ao celular.
Mas o problema não é restrito aos países em desenvolvimento. Pesquisa da instituição inglesa RAC Foundation revela que 45% dos condutores ingleses usam o celular para enviar torpedos. O estudo identificou ainda que o envio de mensagens retarda o tempo de reação em 35%, percentual bem acima da demora provocada pelo álcool (12%) no organismo.
Nos EUA 49% dos adultos admitem que digitam enquanto dirigem. Dos acidentes no trânsito americano, 1 em cada 4 envolvem motorista digitando. No país, 33% dos motoristas reconhecem que digitaram e dirigiram nos últimos 30 dias, enquanto na Espanha esse percentual é de 15%. Em 2013,  nada menos que 341 mil veículos envolvidos em acidentes nos EUA tinham motoristas que digitavam.
No Brasil não existem tantos dados como nos EUA, mas sabemos que  registramos mais celulares operando que habitantes e praticamente 100% dos motoristas possuem celular. Caso a Seguradora Líder, que administra o DPVAT, fizesse uma pesquisa de quantas indenizações são pagas por morte e invalidez permanente em função de acidentes com motoristas digitando ou falando ao celular, com certeza teríamos centenas de milhares de casos. Inclusive muitos dos acidentes ocorrem com motociclistas que digitam ou falam ao celular na moto.
Da mesma forma que motoristas e pedestres precisaram aprender a respeitar determinadas regras com a expansão da frota de automóveis circulando pelas ruas na primeira metade do século passado, estamos convivendo numa era em que a tecnologia nos coloca novamente em risco se não entendermos que dirigir é um ato de grande responsabilidade e que nossa urgência em falar ou mandar uma mensagem não pode ser mais importante que vidas humanas, inclusive a nossa. Quem digita ao volante está próximo de escrever suas últimas palavras ou calar alguém para sempre.
Com informações do DPVAT

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Saiba como lidar com crianças que choram na cadeirinha

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Não tem desculpa, além de serem obrigatórias por lei, as cadeirinhas são a forma mais segura de transportar as crianças nos veículos, sejam eles particulares, escolares ou táxis. Porém, muitos pais reclamam que as crianças choram quando estão no dispositivo e acabam cedendo e pegando a criança no colo.

O transporte de crianças é regulamentado no Brasil pela Res.277/08, que estabeleceu a obrigatoriedade de uso de dispositivo de retenção adequado para a idade da criança. Quem não obedece, comete uma infração gravíssima, com multa de R$ 191,54. Mas lembre-se: nesse caso, a multa não é o mais importante. O uso do sistema de retenção adequado e corretamente instalado reduz em até 75% as mortes e em até 90% as lesões em caso de acidente.

Todos sabem que devem utilizar cadeirinhas, mas poucos sabem os motivos dessa obrigatoriedade.  As crianças são mais frágeis do que os adultos e o cinto de segurança não foi projetado para proteger indivíduos menores de 1,45 m. Por esse motivo, para prevenir lesões em crianças, é necessário utilizar o cinto de segurança e um equipamento adequado ao peso, altura e idade da criança, além de homologado por órgãos nacionais ou internacionais de qualidade.

Por esse motivo, é necessário ter calma e paciência e resistir às reclamações dos pequenos quando estão nas cadeirinhas. Algumas dicas podem facilitar a vida dos pais nesse momento:

    • A primeira delas, que não é apenas uma dica, mas uma questão de lei. O recém-nascido já deve sair da maternidade no bebê-conforto. Se utilizar sempre, além de estar mais seguro, será mais fácil para a criança se acostumar.
    • Comprar espelhos retrovisores para colocar atrás com o bebê. Não acalma o pequeno, mas tranquiliza os pais que conseguem ver se está acontecendo alguma coisa ou se é apenas uma birra passageira.
    • Não tire o bebê do carro logo após o primeiro choro. Certifique-se de que está tudo bem, mas tente acalmá-lo de outras formas.
    • Quando o bebê é muito novinho, o uso das almofadas (certificadas) para apoiar o pescoço deixa o dispositivo mais confortável.
    • Checar se o tamanho da cadeirinha está de acordo com o peso e idade da criança.
    • Tentar conversar com a criança.
    • Não andar de carro logo após as mamadas do bebê.
  • Se o trajeto for longo, vale a pena programar paradas para descanso. E daí sim, nesse momento, tirar a criança da cadeirinha, para mudá-la um pouco de posição.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/reportagens-especiais/saiba-como-lidar-com-criancas-que-choram-na-cadeirinha

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Desde 2012, 80 mil condutores foram flagrados ao celular em rodovias

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A atividade de dirigir com segurança exige muita atenção, o tempo todo. Qualquer distração ao volante pode provocar um acidente, e os motivos para desviar a atenção são muitos: conversar, procurar objetos, mexer em equipamentos, olhar para propagandas, paisagens, sonolência, e muitos outros. Mas atualmente o campeão em termos de desviar a atenção do condutor é o telefone celular. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, desde 2012, mais de 80 mil multas foram aplicadas a condutores que utilizam o celular mesmo estando dirigindo. E o número pode ser ainda maior, conforme estatísticas, de cada dez mil pessoas que usam o celular enquanto dirigem apenas uma é flagrada.

O número de acidentes causados pelo uso do celular tem aumentado muito. Isso porque as pessoas estão cada vez mais conectadas ao celular e não conseguem desligar desse hábito quando estão dirigindo, ao atender ligações, acionar aplicativos e até para digitar mensagens. “Tirar os olhos do trânsito por apenas 2 ou 3 segundos é o suficiente para bater no carro da frente, mudar de pista, colidir com um objeto imóvel ou atropelar alguém. Em apenas 5 segundos, a 80 km/h o veículo percorre mais de 100 metros”, explica o especialista em trânsito e diretor do Portal, Celso Alves Mariano.

Como proceder?

O correto é, antes de dirigir, colocar o celular no modo silencioso, e não olhar para o celular, nem que seja “só para ver quem está chamando”, e retornar as ligações depois de parar. Se estiver aguardando uma ligação importante, procure primeiramente um local seguro para parar.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/desde-2012-80-mil-condutores-foram-flagrados-ao-celular-em-rodovias

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