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Digitar no celular ao dirigir aumenta em 23 vezes o risco de acidente

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A maioria das pessoas já ouviu falar que dirigir e falar ao celular pode aumentar em 4 vezes o risco de acidente, inclusive que pode ser mais perigoso que dirigir embriagado. Entretanto, muito pior é dirigir e digitar no celular, nesse caso, o risco de acidente aumenta 23 vezes.

Quem faz uma simples chamada fica quase seis vezes mais exposto a se envolver em acidente, aponta um estudo do Departamento de Transportes dos Estados Unidos. E quem acha que não é perigoso dar só uma olhadinha para ver quem está chamando, saiba que você perde em média 4 segundos de atenção, o que  a 60km/h pode significar percorrer aproximadamente 65 metros sem ficar atento ao trânsito.
E o risco de acidente de trânsito para quem digita não está restrito ao ato de dirigir. Muitos pedestres causam acidentes ou morrem atropelados enquanto digitavam ou falavam ao celular.
Mas o problema não é restrito aos países em desenvolvimento. Pesquisa da instituição inglesa RAC Foundation revela que 45% dos condutores ingleses usam o celular para enviar torpedos. O estudo identificou ainda que o envio de mensagens retarda o tempo de reação em 35%, percentual bem acima da demora provocada pelo álcool (12%) no organismo.
Nos EUA 49% dos adultos admitem que digitam enquanto dirigem. Dos acidentes no trânsito americano, 1 em cada 4 envolvem motorista digitando. No país, 33% dos motoristas reconhecem que digitaram e dirigiram nos últimos 30 dias, enquanto na Espanha esse percentual é de 15%. Em 2013,  nada menos que 341 mil veículos envolvidos em acidentes nos EUA tinham motoristas que digitavam.
No Brasil não existem tantos dados como nos EUA, mas sabemos que  registramos mais celulares operando que habitantes e praticamente 100% dos motoristas possuem celular. Caso a Seguradora Líder, que administra o DPVAT, fizesse uma pesquisa de quantas indenizações são pagas por morte e invalidez permanente em função de acidentes com motoristas digitando ou falando ao celular, com certeza teríamos centenas de milhares de casos. Inclusive muitos dos acidentes ocorrem com motociclistas que digitam ou falam ao celular na moto.
Da mesma forma que motoristas e pedestres precisaram aprender a respeitar determinadas regras com a expansão da frota de automóveis circulando pelas ruas na primeira metade do século passado, estamos convivendo numa era em que a tecnologia nos coloca novamente em risco se não entendermos que dirigir é um ato de grande responsabilidade e que nossa urgência em falar ou mandar uma mensagem não pode ser mais importante que vidas humanas, inclusive a nossa. Quem digita ao volante está próximo de escrever suas últimas palavras ou calar alguém para sempre.
Com informações do DPVAT

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Saiba como lidar com crianças que choram na cadeirinha

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Não tem desculpa, além de serem obrigatórias por lei, as cadeirinhas são a forma mais segura de transportar as crianças nos veículos, sejam eles particulares, escolares ou táxis. Porém, muitos pais reclamam que as crianças choram quando estão no dispositivo e acabam cedendo e pegando a criança no colo.

O transporte de crianças é regulamentado no Brasil pela Res.277/08, que estabeleceu a obrigatoriedade de uso de dispositivo de retenção adequado para a idade da criança. Quem não obedece, comete uma infração gravíssima, com multa de R$ 191,54. Mas lembre-se: nesse caso, a multa não é o mais importante. O uso do sistema de retenção adequado e corretamente instalado reduz em até 75% as mortes e em até 90% as lesões em caso de acidente.

Todos sabem que devem utilizar cadeirinhas, mas poucos sabem os motivos dessa obrigatoriedade.  As crianças são mais frágeis do que os adultos e o cinto de segurança não foi projetado para proteger indivíduos menores de 1,45 m. Por esse motivo, para prevenir lesões em crianças, é necessário utilizar o cinto de segurança e um equipamento adequado ao peso, altura e idade da criança, além de homologado por órgãos nacionais ou internacionais de qualidade.

Por esse motivo, é necessário ter calma e paciência e resistir às reclamações dos pequenos quando estão nas cadeirinhas. Algumas dicas podem facilitar a vida dos pais nesse momento:

    • A primeira delas, que não é apenas uma dica, mas uma questão de lei. O recém-nascido já deve sair da maternidade no bebê-conforto. Se utilizar sempre, além de estar mais seguro, será mais fácil para a criança se acostumar.
    • Comprar espelhos retrovisores para colocar atrás com o bebê. Não acalma o pequeno, mas tranquiliza os pais que conseguem ver se está acontecendo alguma coisa ou se é apenas uma birra passageira.
    • Não tire o bebê do carro logo após o primeiro choro. Certifique-se de que está tudo bem, mas tente acalmá-lo de outras formas.
    • Quando o bebê é muito novinho, o uso das almofadas (certificadas) para apoiar o pescoço deixa o dispositivo mais confortável.
    • Checar se o tamanho da cadeirinha está de acordo com o peso e idade da criança.
    • Tentar conversar com a criança.
    • Não andar de carro logo após as mamadas do bebê.
  • Se o trajeto for longo, vale a pena programar paradas para descanso. E daí sim, nesse momento, tirar a criança da cadeirinha, para mudá-la um pouco de posição.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/reportagens-especiais/saiba-como-lidar-com-criancas-que-choram-na-cadeirinha

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Desde 2012, 80 mil condutores foram flagrados ao celular em rodovias

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A atividade de dirigir com segurança exige muita atenção, o tempo todo. Qualquer distração ao volante pode provocar um acidente, e os motivos para desviar a atenção são muitos: conversar, procurar objetos, mexer em equipamentos, olhar para propagandas, paisagens, sonolência, e muitos outros. Mas atualmente o campeão em termos de desviar a atenção do condutor é o telefone celular. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, desde 2012, mais de 80 mil multas foram aplicadas a condutores que utilizam o celular mesmo estando dirigindo. E o número pode ser ainda maior, conforme estatísticas, de cada dez mil pessoas que usam o celular enquanto dirigem apenas uma é flagrada.

O número de acidentes causados pelo uso do celular tem aumentado muito. Isso porque as pessoas estão cada vez mais conectadas ao celular e não conseguem desligar desse hábito quando estão dirigindo, ao atender ligações, acionar aplicativos e até para digitar mensagens. “Tirar os olhos do trânsito por apenas 2 ou 3 segundos é o suficiente para bater no carro da frente, mudar de pista, colidir com um objeto imóvel ou atropelar alguém. Em apenas 5 segundos, a 80 km/h o veículo percorre mais de 100 metros”, explica o especialista em trânsito e diretor do Portal, Celso Alves Mariano.

Como proceder?

O correto é, antes de dirigir, colocar o celular no modo silencioso, e não olhar para o celular, nem que seja “só para ver quem está chamando”, e retornar as ligações depois de parar. Se estiver aguardando uma ligação importante, procure primeiramente um local seguro para parar.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/desde-2012-80-mil-condutores-foram-flagrados-ao-celular-em-rodovias

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Clubinho Salva Vidas lança novos produtos para crianças

Eliandro Maurat, criador do Clubinho Salva Vidas, trabalha agora na divulgação de novos produtos para divulgação dos ideais do projeto

Eliandro Maurat, criador do Clubinho Salva Vidas, trabalha agora na divulgação de novos produtos para divulgação dos ideais do projeto.

Projeto de jogos on-line conta agora com gibi, revistas para colorir e DVD de músicas

O já vitorioso ‘Clubinho Salva Vidas’ acaba de ganhar novas ferramentas para alcançar um universo ainda maior de seu público infantil. Depois de colher louros do portal on-line, o projeto acaba de lançar atrativos como um almanaque com história em quadrinhos, revistas para colorir e até um DVD com 15 animações musicais que prometem conquistar as crianças.

O responsável pelo projeto e sua expansão é Eliandro Maurat, que trabalha na divulgação do premiado trabalho e que agora comemora a chegada dos novos produtos. “Na verdade, depois de um tempo que lançamos o portal de jogos que o objetivo de atingir crianças com idade de seis até oito anos. Vimos que a realidade é diferente e que crianças com essa idade já mexem com jogos até violentos, infelizmente. Percebemos então a necessidade de chegar antes na vida dessas crianças. Há uma procura muito grande de pais por produtos educativos em forma de vídeos, desenhos animados e nesse mercado não há esse tipo de material. Então tivemos a ideia de criar músicas educativas e desenhos animados para lançar em um DVD”, detalha o criador do projeto. O material disponibilizado pela mídia não trata apenas da questão do trânsito, mas aborda também outros assuntos importantes e que já devem ser inseridos no processo de formação de cada criança, como meio ambiente, economia de água, sobrevivência. “Tudo de maneira educativa, unindo entretenimento e aprendizado, mostrando que desde pequenos elas precisam saber desses pequenos conceitos de trânsito, cidadania, meio ambiente, água e tudo de forma muito divertida”, garante.

Além do portal de jogos educativos, o Clubinho Salva Vidas agora pode ser levado para casa em revistas, gibis e em um DVD com 15 músicas e animações

Revistas e almanaque

Além do DVD o novo projeto oferece também duas revistinhas para colorir e um gibi com história em quadrinho. “O Edu, nosso personagem principal, não está mais sozinho. A gente precisa das crianças para se tornarem agentes do bem. É através delas que vamos conseguir fazer a diferença no mundo. Elas são os futuros cidadãos que crescem conhecendo esses conteúdos que vão formar a sua consciência. Quando a gente entrega um produto divertido para uma criança, ela vai aprender brincando. Esse é o grande diferencial do Clubinho”, detalha.

Os materiais já estão disponíveis em várias livrarias e papelarias da cidade, podendo ser adquiridas apenas as revistas ou o kit, contendo o DVD. Os pontos de venda que já fecharam a parceria são a Papelaria Globo, que fica na Calçada da Fama; a Papelaria Dom Pablo, perto da Praça Olímpica; a Livraria Clube Cultural, no Várzea Shopping; e a Só Cartuchos, na Avenida Delfim Moreira. Uma equipe também trabalha com a divulgação e venda do material nos finais de semana junto com o Trenzinho do Tio Rogério, na Feirinha do Alto.

Além do portal na internet e dos novos materiais impressos e em DVD, os projetos do Clubinho Salva Vidas ainda não alcançaram o seu limite. A equipe técnica já trabalha com a criação de aplicativos que vão possibilitar o acesso às brincadeiras do clubinho em tablets e smartphones. “Nós vimos a necessidade de estender o projeto também para essas plataformas. Em fevereiro do ano que vem será disponibilizado no Google Play e no App Store esse aplicativo, em inglês e português, democratizando ainda mais o acesso”, revela.

O Clubinho Salva Vidas também mantém uma fanpage no Facebook e disponibilizou vídeos de trabalho do DVD no You Tube. “Esperamos curtidas e compartilhamentos para que todos nos ajudem ainda mais a aumentar nossa credibilidade do nosso projeto. Ele nasceu em Teresópolis. Nós amamos a nossa cidade e contamos que todos abracem o projeto conosco e nos ajudem na divulgação”, convida Eliandro.

O Clubinho

Criado em Teresópolis em 2012, o projeto surgiu da imaginação de um menino de sete anos. Ele queria oferecer a outras crianças a oportunidade de brincar e aprender ao mesmo tempo. Em janeiro de 2014 surgiu o Clubinho Salva Vidas, conjunto de ferramentas com jogos, brincadeiras, músicas, vídeos e palestras educativas envolvendo alunos, pais e professores, unindo educação e cidadania, transformando o projeto em uma enorme sala de aula. O trabalho já foi premiado e ganhou destaque no Estado do Rio de Janeiro, de onde foi convidado para uma viagem ao Reino Unido, à convite do consulado da Inglaterra, para levar o projeto. No mesmo ano, o Clubinho venceu o Salão da Inovação da Rio Info 2014, maior feira da tecnologia do país e também obteve destaque na Maratona de Negócios do Sebrae.

André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter e apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

Fonte: http://netdiario.com.br/clubinho-salva-vidas-lanca-novos-produtos-para-criancas/

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Crianças a partir de três anos já podem ser educadas para o trânsito

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É possível conscientizar os pequenos com jogos e brincadeiras

Assessoria de Imprensa Perkons

Mariana Simino

Em todo o mundo, a cada quatro minutos, uma criança morre vítima do trânsito, segundo dados da Ong Criança Segura. No Brasil, de acordo com o Datasus, em 2012 foram 4.580 mortos por ano, destes, 38% são atropelamentos. Na faixa etária de 1 a 4 anos os acidentes representam 30% das mortes e 48% de 5 a 9 anos. Por isso, é importante educar as crianças neste cenário, para que compreendam a necessidade de atitudes responsáveis e que não coloquem em risco suas vidas.

Para a especialista em mobilidade da Perkons, Idaura Lobo Dias, para reduzir estes números é importante orientar as crianças sobre como se comportar quando pedestre e ocupante de veículo. “Atividades lúdicas ajudam a criança a entender, reconhecer o comportamento adequado para cada cenário e ter consciência dos limites e das capacidades que deverão desenvolver para estar no trânsito. Assim, a criança aprende brincando”, afirma a especialista, que lembra que o projeto Trânsito Ideal, possui um link com propostas de atividades para trabalhar o tema com crianças: como sinalização, as cores do semáforo, cuidados ao atravessar a rua, direções e a importância da faixa de pedestres e da cadeirinha.

Transitar é lição na escola

Em algumas escolas, trânsito também é assunto para a sala de aula. De acordo com a psicopedagoga e vice-presidente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe/PR), Esther Cristina Pereira, a conscientização sobre a importância da educação no trânsito pode ser trabalhada de forma ampla através de uma série de ações, tanto em sala de aula como em projetos extracurriculares e multidisciplinares. “As possibilidades de trabalhar o tema são infinitas. Com criatividade, os professores podem fazer com que os alunos reflitam sobre a questão por meio de jogos, filmes, leituras, teatro, atividades artísticas e até mesmo pela observação de como eles transitam pela escola, fazendo um paralelo com o trânsito das ruas. Vivenciar o tema e trabalhar com situações reais de forma lúdica torna o aprendizado muito mais prazeroso e eficaz”, sugere.

Os resultados deste trabalho, desde cedo, segundo Esther, são cidadãos conscientes de suas responsabilidades perante a sociedade, tanto no trânsito quanto fora dele. “O mais interessante é notar que eles aprendem e chamam a atenção dos adultos para a questão, alterando o comportamento da família no trânsito. Eles se tornam pequenos ‘fiscais’ e passam a observar e a ’denunciar’ as infrações cometidas pelos pais”, complementa.

Entre os projetos desenvolvidos para conscientização está o da Escola Atuação, em Curitiba. Criado há mais de 15 anos, o projeto A tua ação no trânsito, tenta mostrar aos pequenos como funciona o trânsito, através de uma série de atividades. “De forma lúdica e divertida, eles aprendem e chamam a atenção dos adultos para a questão”, explica Carolina Frizon, coordenadora pedagógica.

Os alunos maiores realizam trabalhos específicos e ouvem palestras sobre o tema. Para os menores, a escola construiu uma minicidade. Nela, triciclos assumem o papel dos carros. Com semáforos e placas de sinalização, os pequenos atuam como motoristas, pedestres e agentes de trânsito, vivenciando o tráfego como gente grande. “A maioria dos acidentes não são realmente acidentes, pois poderiam ser evitados por meio de uma mudança de comportamento. E é isso que queremos passar para os pequenos: educação e gentileza no trânsito só geram bons frutos”, afirma a coordenadora pedagógica.

Exemplo dos pais educa os filhos

O vídeo Child see. Child do, da National Association for Prevention of Child Abuse and Neglect mostra como as crianças copiam as atitudes dos pais. A campanha é um alerta para que os adultos observem seus próprios hábitos e reflitam de que forma estão influenciando os filhos.

O comportamento da criança ao transitar é influenciado não apenas pelas ações dos pais, mas também por suas relações interpessoais e condutas negativas, conforme explica a psicóloga especialista em comportamento de trânsito e diretora do departamento de crimes de trânsito e perícias da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), Julieta Arsênio. “O senso crítico que se desenvolve na criança, e que será levado para a vida toda, é moldado por emoções que ela ainda não sabe lidar de forma adequada, tornando-a insegura e fragilizada, quando não está inserida num meio familiar adequado”, diz.

A especialista salienta que a partir do terceiro ou quarto ano de vida, que é quando se forma o senso crítico de cada indivíduo, já é possível educar os pequenos para o trânsito. “As orientações dadas, devem ser sobre situações que a criança está vivenciando, não mais do que isso”, indica.

A dica da psicóloga para formar cidadãos mais conscientes é começar em casa. “Se nos comportamos adequadamente no meio em que vivemos, com certeza seremos cidadãos mais conscientes e cordiais no trânsito. Não se educa com exemplos negativos e sim com bons exemplos”, completa.

Com informações da Assessoria de Imprensa

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/criancas-a-partir-de-tres-anos-ja-podem-ser-educadas-para-o-transito

 

 

 

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Motos já são a principal causa de acidentes no trânsito no Brasil

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Os acidentes envolvendo motos já são a principal causa de ocorrências de trânsito no país, ultrapassando os atropelamentos de pedestres. Atualmente, mais de metade das internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são de motociclistas, que respondem por três quartos das indenizações do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).
O dado foi trazido durante o 1º Fórum Nacional da Cruz Vermelha Brasileira sobre Segurança Viária, que marcou o início da Semana Nacional do Trânsito, na última sexta-feira (18), pelo médico Fernando Moreira, especialista em medicina do trânsito e conselheiro da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).
“As motos mudaram o padrão da mortalidade, com a expansão muito forte da frota de motos nos últimos dez anos,  e hoje a principal vítima no trânsito já é o motociclista. O pedestre era historicamente quem mais sofria no trânsito, agora é o motociclista. Há vários fatores que incidem diretamente nesta utilização maior das motos, que é um veículo com um risco maior agregado do que um veículo de quatro rodas”, disse Moreira.O médico também chamou a atenção para a dispensa de itens obrigatórios de segurança, como capacete e calçado fechado. Além disso, ele denunciou que, em muitas cidades do país, principalmente no interior, é comum as pessoas pilotarem moto sem terem documento de habilitação.
“Lamentavelmente, em nosso país, não se usa um item obrigatório, que é o capacete. Muitas pessoas sequer tem habilitação para andar de moto. Em alguns locais do interior do país, 60% a 70% das pessoas não são habilitadas para dirigir moto, não conhecem minimamente a legislação de trânsito.”Especialista em medicina do trânsito, o médico está acostumado a testemunhar casos de fraturas graves decorrentes de motociclistas sem equipamentos de proteção, que, se fossem utilizados, salvariam muitas vidas.
“Está se formando uma verdadeira legião de pessoas com deficiência, por traumas relacionados à motocicleta. Temos visto um crescimento enorme do número de pessoas com deficiência física estabelecida, em membros superiores e inferiores, e coluna vertebral com problemas graves, como paraplegia, tetraplegia, em função da má utilização desse veículo que tem um risco maior associado.”Segundo ele, a frota de motos tem crescido muito mais do que a de automóveis e mudou proporcionalmente a frota total de veículos no Brasil. Isso requer do motociclista ainda mais atenção e cuidados básicos, que evitam ou reduzem a gravidade de acidentes.
“O importante é que o condutor da moto entenda que ele tem de se portar no trânsito em uma atitude preventiva, utilizar todos os equipamentos de segurança, respeitar os limites de velocidade. Também tem que lembrar que o carona tem de usar o capacete. E não pode transportar crianças com menos de 7 anos de idade.”O representante da Cruz Vermelha Brasileira, José Mauro Braz de Lima, consultor do Departamento Nacional de Educação e Saúde da entidade, também alertou para o nível de acidentes graves e fatais no Brasil, que ocupa as primeira posições entre os países com maior número de mortes no trânsito.
“É inaceitável o nível de mortes e feridos nas estradas. O que o Brasil hoje deve estar atento é que, sendo o país mais mata no mundo em relação ao acidente de trânsito, tem que ter uma atitude constante para isso. Temos que criar uma força-tarefa, em um programa de governo, como foi feito na França, para que tenhamos um modelo de atenção sistêmica”, sugeriu José Mauro.Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), citados pela Cruz Vermelha, no mundo todo, 1,3 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito. No Brasil, de acordo com a Cruz Vermelha, são 50 mil mortes anuais e 500 mil feridos nas ruas e estradas dos país, o que representa 25 mortes por 100 mil habitantes.
O representante da organização também sugeriu o aumento de recursos investidos em campanhas educativas e preventivas, utilizando percentual de multas de trânsito, como já é previsto na legislação. A entidade defende um programa baseado em cinco passos: informação, educação, conscientização, fiscalização e penalização.De acordo com estatística do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o país tinha uma frota de 23 milhões de motocicletas em 2014, o que correspondia a 27% da frota nacional. Apesar das motos representarem pouco mais de um quarto da frota, o seguro DPVAT pagou, em 2014, 580 mil indenizações, o que correspondeu a 76% do total. Deste, 4% foram por morte (22.616 casos), 82% por invalidez (474.346) e 14% por despesas médicas (83.101).
As estatísticas do DPVAT relativas a 2014 podem ser acessadas no endereço www.seguradoralider.com.br, na aba Centro de Dados e Estatísticas.
Com informações da Agência Brasil

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Qual gasolina devo usar no veículo: comum ou aditivada?

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Independente se comum ou aditivado, uma coisa é indiscutível, para funcionar bem, o motor precisa de combustível de boa qualidade. Combustível de má qualidade, com água, impurezas ou adulterado, poderá até danificar o motor.

Os fabricantes geralmente recomendam a utilização de combustível comum, de boa procedência e qualidade. “Utilizar combustível aditivado ou colocar aditivos extras no tanque pode representar um custo adicional desnecessário”, afirma Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do trânsito.

A vantagem do combustível aditivado é a limpeza que provoca no motor. A gasolina comum ao passar pelas partes do motor do carro deixa resíduos. Com o passar do tempo, o acúmulo desta sujeira, dificulta a mistura da gasolina com o ar, que provoca a queima e gera energia para o motor funcionar. Diminuindo, assim, a eficiência do carro.

A grande diferença da gasolina aditivada para a gasolina comum, é que a aditivada possui uma espécie de detergente. Este detergente (aditivo) ao passar pelo motor dissolve a sujeira, evitando o acúmulo de mais resíduos, assim a sujeira vai junto com o combustível e também é queimada. “Diferente do que muitas pessoas pensam o aditivo não aumenta a potência da gasolina, ele apenas remove esses resíduos”, explica Mariano.

Uma dica para quem prefere economizar, é que a cada quatro tanques de gasolina comum, seja abastecido um tanque de aditivada.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/reportagens-especiais/qual-gasolina-devo-usar-no-veiculo-comum-ou-aditivada

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Viação e Transportes aprova projeto que proíbe frisagem de pneus

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A frisagem é o ato de criar novos sulcos em pneus usados, para ampliar a sua vida útil

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto que proíbe a frisagem de pneus no País. A frisagem é o ato de criar novos sulcos em pneus usados, para ampliar a sua vida útil.

O texto foi aprovado na forma desubstitutivo da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio ao PL 7038/14 do deputado Celso Maldaner (PMDB-SC). A nova versão permite que a frisagem seja feita apenas em pneus cuja fabricação já prevê a ressulcagem.

A relatora na comissão, deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), lembrou que a prática é atrativa por causa do seu custo dez vezes menor que o de um pneu novo. Porém, gera riscos como o de estourar o pneu.

“A frisagem do pneu refaz as ranhuras mas não recupera a borracha desgastada, contribuindo significativamente para a perda de aderência”, disse Clarissa Garotinho.

Regulamentação

O substitutivo manteve o dispositivo do projeto original que transfere para o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) a regulamentação da fiscalização e das sanções a quem for flagrado com pneu frisado.

O projeto acrescenta um artigo no capítulo sobre segurança dos veículos do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).

Tramitação

A proposta, que tramita de forma conclusiva, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Com informações da Agência Câmara

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Acidentes de trânsito apresentam números e custos altos

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Médicos da Abramet e outros profissionais estarão, em Gramado/RS, discutindo o tema e buscando soluções

O Congresso Brasileiro sobre Acidentes e Medicina do Tráfego, que ocorrerá em Gramado de 10 a 13 de setembro, irá discutir e definir ações para a diminuição de acidentes de trânsito no Brasil.

O diretor científico da Abramet/RS (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), o médico Ricardo Hegele questiona: “Educação ou punição? Por quanto tempo teremos que contar as vítimas deste trânsito caótico, que mata?” E ainda afirma: “Precisamos unir o Governo, as entidades e a sociedade, para que nos convençamos de que precisamos mudar esta realidade.”

Acidente de trânsito é a segunda maior causa de morte no Brasil, sendo que nosso país é o quinto do mundo neste ranking, precedido por Índia, China, EUA e Rússia.

Cerca de 45 mil pessoas perdem a vida em acidente de trânsito. Além das mortes, outro problema grave são as internações e demoradas recuperações, na maioria das vezes, causando despesas consideráveis ao Governo, que acaba deixando de investir em outros programas de saúde. De 2008 a 2013, o número de internações devido a acidentes de transporte terrestre aumentou 72,4%. Em 2013, o SUS registrou 170.805 internações por acidentes de trânsito e R$ 231 milhões foram gastos no atendimento às vitimas. Esse valor não inclui custos com reabilitação, medicação e o impacto em outras áreas da saúde.

Até 70% dos serviços de emergência do país são ocupados por vítimas de acidentes de trânsito. As fatalidades e lesões do trânsito têm um alto preço físico, emocional, social e financeiro que atinge as vítimas, familiares e pessoas próximas. Muitos pacientes ficam com sequelas permanentes com alto impacto no restante de sua vida e os custos dos acidentes de trânsito representam cerca de 2% do PIB do Brasil.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, 24% dos motoristas do Brasil dizem associar ou já ter associado álcool e direção. Ainda segundo a PNS, metade da população (49,8%) admite nem sempre usar o cinto de segurança no banco de trás dos veículos. Nas áreas rurais do país, 41% afirmam que nem sempre usam capacete quando estão na garupa das motos.

O 11.º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego ocorrerá de 9 a 13 de setembro de 2015, no Wish Serrano Resort, em Gramado/RS, com palestrantes de renome. Desde a sua fundação, em 1980, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) congrega os especialistas em Medicina de Tráfego desenvolvendo ações, estudos e pesquisas visando à prevenção de acidentes decorrentes da mobilidade humana, procurando evitá-los ou mitigar a dor por eles provocada. Por isso, a importância da realização de reuniões de caráter científico, tais como congressos, simpósios e cursos de atualização.

A realização do 11º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego é da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego e organização da Rossi e Zorzanello Feiras e Empreendimentos.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/acidentes-de-transito-apresentam-numeros-e-custos-altos

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Os protestos, a corrupção e o trânsito. O que tudo isso tem a ver?

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Estamos indignados. Saímos às ruas. Batemos panelas. Por quê? Por causa da corrupção que assola nosso País? Por causa do mau uso do dinheiro público? Por causa dos nossos políticos que parece que estão cada vez mais sem vergonha? Sim, por tudo isso. Mas digo para vocês, isso é pouco.

Deveríamos nos revoltar quando vemos um espertinho de motocicleta burlando a lombada eletrônica, um filhinho de papai subornando um policial para se safar de uma punição, um pai furando a fila de veículos da escola para chegar mais rápido ao seu destino, um cidadão que bebe todas e depois pega o carro colocando a vida de todos em risco. Mas infelizmente parece que essas coisas não tocam a sociedade como deveriam.

E o pior, o cerne da questão é o mesmo. Não adianta eu ir lá gritar que basta de corrupção, mas quando estaciono para ir ao banco rapidinho, coloco o meu carro na vaga exclusiva para deficientes ou idosos. Isso está certo? Não, o problema é cultural no Brasil. O trânsito parece ser o lugar em que realmente mostramos quem somos.

Vamos destituir um governo para colocar qual no lugar? Existe alguma saída brilhante? Não, não existe. Já ouvi falar que a única solução seria o surgimento de uma nova civilização após a queda de um meteoro no Brasil.

Devemos, por isso, nos acomodar e aceitar? Não, não devemos. Porém, temos que dar o exemplo. A corrupção e a “esperteza” deveriam ser a exceção, e não a regra. No Brasil, infelizmente a exceção são aqueles que cumprem às regras, pagam seus impostos e trabalham honestamente.

Vamos lutar. Não vamos desistir. Mas, vamos lutar pelos nossos ideais, vamos começar transformando o nosso espaço, o mundo em que vivemos, aquilo que alcançamos. Eu estou fazendo a minha parte, lutando por um trânsito mais seguro, pela convivência com pessoas mais educadas e que pensam no outro e pela grandeza do povo brasileiro. Eu ainda acredito!

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/os-protestos-a-corrupcao-e-o-transito-o-que-tudo-isso-tem-a-ver

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