Arquivo para a categoria Reportagens

Motos já são a principal causa de acidentes no trânsito no Brasil

motociclistas_web

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os acidentes envolvendo motos já são a principal causa de ocorrências de trânsito no país, ultrapassando os atropelamentos de pedestres. Atualmente, mais de metade das internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são de motociclistas, que respondem por três quartos das indenizações do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).
O dado foi trazido durante o 1º Fórum Nacional da Cruz Vermelha Brasileira sobre Segurança Viária, que marcou o início da Semana Nacional do Trânsito, na última sexta-feira (18), pelo médico Fernando Moreira, especialista em medicina do trânsito e conselheiro da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).
“As motos mudaram o padrão da mortalidade, com a expansão muito forte da frota de motos nos últimos dez anos,  e hoje a principal vítima no trânsito já é o motociclista. O pedestre era historicamente quem mais sofria no trânsito, agora é o motociclista. Há vários fatores que incidem diretamente nesta utilização maior das motos, que é um veículo com um risco maior agregado do que um veículo de quatro rodas”, disse Moreira.O médico também chamou a atenção para a dispensa de itens obrigatórios de segurança, como capacete e calçado fechado. Além disso, ele denunciou que, em muitas cidades do país, principalmente no interior, é comum as pessoas pilotarem moto sem terem documento de habilitação.
“Lamentavelmente, em nosso país, não se usa um item obrigatório, que é o capacete. Muitas pessoas sequer tem habilitação para andar de moto. Em alguns locais do interior do país, 60% a 70% das pessoas não são habilitadas para dirigir moto, não conhecem minimamente a legislação de trânsito.”Especialista em medicina do trânsito, o médico está acostumado a testemunhar casos de fraturas graves decorrentes de motociclistas sem equipamentos de proteção, que, se fossem utilizados, salvariam muitas vidas.
“Está se formando uma verdadeira legião de pessoas com deficiência, por traumas relacionados à motocicleta. Temos visto um crescimento enorme do número de pessoas com deficiência física estabelecida, em membros superiores e inferiores, e coluna vertebral com problemas graves, como paraplegia, tetraplegia, em função da má utilização desse veículo que tem um risco maior associado.”Segundo ele, a frota de motos tem crescido muito mais do que a de automóveis e mudou proporcionalmente a frota total de veículos no Brasil. Isso requer do motociclista ainda mais atenção e cuidados básicos, que evitam ou reduzem a gravidade de acidentes.
“O importante é que o condutor da moto entenda que ele tem de se portar no trânsito em uma atitude preventiva, utilizar todos os equipamentos de segurança, respeitar os limites de velocidade. Também tem que lembrar que o carona tem de usar o capacete. E não pode transportar crianças com menos de 7 anos de idade.”O representante da Cruz Vermelha Brasileira, José Mauro Braz de Lima, consultor do Departamento Nacional de Educação e Saúde da entidade, também alertou para o nível de acidentes graves e fatais no Brasil, que ocupa as primeira posições entre os países com maior número de mortes no trânsito.
“É inaceitável o nível de mortes e feridos nas estradas. O que o Brasil hoje deve estar atento é que, sendo o país mais mata no mundo em relação ao acidente de trânsito, tem que ter uma atitude constante para isso. Temos que criar uma força-tarefa, em um programa de governo, como foi feito na França, para que tenhamos um modelo de atenção sistêmica”, sugeriu José Mauro.Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), citados pela Cruz Vermelha, no mundo todo, 1,3 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito. No Brasil, de acordo com a Cruz Vermelha, são 50 mil mortes anuais e 500 mil feridos nas ruas e estradas dos país, o que representa 25 mortes por 100 mil habitantes.
O representante da organização também sugeriu o aumento de recursos investidos em campanhas educativas e preventivas, utilizando percentual de multas de trânsito, como já é previsto na legislação. A entidade defende um programa baseado em cinco passos: informação, educação, conscientização, fiscalização e penalização.De acordo com estatística do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o país tinha uma frota de 23 milhões de motocicletas em 2014, o que correspondia a 27% da frota nacional. Apesar das motos representarem pouco mais de um quarto da frota, o seguro DPVAT pagou, em 2014, 580 mil indenizações, o que correspondeu a 76% do total. Deste, 4% foram por morte (22.616 casos), 82% por invalidez (474.346) e 14% por despesas médicas (83.101).
As estatísticas do DPVAT relativas a 2014 podem ser acessadas no endereço www.seguradoralider.com.br, na aba Centro de Dados e Estatísticas.
Com informações da Agência Brasil

Sem comentários

Qual gasolina devo usar no veículo: comum ou aditivada?

abastecenco-o-carro

Independente se comum ou aditivado, uma coisa é indiscutível, para funcionar bem, o motor precisa de combustível de boa qualidade. Combustível de má qualidade, com água, impurezas ou adulterado, poderá até danificar o motor.

Os fabricantes geralmente recomendam a utilização de combustível comum, de boa procedência e qualidade. “Utilizar combustível aditivado ou colocar aditivos extras no tanque pode representar um custo adicional desnecessário”, afirma Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do trânsito.

A vantagem do combustível aditivado é a limpeza que provoca no motor. A gasolina comum ao passar pelas partes do motor do carro deixa resíduos. Com o passar do tempo, o acúmulo desta sujeira, dificulta a mistura da gasolina com o ar, que provoca a queima e gera energia para o motor funcionar. Diminuindo, assim, a eficiência do carro.

A grande diferença da gasolina aditivada para a gasolina comum, é que a aditivada possui uma espécie de detergente. Este detergente (aditivo) ao passar pelo motor dissolve a sujeira, evitando o acúmulo de mais resíduos, assim a sujeira vai junto com o combustível e também é queimada. “Diferente do que muitas pessoas pensam o aditivo não aumenta a potência da gasolina, ele apenas remove esses resíduos”, explica Mariano.

Uma dica para quem prefere economizar, é que a cada quatro tanques de gasolina comum, seja abastecido um tanque de aditivada.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/reportagens-especiais/qual-gasolina-devo-usar-no-veiculo-comum-ou-aditivada

Sem comentários

Viação e Transportes aprova projeto que proíbe frisagem de pneus

pneus_web

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A frisagem é o ato de criar novos sulcos em pneus usados, para ampliar a sua vida útil

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto que proíbe a frisagem de pneus no País. A frisagem é o ato de criar novos sulcos em pneus usados, para ampliar a sua vida útil.

O texto foi aprovado na forma desubstitutivo da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio ao PL 7038/14 do deputado Celso Maldaner (PMDB-SC). A nova versão permite que a frisagem seja feita apenas em pneus cuja fabricação já prevê a ressulcagem.

A relatora na comissão, deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), lembrou que a prática é atrativa por causa do seu custo dez vezes menor que o de um pneu novo. Porém, gera riscos como o de estourar o pneu.

“A frisagem do pneu refaz as ranhuras mas não recupera a borracha desgastada, contribuindo significativamente para a perda de aderência”, disse Clarissa Garotinho.

Regulamentação

O substitutivo manteve o dispositivo do projeto original que transfere para o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) a regulamentação da fiscalização e das sanções a quem for flagrado com pneu frisado.

O projeto acrescenta um artigo no capítulo sobre segurança dos veículos do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).

Tramitação

A proposta, que tramita de forma conclusiva, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Com informações da Agência Câmara

Sem comentários

Acidentes de trânsito apresentam números e custos altos

acidente-grave

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Médicos da Abramet e outros profissionais estarão, em Gramado/RS, discutindo o tema e buscando soluções

O Congresso Brasileiro sobre Acidentes e Medicina do Tráfego, que ocorrerá em Gramado de 10 a 13 de setembro, irá discutir e definir ações para a diminuição de acidentes de trânsito no Brasil.

O diretor científico da Abramet/RS (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), o médico Ricardo Hegele questiona: “Educação ou punição? Por quanto tempo teremos que contar as vítimas deste trânsito caótico, que mata?” E ainda afirma: “Precisamos unir o Governo, as entidades e a sociedade, para que nos convençamos de que precisamos mudar esta realidade.”

Acidente de trânsito é a segunda maior causa de morte no Brasil, sendo que nosso país é o quinto do mundo neste ranking, precedido por Índia, China, EUA e Rússia.

Cerca de 45 mil pessoas perdem a vida em acidente de trânsito. Além das mortes, outro problema grave são as internações e demoradas recuperações, na maioria das vezes, causando despesas consideráveis ao Governo, que acaba deixando de investir em outros programas de saúde. De 2008 a 2013, o número de internações devido a acidentes de transporte terrestre aumentou 72,4%. Em 2013, o SUS registrou 170.805 internações por acidentes de trânsito e R$ 231 milhões foram gastos no atendimento às vitimas. Esse valor não inclui custos com reabilitação, medicação e o impacto em outras áreas da saúde.

Até 70% dos serviços de emergência do país são ocupados por vítimas de acidentes de trânsito. As fatalidades e lesões do trânsito têm um alto preço físico, emocional, social e financeiro que atinge as vítimas, familiares e pessoas próximas. Muitos pacientes ficam com sequelas permanentes com alto impacto no restante de sua vida e os custos dos acidentes de trânsito representam cerca de 2% do PIB do Brasil.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, 24% dos motoristas do Brasil dizem associar ou já ter associado álcool e direção. Ainda segundo a PNS, metade da população (49,8%) admite nem sempre usar o cinto de segurança no banco de trás dos veículos. Nas áreas rurais do país, 41% afirmam que nem sempre usam capacete quando estão na garupa das motos.

O 11.º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego ocorrerá de 9 a 13 de setembro de 2015, no Wish Serrano Resort, em Gramado/RS, com palestrantes de renome. Desde a sua fundação, em 1980, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) congrega os especialistas em Medicina de Tráfego desenvolvendo ações, estudos e pesquisas visando à prevenção de acidentes decorrentes da mobilidade humana, procurando evitá-los ou mitigar a dor por eles provocada. Por isso, a importância da realização de reuniões de caráter científico, tais como congressos, simpósios e cursos de atualização.

A realização do 11º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego é da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego e organização da Rossi e Zorzanello Feiras e Empreendimentos.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/acidentes-de-transito-apresentam-numeros-e-custos-altos

Sem comentários

Os protestos, a corrupção e o trânsito. O que tudo isso tem a ver?

Bandeira-do-brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estamos indignados. Saímos às ruas. Batemos panelas. Por quê? Por causa da corrupção que assola nosso País? Por causa do mau uso do dinheiro público? Por causa dos nossos políticos que parece que estão cada vez mais sem vergonha? Sim, por tudo isso. Mas digo para vocês, isso é pouco.

Deveríamos nos revoltar quando vemos um espertinho de motocicleta burlando a lombada eletrônica, um filhinho de papai subornando um policial para se safar de uma punição, um pai furando a fila de veículos da escola para chegar mais rápido ao seu destino, um cidadão que bebe todas e depois pega o carro colocando a vida de todos em risco. Mas infelizmente parece que essas coisas não tocam a sociedade como deveriam.

E o pior, o cerne da questão é o mesmo. Não adianta eu ir lá gritar que basta de corrupção, mas quando estaciono para ir ao banco rapidinho, coloco o meu carro na vaga exclusiva para deficientes ou idosos. Isso está certo? Não, o problema é cultural no Brasil. O trânsito parece ser o lugar em que realmente mostramos quem somos.

Vamos destituir um governo para colocar qual no lugar? Existe alguma saída brilhante? Não, não existe. Já ouvi falar que a única solução seria o surgimento de uma nova civilização após a queda de um meteoro no Brasil.

Devemos, por isso, nos acomodar e aceitar? Não, não devemos. Porém, temos que dar o exemplo. A corrupção e a “esperteza” deveriam ser a exceção, e não a regra. No Brasil, infelizmente a exceção são aqueles que cumprem às regras, pagam seus impostos e trabalham honestamente.

Vamos lutar. Não vamos desistir. Mas, vamos lutar pelos nossos ideais, vamos começar transformando o nosso espaço, o mundo em que vivemos, aquilo que alcançamos. Eu estou fazendo a minha parte, lutando por um trânsito mais seguro, pela convivência com pessoas mais educadas e que pensam no outro e pela grandeza do povo brasileiro. Eu ainda acredito!

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/os-protestos-a-corrupcao-e-o-transito-o-que-tudo-isso-tem-a-ver

Sem comentários

Motociclistas são as maiores vítimas do trânsito de acordo com DPVAT

Urbs estende curso grátis para motofretistas até abril . Curitiba, 09/09/2009 Foto: Luiz Costa/SMCS

No primeiro trimestre de 2015 as indenizações pagas pelo Seguro DPVAT registraram crescimento de 15% se comparado com o mesmo período de 2014, segundo a Seguradora Líder. Ainda de acordo com os dados, os casos de Invalidez Permanente representaram a maioria das indenizações pagas no período (79%) mantendo o comportamento observado no ano anterior.

Além disso, registraram crescimento de 20% ante o mesmo período de 2014. Analisando os dados, percebe-se que os acidentes envolvendo motos são os grandes responsáveis por esses números.

Os casos de morte registraram uma redução de 5% em relação ao mesmo período de 2014, e sua participação foi menor na quantidade de indenizações em relação às demais coberturas.  “Para entendermos esse fenômeno, imaginemos: quem morreu, perdeu 100% da saúde; quando programas e ações para diminuir a gravidade dos acidentes são eficazes, quem perderia 100% perde “apenas” 95%, quem perderia 90% perde “apenas” 85% e assim por diante; então, os que morreriam “viram” feridos muito graves e estes, feridos graves, e estes, feridos menos graves, de tal forma que ocorre um deslocamento na curva deste gráfico nefasto”, avalia Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.

No primeiro trimestre de 2015, a maior incidência de indenizações pagas foi para vítimas do sexo masculino, mantendo o mesmo comportamento dos anos anteriores. A faixa etária mais atingida no período foi de 18 a 34 anos, representando 52% do total das indenizações pagas, o que corresponde a quase 100 mil indenizações. No período analisado, a maior incidência de vítimas foram os motoristas (64%). Em acidentes fatais, os motoristas representaram 54% das indenizações pagas e em acidentes com sequelas permanentes, 65%, predominando significativamente os motociclistas (91%)

A motocicleta

A motocicleta foi o veículo com o maior número de indenizações de janeiro a março de 2015. Apesar de representar apenas 27% da frota nacional, concentrou 77% das indenizações. E o mais grave, que afeta diretamente toda a sociedade, as vítimas de acidentes com motocicletas são em sua maioria jovens em idade economicamente ativa. No primeiro trimestre de 2015, as vítimas entre 18 e 34 anos concentraram 55% dos acidentes fatais e 57% dos acidentes com sequelas permanentes. No período analisado, foram pagas mais de 65 mil indenizações por Invalidez Permanente a vítimas nessa faixa etária, envolvendo o uso de motocicletas.

A região Nordeste concentrou 42% das indenizações por Morte e Invalidez Permanente por acidentes com motocicletas no período analisado. “As motocicletas substituíram no Nordeste, muitos tipos de meios de locomoção. Junte-se a isso o fato de que, em várias cidades, é bastante comum o serviço de moto-táxi (pouco difundido no Sul) e ainda a resistência de muitos em usar o capacete”, argumenta o especialista.

Para Mariano, porém, essas questões não são as mais graves. “O pior problema é que muitos desses motociclistas pilotam sem nenhuma formação para isso, sem nunca sequer terem entrado numa autoescola”, analisa. Por exemplo, segundo o Detran/CE, a frota de motocicletas no Interior é de aproximadamente 650 mil, enquanto a dos portadores da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A (para guiar motos) é de cerca de 450 mil. “Significa dizer que cerca de 200 mil pessoas conduzem motocicletas de forma indiscriminada, sem ter passado por aulas de legislação de trânsito, isso só em um estado”, explica.

Os pagamentos das indenizações referem-se às ocorrências no período e em anos anteriores, observado o prazo prescricional de 3 (três) anos para solicitar o benefício do Seguro DPVAT.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/motociclistas-sao-as-maiores-vitimas-do-transito-de-acordo-com-dpvat

Sem comentários

Crianças na garupa da moto? Cautela máxima!

crianca-na-moto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O transporte de crianças, em qualquer veículo, tem que ser realizado com muita segurança. No caso das motocicletas é proibido levar crianças menores de sete anos ou que não tenham condições de cuidar de si própria. Infelizmente, essa é uma regra que não é seguida por muitos motociclistas e que representa uma infração gravíssima, passível de multa e da suspensão do direito de dirigir.

Nesse período de volta às aulas, se você planeja levar o seu filho(a), maior de sete anos, para a escola de moto, fique atento se ele ou ela se acomoda perfeitamente no veículo, apoiando os pés na pedaleira e segurando com firmeza nas mãos e braços. Além disso, não se esqueça de que o pequeno deve utilizar um capacete apropriado, que não fique frouxo e que não saia com facilidade. A roupa também deve ser adequada para minimizar o risco de lesões em caso de acidente. De preferência, calça, jaqueta ou colete apropriados para uso em motocicletas. Jamais transporte mais de uma criança na garupa.
De acordo com dados da Seguradora Líder DPVAT, entre janeiro e março deste ano, foram pagas 31 indenizações por morte de crianças entre 0 e 7 anos em acidentes com moto. Para invalidez permanente, foram 1.029 pagamentos para a mesma faixa etária nesta categoria de veículo.
Os adultos são responsáveis por garantir o bem estar das crianças que, quando pequenas, não compreendem o quão perigosos são alguns comportamentos. Nenhuma criança deveria perder a vida em acidentes de trânsito. Por isso, faça a sua parte! Toda criança merece ter futuro!
Com informações da Equipe DPVAT

Sem comentários

Tudo que você precisa saber sobre o processo de primeira habilitação

jovem-ao-volante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muitas pessoas têm dúvidas sobre como funciona o processo para tirar a tão sonhada habilitação. O Portal explica como funciona cada etapa.

O sonho de muitos jovens brasileiros é chegar aos 18 anos para então poder dirigir. No entanto, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não é um direito, mas sim uma licença do Estado, declarando que o cidadão está apto a dirigir. Só pode se candidatar à CNH quem tem mais de 18 anos, sabe ler e escrever e possui documento de identificação e CPF.

Além desses requisitos, para conquistar essa licença, existe um processo a ser enfrentado que começa com a procura da autoescola. “Os Centros de Formação de Condutores (CFCs), representados pelos instrutores, diretores de ensino e seus proprietários têm uma missão importante hoje que é a conscientização, principalmente, dos jovens no trânsito. Por esse motivo é importante avaliar uma autoescola não apenas pelo preço, mas pela qualidade do ensino, pela didática e seriedade”, alerta Celso Alves Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito.

Depois de escolhido o CFC, para iniciar o processo de habilitação, o candidato tem as digitais coletadas e armazenadas em um sistema biométrico de identificação que também registra sua frequência durante todo o curso de formação de condutores. “Os dados são monitorados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A partir desse momento, o candidato tem 12 meses para concluir todo o processo de habilitação, com a possibilidade de transferir e continuar em outros estados”, explica Mariano.

No caso de primeira habilitação é possível candidatar-se à Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC), categoria A (veículo de 2 ou 3 rodas), categoria B (veículos automotores com até oito lugares), categorias A e B (juntas).

Exame médico e psicológico

A primeira etapa a ser vencida é o exame médico e psicológico. Nele o candidato receberá uma laudo do médico e do psicólogo, credenciados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), atestando se o cidadão tem ou não condições físicas e psíquicas para dirigir. Nesse exame é avaliada a visão, força muscular, coração, pulmão e saúde mental. Se passar, começam as aulas teóricas do CFC (Centro de Formação de Condutores).

Curso e prova teórica

Depois de aprovado na primeira etapa, o candidato pode começar o curso teórico, que tem 45 horas/aula e conteúdos de legislação, infrações, sinalização, direção defensiva, primeiros socorros, cidadania, meio ambiente e mecânica básica. Após completar a carga horária, ele conquista o certificado de conclusão do curso e está pronto para a prova teórica, que é aplicada pelo Detran. O candidato deve ter no mínimo 70% de acerto. Se reprovar, deve esperar 15 dias para fazer novo exame.

Curso prático

Passada a etapa teórica, começam as aulas práticas, que devem ter no mínimo 25 horas/aula, distribuídas em:

– 20 horas/aula em veículo de aprendizagem, sendo 04 (quatro) horas/aula no período noturno;

– 05 horas/aula obrigatórias em simulador de direção veicular, das quais 1 (uma) hora/aula com conteúdo noturno.

As aulas realizadas no período noturno poderão ser substituídas, opcionalmente, por aulas ministradas em simulador de direção veicular, desde que o aluno realize pelo menos 01 (uma) hora/aula prática de direção veicular noturna na via pública.

 “É muito importante que o futuro condutor treine em condições adversas como à noite, com chuva, etc, pois só assim ele estará mais preparado para enfrentar a realidade do dia a dia no trânsito”, orienta Mariano.

De acordo com o especialista, muitos alunos chegam à autoescola sem nenhuma motivação, já achando que sabem tudo sobre o ato de dirigir, e o CFC tem uma difícil tarefa de mudar a cultura desse indivíduo. “Os resultados são surpreendentes e muitos jovens saem transformados e conscientes de seu papel no trânsito”, diz o especialista.

Concluído o curso prático é marcada a data para o tão temido exame final. Nesta hora é importante ouvir o instrutor. “O professor é a pessoa que mais conhece o processo e ele sabe a hora que o aluno está preparado ou não para enfrentar a prova prática”, afirma Mariano.

Prova prática

Para a categoria B, o candidato deverá fazer a baliza e um percurso determinado pelos examinadores, e será reprovado se cometer faltas eliminatórias ou que somem mais de três pontos negativos. Para motos e ciclomotores, o exame continua sendo feito em circuito fechado. Se reprovar, o candidato terá que esperar 15 dias para fazer novo exame, sem precisar repetir as etapas aprovadas.

Multa durante o processo de habilitação

Se o candidato é flagrado dirigindo sem habilitação, ou por algum motivo leva uma multa, quando tem um veículo em seu nome, por exemplo, o processo pode ser prejudicado.  A partir do momento que o candidato tem o número RENACH (que é aquele inscrito ao dar entrada no processo), a multa pode ficar atrelada a ele e aí sim suspender o processo de habilitação ou até mesmo a multa constar na Permissão para Dirigir (PPD) do infrator.

Permissão para Dirigir (PPD)

O candidato que for aprovado em todas as etapas do processo de habilitação receberá a Permissão Para Dirigir, que é válida em todo território nacional, inclusive rodovias. “Essa dúvida é muito comum entre os recém-habilitados, mas ao contrário do que muitos imaginam, não há nada no Código de Trânsito Brasileiro que proíba o condutor com a PPD de dirigir em rodovias”, explica Mariano. Porém, o especialista alerta sobre os perigos deste ato. “Pessoas que dirigem bem nas cidades nem sempre são bons condutores nas rodovias, quando estamos falando de condutores sem experiência, o risco é dobrado. Isso ocorre porque conduzir em estradas e rodovias exige uma experiência completamente diferente de conduzir em trânsito urbano”.

Se no período de um ano o condutor não cometer infrações graves ou gravíssimas e nem reincidir em multa por infração média, ele terá direito a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Caso contrário, terá que reiniciar todo processo de habilitação.

Para Mariano, atualmente o Centro de Formação de Condutores talvez seja o único contato que o candidato à primeira habilitação tenha com a educação para o trânsito. “O CFC é uma instituição de ensino, certificada e credenciada pelo Detran, com qualidade e responsabilidade para despertar no cidadão todos os requisitos necessários para que ele seja um condutor mais responsável, que conheça e respeite as leis, e que olhe os outros usuários com mais compreensão e dignidade”, conclui Mariano.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-o-processo-de-primeira-habilitacao

Sem comentários

Países assinam acordo para reduzir número de vítimas de trânsito

automovel-na-cidade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acidentes de trânsito já são a segunda causa de morte de jovens na região. No Brasil, essa faixa etária responde por 17% do total de óbitos 

Os países do Mercosul assinaram acordo para conter e reduzir as mortes por acidentes de trânsito, especialmente entre os jovens. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertam para o crescimento do número de vítimas no trânsito na região. Entre os jovens, essa já é a segunda causa de morte, ficando atrás apenas de homicídios. No Brasil, a faixa etária de 18 a 24 anos representou 17% do total das vítimas fatais em 2013, que chegou a 42.291 pessoas.

“Estamos vivenciando uma epidemia de mortes no trânsito. Em especial, observamos um cenário preocupante entre os jovens. Com altas taxas de mortalidade nessa faixa etária, estamos comprometendo o futuro e o desenvolvimento de uma geração. Esse é um compromisso deve envolver diferentes setores que lidem com a educação, fiscalização, adequação dos equipamentos e a qualidade no atendimento de saúde”, afirma o ministro da Saúde do Brasil, Arthur Chioro.

A taxa de mortalidade brasileira por acidentes de trânsito é de 22,5 por 100 mil habitantes, o que coloca o Brasil na segunda posição no ranking entre os países do Mercosul, segundo dados do Informe sobre segurança no trânsito na Região das Américas, publicado pela OPAS em 2015. No primeiro lugar está a Venezuela, com taxa de mortalidade de 37,2 e, em seguida, o Uruguai e Paraguai com 21,5 e 21,4 mortes a cada 100 mil habitantes, respectivamente.

Os atuais índices demonstram que o número de vítimas na região por acidentes de trânsito vem crescendo a cada ano. Comparando com os dados de 2009, o Brasil passou de uma taxa de 18,3 óbitos por 100 mil habitantes para os atuais 22,5, saindo da quarta para a segunda posição no ranking. Venezuela também apresentou crescimento expressivo, sua taxa quase dobrou no período, passando de 21,8 mortes por 100 mil habitantes, em 2009, para 37,2 em 2015.

Nas Américas, a maior proporção das mortes no trânsito ocorre entre os ocupantes de automóveis (42%), seguidos pelos pedestres (23%) e usuários de veículos de duas ou três rodas (15%). Como grupo, os usuários vulneráveis de vias públicas (pedestres, ciclistas e usuários de veículos de duas ou três rodas) representam 41% de todas as mortes no trânsito.

O custo dos acidentes

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,2 milhão de pessoas morrem e cerca de 30 a 50 milhões ficam feridas por ano em decorrência de acidentes de trânsito em todo o mundo. Os custos globais econômicos calculados com acidentes de trânsito são de US$ 1,8 trilhão anuais.

No Brasil, de 2008 a 2013, o número de internações devido a acidentes de transporte terrestre aumentou 72,4%. Considerando apenas os acidentes envolvendo motociclistas, o índice chega a 115%. Em 2013, o SUS registrou 170.805 internações por acidentes de trânsito e R$ 231 milhões foram gastos no atendimento às vítimas. Desse total, 88.682 foram decorrentes de motos, o que gerou um custo ao SUS de R$ 114 milhões.

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, em resposta à Década de Ações para Segurança no Trânsito 2011 – 2020, implantou em 2010 o Projeto Vida no Trânsito que tem a finalidade de subsidiar gestores nacionais e locais no fortalecimento de políticas de vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito por meio da qualificação, planejamento, monitoramento, acompanhamento e avaliação das ações.

As ações têm como foco as intervenções a partir dos fatores de risco prioritários de ocorrência dos acidentes de trânsito, quais sejam: associação álcool e direção, velocidade excessiva ou inadequada. Também foi priorizado o trabalho com foco no usuário vulnerável – motociclistas. Além disso, em breve, o Governo lançará um Plano Nacional de Enfrentamento das Lesões e Mortes envolvendo Motociclistas.

 

Com informações da Agência do Ministério da Saúde

Sem comentários

Acidentes com moto representam 77% das indenizações pagas pelo DPVAT

moto

De acordo com o Boletim estatístico do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), no primeiro trimestre de 2015, a motocicleta representou a maior parte das indenizações, 77%, apesar de representar apenas 27% da frota nacional.

Das indenizações pagas no período, 82% foram para Invalidez Permanente e apenas 4% para Morte. 88% das indenizações por Morte por acidentes com motocicletas foram para vítimas do sexo masculino. Já para os casos de vítimas com sequelas permanentes, 77% das indenizações por acidentes com motocicletas foram para vítimas do sexo masculino, enquanto 34% das indenizações por acidentes com os demais veículos foram para as mulheres, demonstrando que a concentração de vítimas do sexo masculino é maior nos acidentes com motocicletas do que com os demais veículos. As vítimas de acidentes com motocicletas são em sua maioria jovens em idade economicamente ativa. No primeiro trimestre de 2015, as vítimas entre 18 e 34 anos concentraram 55% dos acidentes fatais e 57% dos acidentes com sequelas permanentes. No período analisado, foram pagas mais de 65 mil indenizações por Invalidez Permanente a vítimas nessa faixa etária, envolvendo o uso de motocicletas.

O período com a maior incidência de acidentes envolvendo motocicletas indenizados por Morte e Invalidez Permanente, foi o anoitecer (23%) seguido pela tarde (22%). A região Nordeste concentrou 42% das indenizações por Morte e Invalidez Permanente por acidentes com motocicletas no período analisado. As motocicletas representam 44% da frota de veículos da região Nordeste, enquanto que no Brasil representam 27%.

Segundo o Comitê Estadual de Prevenção aos Acidentes de Moto de Pernambuco, alguns cuidados são essenciais para evitar acidentes. Confira as dicas:

1- Utilizar equipamentos de proteção de boa qualidade

O capacete deve ser de cor clara e possuir adesivos refletivos aprovados pelo INMETRO. A viseira precisa estar abaixada e, no caso de estar aberta, o motociclista deve usar óculos especiais, além disso, é importante ajustar as tiras de regulagem abaixo do queixo.

2 – Respeitar os limites de velocidade

Nunca avançar o sinal vermelho, parada obrigatória ou preferencial. Atenção redobrada à noite: mesmo com o semáforo na cor verde, reduza a velocidade, por muitos motoristas conduzem seus veículos desrespeitando a sinalização.

3- Transitar com atenção

Em muitas situações o motociclista não consegue ser visto pelos outros veículos, devido aos ‘ângulos cegos’, por isso é essencial que a moto esteja sempre com o farol ligado, mesmo durante o dia. Não transitar costurando o trânsito, nem entre os corredores da pista, pois, desse modo, o condutor fica extremamente vulnerável a acidentes.

4- Usar os dois freios

Ao utilizar o sistema de freios, a dica é que tanto o pedal quanto os manetes sejam acionados. Tendo em vista que na frenagem o peso da moto recai sobre a roda dianteira, o motociclista deve evitar frear bruscamente, pois correrá o risco de perder o controle da moto.

5- Inspecionar a moto antes de sair

Sempre que sair, lembrar-se de verificar a calibragem dos pneus, se não há nenhum objeto preso e se a corrente de relação não está frouxa ou apertada demais, o ideal é mantê-la em condições de lubrificação. Atenção, também, com o sistema elétrico, freios e combustível.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/acidentes-com-motocicleta-representam-77-das-indenizacoes-pagas-pelo-dpvat

Sem comentários