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Comissão aprova padronização de calçadas para circulação de deficientes

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A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 8331/15, do Senado, que padroniza as calçadas para facilitar a circulação, em vias públicas, de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Para cumprir esse objetivo, a proposta acrescenta, na Lei da Acessibilidade (Lei 10.098/00), o conceito de “passeio público”, definido como a parte da via pública destinada à circulação de qualquer pessoa e à instalação de placas e equipamentos de infraestrutura.

O texto explicita também normas que devem ser respeitadas na construção ou no reparo desses locais.

Conforme o projeto, os materiais utilizados deverão ter superfície regular, firme e antiderrapante. As obras devem ainda prever a existência de faixas de piso tátil e observar requisitos de permeabilidade para drenagem urbana.

Além disso, a parte das calçadas destinada à circulação de pessoas possuirá largura mínima de 1,20 metros. Já a porção usada para instalação de placas e equipamentos terá largura mínima de 70 centímetros e trará rebaixamentos para acesso de veículos.

Ainda de acordo com a proposta, nos trechos do passeio público formados pela junção de duas vias, serão asseguradas condições para passagem de pessoas com deficiência, bem como boa visibilidade e livre passagem para as faixas de travessia de pedestres.

A relatora na comissão, deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), recomendou a aprovação do texto. “O acesso ao espaço urbano deve ser irrestrito e igualitário. No entanto, a ocorrência de barreiras físicas de acessibilidade impede a movimentação de pessoas com deficiência e outras que possuem dificuldades de locomoção”, disse a deputada.

“Toda a população possui o direito de usufruir a cidade e, portanto, é preciso que se garanta a inclusão dessa parcela considerável dos cidadãos na vida urbana, com prerrogativa da adequada locomoção em áreas públicas. As cidades deveriam ser planejadas para as pessoas, as quais primordialmente caminham”, complementou Zanotto.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/urbanismo/comissao-aprova-padronizacao-de-calcadas-para-circulacao-de-deficientes/

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Mulher e Moto

A invasão do sexo feminino num universo que era só dos homens

*Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior

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A mulher sempre foi tímida, temerosa, caseira, ligada ao trabalho doméstico, e num piscar de olhos, a partir da década de sessenta passa a invadir espaços nunca dantes navegados. Lança-se no mercado multidisciplinar, avança em todas as direções passando a concorrer sistematicamente com o homem.

De pouco tempo para cá invade o espaço das motocicletas, até então domínio absoluto do sexo masculino. Começa como carona e logo assume o guidom.

Discretas, sem exibicionismo, cautelosas, preocupadas com a segurança, conquistam o mercado de motocicletas. Hoje, estima-se que 25% da frota brasileira de motos sejam de domínio das mulheres.

E porque será que esse mercado cresce tanto?

Vários são os fatores:

      • Prazer de pilotar
      • Baixo custo
      • Baixo consumo
      • Manutenção de baixo custo
      • Fácil estacionamento
      • Proporciona laser e trabalho
      • Fácil mobilidade

Mas a mulher não ficou só na utilização convencional da moto. Partiu para motoboy, mototaxi, moto velocidade, MotoCross, rali, moto aventura, invadindo áreas que jamais entrou.

Curiosamente temos observado que os acidentes envolvendo o sexo feminino tem sido baixo e quase sempre sem muita gravidade. A gravidade torna-se predominante quando a mulher é passageira, sempre conduzida por homem, principalmente jovem.

Daí surgiu também novo mercado de moda. Roupas, capacetes, luvas, macacões, botas e todo um aparato sofisticado e específico para atender uma nova vaidade feminina. A demanda cresce, o mercado se agiganta. Tudo é usado de conformidade com a legislação.  Cuidados na utilização dos equipamentos de segurança, na manutenção dos mesmos e do veículo.

Fatalidades são raras quando pilotando e se justifica tendo em vista comportamento totalmente diferenciado em relação ao homem.

Principais diferenças na utilização da moto:

                 HOMEM                                                               MULHER

STATUS, PODER, CONQUISTA                                      NECESSIDADE

EXIBICIONISTA                                                                 HUMILDE

NEGLIGENTE, IMPRUDENTE                                       PRUDENTE, SEGURA

SEM MEDO                                                                          MEDO

NÃO CAUTELOSO                                                              CAUTELOSA

ESQUECE A SEGURANÇA                                                SEGURA

ACIDENTES MÉDIOS E GRAVES                                   ACIDENTES LEVES

COMPULSÃO PARA VELOCIDADE                                SEM COMPULSÃO

IMPACIENTE                                                                        PACIENTE

CHEGA AO ESTRESSE RÁPIDO                                       ESTRESSE EM LONGO PRAZO

AGRIDE                                                                                   NÃO AGRIDE

INTOLERANTE                                                                      TOLERANTE

NÃO USA A DIREÇÃO DEFENSIVA                                 USA DIREÇÃO DEFENSIVA

VELOZ                                                                                       SEM VELOCIDADE

USA DIREÇÃO OFENSIVA                                                   NÃO USA DIREÇÃO OFENSIVA

FAZ USO DE ÁLCOOL E DROGAS                                     RARAMENTE USA

E vai por aí, múltiplos outros fatores diferenciais estão presentes.

Como explicar tudo isso?

O homem difere em muito da mulher desde o metabolismo, as alterações hormonais, agilidade, agitação, desequilíbrio comportamental, atos impensados, compulsividade, pressa, melhor orientação espacial, necessidade constante de impor condições e de se julgar o dono do mundo.

As diferenças estudadas por pesquisadores americanos foram justificadas por condições genéticas e a ação de estrogênios na mulher.

No sexo feminino há uma integração dos hemisférios cerebrais fazendo com que o hemisfério emotivo se conecte com o hemisfério analítico levando a atitudes mais elaboradas, mais seguras, conscientes, bem conduzidas, diferentemente do homem que têm como característica rapidez no raciocínio matemático e espacial.

As mulheres são melhores nas condutas, nas palavras, nas relações humanas, mais tranqüilas e analíticas.

Estou convicto que por todos os motivos e justificativas apresentadas, entendo que sobre duas rodas, seja no laser ou no trabalho, a mulher é mais consciente, segura, cônsul dos riscos, responsabilidade e tem melhor desempenho.

*Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior é Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET  

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/moto/mulher-e-moto/

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Contran regulamenta normas para habilitação de ciclomotores

Contran regulamenta normas para habilitação de ciclomotores

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A Resolução 572 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada no dia 18 de dezembro, normatizou o curso para formação de condutores para obtenção da Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC).

Quem for conduzir um veículo de duas ou três rodas com até 50cc vai precisar, de acordo com a norma, realizar curso teórico de 20 horas/aula e curso prático de 10 horas/aula, com uma avaliação teórica contendo 15 questões. O aluno deverá ter um aproveitamento mínimo de 60% para aprovação. Já os exames práticos seguirão os mesmos requisitos daqueles exigidos à categoria “A”.

Para Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal, apesar do objetivo ser regularizar a situação de muitos que conduzem sem habilitação, a decisão é polêmica e pouco efetiva. “A primeira habilitação é um processo que merece uma reavaliação, pois é evidente que precisamos de condutores melhor preparados dos que estamos formando. Já que a decisão do Contran é exigir um curso para a condução das cinquentinhas, este curso deveria ser, pelo mínimo, igual ao exigido para a Categoria A. Não há justificativa razoável para uma carga horária menor. A única coisa menor, neste caso, é a potência do motor. Os riscos de provocar ou sofrer um acidente são equivalentes”, explica. O especialista considera que um curso como o da ACC é desnecessário e deveria estar incorporado na Categoria A. “Se é veículo automotor, como tal deve ser tratado. Então, exigir habilitação está correto. Mas se permitimos, com mesma habilitação, pilotar uma 125 ou uma 1000 cilindradas, por que há de se exigir uma habilitação especial para as de 50 cc? Mais razoável seria exigir cursos e habilitação específica no grupo das altas potências. Na prática, a tendência será o candidato fazer as contas e optar pelo curso para a Categoria A, a menos que não tenha perspectiva de migrar da cinquentinha para motos mais potentes”, conclui.

Segundo a Resolução fica concedido prazo até 29 de fevereiro de 2016, para os condutores de ciclomotores obterem o documento de habilitação correspondente ao veículo. Por outro lado a Resolução 571, também publicada na mesma data, concede aos Centros de Formação de Condutores (CFCs) o prazo de 180 dias para adquirirem ciclomotores para as aulas práticas.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/instrutor-e-cfc/contran-regulamenta-normas-para-habilitacao-de-ciclomotores/

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Direção segura nas férias e feriados de final de ano

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O fim de ano já está aí e as compras de Natal já estão sendo antecipadas. Quando chega esta época do ano, as pessoas ficam apavoradas e bastante ansiosas pois já começam a pensar em presentes, viagens e ceias. O planejamento das férias já começa a ser sondado e muita gente espera pelos descontos especiais. Mas, um aspecto que vem preocupando muito é a segurança no trânsito neste período do ano.

O sinônimo de Natal e Ano Novo é de felicidade, família e realizações. Entretanto, deve-se ter em mente que ao sair para viajar ou para visitar parentes, é primordial dirigir cautelosamente, pois nem sempre os condutores estão atentos à esta questão, principalmente depois das festas. Confira, no artigo de hoje, dicas para ter férias e festas de final de ano tranquilas também no trânsito. Vamos lá?

Cuidado na direção!

Fazer uma direção defensiva só tende à assegurar que você e sua família chegarão no destino bem, sem estragar a comemoração de ninguém. Por isso, é recomendado que antes de sair para as festas, o motorista faça a manutenção preventiva de seu veículo para evitar problemas.

Sabe-se que este período do ano é bastante atribulado e corrido, entretanto, precisamos tomar cuidados na hora de dirigir. Aliás, se você já está pensando em viajar com a família para outro destino, é mais que obrigação verificar se o veículo está em condições perfeitas para a viagem. O problema é que várias pessoas deverão fazer o mesmo que você, então agende, o mais breve, a revisão do seu carro!

Planeje!

Um dos erros mais comuns é não planejar com antecedência as viagens. Não tem problema em querer fazer uma surpresa, porém é preciso segurança para chegar até o destino com tranquilidade. A direção defensiva é fundamental.

Um outro cuidado é verificar a situação das estradas, antes de sair de casa, para descobrir novos caminhos mais seguros (consulte informações com a PRF ou os órgãos executivos rodoviários). Se a viagem for muito longa, também é necessário realizar paradas para que o motorista se restabeleça e possa continuar a viagem descansado. O segredo é não ter pressa.

Checklist

E, antes de sair de casa, refaça tudo para ver se você não se esqueceu de nada. Leve o documento obrigatório do carro (CLA – mesmo CRLV) e também a CNH com você e sempre tenha em mãos os números de telefone de emergência, porque todo cuidado é pouco. Se você não sabe os números, segue alguns deles:

  • Polícia Rodoviária Estadual: 198
  • Polícia Rodoviária Federal: 191
  • Corpo de Bombeiros: 193

É obrigação do motorista praticar uma direção defensiva para garantir a segurança e a vida da sua família e dos demais usuários da via. Tome o devidos cuidados ao ir viajar e aproveite as festas de fim de ano com segurança e paz.

Fonte: https://icetran.org.br/blog/direcao-segura-nas-ferias-e-feriados-de-final-de-ano/

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Educação no trânsito: segurança e preservação da vida

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“Cuidado! Olhe para os dois lados ao atravessar a rua”, já diziam os mais velhos. Este lembrete chama atenção para a educação no trânsito. O principal motivo pelo qual o brasileiro é multado é o excesso de velocidade, seguido pelo desrespeito ao rodízio de trânsito, andar em corredor de ônibus, estacionar em lugar irregular e falar no celular enquanto dirige. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), em São Paulo, por exemplo, foram registrados mais de 10 milhões de multas em 2013. No Rio de Janeiro, as infrações ultrapassaram a marca de 3,6 milhões.

Segundo o professor de legislação de trânsito da LMcursos, Leandro Macedo, a educação no trânsito é a forma mais eficiente para reduzir os acidentes e as multas. O professor destaca que educação no trânsito não é apenas ensinar regras de circulação, mas também deve colaborar para formar pessoas responsáveis e comprometidas com a preservação da vida.

Um levantamento feito pelo Instituto Avante Brasil indicou que o Brasil é o 4º país do mundo com maior índice de mortes no trânsito. São mais de 50.000 acidentes fatais por ano e o prejuízo chega a R$105 milhões. Os acidentes de trânsito são os primeiros responsáveis por óbitos entre jovens na faixa de 15 a 29 anos de idade, o segundo na faixa de 5 a 14 anos e o terceiro na faixa de 30 a 44 anos.

Com a chegada das férias, deve-se redobrar a atenção nas estradas. Qualquer ato de imprudência pode ocasionar em vidas interrompidas. Respeitar os limites de velocidade, não ultrapassar em local proibido, utilizar o cinto de segurança, não dirigir sob efeito de álcool, são alguns dos deveres do motorista para evitar acidentes e multas.

O Código de Trânsito Brasileiro Lei n° 9.503/1997 determina no seu art. 65: “É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional”. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que 79,4% dos brasileiros apresentam o hábito de usar o cinto nos bancos da frente, todavia, apenas 50% possui o costume de usar o equipamento nos assentos traseiros.

Para que os motoristas tenham suporte e noções necessárias, a LMcursos, administrada pelo professor de Legislação de Trânsito, Leandro Macedo, disponibiliza cursos destinados a condutores infratores que tiveram suas carteiras de habilitação suspensas pelo DETRAN/CIRETRAN. “O uso do cinto de segurança e outras ações não são válidas apenas para estar segundo as leis, mas também para preservar vidas. ”, afirma Leandro.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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Cerca de 30% dos caminhoneiros consomem drogas ilícitas

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Independentemente da rotina de consumo e da natureza da substância, o uso de drogas – também denominadas substâncias psicoativas – altera o comportamento do usuário, cujas funções básicas se revelam cada vez mais debilitadas. Quando transportado para as estradas, o cenário ganha contornos ainda mais perigosos e passa a ser sinônimo de ameaça constante à segurança viária. Embora a Lei nº 13.103 autorize períodos de trabalho mais extensos, a Operação Jornada Legal,  realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de Mato Grosso do Sul, indica que as condições precárias de trabalho dos motoristas profissionais, especialmente no que se refere às longas jornadas, favorecem a estatística que aponta que um em cada três caminhoneiros pode estar sob efeito de drogas como crack, cocaína e rebite – espécie de remédio à base de anfetaminas. A Perkons ouviu especialistas para explicar as causas e efeitos da relação entre drogas e direção.

Conforme explica o chefe do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Dirceu Rodrigues Alves Junior, garantir a direção segura pressupõe a estabilidade de três funções: a motora, a cognitiva e a sensório-perceptiva. A primeira delas controla o tempo de resposta do indivíduo; a segunda envolve mecanismos de percepção e concentração; a terceira, por fim, resulta da combinação entre tato, visão e audição. “De maneira geral, ao acelerar ou retardar os reflexos, as drogas comprometem todas essas condições e potencializam os riscos de acidentes de trânsito”, associa.

A atuação de cada droga no organismo varia conforme sua composição e as predisposições do usuário. “Além de criar dependência, o crack causa danos no sistema nervoso central, degenerando as funções cerebrais de modo muito agressivo”, exemplifica o especialista. Como resultado, a pessoa sob efeito dessa droga tende a apresentar sinais de paranoia, irritabilidade, perda de atenção, comportamento acelerado e sensibilidade à luz. O excesso de confiança, decorrente do consumo da substância, reforça ainda o desrespeito as normas básicas de segurança no trânsito, como falta de distanciamento entre veículos e de sinalização para manobras. O humor também sofre intensas interferências, revelando sujeitos por vezes ansiosos e agressivos.

Comuns nas estradas e de difícil detecção, o rebite, a cocaína e o próprio álcool, funcionam, de acordo com Alves Junior, principalmente como artifício para afastar o sono durante as jornadas de trabalho muitas vezes exaustivas. “A estimativa quanto ao percentual de motoristas que apelam a este método é imprecisa, pois dificilmente o indivíduo admite estar sob efeito de drogas ilícitas ou mesmo álcool, devido à Lei Seca. Ainda assim, é possível que cerca de 54% dos motoristas, em sua maior parcela entre 30 e 50 anos, já tenha recorrido a substâncias ilícitas para driblar o sono”, ressalva.

Os reflexos diretos na direção tornam as condições de trabalho dos condutores um problema de saúde pública, cuja discussão se mostra cada vez mais urgente. Para a psicóloga perita examinadora da Delegacia Regional de Tubarão, Carla Giovana Dagostin, abordar o assunto é ferramenta de conscientização para uma questão que afeta a segurança de todos os motoristas de forma sistêmica. “Discutir essa problemática, que abrange consequências sociais, econômicas e de segurança viária, tem dado visibilidade social ao drama particular dos motoristas que transportam cargas por longos trechos, com jornadas de trabalho extenuantes e expedientes de risco”, pontua.

Fiscalização é ponto chave para combater uso de drogas nas estradas

Segundo o inspetor Maciel Jr, responsável pelo núcleo de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de São Paulo, olhar fixo e desorientação podem caracterizar uma ocorrência deste teor. Identificar sinais como esses, entretanto, serve apenas de respaldo inicial para análises técnicas e aprofundadas.

“Diante da suspeita de uso de drogas, constatada se possível através de vídeos e testemunhas, o policial conduz o motorista até uma Delegacia de Polícia, que poderá encaminhá-lo ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de teste de sangue se julgar necessário. Só a partir do resultado positivo é que se pode dar continuidade à ocorrência”, detalha. Mesmo com este procedimento já padronizado, o inspetor ressalta que a fiscalização ainda consiste em um processo pouco eficiente por conta da falta de aparelhos que detectem, de imediato, o uso das substâncias.

Conforme explica o Chefe do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Abramet, além do exame sanguíneo, um método que confere ainda mais praticidade aos fiscais é a coleta de saliva, por meio da qual é possível identificar, instantaneamente, a presença ou ausência de drogas no organismo. Apesar disso, a carência de resultados tangíveis relacionados à dosagem das substâncias é um aspecto que precisa ser melhorado. “Temos levantado estudos para que seja viabilizada a fiscalização que combina análise qualitativa e quantitativa e para que encontremos equipamentos adequados, similares ao bafômetro, por exemplo”, assegura Dirceu.

Além de estender o risco a terceiros, associar drogas e direção prevê ao condutor aplicação de multa gravíssima, de R$1.915,40, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), suspensão do direito de dirigir por 12 meses e recolhimento da carteira no período, segundo Artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Em caso de reincidência em um período de até 12 meses, o valor da multa dobra . Há, ainda, conforme Artigo 306 do CTB, previsão de crime, que pode resultar em multa, suspensão, proibição de se obter a CNH e detenção de 6 meses a 3 anos.

Assessoria de Imprensa Perkons

Beatriz Sousa

 

 

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As principais causas de acidentes com crianças

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Dia 30 de agosto comemora- se o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes com Crianças e Adolescentes. Com o objetivo de trazer mais luz para esse tema a ONG Criança Segura divulga a análise dos dados do Ministério da Saúde para mortes e hospitalizações, estas somente da rede pública de saúde, de crianças e adolescentes até 14 anos.
Entre 2012 e 2013 houve uma redução acima da média dos últimos anos na mortalidade por acidentes no Brasil: 2,24%. De 2011 para 2012 a redução havia sido de 0,89%. O trânsito, apesar de ainda representar a maior causa de mortes acidentais até 14 anos, apresentou de 2012 para 2013 uma redução de 6%, ligeiramente maior que a de 2011 para 2012, que foi de 4%.
“Observamos que existe uma mudança no perfil da mortalidade infantil no trânsito”, explica Gabriela de Freitas, coordenadora nacional da ONG e responsável por essa análise, “O atropelamento sempre foi o maior vilão dentre os acidentes de trânsito que envolviam os pequenos, mas quando estudamos a evolução dos dados dos últimos 13 anos, notamos uma  grande queda dos atropelamentos, que não necessariamente tem a ver com maior conscientização de segurança viária, mas muito mais com a mudança no estilo de vida e incentivo para uso do carro. Por outro lado, as mortes que envolvem um veículo, como carro ou motocicleta, estão crescendo”. Em 2013, pela primeira vez, as mortes como pedestres ou ocupantes de veículos se igualam.
Principais destaques da análise 
Os dados de óbitos e internações foram retirados do Datasus, sistema de dados do Ministério da Saúde. Os óbitos são referentes à 2013 e as internações (somente da rede pública de saúde) a 2014, e segmentados por causa e faixa etária: menor de 1 ano, 1 a 4 anos, 5 a 9 anos e 10 a 14 anos.
Os acidentes foram responsáveis por 4.580 mortes (em 2013) e mais de 122 mil hospitalizações (em 2014) de meninos e meninas de 0 a 14 anos, o que caracteriza o acidente como um grave problema de saúde pública. Os acidentes de trânsito, que incluem atropelamentos, passageiros de veículos, motos e bicicletas, representaram 38% destas mortes, seguidos de afogamento (24%), sufocação (18%) queimaduras (6%), quedas (5%), intoxicação (2%) e armas de fogo (1%) e outros casos não especificados (6%).
Comparando 2013 com 2012, o número de mortes por afogamento teve uma redução de 5%, contra um aumento de 4% entre 2012 e 2011; infelizmente houve um aumento de mortes por sufocação de 10%, um número bem alto quando pensamos que entre 2011 e 2012 o aumento foi somente 2%; reduziu-se a morte de crianças por intoxicação em 23% entre os anos analisados, entre os dois anos anteriores havia ocorrido um  aumento da morte por esse tipo de acidente de 17%.
Causa das mortes por idade
A idade das crianças interfere muito no tipo de acidente predominante em cada faixa etária principalmente devido às particularidades de cada etapa do desenvolvimento infantil. Este ano, mais uma vez, a principal causa de mortes por acidentes em menores de 1 ano é a sufocação, representando 70% dos óbitos. Em seguida vem o trânsito com 14% das mortes. Na faixa etária de 1 a 4 anos, o afogamento tem o maior número (34%), e os acidentes de trânsito representam 30% das mortes. Já na faixa etária de 5 a 9 anos, os acidentes de trânsito representam quase a metade dos óbitos (48%) e  o afogamento representa 26% das mortes. De 10 a 14 anos o trânsito é responsável pela metade exatamente das mortes, em segundo lugar vem também o afogamento (26%).
Desvendando as internações
As crianças que sobrevivem aos acidentes serão submetidas a internações e tratamentos de saúde que irão gerar, provavelmente, consequências emocionais, sociais e financeiras a essas crianças, suas família e à sociedade. De acordo com o Datasus, o governo brasileiro gastou cerca de R$ 83 milhões em 2014 na rede do SUS – Sistema Único de Saúde com o atendimento destas crianças acidentadas. Neste ano, mais de 122 mil crianças foram hospitalizadas em decorrência dos acidentes.
A ONG Criança Segura analisou os acidentes que levam as crianças a serem internadas em 2014 e percebemos que a principal causa são as quedas (47%), em seguida as queimaduras (16%) e mordidas de animais (12%). Outros acidentes – como efeitos da natureza, queda de objetos, sequelas de outros acidentes, explosões, contato com ferramentas e outros objetos cortantes – representam preocupantes 21% das hospitalizações.
“Destacamos que acidentes de trânsito, afogamento e sufocações tem uma representatividade mais baixa nas internações do que nos óbitos, pois são muito letais para as crianças. Considerando a alta severidade de alguns tipos de acidentes, é preciso não deixar que eles aconteçam. Nesses casos a ‘vacina’ mais efetiva é a prevenção. Nosso trabalho há treze anos é fazer crescer a cultura de prevenção de acidentes no Brasil”, completa Gabriela.
A prevenção
Estudos da Ong Safe Kids Worldwide mostram que pelo menos 90% das lesões devido a acidentes podem ser evitadas com medidas muito simples, como: conscientização da sociedade, educação para prevenção, adaptação de ambientes e leis que tragam mais segurança.
As crianças são mais frágeis fisicamente e não reconhecem os perigos. Por isso, é muito importante adequar os ambientes em que elas vivem (escola, casa, parquinhos, etc.) e educar seus cuidadores para reconhecerem estes perigos e terem uma supervisão ativa sobre as crianças.
A prevenção dos acidentes com crianças preserva a vida delas, e também sua estrutura familiar, contribuindo assim para o seu desenvolvimento saudável e feliz.

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Longe da meta: Brasil reduz em 5,7% número de mortes no trânsito

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O Brasil conseguiu diminuir a quantidade de mortos no trânsito de 44.812 casos, em 2012, para 42.266, em 2013

O Brasil conseguiu reduzir o número absoluto de mortos no trânsito. Foram 44.812 mortes em 2012 e 42.266 em 2013, ou seja, houve uma queda de 5,7% de um ano para o outro. Os números foram apresentados nesta quarta-feira (18) na 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, em Brasília.

A taxa de mortalidade caiu ainda mais, em 6,5%, de 22,5 mortos por 100 mil habitantes, em 2012; para 21 casos por 100 mil habitantes, em 2013. O ministério destaca que a queda é um possível reflexo do endurecimento da Lei Seca, em 2012.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, enfatizou os resultados. “Entre 2012 e 2013, o Brasil reduziu o número de vítimas nas estradas e rodovias. Ainda é um número pequeno, mas só foi possível em função das várias medidas adotadas que contribuíram para esse resultado, como o uso obrigatório do cinto de segurança e o trabalho de conscientização que vem sendo feito com a população”, destacou o ministro. Castro enfatizou ainda a necessidade de o Governo Federal atuar mais fortemente na redução de acidentes envolvendo motociclistas, responsáveis por maior parte do número de mortes e internações no País.

O balanço apresentado nesta quarta-feira aponta que 42.266 pessoas morreram por causa de acidentes de trânsito em 2013, sendo que 12.040 eram ocupantes de motocicletas (28,8% do total de mortes).

Em 2008, os custos com as internações por acidentes de trânsito no Sistema Único de Saúde (SUS) foram de R$ 117 milhões. Apenas com as motocicletas, os custos foram R$ 49 milhões. Em 2013, o valor gasto com internações no SUS crescem 95%, chegando a R$ 229 milhões. Somente com as internações de acidentes com motocicletas foram gastos R$ 112 milhões, em 2013 – valor 128,5% maior do que o despendido em 2008.

O estudo apontou, ainda, que a frota de veículos mais que dobrou na última década, tendo crescido 121%, entre 2003 e 2013, e que o crescimento da frota de motos foi de 247%, em dez anos. Os veículos de duas rodas passaram de quase 6 milhões para quase 22 milhões.

Também foi apurado o comportamento no trânsito e o estudo revelou que metade dos brasileiros não usa cinto de segurança nos bancos de trás dos veículos. No banco da frente, são 20,6% os que afirmam nem sempre usar. Parcela de 79,6% disse sempre usar o cinto de segurança. Na zona rural, 55,2% afirmam nem sempre usar o cinto no banco de trás. Estudos, entretanto, mostram que o cinto de segurança no banco da frente reduz em 45% o risco de morte, e no banco de trás, em 75%. Em 2013, um levantamento da Rede Sarah apontou que 80% dos passageiros do banco da frente deixariam de morrer se os cintos do banco de trás fossem usados com regularidade.

Entre aqueles que pilotam motos, o trabalho apontou que na média nacional, 83,4% da população afirmam sempre usar capacete ao pilotar motos. Ou seja, sobra uma parcela de 16,6% que afirma nem sempre usar o capacete ao conduzir. No campo, os índices são piores. Fatia de 31,7% nem sempre usa capacete ao conduzir motos.

A combinação “álcool e direção” infelizmente ainda faz parte do trânsito brasileiro. O estudo apurou que 24,3% da população brasileira admite dirigir logo depois de beber e que na zona rural, esse percentual é de 30,4%. O Brasil é um dos 25 países do mundo que estabeleceram a tolerância zero para o consumo de bebida alcóolica por motoristas e um dos 130 que usam o teste do bafômetro como forma de garantia do cumprimento da lei.

Em todo o mundo, 1,25 milhão de pessoas são mortas e em torno de 30 a 50 milhões ficam feridas a cada ano em decorrência de acidentes de trânsito. Os óbitos atingem principalmente crianças e jovens de 5 a 29 anos, sendo que os jovens do sexo masculino são as principais vítimas. A 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito – Tempo de Resultados, começou nesta quarta-feira (18) e prossegue até quinta-feira (19), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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Um em cada três caminhoneiros usa drogas, revela teste inédito no Brasil

Decisão do Ministério do Trabalho tornou obrigatório, na contratação de motoristas de ônibus e caminhão, a realização de exame toxicológico.

entrega de rebite

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um teste aplicado pela primeira vez no Brasil revela que 34% dos caminhoneiros brasileiros se drogam. É o teste da queratina, retirada de um fio de cabelo, e que detecta o uso de drogas até 90 dias antes da coleta. Mais: entre as drogas usadas, a cocaína é a principal, aparecendo em 73% dos testes que deram positivo. A anfetamina – o popular rebite – aparece em apenas 18% desses casos. O Fantástico ouviu caminhoneiros que confessam o uso, encontrou traficantes de beira de estrada e ouviu de especialistas que a infestação de pó nas rodovias é resultado principalmente dos prazos mínimos que o motorista tem para entregar a carga.

Fonte: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/11/um-em-cada-tres-caminhoneiros-usa-drogas-revela-teste-inedito-no-brasil.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=fant

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Dia Mundial em Memória às Vítimas de trânsito

Campanha em memória as vítimas de trânsito (arte e idealização: Wagner Lima e Maxswell Veras)

TERCEIRO DOMINGO DE NOVEMBRO – DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA DAS PESSOAS VÍTIMAS DO TRÂNSITO

Em 2005, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu que, todo terceiro domingo do mês de novembro fosse destinado aoDia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito. Nesta data são homenageadas não só as pessoas que morreram em decorrência das fatalidades do trânsito, mas também familiares, amigos e todos aqueles que sofrem a perda de entes queridos com tal tragédia.

No Brasil, as ações pelo Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito começaram em 2007 por iniciativa da sociedade que conseguiu mobilizar várias cidades brasileiras. Este ano, mais de uma dezena de cidades acompanharão o evento com uma variedade de cerimônias.

De acordo com o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde em 2010, 40.610 pessoas foram vítimas fatais do trânsito, sendo que 25% delas, por ocorrências com motocicletas. Entre 2002 e 2010, o número total de óbitos por acidentes com transporte terrestre cresceu 24%: passou de 32.753 para 40.610 mortes. Entre as regiões, o maior percentual de aumento na quantidade de óbitos (entre 2002 e 2010) foi registrado no Norte (53%), seguido do Nordeste (48%), Centro-Oeste (22%), Sul (17%) e Sudeste (10%).

O objetivo da data é disseminar por meio das pessoas, entidades, órgãos governamentais e outras organizações a mobilização sobre ações que possam diminuir as fatalidades no trânsito.

Campanha em memória as vítimas de trânsito (arte e idealização: Wagner Lima e Maxswell Veras)

 

 

 

 

 

Como parte desta Campanha durante a Semana Nacional do Trânsito, o Portal do IBRADEC lança hoje uma ferramenta de apoio aos cidadãos para denunciar e reclamar por melhorias no trânsito de seu município.

Está disponível no hotsite do IBRADEC links para o Facebook e para o Twitter. Estas ferramentas permitem que qualquer cidadão possa enviar uma foto ou vídeo sobre a sua reclamação de trânsito. O objetivo da ação é entrar em contato com os órgãos responsáveis para, reivindicar por reformas, mudanças  ou melhorias.

Dessa forma o Portal do IBRADEC irá mobilizar a comunidade em busca de soluções viárias e contribuir efetivamente com mudanças que tragam mais segurança para as ruas brasileiras.

O IBRADEC realizou em 2011 a primeira ação do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito. O ato aconteceu no aterro da Praia de Iracema.

Nós do IBRADEC abraçamos a causa do trânsito, para tanto continuaremos lutando contra este tipo de violência. O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito é oficialmente um dos projetos do Instituto Brasileiro de Defesa da Cidadania e como tal será realizado anualmente com o fim de lembrarmos que a violência no trânsito tem de acabar.

Campanha em memória as vítimas de trânsito (arte e idealização: Wagner Lima e Maxswell Veras)

 

Fonte: http://www.ibradecbrasil.com.br/banner/18-de-novembro-dia-mundial-em-memoria-das-vitimas-de-transito/

 

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