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Os acidentes de trânsito serão a nova praga do mundo emergente

Acidentes de trânsito podem virar epidemia

A OMS calcula que os desastres viários causarão dois milhões de mortes em 2030 nos países em desenvolvimento e alcançarão a Aids como causa de óbitos

Os acidentes de trânsito estão a ponto de se converter na nova epidemia dos países pobres e em vias de desenvolvimento. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) deu o alarme. Se não se fizer nada para frear a tendência, as mortes anuais nas vias de circulação dessas áreas do mundo chegarão a dois milhões em 2030, e os acidentes de trânsito se situarão no mesmo nível que as mortes por Aids, que é uma das principais causas de mortalidade no mundo em desenvolvimento. Os acidentes, além do mais, implicam num gasto público equivalente “a 2% do PIB dos países desenvolvidos e até 5% nos demais”, segundo Steve Lowson, da ONG britânica Programa de Qualificação Internacional das Estradas (iRAP, na sigla em inglês).

“Não são vans, são latas abarrotadas de gente correndo a toda velocidade. Os motoristas trabalham por comissão, os reparos se fazem com durex e não é difícil ver os veículos capotados depois de um acidente. Mais de uma vez pedi que me deixassem descer”, conta uma responsável pela área de comunicação dos Médicos Sem Fronteiras que viveu quase uma década na África do Sul, ao descrever os micro-ônibus, um dos meios de transporte mais usados no país. A África do Sul é um paradigma negativo segundo a OMS: de cada 100.000 habitantes, 31 morrem em acidentes de trânsito a cada ano.

A mistura de infraestruturas inadequadas, carros velhos, falta de educação para o trânsito e falta de leis adequadas está na origem dessas cifras. Os países em desenvolvimento possuem metade dos veículos existentes no mundo, mas concentram 80% dos 1,3 milhão de mortes por acidentes viários. A revista especializada Ward’s calculou que em 2011 havia no mundo um bilhão de carros. Segundo o Banco Mundial, em 2010 – último ano com dados disponíveis –, nos países em desenvolvimento havia 121 carros para cada 1.000 habitantes, contra os 620,5 por cada 1.000 habitantes dos países ricos.

A situação poderia piorar com a prosperidade econômica e o consequente aumento da venda de automóveis, diz Michael Chippendale, porta-voz da Associação Global para a Segurança Viária (GSRP, na sigla em inglês), uma ONG britânica: “Há uma clara correlação entre a quantidade de veículos e o número de mortos”, explica. “Às vezes nem mesmo ter boas leis é suficiente. Na Romênia, há multas muito elevadas, mas ninguém persegue quem não as paga, razão pela qual acabam sendo inúteis”.

Em muitos países em desenvolvimento as cidades se expandem desordenadamente, de forma que a construção apressada de vias de circulação com muita frequência não inclui calçadas para os pedestres ou pistas para os veículos de duas rodas. Resultado: a metade das vítimas fatais em acidentes são pedestres, ciclistas e motoqueiros. “As pessoas caminham pelas estradas. Não é difícil ver ciclistas que circulam em sentido contrário ao trânsito e motos diminutas que transportam famílias inteiras e até dezenas de galinhas. Os veículos não têm faróis e as estradas não são iluminadas: deslocar-se de noite significa arriscar a vida”, diz María Jesús Lópes López, da ONG Mãe África, que viaja com frequência para a Etiópia e para Burkina Faso. Não surpreende que na África, onde os pedestres representam 38% dos usuários das estradas, haja em média 24 mortos em acidentes para cada 100.000 habitantes. Na Europa não passam de 10,3.Na Venezuela, país com maior taxa de acidentes da América – e com uma das gasolinas mais baratas do mundo – morrem anualmente vítimas de desastres de trânsito 37 pessoas para cada 100.000 habitantes. As cifras são melhores no Chile e na Argentina, onde essa taxa de reduz a 12. “Mas são os únicos dois países, junto com a Colômbia, que têm uma agência autônoma para a segurança viária, com orçamento próprio”, afirma Jeanne Picard, presidenta da Federação Ibero-americana de Associações de Vítimas contra a Violência Viária.

“Nos demais países da América Latina, a carteira de motorista simplesmente se compra. Não há controle algum e a corrupção policial é muito frequente”, frisa ela na conversa telefônica.

Picard atribui o elevado número de mortes também às estratégias dos fabricantes de carros, “que economizam aproveitando as normas de segurança menos exigentes de muitos Estados.

Nos países onde não há leis que obrigam a usar o cinto de segurança, como o México, os carros são entregues sem eles”. A respeito disso, uma porta-voz de Global Automakers, o sindicato patronal mundial de fabricantes de carros, se limita a responder: “Cada país tem suas normas”.

As chaves do sucesso espanhol

Em 2012, 1.903 pessoas perderam a vida na Espanha vítimas de acidentes de trânsito, a cifra mais baixa desde 1993 e menos da metade da registrada em 2006. “A reforma introduzida há oito anos (o sistema de pontuação na carteira de motorista) foi, sem dúvida, a chave dessa redução, mas não é a única causa”, explica Ángel Aparicio, professor titular de Transportes na Universidade Politécnica de Madri. O acadêmico frisa a importância do “endurecimento no sentido penal do código de circulação, que só foi possível conseguir graças a um trabalho conjunto do governo com os partidos de oposição”.

Aparicio destaca a capacidade de Pepe Navarro, diretor geral de Tráfego entre 2004 e 2012, de adaptar à Espanha sistemas de segurança viária que países como a Suécia implantaram nos anos oitenta, com a participação ativa da sociedade civil. “O fato de que as associações de vítimas tenham ganhado a disputa contra aqueles que se opunham às reformas foi fundamental”, diz ele. Segundo a OMS, na Suécia morrem em desastres de trânsito três pessoas para cada 100.000 habitantes.

Fonte: El País

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As campanhas de trânsito mais impactantes do mundo

As campanhas de trânsito mais impactantes do mundo

As campanhas de trânsito mais impactantes do mundo

O crescimento assustador dos acidentes de trânsito em ruas e estradas brasileiras e suas incontáveis vítimas, mortas ou mutiladas, vem causando preocupação entre autoridades em todas as esferas de governo e choca a sociedade pela freqüência assustadora em que ocorrem. Especialistas em engenharia, legislação e segurança de trânsito apontam que alguns dos fatores que contribuem para os índices de sinistros, que alçam o Brasil à quarta posição no ranking mundial de mortes no trânsito, são a falta de fiscalização efetiva, o aumento crescente da frota de veículos, o deficitário sistema de aprendizagem para novos condutores e a falta de educação e conscientização de nossos motoristas.

O caos instalado no trânsito brasileiro com o crescimento da frota de veículos e a falta de fiscalização são pontos importantes a serem considerados, entretanto, não são sozinhos os principais motivos para o número de sinistros no trânsito. A base de conhecimento e civilidade de nossos condutores talvez seja ainda o ponto de maior importância para a redução do número de acidentes e apresenta três faces distintas de atuação. Uma nação que queira realmente induzir seus cidadãos a dirigirem de forma segura e humana deve em primeiro lugar, preparar moral e eticamente estes motoristas, além de induzir à reflexão acerca das regras e proibições contidas em sua lei e as consequências que acarretam a quebra destas regras, desde as punições impostas pela fiscalização até os desdobramentos cruéis dos sinistros de trânsito.

África do Sul

África do Sul

Na educação de trânsito, a primeira face de atuação ocorre desde a fase escolar, ainda criança, e deve ser a premissa básica na busca de condutores mais responsáveis no trânsito. A outra face deste contexto a ser considerada se refere à educação em auto-escolas, como último estágio antes do ingresso na vida motorizada de um jovem ou reciclagem de um motorista antigo.  É fato que os jovens representam uma parcela considerável responsável por inúmeros acidentes, principalmente relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas, mas há também aquela parcela de condutores, já em fase adulta, que contribuem para os números de sinistros, através de comportamentos inadequados no trânsito, como ultrapassagens, não uso do cinto de segurança e excesso de velocidade.

A terceira face na educação de trânsito está relacionada às campanhas educativas dirigidas a públicos específicos, tais como caminhoneiros ou motociclistas. No Brasil as campanhas educativas são sutis e apenas insinuam às consequências dos sinistros com um forte apelo ao humor e à reflexão indireta através de mensagens leves de educação de trânsito. A Resolução 314/09 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) determina que as campanhas de educação de trânsito veiculadas na grande mídia devem ressaltar ações positivas. Os aspectos negativos, como a apresentação de violência devem ser tratados com cuidado a fim de se evitar a anodinia, isto é, a banalização. Acerca do contido na resolução do CONTRAN, as campanhas educativas preferencialmente não devem ser carregadas de imagens fortes da violência recorrente dos sinistros de trânsito. São muitos os especialistas que desaprovam este tipo de método, o choque como reflexão. Diferentemente do que se prega por especialistas no Brasil, países do primeiro mundo adotaram campanhas educativas de trânsito com forte impacto visual, encenando cenas brutais que parecem reais de diferentes tipos de acidentes, ocorrido por diversos motivos, para cada tipo de público-alvo.

 

TAC - Áustrália

TAC – Áustrália

O modelo Australiano
O país pioneiro na educação de choque foi a Austrália. Em 1986, o governo do estado de Victória criou uma comissão para desenvolver atividades educativas no trânsito. O TAC, sigla para Transport Accident Comission (Comissão de Acidentes no Transporte), iniciou estudos e pesquisas de opinião para encontrar formas mais contundentes de transmitir ao público mensagens de educação de trânsito. Naquele ano os índices de mortes nas vias públicas australianas atingiam quase 3 mil vítimas, um escândalo para os padrões daquele país (no Brasil as mortes ultrapassam os 30 mil).

Foram lançadas campanhas educativas na grande mídia que mostravam ao telespectador como pequenos comportamentos errados no trânsito geravam violentos acidentes. As campanhas apresentavam gente comum em situações corriqueiras, famílias, pessoas acima de qualquer suspeita, junto aos seus círculos sociais, que se envolviam em sinistros que acabavam em morte ou mutilações. O apelo à pessoas comuns logo causou choque na sociedade. O objetivo era identificar o público com os protagonistas destas histórias mesclando imagens reais de pessoas que perderam familiares em acidentes de trânsito. A reciprocidade do público foi imediata e atualmente os vídeos produzidos pela TAC estão entre os mais vistos na internet. Como resultado, em vinte anos de campanha, os índices de acidentes caíram em quase 50% na Austrália.

O sucesso obtido pelas campanhas de trânsito australianas logo chamou a atenção de outros países. A Austrália exportou suas campanhas para países como Irlanda, África do Sul, Nova Zelândia e até o Vietnã. Outros países europeus copiaram o modelo australiano, como Republica Tcheca, Reino Unido, Itália e Estados Unidos. Além das campanhas em vídeo, estes países utilizaram-se de cartazes com imagens impactantes como instrumento de educação e sensibilização no trânsito.

 

Nemyslis Zaplatis - Republica Tcheca

Nemyslis Zaplatis – Republica Tcheca

Republica Tcheca
Preocupado com os altos índices de acidentes de trânsito, o Ministério dos Transportes da Republica Tcheca veiculou na grande mídia, em 2008, uma série de campanhas educativas para a televisão. Seguindo os mesmos padrões australianos, os tchecos focaram o choque visual como apelo para atrair a atenção do público. Os vídeos contam histórias de pessoas comuns que se envolveram em acidentes de trânsito e ressaltam as pequenas infrações como potencialmente geradoras de violentos acidentes. O slogan ” Nemyslíš-Zaplatíš!” (gíria tcheca pode significar bobeou já era!) logo chamou a atenção da população. Segundo o governo tcheco, em apenas um ano de vigência da campanha, os índices de acidentes caíram em 12% no país.

 

Think! - Reino Unido

Think! – Reino Unido

Reino Unido
No Reino Unido as campanhas de trânsito abordam temas como dirigir ao celular e embriaguez na direção e, como na Austrália (embora não com a mesma ênfase), lançam mão de vídeos que enfocam as consequências de acidentes de trânsito. Outra característica das campanhas inglesas é a adoção de um humor ácido e sutil em suas publicações veiculadas na grande mídia.

 

Runter Von Gas - Alemanha

Runter Von Gas – Alemanha

Alemanha
A campanha “Runter vom Gas!”, cuja tradução significa “pé no freio!” foi lançada pelo governo alemão em 2008 para conscientizar o público sobre a direção segura. Em 2012, o governo alemão, acatando o disposto pela ONU, que elegeu a década 2011-2020 no combate a violência no trânsito, adotou uma campanha mais impactante que levasse os alemães a refletirem sobre os riscos de se dirigir embriagado ou distraído.

 

Securite Routiere - França

Securite Routiere – França

França
Motoristas mal-educados, excesso de velocidade, falta de respeito aos pedestres e centenas de mortes no trânsito. Para muitos este cenário parece tratar-se do Brasil, mas esta realidade bastante semelhante ao trânsito brasileiro o fato trata-se da França, uma das maiores potências econômicas do mundo. O país europeu começou a mudar o rumo desta história a partir do início dos anos 2000 com a implementação de campanhas de trânsito mais duras e que mostravam com crueza de detalhes as consequências dos sinistros. Aliado à intensa campanha educativa os franceses também criaram leis mais duras e fiscalização implacável aos maus condutores que chegou a levar para a cadeia centenas de pessoas. A iniciativa francesa derrubou os índices de acidentes em quase 75% nos últimos 10 anos.

Campanha de trânsito - Brasil

Campanha de trânsito – Brasil

A preocupação com a diminuição dos números de mortes no trânsito tornou-se um fenômeno mundial e atualmente mobiliza centenas de países, dos mais ricos aos mais pobres, em campanhas de educação que objetivam mobilizar os povos na busca de um trânsito mais seguro e racional. As formas que cada país conduz suas campanhas varia de acordo com a cultura de seu povo mas as ferramentas utilizadas paracem acompanhar uma tendência mais realista, com imagens fortes e com forte apelo sentimental, principalmente entre os países desenvolvidos. No Brasil este fenômeno começa a tomar forma aos poucos. Alguns Detrans já iniciaram campanhas mais contundentes, como a campanha elaborada pelo estado de Pernambuco. A resistência de especialistas sobre a exposição de violência como instrumento de educação ainda é relevante mas aos poucos começa a perder força entre os órgãos envolvidos no sistema nacional de trânsito. Uma campanha, aos moldes do publicado na Europa ou Austrália, depende de inúmeros fatores e uma cuidadosa pesquisa junto a opinião pública,  para que possa ser adotado no país. Talvez, em um futuro próximo, vejamos veiculadas na grande mídia, em horário nobre, campanhas mais impactantes que causem atenção e temor em nossos motoristas sobre a prática da direção segura. Estamos engatinhando, mas a exemplo da campanha pernambucana, estamos no caminho certo.

 

Revista Mundo Trânsito - edição 4

Revista Mundo Trânsito – edição 4

Matéria originalmente publicada na edição 4 da Revista Mundo Trânsito – fevereiro de 2013

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Passarela desaba sobre Linha Amarela, no Rio, e deixa quatro mortos e cinco feridos

Passarela desaba sobre a Linha Amarela após acidente com carreta no Rio14 fotos

28.jan.2014 – Um acidente envolvendo uma carreta derrubou uma passarela na Linha Amarela, no Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (28). O acidente aconteceu em Pilares, no subúrbio do Rio. Bombeiros trabalham no resgate de pessoas que ficaram presas nas ferragens de carros e de um homem que caiu no córrego que divide a via expressa Reprodução/Twitter/Clébio Júnior

Uma passarela desabou sobre a Linha Amarela, importante via expressa do Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (28), depois que um caminhão colidiu com a estrutura. O acidente deixou ao menos quatro mortos e cinco feridos, segundo a Lamsa, concessionária que administra a via, e o Corpo de Bombeiros.

O acidente aconteceu por volta das 9h15, entre os acessos 4 e 5, no bairro de Pilares, na zona norte. Segundo a Lamsa, um caminhão que tinha mais de 4,5 metros, limite de altura da passarela, bateu na estrutura, causando sua queda.

Dois veículos que passavam pela via foram esmagados, e pessoas ficaram presas às ferragens.  Equipes de resgate da concessionária e do Corpo de Bombeiros, com o auxílio de dois helicópteros, foram acionadas para socorrer as vítimas.

Em nota, a concessionária afirmou que “está prestando toda assistência aos familiares das vítimas”.

Testemunhas dizem que a caçamba do caminhão estava levantada. O veículo prestava serviço para a empresa Arco da Aliança. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que o caminhão não deveria estar circulando pela via, que possui restrição para a circulação de caminhões e carretas.

Veja onde fica o local da queda da passarelaArte/UOL

A passagem de pedestres era usada como via de acesso pelos moradores da favela Rato Molhado e por pessoas que iam ao Norte Shopping, o maior centro comercial na zona norte da capital fluminense.

Feridos

Dois homens e uma mulher foram levados para três hospitais municipais do Rio, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. O caso mais grave é o de um homem de 70 anos, que não teve a identidade divulgada e foi levado para o hospital Salgado Filho, no Méier, na zona norte da cidade.

Segundo a secretaria, ele sofreu traumatismo craniano grave, com edema cerebral, e fratura de arcos costais. Ele está em coma e respira com o auxílio de um respirador.

Outro homem, de 31 anos, foi socorrido e levado para o hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, e está lúcido. Ele foi submetido a tomografia de tórax, abdômen e pelve e não apresenta nenhuma fratura.

Já a mulher, de 36 anos, foi levada para hospital Souza Aguiar, no centro da cidade, e se encontra em estado de saúde estável. Ela passou por tomografia e está em avaliação.

Gláucia Pereira de Andrade, 56, foi levada pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros para o hospital estadual Alberto Torres, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Ela teve fratura no joelho e escoriações, e seu estado de saúde é estável.

Vítima caiu no canal

Em entrevista à rádio “CBN”, o motorista Marcos Vinicius Rodrigues contou que passava pela Linha Amarela quando o acidente aconteceu.

“Eu estava do lado do caminhão e de repente eu só escutei um barulho. Meu carro foi meio que projetado como se alguém tivesse batido na traseira do carro. Quando olhei para trás pelo retrovisor era a passarela que estava caindo”, relatou.

O motorista disse também ter visto uma pessoa sendo arremessada em direção ao canal que fica na via. “Eu vi um rapaz de camisa lilás sendo projetado da passarela de uma forma muito violenta. Ele rodopiou no alto e caiu no canal”, falou. O rapaz está entre os quatro mortos.

Interdição

O trânsito nas oito pistas da via está interrompido nos dois sentidos, sem previsão para liberação. Todos os acessos da Linha Amarela estão fechados, segundo a Lamsa.

De acordo com o Centro de Operações do Rio, os motoristas podem transitar na via, no sentido Barra da Tijuca, até a altura de Bonsucesso, sendo obrigados a acessar a avenida dos Democráticos pela saída  4. No sentido centro, o desvio está sendo feito pela saída 5 com os motoristas acessando à avenida Dom Helder Câmara.

O Centro de Operações sugere que os motoristas usem como opção a avenida Brasil, a estrada Grajaú-Jacarepaguá, a autoestrada Lagoa-Barra e o Alto da Boa Vista.

Ainda de acordo com o Centro de Operações, foi acionado um “superguindaste” para ajudar no trabalho de retirada da passarela.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/01/28/passarela-sobre-linha-amarela-desaba-apos-acidente-com-carreta-no-rio.htm

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Educação para o trânsito poderá fazer parte do currículo da educação básica

Com o objetivo de formar melhores motoristas e ampliar a consciência em relação ao assunto, a educação para o trânsito poderá fazer parte do currículo da educação básica. É o que prevê o Projeto de Lei do Senado (PLS) 30/2010, que está pronto para ser votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Do ex-senador Flávio Arns (PSDB-PR), a proposição altera a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação (Lei 9.394/1996) para incluir o assunto como tema transversal da educação básica. Os temas transversais não constituem disciplinas autônomas, mas permeiam outras áreas curriculares, por representarem assuntos que necessitam ser trabalhados de forma mais aprofundada na escola. O senador disse sugerir a abordagem transversal por ser um recurso que possibilita a construção de uma ponte entre os conhecimentos aprendidos e as questões da vida real, sem causar sobrecarga curricular.
Na justificativa do projeto, Arns argumenta que, embora a legislação já valorize temas como ética, cidadania e respeito às leis, “o direcionamento desses valores para o ato de dirigir veículos automotores constituiria grande avanço na formação de cidadãos mais plenos e na consolidação da paz no trânsito”.
Arns considera necessário o conhecimento das regras de trânsito não apenas pelos condutores, mas também por outros atores, como pedestres e passageiros, desde a infância. Segundo ele, o conhecimento sobre normas do trânsito pela criança pode colocá-la, como pedestre, a salvo de diversos perigos, bem como torná-la capaz de dialogar com seus pais sobre a conduta adequada ao volante.
O relator, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), é favorável ao projeto. Ele destaca o valor social da matéria, ao apontar que “o combate ao excesso de violência, irresponsabilidade e desrespeito às leis no trânsito brasileiro, com efeito, passa pela educação dos futuros condutores de veículos, que não só crescerão com uma mentalidade mais responsável ao volante como poderão até mesmo transmitir esses princípios e conhecimentos aos seus pais e adultos com quem convivam”.
Fonte: Senado

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Acidentes com caminhoneiros são mais comuns após horas de viagem

Acidentes com caminhoneiros

Dirigir pelas rodovias brasileiras requer muito cuidado e atenção, principalmente para esses profissionais que passam até 26 horas ao volante, uma imprudência que pode causar acidentes e resultar em mortes.

Em 2011, a sobrecarga dos caminhoneiros resultou em mais de 66 mil acidentes em todo o País, envolvendo caminhões e caminhões-tratores, um crescimento de 32% em relação a 2007, conforme um levantamento feito pela Procuradoria Geral do Trabalho. Em Alagoas, somente no ano passado, a Polícia Rodoviária Federal registrou 699 acidentes em estradas federais, envolvendo veículos de transporte de carga. Foram 63 mortes naquele ano.

Para o chefe da 1ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal de Maceió, inspetor Soares, os números são altíssimos. “Se fossem dez mortos por ano, ainda assim estaria alto”, opinou.

MPT e Regulamentação

Segundo a procuradora do trabalho, do Ministério Público do Trabalho em Alagoas, Virgínia Ferreira, o setor é o que registra mais vítimas decorrentes de acidente de trabalho. “O setor registra o dobro de acidentes ocorridos na construção civil, que já são altos”, revelou.

Está em vigor a Lei 12.619, que regulamenta a profissão de motorista, estabelecendo o limite máximo de 11 horas de trabalho por dia, com descanso de 30 minutos a cada quatro horas dirigidas por empregados, autônomos e agregados.

A lei tem o intuito de diminuir o número de acidentes de trânsito nas rodovias do Brasil envolvendo motoristas de veículos de carga, além de garantir os direitos desses profissionais. A empresa ou o caminhoneiro que descumprir as normas podem ser multados. A fiscalização será realizada pela Polícia Rodoviária Federal.

Segundo o chefe da 1ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal de Alagoas, inspetor Soares, não há um mecanismo para controlar se os caminhoneiros estão cumprindo o que determina a lei, porém um dispositivo empregado em veículos para monitorar o tempo de uso, a distância percorrida e a velocidade, dará subsídios a PRF. “O tacógrafo permite que saibamos se o caminhoneiro parou o veículo ou não após quatro horas de trabalho, além de saber a velocidade que ele estava na estrada”, explicou, informando ainda que o limite máximo para veículos de carga é de 80 quilômetros por hora.

De acordo com a lei, as empresas serão obrigadas a monitorar a jornada de trabalho de seus funcionários e aquelas que descumprirem as normas, estão sujeitas a multa de até R$ 50 mil em caso de infração. O motorista que também infrigir a lei pagará multa de R$ 127, e ainda pode perder cinco pontos na carteira.

A procuradora do trabalho, Virgínia Ferreira, informou que aquele que for flagrado pela PRF excedendo as horas de trabalho, terá o veículo recolhido e liberado após os 30 minutos. O limite máximo de 11 horas de trabalho se estende a taxistas, motoboys e cobradores.

Fonte: Tribuna Hoje

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10 dicas da PRF para dirigir com chuva

Sob chuva dirigir um automóvel torna-se uma atividade mais difícil que em períodos de clima seco. Em sua tarefa diária e ininterrupta de monitorar e fiscalizar o trânsito nas rodovias, os Policiais Rodoviários Federais observam acidentes que ocorrem porque os condutores de veículos não atentam para cuidados específicos que devem ser reforçados em pistas molhadas e com a diminuição de visibilidade que é provocada pelas chuvas.

Pensando na manutenção da segurança viária também nos meses do ano nos quais o estado de Sergipe é naturalmente contemplado por chuvas, a Comissão Regional de Educação para o Trânsito da Polícia Rodoviária Federal em Sergipe (CRET/SE) elaborou uma lista com dez sugestões pontuais de procedimentos que devem ser adotados pelos motoristas para a condução de todos os tipos de veículos automotores sob chuva.

Nas atividades de educação para o trânsito que são rotineiramente desenvolvidas pela Polícia Rodoviária Federal, por meio de palestras, essas dicas voltadas especialmente para os períodos de chuva estão sendo divulgadas. Segundo o Chefe do Núcleo de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal, PRF Passos “cabe ressaltar que, embora tenham sido elaboradas pela PRF, as DEZ DICAS PARA DIRIGIR SOB CHUVA devem ser observadas também para o trânsito em áreas urbanas, nas cidades”.

Dez dicas

1 ) Checar pneus e limpadores de para-brisa – A revisão sistemática das condições veiculares e a checagem antecipada de aspectos básicos como freios, fluídos, iluminação, paletas do limpador do para-brisa e pneus é vital para a segurança. Não insista em usar seu veículo se ele apresentar algum problema mecânico ou elétrico, mesmo que pareça simples. Dê atenção especial ao estado dos pneus em tempos de chuva, pois além de uma perda natural de tração, seu desgaste excessivo comprometerá a dirigibilidade.

2) Usar farol baixo sempre aceso – Crie o hábito de acender o farol baixo, mesmo em plena luz do dia. Com isso seu veículo fica mais visível. Quando você liga os faróis, luzes vermelhas também se acenderão na parte traseira do veículo, e elas, em caso de chuva, são de extrema importância para evitar colisões.

3) Mais atenção com a travessia de pedestres – É corriqueiro as pessoas correrem sob chuva, atravessando ou andando à margem de pistas de rolamento, avenidas e ruas sem os devidos cuidados. Para evitar atropelamentos uma boa dica é dirigir preventivamente, com extrema atenção e velocidade moderada, sobretudo, em locais nos quais há sinais visíveis da possibilidade de travessia de pedestres.

4) Manter distância entre veículos em movimento – Sob chuva a manutenção de uma distância segura entre veículos em movimento torna-se ainda mais importante. Colar seu veículo a poucos metros do que trafega à sua frente é um grande perigo. Tal distância deve permitir que o motorista veja ao longe, garantindo-lhe tempo hábil para que adote os procedimentos que se fizerem necessários enquanto dirige.

5) Manter o controle do veículo – Há um fenômeno conhecido como aquaplanagem, quando o veículo desloca-se sobre a água, reduzindo ou eliminando o contato direto com a via. Nesses casos, resta ao motorista não mudar a aceleração e dirigir em linha reta o máximo possível, não movimentando bruscamente o volante ou guidão, na tentativa de retomar o controle do veículo. Espere sair da aquaplanagem para efetuar quaisquer correções de trajetória ou velocidade.

6) Evitar vias inundadas – Vias inundadas devem ser evitadas, pois podem esconder obstáculos, além de nem sempre permitirem estimar adequadamente a profundidade da água. Motoristas de veículos pequenos costumam observar a passagem dos maiores para avaliar as condições de trafegabilidade – esse critério é perigoso, considerando as diferentes características dos veículos. O excesso de água pode reduzir o desempenho do sistema de freios, causar a parada do motor e até danificá-lo.

7) Parar quando não houver visibilidade – Boa visibilidade é requisito de segurança. Se a chuva estiver muito forte, encoste seu veículo em um estacionamento, em outro lugar seguro ou até no acostamento, mas jamais pare sobre a via. Uma vez parado corretamente, deixe seu veículo visível, ligando seu pisca alerta enquanto aguarda a chuva diminuir ou passar. Algumas pessoas, em situações de pânico, saem de seus veículos, colocando-se em extremo risco e ignorando o fato de que, muito provavelmente, não serão vistas por outros motoristas nessas situações. Mantenha a calma e avalie suas atitudes com prudência.

8) Desembaçar os vidros – Se o para-brisa embaçar, tente diminuir a temperatura interna do veículo. Ligue o ar condicionado ou o ventilador e, se o veículo não dispuser desses recursos, deixe os vidros com uma pequena abertura para que o ar circule. Esfregar as mãos sobre o vidro geralmente não resolve o problema. É mais aconselhável limpar o para-brisa, internamente, com um jornal ou pano desengordurado.

9) Cuidados específicos para veículos de duas rodas – Com as chuvas, a dirigibilidade dos veículos de duas rodas torna-se mais difícil. Portanto, considerando a fragilidade desse tipo de transporte, a dica principal é a prudência e o respeito às regras de trânsito. Evitar trafegar pelos cantos pode evitar sustos com água empoçada. Manter-se com farol e lanternas acesos e no centro da via, sobretudo no período noturno, melhora a visibilidade das motocicletas, que podem ficar ocultas entre os pingos de chuva, quando vistos por janelas laterais ou retrovisores.

10) Só ultrapassar com segurança – Ultrapassagens indevidas e avanços de sinal dão causa a muitos acidentes graves. Sob chuva, não havendo redução na velocidade normal de tráfego, o tempo de frenagem é maior e o motorista não conseguirá “segurar o veículo” como imaginou. Desse modo, se a ultrapassagem é uma manobra que sempre exige muita atenção do condutor, sob chuva ela deve ser evitada e só realizada quando necessárias e seguras.

Quando tiver dúvida sobre as condições de dirigibilidade ou questionamento sobre qualquer outro assunto relacionado ao trânsito ou à segurança pública no âmbito das rodovias federais, procure o apoio da Polícia Rodoviária Federal, diretamente por meio do contato com as nossas equipes de ronda, nas nossas Unidades Operacionais localizadas às margens das rodovias ou pelo telefone de número 191, recomenda o Núcleo de Comunicação Social da PRF/SE.

Fonte: Ascom

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Álcool mata 80 mil/ano nas Américas; Brasil tem 5º pior índice

O álcool é responsável por muitas doenças

O álcool provoca, em média, 80.000 mortes anuais nas Américas, um problema que coloca o Brasil na quinta posição dos países com maior número de casos por 100 mil mortes, informou nesta terça-feira a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS).

O estudo “Mortalidade nas Américas por doenças, condições e lesões em que o álcool é causa necessária, 2007-2009″, das brasileiras Maristela Monteiro e Vilma Gawryszewski, observou que o álcool é uma causa “determinante” de morte em uma média de 79.456 casos ao ano, segundo comunicado da OPS, representação regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), com sede em Washington.

Na maioria dos países, as mortes foram consequências de uma hepatopatia alcoólica ou doença do fígado, seguida de distúrbios mentais provocados pela ingestão de bebidas alcoólicas.

As cientistas Vilma Gawryszewski, assessora da OPAS em informação e análise sobre saúde, e Maristela Monteiro, especialista em abuso de substâncias, estudaram padrões de mortes entre as quais o álcool era mencionado especificamente – como hepatopatia alcoólica – em 16 países da região entre 2007 e 2009.

As autoras asseguraram que estas mortes representam apenas “a ponta do iceberg de um problema mais amplo” porque o álcool está relacionado a outras doenças como insuficiências cardíacas ou inclusive câncer, além de casos de acidentes de trânsito e armas de fogo.

“É provável que o número de mortes que fazem do consumo do álcool um fator significativo seja muito maior”, escreveram Gawryszewski e Monteiro, segundo o comunicado.

Na região, alguns países se destacam com os maiores índices relativos de mortes por álcool. O mais alto é El Salvador, com 27,4 casos por 100.000 mortes, seguido da Guatemala, com 22,3, Nicarágua,  21,3, México, 17,8 e Brasil, com 12,2.

O problema é menos agudo em Colômbia (1,8), Argentina (4,0) e Venezuela (5,5).

Em todos os países, no entanto, o problema é predominantemente masculino, pois 84% dos mortos por consumir álcool eram homens, segundo a OPAS.

Fonte: MSN

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Uso de simulador pode reduzir em 50% os índices de acidentes

Simulador pode reduzir acidentes

O assessor direto do Detran-TO e especialista em Gestão e Segurança no Trânsito, Yuri Nery, analisa que enquanto muitos vislumbram apenas o aumento no valor do processo de primeira habilitação

A Resolução nº 444 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) determina que  a partir de 01 de janeiro de 2014, todos os processos abertos para retirar habilitação categoria B deverão realizar aulas em simuladores de direção veicular.  Apesar desta resolução entrar em vigor apenas agora, em 2014, ela é de junho de 2013 e foi adiada para que os CFCs (Centros de Formação de Condutores) pudessem se adequar.

O assessor direto do Detran-TO e especialista em Gestão e Segurança no Trânsito, Yuri Nery, analisa que enquanto muitos vislumbram apenas o aumento no valor do processo de primeira habilitação, um detalhe importante sobre o uso do Simulador de Direção Veicular acaba por não ficar claro aos futuros condutores. ‘’De acordo com vários estudos internacionais o uso do equipamento mostra que a redução dos índices de acidentes entre os novos motoristas pode chegar a 50%. Um número bastante considerável’’.

Em diversos países os simuladores de direção veicular já são obrigatórios para a formação dos condutores. Portanto, esta necessidade não se deu de súbito, existem estudos que defendem a eficácia do uso de simuladores e apontam a redução nos índices de acidentes – que pode chegar a 50% entre os novos motoristas. É o caso do estudo do Southern Califórnia Research Institute, nos Estados Unidos: “O Fiel Efeito do Simulador de Condução”, sobre a Eficácia da Formação, que foi realizado em 2007 por Allen, Park, Cook e Firentino.

Uma pesquisa da Universidade Politécnica de Madri em conjunto com o Instituto Humanist e a Associação Européia para a Sociedade da Informação, resultou em um relatório, publicado em 2007, sobre a eficácia dos simuladores como ferramentas para treinar e educar os motoristas.

De acordo com o relatório, os simuladores de direção são mais eficazes ao avaliar as condições para dirigir de candidatos com lesões cerebrais e as medidas de validação dos resultados são mais exatas do que um teste de estrada tradicional como preditor de condições e desempenho para dirigir.

‘’Os novos condutores, através do simulador, podem vivenciar situações de risco, o que os torna mais preparados para as mesmas. As aulas com os simuladores se tratam de um exercício de direção defensiva’’, explicou Nery.

Melhor Formação dos Novos Condutores

Nery avalia que a decisão do Contran sobre os simuladores de direção veicular vem tornar o processo de habilitação dos novos motoristas melhor e mais consistente. ‘’É uma medida prática que pode resultar não apenas na formação de melhores condutores como também na consequente redução dos números de mortes e acidentes de trânsito em nosso país’’, finalizou.

Fonte: Surgiu

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Novo bafômetro detecta presença de álcool a distância de motorista

Etilômetro passivo capta álcool no ar. Luz verde indica que não há álcool no ambiente; amarela, que pode haver álcool; e vermelha, que motorista bebeu.

O motorista nem precisa soprar. O novo aparelho identifica no ar a presença de álcool, a uma distância de 20 a 30 centímetros – o que agilizou o trabalho dos agentes do Detran de Brasília.

Pequeno, leve e eficiente. É o novo bafômetro que o Detran de Brasília tem usado nas operações de fiscalização.

Na blitz, o agente de trânsito se aproxima do carro e coloca o aparelho a uma distância de 20 a 30 centímetros do motorista, que não precisa soprar. O etilômetro passivo capta a presença de álcool no ar.

Se acender a luz verde é porque não há álcool no ambiente. A luz amarela indica que pode haver álcool. E a vermelha aponta que o motorista bebeu.

O Detran diz que o uso do aparelho deixa o trabalho de fiscalização mais rápido e também facilita a vida de quem não bebeu.

“Se ele não tiver ingerido bebida alcoólica ele vai ser liberado de uma forma muito mais rápida. O bafômetro foi até ele no próprio veículo dele. Então dá celeridade à abordagem”, avalia o agente de trânsito Lúcio Lahm.

O teste é rapidinho: dura no máximo 15 segundos. Com ele, o Detran faz uma triagem e concentra a fiscalização nos motoristas que muito provavelmente consumiram álcool. Mas ele não serve como prova nos processos porque não calcula exatamente quanto o motorista bebeu. Por isso, quando uma das luzes aponta presença de álcool, o motorista é convidado a sair do carro e fazer o teste tradicional.

Se ele se negar, como fez um motorista flagrado pela reportagem vai ficar temporariamente sem a carteira de habilitação, pagar multa de mais de R$ 1,9 mil e ainda responder a um processo administrativo.  Se outros sinais de embriaguez, como dificuldade para falar ou andar, forem verificados aí sim o motorista é preso e responde a uma ação penal.

Desde que o Detran de Brasília começou a usar o bafômetro passivo, em julho, o número de multas por embriaguez quase dobrou: passou de 709 no segundo semestre de 2012 para 1.352 no mesmo período do ano passado.

“É mais um instrumento que a gente coloca aí na fiscalização para tentar convencer essas pessoas do risco que é dirigir apás fazer ingestão de bebida alcoólica”, afirma o diretor de Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Luiz Carlos Souto.

Outras cidades como São Paulo e Salvador também estão usando o bafômetro passivo para identificar motoristas suspeitos de beber antes de dirigir.

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2014/01/novo-bafometro-detecta-presenca-de-alcool-distancia-de-motorista.html

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Especialista do Detran-TO explica importância de freios ABS e airbag nos carros

Túlio Sabino

Para Nery a obrigatoriedade do airbag e freios ABS nos veículos fabricados no Brasil, a partir de 1 de janeiro de 2014, poderá reduzir o número de mortes no trânsito

Os airbags (bolsas que inflam e amenizam o impacto da batida) e os freios antitravamento (ABS) passaram a ser obrigatórios, a partir do dia 1º de janeiro deste ano, em todos os automóveis produzidos no Brasil. A medida do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) visa tornar os veículos em circulação mais seguros e preparados para situações de risco.

Para esclarecer as dúvidas sobre essa mudança na legislação e a real intenção desta medida, o assessor direto do Detran-TO e especialista em gestão e segurança no trânsito, Yuri Nery de Assis, nos respondeu algumas perguntas.

Por que tornar os airbags e os freios “ABS”, itens obrigatórios em automóveis?

Esta medida foi definida através de uma lei federal que foi instituída em 2009, na qual os airbags e os freios ABS tornaram-se itens obrigatórios em automóveis. Estes são itens de segurança e têm como objetivo tornar a experiência no trânsito mais segura.

Os freios antitravamento, em especial, mudam todo um conceito de direção defensiva, uma vez que não travam as rodas e permitem manobras mais eficazes em situações de risco. Os airbags, por sua vez, são equipamentos de segurança que são ativados em caso de colisões e amortecem o impacto.

É importante destacar que estes equipamentos de segurança já são obrigatórios há vários anos em outros países.

Quem possui um automóvel que não tem esses equipamentos de segurança precisará adequar o seu veículo?

As resoluções 311 e 312 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), ambas de 2009, determinam que os carros fabricados no Brasil, a partir do dia 01/01/2014, deverão conterestes itens de segurança.

Então não é obrigatório que alguém modifique o seu automóvel para inserir os airbags e os freios antitravamento. Quem possui um modelo que não tem estes equipamentos poderá continuar utilizando-o.

O que essa mudança na legislação garante é que, a partir de 2014, todos os automóveis fabricados no Brasil serão equipados com airbags e freios ABS.

Como ocorreu o processo de adequação da frota de veículos, uma vez que a lei é de 2009?

A partir de 2009 essas resoluções começaram a ser incorporadas em percentuais. Assim, a cada ano uma quantidade da frota de veículos foi sendo adequada a essas exigências. Em 2009 apenas 8% da frota incorporou os artigos de segurança, nos anos seguintes houve um avanço continuo e, finalmente, em 2014 temos a totalidade dos veículos fabricados no Brasil, dentro desses parâmetros.

Isso se da também pela possibilidade de incorporação dos airbags e dos freios antitravamento, já que alguns modelos não os comportam e por isso é impossível que se adequem a resolução, em consequência alguns modelos de automóveis deixarão de ser fabricados, como é o caso da Kombi.

Obrigatoriedade do Airbag no mundo

Nos EUA, é obrigatório desde 1998.

Na União Europeia, desde 2007 é item básico.

Na Argentina, será obrigatório a partir de janeiro de 2014.

Estudos

O freio ABS reduz de 20% a 25% o espaço da frenagem e evita o travamento das rodas. Na Europa, onde equipa todos os carros, pesquisas mostram que o número de mortes em acidentes caiu 30%. Ainda não há estudos no Brasil sobre o tema.

No caso do airbag, estudos internacionais indicam que, em acidentes potencialmente fatais, há 51% de chances de os ocupantes sobreviverem se estiverem com cinto e o carro tiver airbag.

(Com informações da Agência Estado)

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