Arquivo para a categoria Reportagens

Trânsito é a principal causa de morte acidental entre crianças de zero a 14 anos no Brasil

Os acidentes que mais matam crianças no país são queda, afogamento, sufocação, queimadura, envenenamento e trânsito. De todos, o trânsito é o maior ofensor. De acordo com dados da ONG Criança Segura, entre 2014 e 2015, houve uma diminuição desses casos e os óbitos passaram de 1.654 para 1.389 – o que representa uma redução de 16%.  No entanto, apesar desta redução, os sinistros em ruas, estradas e rodovias ainda são o tipo de acidente que mais provoca mortes acidentais de crianças até 14 anos no Brasil. As estatísticas, altas e assustadoras, podem ser revertidas com mais consciência, respeito às leis de trânsito e educação.  É o que diz o especialista ouvido pela Perkons, empresa que desenvolve e aplica tecnologia para a segurança no trânsito.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou sobre os cinco principais fatores que causam acidentes de trânsito: excesso de velocidade, associação de bebida alcoólica e direção, a falta de uso de capacete, cinto de segurança e equipamento de retenção de crianças. A opinião de Renato Campes Trini, gerente técnico da Organização Nacional de Segurança Viária (ONSV), corrobora com isso. Ele afirma que o transporte de crianças de forma negligente é a principal causa dos acidentes com esse público. Apesar da resolução Nº 277 do Conselho Nacional de Trânsito (COTRAN), conhecida como Lei da Cadeirinha, publicada em maio de 2008, os pais e responsáveis muitas vezes não respeitam as condições mínimas de segurança para o transporte de passageiros com idade inferior a dez anos.  “Os pais precisam tomar atitudes preventivas, usar os equipamentos de segurança e contribuir para salvar vidas. Quando saímos nas ruas, é fácil flagrar crianças soltas no carro e até com a cabeça para fora dos veículos”, diz Trini.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina no artigo 64 que até os dez anos de idade as crianças devem ser conduzidas no banco traseiro, em dispositivos próprios para sua idade, peso e tamanho.  Bebês de até 9 kg precisam de uma cadeira do tipo “bebê-conforto”, instalada de costas para o painel do carro. A partir de um ano, as crianças devem utilizar, obrigatoriamente, a cadeirinha. E, quando completam quatro anos, devem passar para o assento de elevação, exigido até os sete anos de idade.

Para o gerente técnico da ONSV, além de obedecer as leis de trânsito de maneira geral, conscientizar e educar pelo exemplo cumpre um papel fundamental. “Precisamos mostrar às crianças os riscos que o trânsito representa e os direitos e deveres delas nesse contexto. Enquanto as escolas não contarem, na grade curricular, com uma disciplina para a formação no trânsito, mesmo sem esse apoio os pais devem cumprir essa função, dando o exemplo e mantendo uma postura firme”, destaca Trini.

O exemplo vem de casa

Na família da professora universitária Mariana Sbaraini Cordeiro, mãe do Pedro, de 18 anos, e da Izadora, de 11 anos, o trânsito é encarado com seriedade e responsabilidade. Ela ensina os filhos sobre o papel de cada um no trânsito desde pequenos. Os dois sempre andaram na cadeirinha e usaram cinto de segurança.

Nunca abrimos mão dos dispositivos de segurança; eles aprenderam que são indispensáveis mesmo em trajetos curtos, por uma quadra”, conta a professora.

Para ela, o maior desafio na educação dos filhos quando o assunto é o trânsito, é a falta de suporte do poder púbico. “As crianças aprendem que é preciso atravessar somente na faixa. Mas, e quando a faixa não está pintada ou visível na rua? Além da infraestrutura precária das vias públicas, faltam campanhas educativas com apelo visual e linguagem lúdica, dirigida às crianças”, opina Mariana.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/transito-e-principal-causa-de-morte-acidental-entre-criancas-de-zero-14-anos-no-brasil/

Sem comentários

Mulher ao volante perigo constante. Será?

O texto traz um breve olhar sobre a longa jornada dessa relação mulher e trânsito, foi em 1885 que a primeira mulher conduziu um automóvel, a alemã Berta Benz, esposa do fundador da Mercedes-Benz e desde então não pararam mais. Elas também contribuíram para uma melhor qualidade na forma de conduzir um carro, como a americana Mary Anderson, que em 1903 inventou o limpador de pára-brisa utilizado até hoje.
Desde nossos ancestrais é perceptível entres homens e mulheres as diferenças comportamentais, determinando tarefas e funções para sobrevivência. Como os homens eram os caçadores eles precisavam explorar os aspectos que o cérebro poderia oferecer, como a percepção espacial, que é mais desenvolvida do que nas mulheres. Estas por sua vez despertaram o lado cerebral da proteção e cuidado, uma característica trazida até hoje, sendo bastante visível no trânsito.
Como vimos, não é de hoje que as mulheres demonstram uma conexão com o mundo automobilístico e do trânsito, como a Duquesa Anne d’Uzés que foi a primeira mulher a obter habilitação para dirigir na história, em 1898 na França. Também foi a primeira mulher a receber uma multa de trânsito, pois ela trafegava a 15 km/h e o limite permitido nas ruas era de 12 km/h. Isso mostra que até para ser transgressora a mulher é muito cuidadosa demonstrando essa seguridade para encarar a direção veicular e o trânsito.
No Brasil as pioneiras a conseguir habilitação para dirigir foram Maria José Pereira Barbosa Lima e Rosa Helena Schorling no ano de 1932 em Vitória (ES). Schorling conseguiu ainda a habilitação para motos em 1933, esse feito despertou as mulheres, mostrando ter condições, capacidade e habilidade para exercer um ótimo desempenho como condutoras.
As diferenças comportamentais entre homens e mulheres são bem visíveis na dinâmica do trânsito, o homem é mais dominador, agressivo, ágil, compulsivo para velocidade, enquanto a mulher é mais passiva, cautelosa, conduzindo com prévio planejamento e segurança, mantendo uma tendência mais respeitosa no trânsito.
Quando nas brincadeiras das rodas de amigos começam as comparações e se questiona o desempenho dos homens e mulheres, surgem logo as piadas e comentários sobre quem dirige melhor. Observando os dados estatísticos mais recentes do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), dos mais de 60 milhões de motoristas no Brasil, quase 20 milhões são do sexo feminino, 71% dos acidentes são provocados pelos homens e apenas 11% pelas mulheres, sem contar que 70% das multas são para motoristas do sexo masculino.
Basta observarmos nos dados estatísticos que a mulher é dotada de características próprias ao enfrentar a direção veicular e o trânsito. A mulher pode parecer mais lenta na dinâmica do trânsito, mas isso não desvaloriza a sua capacidade como operadora de máquinas sobre rodas. Então, como ficam os questionamentos mulher ao volante perigo constante? Será uma questão apenas de uma competição pueril entre homens e mulheres? Questionamentos a parte, o que devemos levar sempre em consideração é a dinâmica no trânsito, onde cada um pode oferecer o melhor para obter o melhor.
MELISA PEREIRA – Psicóloga Clínica, Organizacional e Trânsito.

Fonte: http://www.saladetransito.com/2017/12/mulher-ao-volante-perigo-constante-sera.html

Sem comentários

Já pensou em dirigir um veículo com o poder da mente? Ou comprar um carro dobrável? Veja o que a indústria automotiva está planejando

 

Dirigindo com o poder da mente
A montadora japonesa Nissan vem desenvolvendo uma tecnologia chamada de “Brain-to-Vehicle” (cérebro para veículo) que irá permitir que os automóveis sejam controlados pelo poder da mente dos seus motoristas. A tecnologia funciona com a interpretação dos sinais emitidos pelo cérebro para a condução dos carros por meio da captação da atividade cerebral. A partir daí, sistemas autômatos analisarão as atividades para anteciparem, até mesmo, quais ações os motoristas pretendem tomar. O sistema também poderá prever algumas ações, como virar na próxima rua ou algum desconforto que o motorista esteja sentindo na condução.
Reinventando a roda
Um pneu que nunca fura. Essa é a proposta da Nasa, que criou um pneu totalmente à prova de furos. O projeto, que recebeu o nome de Shape Memory Alloy, foi desenvolvido para ser colocado em rovers com destino à exploração de Marte. Montado com correntes entrelaçadas de níquel-titânio e com interior totalmente vazio, o pneu tem capacidade para passar por cima de obstáculos como rochas, sem ser destruído e se moldando à superfície. A nova roda já foi testada em um carro de passeio, e o resultado foi positivo, porém, não se sabe quando a novidade poderá chegar aos veículos aqui na Terra.
Carro “Transformers”
Da tela para a vida real. A empresa japonesa Four Link Systems lançou o protótipo do carro elétrico e dobrável Earth-1, que foi inspirado nos robôs do filme “Transformers”. A grande vantagem do veículo é que ele pode reduzir o espaço necessário para uma vaga e facilitar o estacionamento. Com capacidade para duas pessoas, para comprar o “brinquedo”, é necessário desembolsar 70 mil dólares (cerca 228 mil reais). A novidade deve estar apta para rodar nas ruas japonesas a partir de abril de 2018 e já possui 30 encomendas.
GM mostra carro sem volante e pedais 
A General Motors apresentou o que a montadora considera ser o primeiro veículo sem volante e pedais. O Cruise AV é completamente autônomo e está aguardando autorização do governo americano para circular a partir de 2019. O veículo já vem realizando testes em São Francisco, na Califórnia, mas em uma versão com volante e pedais, utilizados em casos de emergência. A próxima etapa dos testes não contará com o comando manual. Para circular, o veículo utiliza 16 câmeras que detectam pedestres, ciclistas, sinais de trânsito e espaços livres. O Cruise também possui 21 radares articulados que identificam outros veículos em movimento e uma série de sensores de alta precisão, para detectar objetos em volta do carro.
Tênis como passagem de metrô 
Uma promoção da BVG, empresa de transporte público de Berlim, levou dezenas de pessoas a acamparem em frente a duas lojas de departamento para comprar um dos 500 pares de tênis que vale como passagem no transporte da cidade. Ao custo de 180 euros, o tênis é uma parceria com a Adidas e pode ser usado em ônibus, metrôs e bondes da cidade. Mas, para poder usar o serviço, é preciso estar usando o tênis em ambos os pés a fim de evitar a venda de um dos pés e impedir que duas pessoas andem com o mesmo bilhete.
As informações são da Agência CNT de Notícias

 

Sem comentários

Educação para o Trânsito: De quem é a responsabilidade?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O CTB diz, em seu Artigo 76 diz que a Educação para o Trânsito deve acontecer desde a Educação Infantil até o Ensino Superior, “por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação. ”

Certo…de que forma? Continua o CTB, no mesmo Artigo, em seu Parágrafo Único que o MEC, CONTRAN e o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras deverão adotar, em todos os níveis de ensino currículo interdisciplinar com conteúdo sobre segurança no trânsito, educação para o trânsito em cursos de formação para o magistério, criação de corpos técnicos para levantamento e análise de dados estatísticos relativos ao trânsito, e, por último, não menos importante: elaboração de planos de redução de acidentes de trânsito, visando integrar universidades e sociedade na área de trânsito…

O CTB vai fazer 20 anos e a Educação para o Trânsito continua praticamente a ser o que era antes da Lei entrar em vigor. Isso é, para dizer o mínimo, muito frustrante para todos os educadores, em especial os que se dedicam à Educação para o Trânsito. Literalmente, vivemos dando “murros em ponta de faca”.

Nossa voz não alcança, não sensibiliza grande parte dos gestores (não estou generalizando, há os que se preocupam e muito!) que acreditam ter muitas outras coisas “mais importantes” para as escolas do que implementar projetos de Educação para o Trânsito!

Já passamos do tempo de pensar no que deve ser feito e passar para a ação. A Década de Ações pela Segurança no Trânsito da ONU está chegando ao fim e ainda não houve redução significativa no índice de acidentes de trânsito. Se houve queda, e tenho cá minhas dúvidas de que isso aconteceu, foi mínima. Até porque, qualquer morte, qualquer mutilação no trânsito é muito ruim. Nunca deveria acontecer. Não podemos comemorar, não vejo motivos para isso ainda.

Porém, não sou pessimista. Acredito, e muito, que é possível mudar esse quadro de horror que temos hoje. Basta um pouco de boa vontade e seriedade.

* Eliane Pietsak é pedagoga, especialista em trânsito, e atualmente é colaboradora da Tecnodata Educacional.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/para-o-seu-cfc/educacao-para-o-transito-de-quem-e-responsabilidade/

Sem comentários

Neste fim de ano escolha viver

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grandes feriados no Brasil costumam serem prenúncios de tragédias. Centenas de vidas perdidas, outros milhares com sequelas e modificadas para sempre, sem falar na dor dos que ficam, é o quadro que infelizmente se espera de feridos prolongados. Nos dois feriados de fim de ano de 2016, apenas nas rodovias federais, foram 225 mortos (fonte: agência Brasil).[/caption]

Dados mais recentes do DETRAN-RS apontam que de janeiro até novembro de 2017, apenas no Rio Grande do sul foram 1.571 vidas perdidas. A maioria (37,7%) conduzindo automóveis, seguido de motociclistas (26,9%) e pedestres (19,0%). Dessas mortes, a maioria ocorreu aos sábados (19,86%) e domingos (19,41%), sobretudo no período noturno (34,9%) e diurno da tarde (25,0%).

O mais estarrecedor é que nada menos que 846 vidas se perderam (60,2% do total) nas rodovias estaduais e federais no RS. Não vou aqui entrar no debate quanto a necessidade de duplicação das rodovias, sua melhor conservação e os motivos de termos rodovias muito piores que em outros estados.

O que quero destacar aqui neste final de ano é que é possível reduzir essa triste realidade, sem precisar esperar novas leis ou melhores vias, apenas, ou ainda esperar que o Estado brasileiro tome atitudes técnicas e não políticas para lidar com a gestão de trânsito nacional.

Diariamente vimos o clamor por multas mais pesadas, penas mais severas, como se isso fosse o suficiente ou o caminho para a mudança do comportamento. Ocorre que, como seres humanos, somos muito complexos do que apenas apresentar uma resposta adequada e segura no trânsito por medo de multa. Ainda (e aposto que talvez até você que está lendo este texto) acredita-se que o comportamento só muda “quando pesa no bolso”. Mas e para quem as multas não parecem surtir efeito, pois possuem poder aquisitivo superior? Aí vem o estado e começa a suspender e cassar habilitações, apenas provisoriamente, pois não há previsão de perda definitiva da habilitação e proibição vitalícia de se reabilitar, ou seja, independente do que se fez no trânsito, há sempre a possibilidade de voltar a possuir habilitação.

O caminho, e não é nenhuma novidade, é a nossa capacidade de autorreflexão e autoconsciência dos nossos atos. Erros no trânsito todos nós cometemos, o que não podemos deixar acontecer é a diminuição dos possíveis efeitos erros e sua banalização.

Sempre conto aos meus alunos quando esqueci a documentação do veículo numa viagem e, ao descobrir que havia esquecido noutra cidade, não me senti autorizado a voltar dirigindo sabendo que não estava portando a documentação (apesar disso não alterar minha forma de condução, tratava-se de uma irregularidade que não me autorizava realizar). Como não diminui a importância dessa falha, pude refletir e me policiar para, numa próxima oportunidade, não esquecer. E jamais esqueci desde então.

A mesma lógica se aplica a outras condutas: dirigir sem colocar o cinto, não dar a seta na mudança de direção, não colocar a criança na cadeirinha certa, exceder o limite de velocidade, andar com capacete mal afixado, etc. São apenas algumas das condutas que todos, uma hora ou outra, podemos cometer. Mas e porque algumas pessoas seguem cometendo-as, apesar disso?

Essa é a grande questão que a Psicologia e a Sociologia do trânsito buscam responder. A primeira, por exemplo, baseado no conhecimento da Psicanálise, aponta para o nosso narcisismo, ou seja, nos sentimos realmente especiais a ponto de que a lei só se aplica e é válida aos outros, nunca para mim (repare nas publicações na internet sobre acidentes ou infrações como as pessoas ‘de fora’ do fato julgam e clamam por punições maiores, as vezes até desproporcionais ao erro do outro). Já a Sociologia nos indica que uma sociedade é tão insegura no trânsito proporcionalmente o quanto é desonesta nas suas relações ou busca enaltecer a individualidade em detrimento do senso de pertença a uma coletividade.

A cada nova experiência, eu fico cada vez mais inclinado à compreensão de que, apesar do narcisismo exacerbado e de uma sociedade individualista, ainda são as escolhas feitas nas pequenas coisas do dia a dia que tornam o trânsito mais seguro.

Costumamos imaginar que o risco está apenas para quem excede muito a velocidade, mas é raro ver um veículo andando abaixo do limite máximo nas rodovias. Mas tudo bem, pois um pouquinho a mais da velocidade não faz mal, certo? Mas da mesma forma demonstra uma falta de capacidade de gestão do nosso comportamento, agindo com base em referências falsas ou equivocadas que nos impedem de observar que, como diz Roberto DaMatta, esperto é quem cumpre a lei, evita acidentes e punições, e não aquele que se não se envolveu em acidente (ainda) passa levando multa e tendo impedimentos na habilitação.

Afinal de contas, qual a dificuldade se cumprir o que se aprendeu na autoescola?

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/psicologia-do-transito/neste-fim-de-ano-escolha-viver/

Sem comentários

Com foco em velocidade, embriaguez e ultrapassagens, PRF inicia fiscalização durante o feriado

Entre as recomendações da PRF para uma viagem segura estão respeitar a sinalização, manter uma distância razoável dos demais veículos e evitar ultrapassagens indevidas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) lançou a Operação Finados 2017 na quarta-feira (1º) em todo o país.

Durante os cinco dias de operação, que segue até a noite de domingo (5), os agentes da PRF irão priorizar o controle de velocidade com radares portáteis, o combate à embriaguez ao volante e a fiscalização de ultrapassagens proibidas.

O uso do cinto de segurança e dos dispositivos de retenção para crianças, além de fiscalizações específicas de motocicletas, são outras prioridades da PRF durante o feriado prolongado.

Como no ano passado o Dia de Finados caiu em uma quarta-feira, não houve operação da PRF.

Durante o feriado prolongado deste ano, a previsão das concessionárias de pedágio é de que o fluxo de veículos aumente entre 15% e 45% em relação à média dos dias normais.

O pico de movimento na saída para o feriado deve se concentrar entre o fim da tarde e início da noite de quarta-feira e na manhã de quinta-feira. O retorno deve ter um fluxo maior de veículos durante a tarde e a noite de domingo.

Orientações para uma viagem segura

Respeitar os limites de velocidade, manter distância de segurança em relação aos demais veículos, ultrapassar apenas quando houver plenas condições de segurança e não desviar a atenção do trânsito. Estas são algumas das principais orientações da PRF para reduzir o risco de acidentes.

A PRF também orienta os usuários de rodovias, mesmo antes de viagens curtas, a fazer uma revisão preventiva do veículo, o que inclui a checagem dos pneus, do sistema de iluminação, dos equipamentos obrigatórios, do nível do óleo e do radiador, entre outros itens.

Também é fundamental planejar a viagem, buscando evitar, na medida do possível, os horários de pico. Dirigir cansado ou com sono aumenta o risco de o motorista cometer erros. A cada três ou quatro horas de viagem, é recomendável uma pausa para descanso ou revezar a direção do veículo.

Eventuais paradas no acostamento devem ser feitas apenas em caso de emergência, com pisca-alerta ligado e triângulo a uma distância razoável do veículo.

O uso do cinto de segurança e da cadeirinha para crianças é imprescindível –esses equipamentos podem fazer a diferença em caso de acidente.

As informações são da PRF

Sem comentários

Detran aponta os erros mais comuns no transporte de crianças

O número de crianças, entre 0 e 17 anos, vítimas fatais de acidentes de trânsito no Paraná cresceu 14% entre 2015 e 2016. Foto: Divulgação Detran/PR

O número de crianças, entre 0 e 11 anos, vítimas fatais de acidentes de trânsito no Paraná cresceu 18% entre 2015 e 2016. Foram 32 mortes só no ano passado. Os dados são do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) e apontam que a falta dos dispositivos de segurança ou a utilização inadequada para cada idade e tamanho podem prejudicar a segurança das crianças.

“O uso das cadeirinhas torna mais seguro o transporte das crianças, mas de nada adianta se o uso for feito de forma inadequada. Por isso, é importante que os pais tomem todos os cuidados e não tenham pressa na hora de encaixar as crianças aos dispositivos. São detalhes simples que fazem toda a diferença”, explica o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.

Uso inadequado da cadeirinha

Segundo a Coordenadoria de Programas Educativos do Detran, entre os erros mais comuns está o uso de almofadas de encosto para a cabeça, sem a devida proteção do pescoço e crânio.

“A parte mais vulnerável na criança é a cabeça, que é relativamente maior em proporção aos demais membros do corpo. Movimentos bruscos e intensos da cabeça e do pescoço, para frente e para trás, podem provocar graves lesões nessa região com maior frequência do que no adulto. Por isso, para cada idade e tamanho o uso do dispositivo de segurança já é suficiente”, diz a coordenadora de Programas Educativos, Caroline Andreatta.

O bebê-conforto, por exemplo, é direcionado aos bebês com ou até um ano de idade. Já aquelas com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos devem ser transportadas em cadeirinha. De quatro a sete anos e meio devem usar o assento de elevação e, a partir de dez anos (com mais de 1,45 m), já podem utilizar o cinto de segurança e ser transportadas no banco da frente.

Instalação incorreta

Antes de comprar a cadeirinha é preciso se certificar de que o equipamento possui selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Procure ler o manual de instrução da cadeira de segurança e do veículo cuidadosamente para uma instalação correta.

Prenda firmemente a cadeirinha ou suporte de segurança no cinto e tenha certeza de que ele esteja passando no local adequado/correto da cadeirinha. Além disso, a cadeirinha não deve mover-se mais que 2 cm de um lado para o outro.

Ajuste as tiras da cadeirinha de segurança ao tamanho da criança, com folga de um dedo entre o corpo dela e a tira. Cadeiras de segurança quando instaladas e usadas corretamente diminuem os riscos de morte até 71%. E em casos de crianças com até quatro anos, a necessidade de hospitalização reduz em 69%.

Os bebês ainda devem ser transportadas no banco detrás do carro de costas para o motorista. Colocar uma criança menor de 1 ano de idade ou com menos em uma cadeira de segurança voltada para o vidro da frente é extremamente perigoso e proibido por lei.

Infração

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) transportar crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança é infração gravíssima, gera 7 pontos na carteira de habilitação e uma multa de R$ 293,47. Além disso, o veículo pode ser retido até que a irregularidade seja corrigida.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

 

Sem comentários

Multas, Pontos e Infrações de Trânsito

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Multas

Todas as infrações de trânsito são passíveis de multa que, dependendo da gravidade poderá ser:

  • Gravíssima: R$ 293,47 e 7 pontos no prontuário.
  • Grave: R$ 195,23 e 5 pontos no prontuário.
  • Média: R$ 130,16 e 4 pontos no prontuário.
  • Leve: R$ 88,38 e 3 pontos no prontuário.

*Algumas das infrações gravíssimas, podem ter o valor multiplicado por 2, 3, 5, 10, 20 ou 60.

Apresentação do Condutor

O condutor é responsável pelas infrações cometidas na direção do veículo. Se ele não puder ser identificado no momento da infração, o proprietário do veículo receberá em seu endereço a notificação de autuação. Se não apresentar o condutor dentro do prazo de 15 dias, a contar do recebimento da autuação, será considerado o responsável pela infração. Caso o proprietário seja pessoa jurídica, será mantido o valor da multa original e será lavrada nova multa, cujo valor será multiplicada pelo número de vezes que a infração foi cometida no prazo de 12 meses.

Recurso de Multas

  • 1ª Instância – Defesa prévia: é um recurso que deve ser apresentado ao Órgão Autuador (consta como remetente da Notificação), dentro de 30 dias a contar do flagrante ou do recebimento da Notificação.
  • 2ª Instância – não tendo feito Defesa Prévia, ou se esta for indeferida, o infrator receberá uma Imposição de Penalidade, da qual poderá defender-se junto a JARI – Junta Administrativa de Recursos de Infrações, da mesma autoridade de trânsito, até a data que consta no documento da Imposição.
  • 3ª Instância – se tiver seu recurso negado pela JARI, o infrator poderá ainda recorrer ao CETRAN – Conselho Estadual de Trânsito. Para isso, deverá recolher a multa antecipadamente, cujo valor será restituído se houver deferimento.

Descontos

Caso o infrator opte por não apresentar defesa prévia nem recurso, reconhecendo o cometimento da infração, poderá efetuar o pagamento da multa por 60% (sessenta por cento) do seu valor, em qualquer fase do processo, até o vencimento da multa, através do Sistema de Notificação Eletrônica.

Crimes de Trânsito

O objetivo desse texto não é fazer uma análise jurídica rigorosa, e sim conscientizar, informar e alertar o condutor para as possíveis implicações criminais de seus atos.

Os crimes de trânsito estão previstos no Capítulo 19 do CTB, no Código Penal, no Código Processual Penal e na Lei 9.099 de 26.09.95.

São crimes de trânsito previstos no CTB:

  • Praticar homicídio culposo (não intencional – Art.302)
  • Praticar lesões corporais culposas (não intencionais – Art.303).

O CTB prevê penalidades e até pena de prisão para quem causar ferimentos para outra pessoa, no trânsito, mesmo que não tenha tido qualquer intenção.

  • Deixar de prestar socorro imediato ou abandonar o local para fugir da responsabilidade civil ou criminal (Art.304 e 305). Atenção: será considerado crime mesmo se a vítima já estiver morta ou se o atendimento tiver sido prestado por outra pessoa. (Art.304)
  • Dirigir sob influência do álcool ou de substâncias de efeitos similares (Art. 306)
  • Participar de rachas ou competições não autorizadas. (Art.308)
  • Transitar com velocidade incompatível com a segurança e as condições locais. (Art.311).

Responsabilidade Criminal

Estes são considerados crimes dolosos (Código Penal), nos quais o condutor tinha a intenção, ou pelo menos sabia que seus atos poderiam ter conseqüências prejudiciais. Por isso são mais graves, e preveem penalidades e penas mais severas.

  • Dirigir ou permitir que alguém dirija: sem ser habilitado; com a habilitação suspensa ou cassada; embriagado ou sem condições físicas e mentais de dirigir com segurança.
    (Art.309 – 310).
  • Prestar informações errôneas a policiais ou agentes de trânsito, sobre qualquer aspecto de uma ocorrência (Art.312).

Fonte: http://portaldotransito.com.br/educacao/multas-pontos-e-infracoes-de-transito/

 

Sem comentários

Mulheres representam apenas 25% das indenizações pagas pelo DPVAT

De acordo com estudo realizado pela seguradora britânica Privilege, a mulher dirige com mais atenção do que o homem.

Foto: Arquivo Tecnodata.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 2016, foram pagas 434.246 mil indenizações pela Seguradora Líder-DPVAT por acidentes de trânsito em todo o Brasil. Desse número, apenas 25% foram para mulheres.

De janeiro a dezembro de 2016, a maior incidência de indenizações pagas foi para vítimas do sexo masculino, mantendo o mesmo comportamento dos anos anteriores. A faixa etária mais atingida no período foi de 18 a 34 anos, representando 50% do total das indenizações pagas, o que corresponde a cerca de 218 mil indenizações.

E esse comportamento se repete no resto do mundo. De acordo com estudo realizado pela seguradora britânica Privilege, a mulher dirige com mais atenção do que o homem, o que a faz se envolver menos em acidentes.

Segundo Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal, o fato de a mulher ser mais cuidadosa tem muitas explicações, inclusive culturais.

“Elas começaram a dirigir com mais cautela já que as ruas eram tidas como um ambiente tipicamente masculino. Além disso, elas têm o instinto materno que, no trânsito, se manifesta como um maior cuidado para evitar acidentes e proteger a vida”, afirma.

Motocicletas x homens

Segundo a Seguradora Líder, 88% das indenizações por morte em acidentes com motocicletas foram para vítimas do sexo masculino. Para os casos de vítimas com sequelas permanentes, 78% das indenizações por acidentes com motocicletas também foram para vítimas do sexo masculino, enquanto as indenizações por acidentes com os demais veículos, pagas também para os homens, representaram 65%, o que demonstra que a concentração de vítimas do sexo masculino é maior nos acidentes com motocicletas do que com os demais veículos.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/mulheres-representam-apenas-25-das-indenizacoes-pagas-pelo-dpvat/

Sem comentários

Cinco motivos para respeitar os limites de velocidade das vias

A infração por excesso de velocidade é considerada uma das principais causas de acidentes graves.

Foto: Freeimages.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No mundo inteiro, os acidentes de trânsito matam mais que conflitos armados e catástrofes ambientais. Falta de atenção está em primeiro lugar entre as causas de acidentes, juntamente com o excesso de velocidade, não manter a distância segura do carro da frente, ingestão de bebidas alcoólicas, desobediência à sinalização e ultrapassagem indevida.

Porém, a infração por excesso de velocidade é considerada uma das principais causas de acidentes graves, além de ser uma das mais cometidas pelos motoristas em todo o País. Deve-se levar em consideração que para cada tipo de via há uma velocidade máxima permitida, definida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Dependendo do fluxo e do tipo de veículos que circulam no local, das características da pista e do movimento de pedestres.

No Brasil, os limites de velocidade estabelecidos são: 30 Km/h nas vias locais, 40 Km/h nas vias coletoras, 60 Km/h nas vias arteriais e 80 Km/h nas vias de trânsito rápido. Já nas rodovias de pista dupla, 110 Km/h para automóveis, camionetas e motocicletas, 90 Km/h para os demais veículos. Nas rodovias com pista simples, 100km/h para automóveis, camionetas e motocicletas e 90 Km/h para os demais veículos.

O Detrans/MS listou cinco bons motivos para respeitar os limites de velocidade.

Tempo de reação

O cérebro demora pelo menos 1 segundo para reagir diante de um novo estímulo. A 80km/h, em pista seca, o carro percorre 22 metros neste tempo, antes de o motorista pisar no freio.

Frenagem controlada

Abusar da velocidade é precisar de mais tempo e espaço para frenagens. Ainda a 80 km/h, depois de acionado a freio, são mais 30 metros até o carro parar.

Evitar acidentes

Circular dentro da velocidade permitida na via ajuda a evitar acidentes justamente pelo controle das reações do motorista diante de obstáculos ou riscos.

Multas

Abusar do acelerador dói no bolso. Pode custar entre R$130,16 e R$880,41, dependendo da porcentagem da velocidade excedida.

Lugar certo

As ruas da cidade não são lugar para corridas de carro. Apressadinhos podem acelerar em competições especialmente organizadas para a prática.

As informações são do Detran/MS

 

1 Comentário