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Veja os cuidados com o extintor de incêndio do carro

Extintor no carro

O extintor de incêndio do carro geralmente só é lembrado em casos de urgência. Mas o motorista não deve esperar situações extremas para revisar esse equipamento obrigatório. A forma de armazenamento, a data de validade e o estado de conservação estão entre os pontos que devem ser observados pelos donos de carros.

O extintor deve sempre ser levado na parte dianteira do carro, em local de fácil acesso ao motorista. Primeiro, ele deve estar dentro do prazo de validade, que geralmente é de 5 anos. É importante também checar se o lacre está no lugar e verificar o indicador de pressão. O indicador não pode estar na faixa vermelha. O componente deve estar em boas condições, sem ferrugem, amassado ou com outros danos.

Andar sem extintor, com ele fora da validade ou com qualquer defeito resulta em multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira de habilitação.

Plástico

Há uma dúvida em relação a retirar ou não o plástico da volta do extintor. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) não fala especificamente sobre esse tema. Determina, porém, que ele não pode estar envolvido em nada que atrapalhe a utilização. Por isso, alguns agentes de trânsito interpretam o plástico como um impedimento de uso e aplicam multa. O mais recomendado, portanto, é deixar o extintor sempre livre de embalagens.

Fonte: Terra Brasil

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Trânsito mata 5 pessoas a cada hora no pais

Trânsito mata 5 pessoas a cada hora no País

 

A todo momento meus filhos perguntam por que o pai morreu. É muito difícil. A triste declaração  de Adriana Mazoni Pagani,  28 anos, é reflexo de uma tragédia que assola o País todos os dias: mortes por acidente de trânsito. Pesquisa divulgada pela CNM revela dados alarmantes. A cada hora cinco pessoas perdem a vida em desastres. No total, em 2011, foram 43.256 mortos em acidentes que ainda deixaram 580 mil pessoas feridas.

Adriana perdeu o marido, Rodrigo, em abril de 2012. O carro em que estavam foi atingido por um veículo que andou 10 quilômetros na contramão da rodovia Washington  Luís, em Rio Preto. Ela ainda espera que motorista causador do acidente seja condenado. “Quero justiça”, diz.

A pesquisa realizada pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) aponta que em três décadas 900 mil pessoas perderam a vida em acidentes. O estudo ainda  mostra que a taxa no estado de São Paulo de mortes em acidentes é de 17,7 num grupo de 100 mil pessoas. Algumas cidades do estado tem quase o dobro dessa taxa. É o caso de Rio Preto e Jundiaí. Ambas tem taxa de mortes de 33,2 (veja ao lado). Essas  cidades tem média de mortos no trânsito semelhante à do Irã, país que tem a quarta maior taxa do mundo, de 34,1.

As mortes incluem desastres dentro da cidade e em rodovias que cruzam os municípios. Sorocaba, Campinas e Bauru são outras cidades que possuem taxas acima da média estadual e, por vezes, acima da nacional, que é de 22,5 mortos por acidente a cada 100 mil moradores. A campeã do Estado fica no litoral sul: Miracatu, que tem 20 mil moradores e taxa 156,4. A cidade fica ao lado da rodovia BR-116.

O trânsito brasileiro deixa todos vulneráveis. No ano passado, por exemplo, 40.416 pedestres foram internados depois de atropelamentos. “São números alarmantes, que vemos com grande pesar”, afirma o diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio Ramalho. Segundo ele, nem mesmo taxas baixas, como na região do ABC são motivos para comemorar. “Cidades como Santo André tem grande fluxo de veículos e baixa velocidade. Pode ter menos mortes, mas muitos  acidentes e feridos com sequelas graves. E os leitos de hospitais ficam lotados de feridos em acidentes”, alerta.

Movimento quer lei mais dura no trânsito

Com o aumento galopante de acidentes no País,  muitos dos quais envolvendo motoristas embriagados, movimento que ganha cada vez mais força nas redes sociais busca penas mais duras. Para isso, o grupo pretende apresentar no Congresso projeto de iniciativa popular para que acidente com morte que envolva motorista bêbado seja considerado crime que pode dar até oito anos de prisão.

Atualmente, alguns juízes classificam acidentes como homicídio doloso e motoristas podem até ir a juri popular. Mas isso não é a regra. “Defendemos penas maiores”, afirmou Vinícius Del Rio, que integra o movimento “Não foi acidente”.  O portal “naofoiacidente” já reuniu mais de 900 mil assinaturas.

No entanto, não são apenas motoristas que bebem que se tornam perigo no trânsito. O ato de falar ao celular e dirigir tem a mesma gravidade, segundo o diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária. “Quem dirige e fala ao celular não percebe nada em volta. É muito grave”, afirmou José Aurelio Ramalho ao BOM DIA.

Análise: José Aurelio Ramalho – Diretor-Presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária

As sequelas são mais graves 

Os dados do trânsito no Brasil são realmente alarmantes. Há uma grande dificuldade de se conseguir dados exatos.  O Observatório tem feito monitoramento para levantarmos banco de dados bem atualizado sobre o País, que será publicado no começo do ano que vem.

Uma questão muito importante  que observamos quando participamos de fóruns na América Latina é que se foca muito em números de mortos.  É claro que a dor é muito grande para um parente que perdeu alguém num acidente. Mas as sequelas que ficam nos acidentados são gravíssimas. Falo de pessoas que sofrem acidentes e precisam passar por cuidados médicos que exigem muitas vezes grandes cirurgias e danos até permanentes para toda a vida. Os acidentes que provocam sequelas graves têm aumentado drasticamente no país. Precisamos pensar formas de se ter menos acidentes porque os leitos de hospitais estão lotados de pessoas acidentadas. Se tiver menos acidentes teremos mais leitos nos hospitais disponíveis.

Outra questão muito importante é que se fala muito sobre acidentes em que motoristas dirigem embriagados, mas é preciso ver outros aspectos também. Celular e alta velocidade são grandes causadores de acidentes. Costumo dizer que o motorista que está “on” no celular está “off” no trânsito. É uma coisa muito grave e que não se consegue medir ao certo. Porque depois de provocar acidente falando ao celular o motorista sai e não está com sinais de embriaguez. O caso é tratado de forma diferente. Mas é muito grave. Outra questão é quando consta que motorista perdeu a direção. O que aconteceu foi algum erro que provocou isso.

Fonte: Rede Bom Dia

Fonte: http://www.onsv.org.br/ver/transito-mata-5-pessoas-a-cada-hora-no-pais

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Mais de 1 milhão são vítimas mortais de acidentes de trânsito no mundo

Vítimas

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu, no domingo, 17 de novembro, quando é mundialmente celebrado o Dia em memória das vítimas de acidentes de trânsito e seus familiares, ações urgentes para tornar as estradas mais seguras para todos aqueles que as utilizam, em um esforço para salvar milhões de vidas ao redor do planeta.

“Peço que se realizem ações conjuntas para aumentar a segurança rodoviária, como parte da futura agenda de desenvolvimento. Este será um componente vital dos esforços para melhorar a saúde e salvar vidas nos próximos anos”, afirmou em sua mensagem para o Dia.

O chefe das Nações Unidas chamou atenção para o fato de que, a cada ano, acidentes tiram a vida de quase 1,24 milhão de pessoas e ferem cerca de 50 milhões, deixando numerosas vítimas com deficiências permanentes.

Ban Ki-moon elogiou os governos terem concordado em uma Década de Ação pelo Trânsito Seguro, de 2011 a 2020, com o objetivo de salvar 5 milhões de vidas. “Vamos trabalhar para tornar as estradas mais seguras para todos os que as utilizam. Juntos, podemos salvar milhões de vidas”, afirmou o secretário-geral.

Fonte: ONU

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Caminhões: 3.º causa de acidentes e mortes no trânsito no Brasil

Acidentes com caminhões

1º Congresso Regional de Trabalho Seguro no Transporte Rodoviário debaterá esforços pelas melhorias nas condições de trabalho nos transportes de carga do país

Jornada de trabalho extensa, horas insuficientes de descanso e a pressão por cumprir prazos de entrega fazem parte da rotina de milhões de caminhoneiros que circulam Brasil afora e, ainda, são algumas das principais causas de acidentes nas ruas e estradas de todo o país. Segundo dados do Ministério das Cidades, o país possui uma frota correspondente a 3,1% (2.414.721) dos 77,8 milhões de veículos registrados no país, sendo que os caminhões estão envolvidos em 21% dos acidentes com mortes.

As estatísticas também mostram que o número de acidentes envolvendo caminhões foi o terceiro que mais aumentou entre 1996 e 2010, ficando atrás das motocicletas e bicicletas. O número de mortes provocadas por caminhões também ficou em terceiro lugar, com um crescimento de 50% no período apurado. Muito mais que despesas econômicas, os acidentes têm um custo humano imensurável à sociedade.

Uma tentativa de normatizar a carga horária dos motoristas profissionais é a Lei 12.619/12, que regulamenta a profissão com regras que proíbem os profissionais de dirigirem por um período maior que quatro horas sem descanso mínimo de 30 minutos. A nova lei também prevê que os motoristas devem ter repouso diário de 11 horas a cada 24 horas de trabalho. No entanto, para surtir efeitos, a norma precisa ser cumprida. Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Estado de São Paulo, Valdir de Sousa Pestana, apesar da aprovação da lei, poucas empresas adotaram um regime de controle da jornada de trabalho mais rigoroso. “As pessoas não entendem que não é só questão de ganhar mais, mas também de prevenção de mortes no trânsito e qualidade de vida dos profissionais. Além disso, há o problema dos motoristas autônomos, que, por não possuírem patrões, fazem o seu próprio horário”, explica o presidente.

Congresso

Os esforços pelas melhorias nas condições de trabalho nos transportes envolvem patrões, empregados e poder público, porém encontram resistência nos setores da sociedade vinculados aos interesses econômicos dos embarcadores e clientes dos serviços prestados pelas transportadoras. Para debater e alinhar os interesses de cada categoria, a Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Estado de São Paulo realiza o 1º Congresso Regional de Trabalho Seguro no Transporte Rodoviário, que ocorrerá nos dias 21 e 22 de novembro, no Vitória Hotel, em Campinas (SP). O evento terá a presença de autoridades e palestrantes que discutirão avanços para os setores de transporte rodoviário de cargas e de logística do país.

O Congresso é organizado pelo Ministério Público do Trabalho, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região/Escola de Magistratura, pela Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo e pela Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de São Paulo.

 

Fonte: Segs

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Apenas 23% da verba para a segurança no trânsito foi usada no Brasil

Por lei, 5% do valor das multas de trânsito devem ser depositados mensalmente na conta do Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset)

 

segurança no transito

 

 

 

 

 

 

 

Criado justamente para ser a principal fonte de recursos do governo federal na área de conscientização e prevenção de acidentes nas ruas brasileiras, o Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset) andou lentamente em 2013. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), responsável pela aplicação da verba, desembolsou apenas 23% do montante total autorizado no orçamento do ano.

Dos R$ 860,6 milhões previstos, o órgão vinculado ao Ministério das Cidades pagou R$ 197,8 milhões. O dinheiro do fundo, instituído em 1998, deve ser usado, obrigatoriamente, em campanhas educativas, em projetos destinados à prevenção e na redução de acidentes e na articulação entre os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito. Por lei, 5% do valor das multas de trânsito devem ser depositados mensalmente na conta do Funset.

A má execução orçamentária do fundo se deve, basicamente, à falta de prioridade dada pelo governo ao setor. Quase 80% do montante estimado para o seu uso entre janeiro e dezembro deste ano estão congelados na reserva de contingência, local em que a área econômica mantém o orçamento bloqueado para ajudar a compor as metas de superavit primário — economia feita para pagar os juros da dívida pública.

No ano passado, o Funset também caminhou com o pé no freio. Dos R$ 922,8 milhões autorizados para a utilização do Denatran, somente R$ 212,2 milhões foram efetivamente gastos. A publicidade de utilidade pública foi prejudicada pelo contingenciamento. Apenas R$ 29,2 milhões foram usados para difundir as campanhas em 2012, de uma quantia prevista de R$ 105 milhões. Ou seja, R$ 75,8 milhões deixaram de ser investidos.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2013/11/12/interna_brasil,398251/apenas-23-da-verba-para-a-seguranca-no-transito-foi-usada-no-brasil.shtml

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Três crianças são vítimas de acidentes graves com motos por dia no Brasil

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Todos os dias, em média, três crianças são vítimas de acidentes graves envolvendo motos, o que poderia ser evitado com o cumprimento da lei. O Código Nacional de Trânsito proíbe o transporte de crianças em motos.

O resultado são centenas de casos de crianças que recebem seguro por invalidez. Só nos seis primeiros meses deste ano mais de 500 crianças com menos de sete anos receberam seguro por invalidez. Crianças de pais que querem fugir do engarrafamento, do transporte público ineficiente e assim, deixam os filhos desprotegidos e expostos aos perigos do trânsito.

Em Cidade Ocidental, no interior de Goiás, o menino de 5 anos sai da creche e sobe na moto. A criança é transportada sem capacete.

Na Região Metropolitana de Goiânia, mais flagrantes: a menina, também sem capacete, vai espremida no meio dos adultos. Quatro pessoas se equilibram sobre duas rodas. O garotinho se aperta no guidão e uma mulher segura uma menina com apenas uma das mãos.

O Código de Trânsito Brasileiro proíbe o transporte de menores de 7 anos em motos. É infração gravíssima, com multa de quase R$ 200 mais sete pontos na carteira.

Mesmo assim, os acidentes se multiplicam. Todos os dias pelo menos três crianças são vítimas de acidentes graves envolvendo motocicletas. Só nos seis primeiros meses deste ano mais de 500 crianças com menos de 7 anos receberam seguro por invalidez, número seis vezes maior do que o registrado em 2009, que teve 80 casos.

“A frota de veículos vem crescendo intensamente, então é necessário se manter uma fiscalização adequada e permanente”, afirma Ricardo Xavier, presidente da líder DPVAT.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, o Bom Dia Brasil registrou outros flagrantes em frente uma escola. Mais uma vez duas crianças são carregadas em uma mesma moto.

No interior do Maranhão, nos municípios de Caxias e Codó, difícil também é encontrar motociclista que usa capacete. As crianças são transportadas de qualquer jeito. Uma mulher leva um menino pendurado no braço, sem qualquer equipamento de segurança.

Menores de 7 anos não podem ser transportados em motos porque não tem estrutura física suficiente para se equilibrar. Os pés não alcançam os estribos. A criança também não tem força para segurar no corpo do piloto e o capacete fica folgado.

Para o especialista em trânsito da Universidade de Brasília David Duarte, os acidentes só vão diminuir com prevenção. Segundo o estudioso é preciso investir em transporte escolar e fazer mais campanhas para conscientizar pais e motociclistas.

“Imagina uma criança que aos 6, 7 anos de idade fica tetraplégica ou com uma lesão irreversível para o resto da vida. É acabar praticamente com a vida ou com as possibilidades desta criança durante toda sua existência. O que tem que ser feito é efetivamente prevenção”, ressalta.

As secretarias municipais de trânsito, responsáveis pela fiscalização nas cidades, afirmaram que além das campanhas educativas, realizam fiscalização cotidiana nas ruas com os agentes de trânsito

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/10/tres-criancas-sao-vitimas-de-acidentes-graves-com-motos-por-dia-no-brasil.html

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Após 1 ano, jovem que nasceu sem braços consegue tirar carteira de motorista

Tem cinco dias que Fernando passou a integrar o quadro dos motoristas devidamente habilitados do Estado. (Fotos: João Garrigó)

 Tem cinco dias que Fernando passou a integrar o quadro dos motoristas devidamente habilitados do Estado. (Fotos: João Garrigó)

A ultrassonografia não apontou que Fernando de Souza Machado, nasceria especial 34 anos atrás. Com encurtamento dos braços, devido ao medicamento Talidomida, consumido pela mãe durante a gestação, o menino fez dos pés, suas mãos, a ponto de conseguir tirar, um ano depois e na segunda tentativa, a carteira de motorista.

Tem exatos cinco dias que o jovem que trabalha como assistente administrativo e turismólogo está devidamente habilitado. O carro, adaptado, é dirigido com os pés. O volante fica no pedal e por Fernando ser canhoto, é guiado pelo pé esquerdo. Já o direito fica responsável por frear e acelerar.

Difícil para a gente imaginar tamanha coordenação de se fazer baliza com os pés. Mas como tudo sempre foi feito pelos cinco dedos que pisam o chão, o desafio maior foi a burocracia encontrada pelo caminho.

O processo todo começou, pela segunda vez, em outubro do ano passado, direto com o Detran. “Você tem que passar pela Junta Médica, que pessoas sem deficiência não precisam passar. Mas eles não sabem das habilidades de cada deficiente e procuram ao máximo dificultar”, comenta.

O que acaba acontecendo é que muita gente se sente mesmo incapaz de pilotar e desiste. Em 2010, tirar carteira de habilitação entrou nos planos de Fernando pela primeira vez. A ‘demora’, já que 18 anos ele completou há um tempinho, foi pela falta de grana, já que até para fazer as aulas práticas era preciso do próprio carro adaptado.

80% do que faz é com os pés. De escrever até escovar os dentes. Dirigir então, foi um simples aprendizado.
80% do que faz é com os pés. De escrever até escovar os dentes. Dirigir então, foi um simples aprendizado.

Por esse motivo, ele acabou por adiar o projeto da independência ao volante. Três anos depois retomou o processo do zero, passado o período, tudo o que havia conseguido em relação à retirada de habilitação expirou. A surpresa em outubro veio pela negativa da Junta Médica que não considerou Fernando habilitado.

Os médicos que compõe a Junta precisam dar um laudo relatando as adaptações necessárias ao motorista para então declarar que ele está apto às aulas e ao exame prático.

“Quando a Junta barrou, um médico viu que eu não aceitei e ele levou minha causa adiante, falou com a chefia para reunir os médicos que me atenderam da primeira vez”, descreve. Foi assim que ele conseguiu ser aprovado no primeiro ‘teste’.

O processo começou a andar e as aulas foram começar só em janeiro deste ano. O primeiro contato com o carro adaptado foi no Detran, com um instrutor que ele insiste em reconhecer o trabalho e dar o nome “o Pio de Araújo Filho, ele me ensinou tudo”.

Os gastos na adaptação do carro somaram R$ 51 mil, entre a compra de um Gol automático e todas as adequações. Mas o sorriso que Fernando exibe ao mostrar como dirigir, não tem preço. A chave ele coloca na ignição com o pé direito. Em seguida puxa o freio de mão com o auxílio de uma alavanca, com a parte que tem do braço, a luz do farol, assim como a seta, se acendem por botões ao lado direito, abaixo do volante tradicional. Lá embaixo, os pés se posicionam para sair da garagem.

“80% do que eu faço é com os pés: dirigir, escovar os dentes, pentear o cabelo, tomar banho, digitar, escrever, comer. Tudo que eu já aprendi e executei foi com os pés, então para mim foi fácil”, argumenta.

O difícil mesmo, diz Fernando, foi a burocracia do processo, que dificulta as pessoas exercerem até sua cidadania. “Não existe legislação específica que beneficie vários tipos de deficiência, inclusive a minha”, completa.

Ao final do processo e com habilitação nos pés, ele vive a sensação de dever cumprido. “Tudo valeu à pena. Estou livre e não dependo de ninguém”.

Pergunto, no final da entrevista, quando é que ele se deu conta da deficiência imposta a ele por conta dos braços. “Comecei a ter noção que eu era diferente, entre aspas, na adolescência. Quando eu era criança não tive isso, sempre fui feliz”. Talvez seja por isso que Fernando não pareça ter 34 anos. Ele fez dos pés as mãos e do sorriso, a porta de entrada para quem quiser se achegar. E a carona que pedi a ele, vou cobrar.

Ao final do processo e com habilitação nos pés, ele vive a sensação de dever cumprido.
Ao final do processo e com habilitação nos pés, ele vive a sensação de dever cumprido.
fonte: http://www.campograndenews.com.br/lado-b/comportamento-23-08-2011-08/apos-1-ano-jovem-que-nasceu-sem-bracos-consegue-tirar-carteira-de-motorista

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Carro invade drogaria e causa destruição no centro de Teresópolis – RJ

Carro que invadiu a drogaria ficou virado de lado dentro da loja e causou um grande susto

- Câmeras de segurança flagraram momento em que o Peugeot colidiu contra loja

No dia seguinte a sofrer um assalto, a Drogaria Original do Shopping Várzea foi invadida por um veículo desgovernado durante a madrugada de domingo que causou um impressionante acidente. O caso aconteceu por volta de seis horas da manhã, quando o condutor de um Peugeot 307 perdeu o controle do veículo ao tentar fazer uma curva. O carro subiu a calçada e ficou virado de lado no interior da loja, depois de destruir a fachada. Apesar das imagens impressionantes, ninguém ficou ferido com a colisão.
Os bombeiros foram acionados para ir ao local através de chamadas sobre o grave acidente no centro da cidade. Quando os agentes do 16º GBM chegaram ao local, se depararam com a situação da farmácia e pediram auxílio à Polícia Militar para evitar qualquer tipo de saque a mercadorias.
O trecho foi isolado e o que foi apurado pelas equipes é que um jovem estava transitando pela Avenida Lúcio Meira, vindo do bairro do Alto em direção ao centro e quando teria feito uma manobra para tentar entrar na Rua Emille Ducumun, ele perdeu o controle do veículo, atingindo um fradinho de sinalização e passando entre a coluna do prédio, um poste e uma árvore, entrando pela loja causando um prejuízo grande ao proprietário do estabelecimento.

Produtos ficaram espalhados pela calçada após o acidente ocorrido na madrugada de domingo

Produtos ficaram espalhados pela calçada após o acidente ocorrido na madrugada de domingo

Flagra na câmera

As câmeras de segurança da drogaria mais uma vez registraram um flagra, com o momento em que o veículo invadiu a loja, depois de subir a calçada e causou todo o estrago tanto no estabelecimento quanto no próprio carro. Pelas imagens captadas, nota-se que o automóvel estava em grande velocidade ao escapar da via.
Ao invadir a drogaria, o carro atingiu com violência tudo que estava pela frente como a vidraça da entrada que ficou reduzida a cacos, algumas prateleiras e displays destruindo uma grande quantidade de produtos, entre material de perfumaria e alimentos. O carro entrou por inteiro e virou de lado, só parando em uma parede.
O estrago foi muito grande. Pelo chão, os destroços de produtos e equipamentos ficaram espalhados do lado de dentro e de fora, junto a muitos cacos de vidro. O acidente aconteceu alguns minutos antes do horário de chegada dos funcionários, por isso ainda não havia ninguém no interior da loja e assim não houve feridos.
De acordo com o Corpo de bombeiros, o motorista do veículo deixou os documentos dele com os agentes e foi embora para casa, que fica a poucos metros do local do acidente. Ele acionou a seguradora que foi ao local retirar o veículo, mas o proprietário do estabelecimento acionou a perícia, mesmo sem vítimas por conta do prejuízo sofrido com a situação.
O jovem de 27 anos estava sozinho no carro e o pai dele foi até a delegacia para prestar esclarecimentos. O caso está sendo investigado para a 110ª Delegacia de Polícia.
Guilherme de Almeida Lopes, funcionário da empresa, estava bem ao lado do local quando aconteceu o acidente e contou o que viu: “Ele saiu meio tonto, mas saiu andando. Acho que ele estava alcoolizado e devia estar correndo muito para fazer este estrago aqui. Não tinha como ele fazer essa curva na velocidade que ele veio, para parar aqui dentro da loja”.

Fonte: http://netdiario.com.br/carro-invade-drogaria-e-causa-destruicao/

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Indicação de condutor infrator tem novas regras

Condutor infrator

O processo para indicar o condutor infrator, no caso de multas de trânsito, mudou em todo Brasil e já está em vigor no Paraná. Desde julho de 2013, a resolução 404/2012 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prevê que novas autuações podem ser geradas se o motorista indicado não for habilitado, estiver com a Carteira Nacional de Habilitação vencida, suspensa ou cassada ou, ainda, possuir habilitação para categoria de veículo diferente do registrado no auto de infração.

A medida é para evitar fraudes e aumentar o controle dos órgãos de trânsito. O Paraná é o primeiro estado a cumprir a norma via sistema de Gestão de Infrações de Trânsito, desenvolvido em plataforma web, com integração com o sistema de habilitação do Detran e que faz comunicação com os órgãos de trânsito estaduais e municipais.

“Infelizmente, alguns motoristas usam a indicação de condutor para ficar impune das infrações que cometeram, sem perder pontuação na habilitação e sem fazer o curso de reciclagem para se reeducar. Exemplo disso é aquele que, para não responder por seus erros, indica como infrator, um parente que não dirige há anos e está com a carteira de habilitação vencida há muito tempo”, explica o diretor-geral do Detran Marcos Traad.

Com a nova norma, tanto o proprietário do veículo que indicou o condutor nas situações descritas e previstas pelo Contran, quanto o condutor indicado receberão as novas autuações. “O proprietário do veículo será autuado por ter emprestado o veículo a uma pessoa com habilitação irregular e o condutor indicado por ele responderá pela infração que cometeu”, completa a coordenadora de infrações do Departamento, Marli Batagini.

Como funciona

O processo para indicação de condutor é de responsabilidade do proprietário do veículo autuado pelas autoridades de trânsito, sejam municipais, estaduais ou federais. Ao ser notificado, ele deve indicar o motorista que dirigia seu veículo no momento da infração, dentro do prazo indicado na notificação recebida. Se for ele mesmo o responsável, basta não responder a indicação.

Vale lembrar que para receber as notificações, o proprietário do veículo deve manter o cadastro de seu veículo com endereço atualizado junto ao Detran. Os condutores devem fazer o mesmo com o cadastro de suas Carteiras de Habilitação.

Como indicar o condutor infrator

Procedimentos adotados pelo proprietário:

Pessoa física:

- Recebe a notificação com o formulário de identificação de condutor;

- Preencher todos os campos exigidos no formulário de identificação do condutor;

- Anexar cópia de um documento de identificação oficial;

- Assinar o formulário de identificação de condutor conforme documento de identificação anexado.

Pessoa jurídica:

- Cumprir todos os itens da pessoa física, mais documento que comprove representatividade.

Procedimentos adotados pelo condutor:

- Anexar cópia da última CNH expedida pelo Detran (ou permissão para dirigir);

- Assinar o formulário de identificação de condutor, conforme documento anexado.

IMPORTANTE:

- As assinaturas do proprietário e do condutor devem estar na sua forma original – nunca digitalizada.

- O Formulário de Identificação do Condutor Infrator deve ser acompanhado de cópia legível do documento de habilitação do condutor infrator e do documento de identificação do proprietário do veículo ou seu representante legal, o qual, neste caso, deverá juntar documento que comprove a representação;

- A indicação do condutor infrator somente será acatada e produzirá efeitos legais se o formulário de identificação do condutor estiver corretamente preenchido, sem rasuras, com assinaturas originais do condutor e do proprietário do veículo e acompanhado de cópia legível dos documentos acima mencionados;

- O prazo final para indicar o condutor consta no formulário de identificação do condutor.

Fonte: Portal do Trânsito

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Quadrilha que atuava no Detran do Rio negociava eliminação de multas

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Escutas telefônicas realizadas com autorização da Justiça flagraram despachantes falando sobre a possibilidade de apagar infrações do sistema do estado
A Corregedoria do Detran-RJ investiga se a quadrilha especializada em fraudes de documentos e vistorias obrigatórias de veículos desbaratada nesta sexta-feira apagava multas de trânsito e infrações aplicadas na Operação Lei Seca. Segundo o delegado corregedor do órgão, David Anthony Alves, funcionários com acesso ao sistema de registro de multas estão entre os 181 denunciados por participação na quadrilha. De acordo com o corregedor, nas escutas telefônicas realizadas com autorização judicial, despachantes discutem sobre multas e falam em apagar infrações do sistema do Detran. Outro dado indica que a quadrilha tenha ampliado sua atuação para a cobrança de propina em troca da alteração de registros de irregularidades, como avanço de sinal e excesso de velocidade: entre o material apreendido com os acusados de participar do esquema criminoso – o maior já descoberto no Detran-RJ – está a impressão de uma relação de multas de um veículo. O documento, afirma Anthony Alves, foi impresso por um funcionário com senha para alterar o cadastro. “Queremos saber qual é o grau de proximidade do funcionário com a quadrilha. Ele usou a senha para consultar informações sobre um veículo, imprimiu a tela do computador que exibia os dados e entregou a impressão a um dos integrantes da quadrilha”, afirma Anthony Alves. Quadrilha – Dos 181 denunciados, 122 tiveram a prisão preventiva decretada por associação criminosa, corrupção passiva e ativa, falsidade ideológica, falsificação de documento público, inserção de dados falsos e supressão de documento público. Até o início da tarde, 89 pessoas foram presas, entre funcionários e prestadores de serviço, despachantes e representantes de empresas que utilizavam o esquema fraudulento. Outras 59 pessoas podem ser presas caso não paguem o valor da fiança estabelecido pela Justiça. A operação, realizada pela Corregedoria do Detran-RJ, Ministério Público e Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), cumpriu 35 mandados de busca e apreensão. Em uma das casas, que pertence a um policial civil aposentado, foram encontrados documentos do Detran-RJ originais em branco, placas e lacres. O grupo criminoso também contava com a atuação de um falsário que providenciava a adulteração de documentos públicos como o Certificado de Registro de Veículo (CRV) e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). Com ajuda de um produto químico, ele apagava informações dos proprietários e dos veículos. No fim do processo, tinha um documento original do Detran-RJ em branco.

Fonte: Veja

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