Arquivos para julho de 2018

Carro elétrico brasileiro carrega na tomada e faz cerca de 100 km por R$ 5

O Brasil inteiro experimentou, há pouco tempo, o peso que os combustíveis têm no funcionamento do país. A greve dos caminhoneiros teve início em 21 de maio e durou até o fim do mês, terminando entre os dias 31 e 1 de junho. Durante esse período, o país enfrentou desabastecimento de alimentos e produtos em supermercados, filas imensas nos postos de gasolina que ainda tinham combustíveis e até tarifas dinâmicas nos aplicativos de corrida – até a Nova Economia foi afetada!

Ao mesmo tempo em que o país enfrentava maus bocados – inclusive com a diminuição da circulação de ônibus -, a medida levantou a discussão da implantação dos carros elétricos no Brasil. E quem já possui carros elétricos acessíveis à venda experimentou um aumento na demanda pelos produtos – esse foi o caso da Hitech Electric, startup que oferece carros elétricos para o meio urbano. “Nós tivemos um aumento de vendas nas greves dos caminhoneiros. Fomos procurados por grandes canais de comunicação, o que nos deu uma visibilidade muito grande, o que no médio prazo, converte”, diz Rodrigo Contin, CEO e fundador da Hitech Electric.

A Hitech Electric dribla a falta de carregadores para carros elétricos no Brasil ao criar um carro que pode ser carregado na tomada convencional. “A gente brinca que tem muito mais tomadas elétricas no país do que postos de combustível, mas entendemos que é um processo. A tecnologia em combustão não vai acabar e entrar a elétrica, terá uma virada de chave mais sutil”, comenta Contin.

Parte fundamental dessa virada de chave é a mudança de cultura dos brasileiros. “Temos que dar oportunidade de pessoas experimentarem e conhecerem os carros elétricos. O modelo de car sharing é muito importante para poder divulgar isso, pessoas têm a opção e fazer corridas curtas com os carros elétricos e entenderem seus benefícios”, explica o CEO da startup.

Como são melhores para o meio ambiente, então governos estão incentivando a compra deste tipo de veículo. O IPVA reduzido e a isenção de rodízio são uns dos principais benefícios dos carros elétricos para quem mora em São Paulo. Além disso, a startup afirma que seus carros elétricos possuem a manutenção em média 60% mais barata do que os carros convencionais, entre outros fatores.

Aliás, economia é o forte deste carro elétrico: é possível abastecer a bateria dos carros da empresa, o e.coTech2 e o e.coTech4, por cerca de R$ 5 nos grandes centros urbanos brasileiros. E como cada carga tem autonomia de 120 km, é como se o carro fizesse o equivalente a cerca de 100 km pelo preço de um litro de combustível no Brasil – muito, mas muito mais do que os carros mais econômicos do Brasil. Além disso, ele carrega em cerca de 6 horas (ideal para deixar na tomada no fim do dia).

Além disso, mudanças em leis – como lançamento do Rota 2030 – estão ao poucos incentivando e facilitando a adoção de carros elétricos no país. Com a nova lei, os carros elétricos serão taxados de acordo com sua eficiência energética e o peso do veículo – como esse tipo de carro costuma ser mais eficiente, espera-se uma economia maior também nesse quesito para seus proprietários. Para Rodrigo Contin, cabe às montadoras aproveitarem esse momento para intensificarem os trabalhos com os veículos elétricos por aqui.

O CEO da startup acredita que o governo não será um empecilho para a implantação dos carros elétricos, mas sim as montadoras do país – que ainda estão tentando rentabilizar os modelos tradicionais e pouco investem na mudança aqui dentro. “As montadoras tradicionais têm uma fala diferente fora do país – fora, todos estão convencidos que o carro do futuro será elétrico -, mas o discurso é um e aqui a ação é outra”, afirmou.

Mercado de carros elétricos no país

Os principais clientes da Hitech Electric hoje são empresas, que utilizam os carros elétricos para diminuir custos. Atualmente, a startup possui 4 modelos de veículos – 2 carros e 2 caminhões urbanos (e.coTech2, e.coTech4, e.coTruck e o e.coCargo). “Quando eles colocam na planilha e veem o quanto impacta no custo operacional, não querem nem saber – são early adopters e acabam ajudando na mudança de cultura do consumidor final”, comentou Contin.

Hoje, a empresa está desenvolvendo soluções com energia solar, funções semiautônomas de controle de velocidade, entre outras. No futuro, além de carros elétricos e autônomos, Rodrigo Contin e a Hitech Electric acreditam na “Mobilidade como serviço”, e não pela posse dos bens.

Os serviços de car sharing e aplicativos de mobilidade são os principais personagens nessa categoria. “O mercado estabelecido não vai adotar carros elétricos tão cedo, mas sim as empresas disruptivas. Os aplicativos de mobilidade têm um grande potencial para disseminar isso, pois a partir do momento que adotarem veículos elétricos, estes vão aparecer mais nas ruas porque têm uma visibilidade muito grande”, disse o CEO.

Rodrigo Contin será um dos palestrantes do Mobility Day, evento da StartSe sobre as inovações da mobilidade urbana. Esse setor já está mudando – e continuará com esse movimento por muitos anos. Conheça as principais mudanças e especialistas do setor no Mobility Day que acontecerá em 24 de agosto – saiba mais aqui!

Fonte: https://conteudo.startse.com.br/startups/mobtech/taina/greve-dos-caminhoneiros-alavancou-as-vendas-diz-ceo-da-hi-tech-electric/

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Comissão aprova a inclusão de bicicletários na Política Nacional de Mobilidade Urbana

A Comissão de Desenvolvimento Urbano aprovou proposta que determina a instalação de bicicletários nas cidades brasileiras. A proposta inclui a medida na Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/12).

O relator, deputado Leopoldo Meyer (PSB-PR), recomendou a aprovação.

O projeto aplica uma estratégia que já se mostrou eficiente em outras cidades no mundo: desestimular a adoção de veículos motorizados individuais não por meio da proibição de seu uso, mas da gradual diminuição de pontos de estacionamento, disse.

O texto foi aprovado na forma do substitutivo adotado pela Comissão de Viação e Transportes para o Projeto de Lei 7909/10 e cinco apensados. O substitutivo aproveitou os pontos básicos de cada uma das propostas.

Conforme o texto, os municípios e o Distrito Federal deverão definir um percentual mínimo dos estacionamentos públicos e privados para bicicletários, com conforto e segurança e respeitando as peculiaridades locais. A dimensão, o posicionamento e a sinalização desses espaços deverão obedecer às normas técnicas vigentes.

Além disso, a construção ou a ampliação de edifícios públicos ou privados de uso público deverá prever a instalação de bicicletários, acompanhados de vestiários e banheiros para utilização dos ciclistas que trabalham nesses locais.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

As informações são da Agência Câmara

 

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