Arquivos para março de 2017

Celular e direção não combinam

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O HOMEM E A MULHER NA DIREÇÃO VEICULAR. QUAL A DIFERENÇA?

Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior

Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET  

Não só as diferenças físicas entre o sexo masculino e feminino justificam o desequilíbrio comportamental. O metabolismo, a agilidade, os atos impensados, a pressa, a orientação espacial, a necessidade de impor condições, de se julgar o dono do mundo são alguns fatores que dissocia o comportamento do homem e da mulher.

Diferenças comportamentais do universo masculino e feminino fizeram com que pesquisadores da University of Virginia atrelassem o fato a condições genéticas e a ação dos estrogênios.

O hemisfério direito do cérebro é emotivo e o esquerdo analítico. Na mulher parece haver uma conexão maior entre esses hemisférios daí talvez atitudes mais seguras, mais bem direcionadas, melhor analisadas.

O cérebro masculino é cerca de 10% maior que o feminino o que não significa melhor desempenho intelectual já que os testes de QI (Coeficiente de Inteligência) são semelhantes.

Os homens são mais rápidos no raciocínio matemático e espacial enquanto as mulheres são melhores com as palavras, com as relações humanas. Não temos dúvida que isso é uma verdade.

Julgamos o homem mais genérico, pouco analítico e pouco emotivo nas atitudes e execução de tarefas. Já as mulheres mais analíticas, detalhistas e emotivas executando tarefas com prévio planejamento e segurança.

Na direção veicular vemos esse comportamento presente. O homem ativo, austero, exigente, dominador, agressivo, imediatista, irritado enquanto a mulher passiva, cautelosa, paciente, tranquila.

A agilidade, a pressa, muitas vezes a compulsão para velocidade são fatores presentes no universo masculino. Daí podermos entender que o homem na direção veicular tem todos os componentes para a sinistralidade. Observe que os acidentes são de médio a graves, quase sempre com vítimas. Já com as mulheres temos mais frequentemente os acidentes leves, sem vítimas, com pequenos danos materiais.

Quem seria o melhor motorista? O homem ou a mulher?

Não tenho dúvida em afirmar que a mulher desenvolve essa atividade com melhor habilidade e qualidade que o homem. Afirmo isso tendo em vista a grande sintonia entre o hemisfério cerebral que é analítico e o que é emotivo, daí existir contenções para execução de tarefa com risco. Ela é portadora de todo o perfil ideal para execução dessa tarefa. Basta vermos os dados estatísticos de acidentes de trânsito que vamos concluir que a mulher é dotada de características próprias para enfrentar a direção veicular e o trânsito.

É ela que mais respeita a sinalização, raramente comete ato inseguro e se sai muito bem diante de condição insegura.

Já o homem, de raciocínio rápido e com boa orientação espacial é capaz de exageros com relação à agilidade, o respeito à sinalização, torna-se mais competitivo, detém uma direção ofensiva e chega ao acidente de média e grande proporção com muito mais facilidade.

A mulher, pelo que apresentamos é realmente mais lenta com relação à orientação espacial, mas isso não desvaloriza a seguridade que ela porta e por isso a caracterizo como uma excelente operadora de máquina sobre rodas.

 

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Aumenta número de mortes em rodovias federais durante o carnaval

Segundo Polícia Rodoviária Federal, 140 pessoas morreram entre sexta e terça-feira, alta de 23,9% em relação ao ano passado. Balanço foi divulgado na tarde desta quinta-feira, em Brasília.

O número de mortos em rodovias federais de todo país durante os cinco dias de carnaval aumentou 23,9% em relação ao ano passado. Foram 140 mortes nas estradas federais que cortam o país. O balanço dos acidentes foi divulgado na tarde desta quinta-feira (2), pela Polícia Rodoviária Federal, em Brasília.

O levantamento soma os registros feitos pela PRF entre sexta-feira (24) e terça (28). Foram 1.696 acidentes, sendo 323 considerados graves. De acordo com a PRF, metade das mortes foi causada por ultrapassagens irregulares. Ao todo, foram 11.825 motoristas multados por esse tipo de infração – um aumento de 26% em relação a 2016.

Apesar de o número de mortos ter aumentado, houve uma queda no número de acidentes totais durante o feriado – 5,3% a menos em 2017. O coordenador da equipe de planejamento da PRF João Francisco Oliveira atribuiu o aumento de mortos à imprudência dos motoristas e a diminuição de acidentes à fiscalização da polícia.

“Ultrapassagens irregulares combinada com velocidade acima das vias é uma combinação letal. A gente tem tentado melhorar nossa fiscalização, posicionando nossa equipe nos trechos críticos, mas ainda assim, o condutor precisa mudar o comportamento.”

Durante o período, a Polícia Rodoviária também autuou 2.019 motoristas por terem ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Um aumento de 45% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 1.390 condutores foram multados por dirigir alcoolizado.

Os dados são referentes apenas a estradas monitoradas pela Polícia Rodoviária Federal. Alguns acidentes não entram neste balanço, porque a fiscalização das rodovias estaduais está sob a responsabilidade da PM de cada cidade.

Fonte: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/acidentes-em-rodovias-federais-deixam-140-mortos-durante-o-carnaval.ghtml

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