Arquivos para fevereiro de 2017

Regras e dicas importantes para transportar crianças em moto e bicicleta

Imagem: 123RF

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Transporte de crianças em motos

Quem pretende andar com crianças em veículos automotores de duas rodas (incluem-se nessa categoria motos, além de motonetas, que possuem rodas menores que as motos; e ciclomotores, que são bicicletas motorizadas) deve, primeiramente, conhecer a Lei: segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), só é permitido transportar na garupa crianças maiores de sete anos e que tenham condições de cuidar da própria segurança (Inciso V, do Artigo 244). É importante destacar que possuir essas condições significa conseguir apoiar os pés inteiros nas pedaleiras da moto (o que, dependendo do tamanho da criança, nem sempre acontece aos sete anos). Portanto, mais do que a idade, é fundamental levar em conta a altura do filhote, para certificar-se de que realmente ele possa ser transportado com segurança na moto (caso ele não alcance os pedais, os pés podem enroscar na roda e provocar acidentes e lesões – tanto é que existe um projeto de lei para elevar a idade mínima no transporte para 11 anos). O descumprimento dessas regras é considerado infração gravíssima (assim como descumprir a do transporte adequado de crianças em carros) e tem, como consequências ao condutor, multa de R$ 191,54, além de soma de sete pontos na carteira e retenção do veículo.

Ainda no CTB, o Inciso VII prevê que não seja feito o transporte de crianças doentes, em condições físicas que dificultem manter o posicionamento adequado na moto, ou ainda com partes do corpo engessadas (como pernas e braços). E mais: criança deve ir na garupa, e não na frente do condutor (como não é raro de se ver!).

Outras medidas obrigatórias são, assim como para qualquer passageiro na moto, que os pequenos usem capacete com a viseira abaixada (ou óculos de proteção). E a peça deve estar bem fixada à cabeça (não adianta nada oferecer ao filhote um capacete que seja muito maior que o tamanho da sua cabeça, pois irá soltar e não irá protegê-lo em caso de quedas e acidentes). Em caso de descumprimento, a infração também se encaixa como gravíssima.

Quando for adquirir um capacete, é importante certificar-se de que o equipamento possua o selo do Inmentro. E, embora alguns possuam prazo de validade (alguns fabricantes recomendam a substituição por um novo após três anos de uso), não é necessário trocá-lo depois desse período, se ele estiver bem conversado e não tiver passado por impactos ou não apresentar rachaduras (não existe nada no CTB ou no Contran que regulamente essa obrigação; portanto, caso haja alguma autuação sobre isso, recorra). Observe ainda o enchimento interno da peça, que deve estar firme para evitar que o capacete gire na cabeça.

Transporte de crianças em bicicletas

Ao contrário do que ocorre nas motos, os pequenos podem ser transportados antes dos sete anos nas “bicicletas”. Para um transporte seguro, o indicado é que ele seja feito por meio do uso de cadeirinhas específicas (à venda em lojas de equipamentos e acessórios para ciclistas). De acordo com o peso da criança, é indicado um tipo determinado de assento. O equipamento possui cinto de segurança, que deve estar preso, e também presilha (que serve para prender os pés do pequeno à bicicleta). Também é necessário o uso de capacete.

As crianças podem ser transportadas na parte da frente ou atrás do condutor (geralmente, a cadeirinha dianteira é recomendada para pequenos de até 15 kg). Para verificar a qualidade do equipamento, mais uma vez, observe a certificação de órgãos competentes (o Inmetro não valida ainda essas cadeirinhas, mas órgãos internacionais sim. Informe-se sobre isso antes!).

Sobre as leis dispostas no CTB (Artigo 244, Parágrafo 1°) quanto ao transporte de bicicletas, é proibido que as crianças (assim como qualquer outro passageiro) sejam transportadas fora da garupa ou de assentos especiais (como as cadeirinhas), assim como não se deve transportar crianças que não tenham ainda, nas devidas circunstâncias, condições de cuidar da própria segurança (assim como nos veículos automotores; mas com o uso de cadeirinhas é, sim, permitido viajar com os mais novinhos). O uso de um travesseiro de pescoço (ou bem preso ao guidão, para os que andam na frente) também pode ser útil, caso o filhote queira tirar um cochilo durante o passeio.

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Não fotografe os corpos de vítimas de acidentes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De repente a freada, o estrondo e o som da colisão. As pessoas correm, saem de suas casas, mas não sem antes pegar o celular já armado na posição de fotografia ou de filme.  As pessoas vão se amontoando, em alguns casos parecendo que brotam da terra, e se acotovelam em busca do melhor ângulo. O olhar já busca os corpos: foi grave? Tem sangue? Morreu? Vixi, esse aí não escapa! E é numa sucessão de curiosidades, comentários, conclusões antecipadas e juízos de valor que a notícia vai se espalhando e as fotos e filmes vão sendo publicados em tempo real nas redes sociais. Em poucos segundos estão sendo compartilhadas no Facebook, WhatsApp e em outros aplicativos. Mas, e a vítima? Como ela se sente naquele momento quando está consciente, assustada e imóvel? Como a família se sente quando a notícia do acidente chega primeiro pelas redes sociais, sem nenhuma preparação, sem qualquer cuidado?

Irresponsavelmente, no auge da curiosidade e no afã de postar antes de todo mundo, muitas pessoas assim que presenciam ou farejam um acidente de trânsito empunham logo as suas câmeras de celular e pulam na frente dos corpos, se agacham, fazem malabarismos para conseguir o melhor ângulo da foto dos corpos, ainda vivos ou não. Neste momento a última coisa em que pensam é: “o que a vítima está sentindo?”. “E se fosse comigo, como eu me sentiria?” “E se fosse alguém da minha família e eu soubesse do acidente por alguma postagem nas redes sociais?”

Pois, eu posso dizer com propriedade como as famílias se sentem, pois sou familiar de vítimas de acidente de trânsito: nesse momento o nosso chão some debaixo dos pés; o nosso mundo desaba; nos sentimos golpeados bem no meio do coração; as nossas pernas ficam bambas, moles; nós procuramos um lugar para sentar ou uma pessoa para apoiar. Ficamos tontos, não sabemos por onde começar. Se ninguém avisa esquecemos panelas no fogo, roupas batendo na máquina, portas e janelas abertas. Precisamos de alguém para dirigir por nós e nos levar até o local porque ficamos sem condições psicológicas, emocionais e até físicas.

Se naquele momento em que estamos nos aprontando com dificuldades para sair de casa soa um aviso das redes sociais ou se alguém vem nos mostrar a postagem, a foto, o filme, os comentários, ficamos ainda mais desesperados. Afinal, como você se sentiria se, ainda sem saber exatamente a dimensão da gravidade do acidente, visse o corpo da pessoa que você ama caído no asfalto, muitas vezes, com uma poça de sangue ao lado ou com as fraturas expostas em detalhes?

Quem curte e dá likes em fotos assim está gostando e curtindo o quê? O acidente? As consequências do acidente? A postagem invasiva e desrespeitosa que faz a desumanidade de postar o rosto, o corpo ferido e até politraumatizado? Está curtindo o desrespeito e a falta de compaixão em publicar e compartilhar o ser humano em seu momento de maior fragilidade?

É isso que as campanhas de acidentes de trânsito nos países mais evoluídos quer evitar: a exposição da dor das vítimas e das famílias, mesmo com o propósito de incentivar a prudência e tentar evitar que outros se machuquem assim. Mesmos os profissionais do jornalismo como os fotógrafos e cinegrafistas procuram sempre o melhor ângulo para mostrar o acidente, os veículos, nunca as pessoas, nunca os corpos, nunca a exposição antiética e desumana do sofrimento humano ou de um corpo agonizante.

A vítima de acidente se sente desamparada, desprotegida, sozinha no mundo naquele momento ainda que rodeada de socorristas e de uma turba de curiosos. Nesse momento, caída, ali, no chão, mesmo que os ferimentos não sejam graves, a vítima pensa que vai morrer. Elas ouvem tudo: os comentários das pessoas sobre o acidente e principalmente sobre o estado de seu corpo. Ouvem, inclusive, os cliques das câmeras. Ouvem o choro, os gritos e o desespero dos familiares que vão chegando. Alguém já tentou se colocar no lugar das vítimas?

Praticar a empatia e colocar-se no lugar do outro é uma coisa que anda muito em falta em tudo o que fazemos na vida: em uma discussão em casa, no trabalho, no trânsito, ou simplesmente diante do modo como nos comportamos quando presenciamos um acidente de trânsito.

Procure dentro de alguma dobrinha de você onde foi parar o respeito pela dor alheia, a humanidade, a compaixão e a resgate. Se não puder ajudar, não atrapalhe. Se puder, acalme a vítima, diga que vai ficar tudo bem, que o socorro já está chegando, que já está ouvindo a sirene e que em breve os socorristas irão fazer todo o atendimento necessário. Acolha, apoie, ofereça ajuda emocional às vítimas e aos familiares.

Os acidentes de trânsito são diários; muitas vezes, atende-se mais de um ao mesmo tempo e ninguém sabe se amanhã ou depois estará no lugar dessas vítimas e dessas famílias tendo a sua dor, o seu sofrimento e o seu corpo machucado exposto de forma cruel e desumana em fotos cheias de likes e curtidas nas redes sociais. É desumano saber do acidente dessa forma.

Para as vítimas e para as famílias, é uma das piores agressões que se pode sentir. Ficamos ainda mais destroçados. Por dentro e por fora. Por isso, segue aqui um apelo sincero pela sua humanidade ao presenciar um acidente de trânsito.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/educacao-de-transito/nao-fotografe-os-corpos-de-vitimas-de-acidentes/

 

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Guia alerta sobre consumo precoce de bebidas alcoólicas entre jovens

A ingestão precoce de álcool é a principal causa de morte de jovens de 15 a 24 anos de idade em todas as regiões do mundo. O dado está no Guia Prático de Orientação sobre o impacto das bebidas alcoólicas para a saúde da criança e do adolescente, lançado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Às vésperas do carnaval, período em que há forte estímulo para a ingestão de bebidas alcoólicas, o principal objetivo do documento é alertar pediatras, pais, professores e os próprios adolescentes para os prejuízos do consumo precoce. A iniciativa é do Departamento de Adolescência da SBP, que pretende mobilizar entidades, educadores, familiares que atuam com crianças e adolescentes na prevenção do uso de álcool na fase de desenvolvimento e promover hábitos saudáveis entre os jovens.

“Estamos agora, antes do carnaval, lançando esse manual de orientação, mostrando os danos do uso precoce do álcool. De fato, as crianças e os adolescentes precisam de orientações seguras para melhorar a qualidade de vida e seus hábitos, porque sabemos que há uma exposição prejudicial deles ao álcool e às drogas”, explica a pediatra Luciana Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Segundo estudos científicos citados no guia, quase 40% dos adolescentes brasileiros experimentaram álcool pela primeira vez entre 12 e 13 anos, em casa. A maioria deles bebe entre familiares e amigos, estimulados por conhecidos que já bebem ou usam drogas. Entre adolescentes de 12 a 18 anos que estudam nas redes pública e privada de ensino, 60,5% declararam já ter consumido álcool.

As pesquisas mostram que o tipo de bebida mais consumida entre os jovens varia de acordo com a região. No Norte e Nordeste do país, a preferência é pela cerveja, seguida do vinho, enquanto no Centro-Oeste, Sudeste e Sul há consumo maior de destilados, como vodca, rum e tequila. Essas últimas, geralmente são mais consumidas em “baladas”, onde é comum a mistura de álcool a outras bebidas não alcoólicas, como refrigerantes ou sucos.

Consequências

Os médicos ressaltam que quanto menor a idade de início da ingestão de bebida alcoólica, maiores as possibilidades de se tornar um usuário dependente ao longo da vida. De acordo com pesquisas, o consumo antes dos 16 anos aumenta significativamente o risco de beber em excesso na idade adulta.

“O indivíduo adolescente está numa idade em que parte do cérebro ainda está se formando e que o comportamento impulsivo é muito grande. Quem bebe precocemente tem muita chance de usar o álcool de forma abusiva na vida adulta”, explicou Luciana Silva.

Para especialistas, o consumo precoce pode levar a uma série de consequências nocivas. Os adolescentes que se expõem ao uso excessivo de álcool podem ter sequelas neuroquímicas, emocionais, déficit de memória, perda de rendimento escolar, retardo no aprendizado e no desenvolvimento de habilidades, entre outros problemas.

O custo social do uso abusivo de álcool também é elevado. Os adolescentes ficam mais expostos a situações de violência sexual e tendem a apresentar comportamento de risco, como praticar atividade sexual sem proteção, o que pode levar à gravidez precoce e à exposição a doenças sexualmente transmissíveis.

O alcoolismo entre 12 e 19 anos também eleva a probabilidade de envolvimento dos jovens em acidentes de trânsito, homicídios, suicídios e incidentes com armas de fogo. “A mortalidade nessa faixa etária está intimamente ligada ao consumo precoce do álcool”, alerta a pediatra.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem a cada ano no mundo devido ao consumo excessivo de álcool. O índice chega a 4% do total da mortalidade mundial e é maior do que as mortes registradas em decorrência da aids ou tuberculose.

O guia traz ainda dados de pesquisas internacionais que mostram que nos Estados Unidos, a bebida alcoólica está mais associada à morte do que todas as substâncias psicoativas ilícitas, em conjunto. Segundo o manual, os acidentes automobilísticos associados ao álcool são a principal causa de morte entre jovens de 16 a 20 anos, mais que o dobro da prevalência entre os maiores de 21 anos.

Propaganda enganosa

Os especialistas que elaboraram o documento afirmam que o consumo de álcool e drogas durante a adolescência está associado a vários fatores, como a sensação juvenil de onipotência, o desafio à estrutura familiar e social, à curiosidade e impulsividade, necessidade de aceitação, busca de novas experiências e baixa autoestima.

O documento chama a atenção para a forte influência de amigos que usam drogas e de um ambiente familiar conturbado e desestruturado como fatores determinantes para o envolvimento precoce de crianças e adolescentes com o álcool. Segundo a SBP, além dos fatores individuais de predisposição juvenil, colaboram ainda o fácil acesso às bebidas no Brasil e o marketing que associa o álcool a prazer, sucesso, beleza e poder.

A entidade defende que propagandas dessa natureza, em qualquer veículo, sejam completamente proibidas. E que haja mais investimento em campanhas de prevenção que mostrem as reais consequências e malefícios do consumo de álcool e drogas, já que a falta de informação é apontada como outro fator que propicia o uso abusivo dessas substâncias.

Crime

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, regulamentado pela Lei 13.106/ 2015, vender ou oferecer bebida alcoólica para menores de 18 anos é crime que pode resultar em detenção de dois a quatro anos do vendedor, aplicação de multa de até R$ 10 mil ou interdição do local de venda. A lei não limita as punições aos comerciantes. Qualquer adulto, inclusive familiares ou amigos que oferecem bebidas alcoólicas a criança ou adolescente, está sujeito às sanções.

A legislação brasileira também restringe o horário de veiculação de propagandas de bebidas alcoólicas em emissoras de rádio e televisão. Segundo a Lei 9.294 (1996), propagandas de incentivo ao consumo de álcool só podem ser exibidas das 21h às 6h e não devem estar associadas à ideia de maior êxito e desempenho em qualquer atividade, como esporte, condução de veículos ou sexualidade.

A Sociedade Brasileira de Pediatria ressalta, contudo, que no Brasil a falta de aplicação da lei e a permissividade das famílias têm estimulado o consumo precoce de álcool. “É absolutamente indispensável que o governo e as escolas estejam mais atentos e ampliem suas ações, porque ainda são incipientes. É necessário que seja proibida a propaganda do álcool na TV, a venda de álcool para menores de 18 anos, que seja proibida toda essa veiculação de beleza com cerveja, porque cerveja também é álcool”, alerta Luciana Silva.

Recomendações e prevenção

Diante das graves consequências do uso abusivo do álcool na infância e na adolescência, a Sociedade Brasileira de Pediatria faz diversas recomendações aos médicos, educadores e familiares. Entre outros pontos, a entidade defende o fortalecimento da articulação entre as áreas de saúde e de educação para promover ações que estimulem hábitos mais saudáveis.

A SBP destaca a participação escolar, dos médicos e a estruturação do ambiente doméstico como estratégias de proteção da criança e do adolescente. Por meio do diálogo e do estabelecimento de limites, a família, o pediatra e educadores podem ser agentes relevantes na prevenção do alcoolismo precoce, segundo o guia.

Para a Sociedade Brasileira de Pediatria, a responsabilidade na proteção dos jovens é compartilhada pelos pediatras, que podem orientar os pacientes não só com questões relacionadas à saúde, mas também à educação e ao comportamento. O guia recomenda que, durante as consultas, o profissional se mostre aberto às dúvidas e aos questionamentos dos jovens e a ouvir as demandas dos pacientes sem julgá-los, além de trazer esclarecimentos e apontar caminhos de prevenção. “Os pediatras têm papel como educadores e orientadores das famílias, no sentido de mostrar as consequências reais e os danos a curto e longo prazo”, acrescenta a médica.

Aos pais e familiares, a SBP recomenda a não ingestão de álcool durante os períodos de gestação e amamentação, a não exposição de crianças ao uso de bebidas alcoólicas em festas familiares ou outras situações sociais e, principalmente, a orientar e conversar com os filhos sobre os riscos do consumo precoce.

As recomendações incluem ainda a responsabilidade dos gestores públicos, nas esferas municipal, estadual e federal, principalmente na restrição da oferta de bebidas aos adolescentes e no aumento da fiscalização da idade mínima, de 18 anos, permitida para beber. Os especialistas sugerem o aumento de impostos e dos preços das bebidas, bem como a proibição das propagandas alusivas, além de investimento maciço em projetos de prevenção nas escolas, na promoção de hábitos saudáveis e de valorização da vida, entre outros.

Seguindo as diretrizes da Organização mundial da Saúde, a SBP sugere que a questão do uso do álcool e das drogas seja tratada como um problema de saúde pública. “Para nós, é indispensável o acesso à informação. Precisamos de medidas mais sérias, vindas do governo e de campanhas nas escolas, para que as crianças e os adolescentes se informem de que não devem se expor a volumes muito grandes de bebidas e drogas nessa faixa etária, destaca Luciana Silva.

As informações são da Agência Brasil

 

 

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Escolher o Transporte Escolar não é tarefa fácil. Veja dicas do Portal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O ano letivo já está começando. Além da lista de material didático, do uniforme, outra preocupação que vem em mente é verificar se os filhos, que dependem do transporte escolar, estão sendo levados com segurança à escola.

Existem regras tanto para o veículo como para o condutor que realiza esse serviço. O veículo deve passar por vistoria, preencher uma série de requisitos de segurança e o motorista deve ser apto à função. Para o especialista em trânsito, e diretor do Portal, Celso Alves Mariano, o preço não é o mais importante nesse caso. “É preciso verificar o estado de conservação do veículo, itens de segurança e documentação tanto do veículo, como do condutor”.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o motorista da van ou do micro-ônibus deve ter mais de 21 anos, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), no mínimo, na categoria D, não estar respondendo a processo de suspensão ou cassação do direito de dirigir e, no momento do credenciamento, apresentar uma certidão de antecedentes criminais, principalmente sobre homicídio, roubo e corrupção de menores. Além disso, o condutor deve ter passado por um curso de formação específica para a atividade, com atualização a cada cinco anos.

Veja outras dicas do Portal do Trânsito.

Referências

É importante pedir referências para pais de outros estudantes e verificar se a escola tem indicação de motoristas que já fazem o transporte de outros alunos da instituição. Cliente satisfeito pode ser sinônimo de bom serviço prestado.

Veículo

O veículo, que é utilizado para o transporte escolar, deverá passar por vistorias semestrais, realizadas pelo Detran ou pelo órgão municipal responsável. Nessa vistoria devem ser verificados os equipamentos obrigatórios e de segurança, como cintos de segurança para todos os ocupantes do veículo, pneus que ofereçam boas condições de segurança, extintor de incêndio, entre outros. O veículo que passou por essa vistoria, obrigatoriamente, deve ter um selo de verificação no para-brisa. O número inscrito no selo é o mesmo da Autorização de Tráfego (documento de porte obrigatório do condutor do escolar). Os pais podem, inclusive, exigir uma cópia para controle da última e da próxima vistoria.

Motorista

Além das exigências citadas anteriormente, conhecer o motorista e o jeito que ele dirige é fundamental. O motorista desse tipo de veículo precisa ser cuidadoso, atento, além de possuir comportamentos e atitudes preventivas no trânsito.

Monitor

É importante que o serviço ofereça a assistência de um monitor. Apesar de não exigida pelo Código de Trânsito Brasileiro, muitos órgãos de trânsito exigem a presença desse profissional para veículos com capacidade superior a 20 lugares. O monitor tem como dever orientar os estudantes com relação à segurança de trânsito durante as viagens e auxiliá-los no embarque e desembarque do veículo.

Cadeirinhas e cinto de segurança

Antes programada para entrar em vigor em fevereiro de 2017, a obrigatoriedade do sistema de retenção no veículo de transporte escolar foi suspensa até que os veículos do transporte escolar sejam fabricados com cintos de três pontos e sistemas de ancoragem do tipo isofix. Mesmo não obrigatória essa é a forma mais segura de transportar a criança em qualquer tipo de veículo. Se a criança tiver menos de sete anos e meio, é importante que os pais disponibilizem o sistema de retenção para o transporte dos filhos. O cinto de segurança deve ser utilizado individualmente por cada criança.

Dicas de segurança

As crianças que utilizam o transporte escolar também devem seguir algumas regras de segurança:

– Não ficar atrás do ônibus.

– Aguardar o sinal do motorista para descer e sempre atravessar pelo menos três metros à frente do veículo.

– Dentro do ônibus, ficar sentado e utilizar corretamente o cinto de segurança ou sistema de retenção.

– Não se apressar para entrar ou sair do ônibus.

– Obedecer ao motorista e ao monitor.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/transporte-escolar/escolher-o-transporte-escolar-nao-e-tarefa-facil-veja-dicas-do-portal/

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