Arquivos para dezembro de 2016

Morre no trânsito o equivalente a 2 aviões da Lamia lotados por dia!

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Por dia, no Brasil, morrem em acidentes de trânsito o equivalente a ocupantes de 2 aviões da Lamia, que transportava o time inteiro da Chapecoense, dirigentes e convidados (77 pessoas). O mesmo que um avião lotado da Azul que faz a ponte Navegantes/São Paulo. Em 2014 foram mais de 43 mil vidas perdidas. E já foi pior: pelas contas de 2012, quando 61 mil pessoas perderam a vida no trânsito brasileiro, esse número chegaria a 3,6 aviões da empresa boliviana ou a um avião da Malasya Airlines, com 298 passageiros. Por ar ou por terra, não importa: toda vida tem o mesmo valor, a dor e o sofrimento são enormes e parecem sem fim. Na vida e na morte somos todos iguais. Então, porque parece que as pessoas se comovem mais com os acidentes aéreos do que com os acidentes de trânsito?

Os aviões são considerados o meio de transporte mais seguro do mundo. Não é todo dia que cai um avião. Pelo contrário, os veículos terrestres, apesar de toda a tecnologia embarcada e os sistemas de segurança, não são tão seguros. Todo dia provocam-se acidentes de trânsito e vidas são ceifadas. É uma morte a cada 12 minutos no Brasil e um sequelado permanente por minuto. Talvez, a questão esteja no modo como se percebe a dimensão das tragédias.

A morte coletiva em acidentes aéreos ou terrestres parece chocar mais, causar mais comoção e a despertar mais a sensibilidade das pessoas para a dor do outro, das famílias e para a própria dor.

Se do acidente de trânsito resulta uma única vítima o fato parece ser normal, por mais grave que seja. Alguns entendem como sendo mais uma ocorrência, mais uma morte na rotina diária das vias. Já quando uma família inteira é dizimada, as pessoas parecem se comover mais. Esse número de pessoas sensibilizadas aumenta quando se trata de vítimas de acidentes envolvendo ônibus, trem, metrô ou embarcações.

Enquanto no desastre aéreo o fato mais chocante é a morte coletiva em que todo o grupo perde a vida ao mesmo tempo, nos acidentes de trânsito as perdas são individuais e pulverizadas. Ainda que no final de cada dia e a cada ano se contabilize muito mais mortes no trânsito do que as causadas por acidentes aéreos. Estamos falando aqui do equivalente aos ocupantes de um Boeing 737 da Gol ou dois aviões da Lamia por dia!

Seja em acidentes aéreos ou de trânsito, a dor e o sofrimento nos tornam iguais. A fragilidade do corpo humano continua a mesma diante do impacto, dos ferimentos e das sequelas, sejam elas físicas ou emocionais.

Dói, nos destroça e causa tamanha dor saber que daqui a 8 meses um bebê virá ao mundo fadado a jamais conhecer o pai. Será assim com o filho do jogador que perdeu a vida no desastre de avião em uma repetição de dezenas de mortes em acidentes de trânsito por dia no país que deixam muitos outros órfãos.

Assim como em desastres de avião, as mortes no trânsito também despedaçam o coração  de quem assiste pessoas tão jovens, no auge da carreira, tão cheios de vida, de planos e de sonhos irem embora cedo demais.

Nos sensibiliza e nos toca tanto a morte dos jogadores, dirigentes, jornalistas e convidados que é como se nos sentíssemos parte da família deles. É como se tornar-se torcedor da Chapecoense fosse uma forma de fazer alguma coisa, de demonstrar a nossa solidariedade, o nosso carinho, a nossa empatia. Soa acolhedor como um abraço nessa hora tão difícil para todos!  Mas, porque não conseguimos abraçar as vítimas e as famílias igualmente órfãs em acidentes de trânsito?

O nosso estado barriga-verde, do alto de sua dor e comoção, vestiu o manto verde da Chapecoense, assim como o nosso país e o mundo. Por mais que tentemos, continuaremos sem saber o que fazer para expressar o quanto estamos sofrendo. Mas, não podemos esquecer daqueles que sofrem as perdas diárias também por terra.

Escrevi esse post na tentativa de expressar a dor, a comoção e de levar a minha solidariedade às famílias, aos torcedores, para reverenciar a memória dos jogadores da Chapecoense e dos demais passageiros do voo da Lamia. Mas, também, para lembrar que a nossa humanidade, a nossa empatia, a nossa solidariedade e a nossa capacidade de comover-se e identificar-se com a dor do outro precisa ser um exercício diário no país que enterra mais de 43 mil corpos recolhidos das vias por ano.

Choramos hoje a dor sem fim da morte de 71 vidas que estavam no voo da Lamia. Não podemos esquecer que no Brasil morre em acidentes de trânsito o equivalente a dois aviões como este lotados. Por dia!

Se na dor, no sofrimento, na morte e na tentativa de continuar seguindo em frente faltando um pedaço somos todos iguais, porque as vidas perdidas em vias terrestres não comovem tanto?

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/educacao-de-transito/morre-no-transito-o-equivalente-2-avioes-da-lamia-lotados-por-dia/

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Pai e filho criam game educativo sobre trânsito e cidadania

O Clubinho Salva Vidas promove jogos para as crianças se conscientizarem sobre os problemas da cidade

Jornalista Nicole Wey

Redação Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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O Clubinho Salva Vidas foi pensado por Eliandro e seu filho (Foto: Divulgação)

No Brasil, 130 pessoas morrem todos os dias por conta de acidentes de trânsito, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2015, foram 43 mil mortos e 515 mil pessoas com invalidez permanente no país.

Apesar de  chocantes, estes dados podem passar batidos por muitas pessoas. Mas um empreendedor atento resolveu mudar esta realidade. Em 2014, Eliandro Maurat, 41 anos, lançou o Clubinho Salva Vidas, um portal com games educativos para conscientizar as crianças a respeito dos problemas de trânsito.

A história do Clubinho começou em 2010, quando Maurat assistiu a um vídeo inspirador na internet. “Vi a história de Jaqueline Saburido, uma jovem venezuelana que teve 60% do corpo queimado quando um motorista bêbado atingiu seu carro. Fiquei tão sensibilizado com a história que comecei a investigar mais sobre como os acidentes afetam o Brasil”, afirma o empreendedor.

Imerso em dados e pesquisas, o empreendedor começou no ano seguinte o Projeto Salva Vidas no Trânsito. “Procurei o corpo de bombeiros para entender melhor a dinâmica dos resgates e os chamei para se juntarem a mim no projeto. Fizemos um site e passamos a palestrar em escolas, instituições de ensino e empresas sobre os riscos e acidentes de trânsito e como evitá-los”, diz.

Apesar de estar feliz com o resultado, o insight decisivo para o futuro do projeto veio do filho de Maurat, de sete anos. “Um dia, passamos por um acidente de trânsito e eu comentei como era difícil mudar a cabeça das pessoas. Meu filho então falou: ‘pai, se não dá para falar com os adultos, que tal falar com as crianças?’. Nesse momento, entendi que precisava agir na base, conscientizar desde o início os futuros cidadãos a serem agentes de mudança”, afirma Maurat.

O empreendedor e o filho sentaram juntos e desenvolveram o projeto focado nas crianças. “Investi R$ 200 mil e eu mesmo desenvolvi a primeira versão do portal Clubinho Salva Vidas.”

No portal, as crianças encontram uma cidade com joguinhos e personagens. Elas recebem penalidades por cada coisa errada que fazem, assim como recebem moedinhas quando acertam. Edu, o personagem principal do jogo, é quem fala diretamente com as crianças.

Além do portal, o projeto conta com os teatros educativos em escolas (Foto: divulgação)

O acesso ao site é gratuito e está disponível em inglês e português. Segundo o empreendedor, o portal já atinge crianças de todo o Brasil, além de países como Índia, Estados Unidos, França e Portugal, entre outros. “Quando tentamos cobrar pelos jogos, muitas crianças mandavam e-mail, dizendo que os pais não queriam pagar, então decidimos que para impactar o maior número de crianças, precisávamos fazer algo gratuito”, afirma o empreendedor. Hoje, os jogos do portal são recomendados para crianças a partir de 6 anos.

Conforme o projeto foi ganhando corpo, Maurat pediu demissão de sua antiga emprego e passou a se dedicar exclusivamente ao Clubinho Salva Vidas. “O problema é que eu não tinha mais recursos para investir, então passei a buscar investidores”, afirma.

No final de 2015, seis sócios se juntaram a empresa e investiram mais R$ 600 mil no projeto. “Conseguimos investir em outras áreas e buscamos novas formas de monetizar a empresa. Hoje, contamos com animações no YouTube, com músicas originais nossas, vendemos DVDs e também gibis e revistas para colorir. Muitas escolas nos contratam para levarmos o teatro educativo que fazemos. Elas pagam R$ 30 pelo kit com para dar um kit de produtos para cada criança e o teatro já está dentro desse pacote”, afirma Maurat.

O empreendedor revela que o faturamento oscila todos os meses, dependendo de quantos eventos realizam e o número de kits vendidos. “Em 2017, vamos fazer outro DVD, com músicas compostas por Michael Sullivan, que compôs várias músicas para a Xuxa, por exemplo. Já tivemos mais de 200 mil acessos no site até maio deste ano e esperamos aumentar esse alcance para o próximo ano, além de poder realizar os teatros em todo o Brasil.  Acreditamos na mudança na sociedade impactando as crianças, que são os melhores agentes de mudança que podemos ter”, afirma.

Fonte:  http://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2016/12/pai-e-filho-criam-game-educativo-sobre-transito-e-cidadania.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=compartilharMobile

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Estatísticas mostram queda de acidentes em vias que tiveram redução de velocidade

Um levantamento realizado recentemente pelo Batalhão da Polícia de Trânsito confirmou uma redução de 28,9% nos acidentes na Área Calma, polígono na região central de Curitiba no qual a velocidade máxima permitida é de 40km/h. Foto: Luiz Costa/SMCS


Foto: Luiz Costa/SMCS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muitos não acreditaram, foram contra a implementação e reclamam até hoje, mas os resultados em várias cidades que tiveram o limite de velocidade reduzido em determinadas vias é surpreendente. “A redução e o controle de velocidade são as ferramentas ideais para reduzir congestionamentos, acidentes e ainda poluir menos”, afirma Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.

A cidade de São Paulo é um caso emblemático. Apesar de toda crítica pela decisão, depois de um ano de velocidade reduzida nas Marginais Pinheiros e Tietê, o número de acidentes com vítimas (mortas ou feridas) caiu 37,5% nas vias, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Em Curitiba, onde essa medida também foi implantada, a região da chamada Área Calma, com limite de 40 km/h, seguiu a mesma tendência e teve uma queda de 32,54% no total de atendimentos de acidentes no local e de 24,21% no total dos registros de acidentes do que nos 11 meses anteriores à implantação do projeto, segundo dados do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) para o projeto Vida no Trânsito.

Não é só no Brasil que há exemplos bem sucedidos, também é o caso de Londres, cidade que, segundo estudos, conseguiu reduzir em 40% o número de mortos e feridos graves em acidentes de trânsito. A conquista se deve à implementação do limite de 32 km/h em ruas e avenidas estratégicas da capital inglesa, que começou a ser implantado nos primeiros anos do mandato do ex-prefeito Boris Johnson.

Organização Mundial de Saúde

Essa medida não é um fato isolado. Existem vários estudos internacionais que comprovam a eficácia da redução dos limites de velocidade. Segundo relatório pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), medidas de prevenção como adotar limites máximos de velocidade em vias urbanas inferiores ou iguais a 50 quilômetros por hora, entre outras, são essenciais para reverter o crescente número de mortes por lesões causadas no trânsito.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/educacao/programa-nos-do-transito/estatisticas-mostram-queda-de-acidentes-em-vias-que-tiveram-reducao-de-velocidade/

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