Arquivos para julho de 2016

Acidentes com motos continuam aumentando no Brasil

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Dados muito preocupantes foram divulgados essa semana em uma reportagem no UOL: o número de mortos e feridos em acidentes com motos mais que triplicou no país entre 2002 e 2013. Os dados são do estudo “Retrato da Segurança Viária no Brasil”.

Segundo a reportagem, das 43.075 mortes no trânsito ocorridas no Brasil em 2013, 12.040 foram motociclistas ou passageiros de motos –mais de três vezes os mortos em 2002, quando 3.773 perderam a vida. Já o número de feridos em acidentes com moto quadruplicou no período: de 21.692 para 88.682.

Os resultados do estudo se baseiam apenas nos acidentes cujo meio de transporte envolvido foi identificado, descartando as categorias “outros” e “sem informação”. Portanto, os números não se baseiam no total absoluto registrado no país e apontam que os motociclistas representaram 37% das mortes e 56% dos feridos nos acidentes em 2013 –motos constituem 26% da frota nacional de veículos automotores.

Isto quer dizer que de 2002 a 2013, período abordado pelo estudo, acidentes com motos passaram a ser a principal causa de morte do país quando o motivo é acidente de trânsito.

Os dados do DPVAT confirmam essa triste realidade.  De acordo com a Seguradora Líder, no ano de 2015, seguindo a mesma tendência dos anos anteriores, a motocicleta representou a maior parte das indenizações, 76%, apesar de representar apenas 27% da frota nacional.

Além das vidas, o país tem perdido muitos milhões, que poderiam ser investidos na saúde, com os acidentes de trânsito. Segundo o estudo, em 2013, a estimativa é que o país tenha gastado R$ 16,9 bilhões com os acidentes de trânsito.

Agora vem a grande pergunta, por que isso está acontecendo? Essa é uma questão que tem várias respostas, uma delas é o aumento da frota, as motocicletas substituíram muitos tipos de meios de locomoção, devido à agilidade e custo. Junte-se a isso o fato de que, em várias cidades, é bastante comum o serviço de moto-táxi (pouco difundido no Sul) e ainda a resistência de muitos em usar o capacete.

Porém, na minha opinião, essas questões não são as mais graves. O pior problema é que muitos desses motociclistas pilotam sem nenhuma formação para isso, sem nunca sequer terem entrado numa autoescola. Por exemplo, segundo o Detran/CE, a frota de motocicletas no Interior é de aproximadamente 650 mil, enquanto a dos portadores da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A (para guiar motos) é de cerca de 450 mil. Significa dizer que cerca de 200 mil pessoas conduzem motocicletas de forma indiscriminada, sem ter passado por aulas de legislação de trânsito, isso só em um estado.

Não que o processo para tirar a CNH “A” seja milagroso e a solução para todos os problemas, longe disso, mas deve ser o início do processo de conhecimento e de conscientização quanto aos perigos enfrentados no trânsito.

Nesse processo de formação de condutores, muita coisa deve ser modificada. O fato das aulas acontecerem em ambiente fechado não cabe mais no contexto que vivemos: cada vez mais motos na rua e cada vez mais mortos no trânsito. Mas essa é uma segunda fase.

A primeira certamente é o início de uma fiscalização séria e abrangente. Somente assim as pessoas começarão a procurar formas de regularizar a situação e certamente sairão da ilegalidade. É um processo lento e contínuo.

Além disso, o velho discurso: investimentos em educação de trânsito. Muitos acidentes poderiam ser evitados com simples mudanças de atitude. A realidade nas ruas nos mostra que são poucos os motociclistas que respeitam as leis de trânsito, parece que querem desafiar o perigo. Não quero generalizar, mas infelizmente muitos se comportam como se estivessem sempre corretos (mesmo fazendo as piores imprudências) e ainda se mostram agressivos e violentos. Existem motoristas de outros veículos assim? Claro que sim! Mas infelizmente a fragilidade da motocicleta é indiscutível e quem vem pagando o preço por isso são os motociclistas, os dados não me deixam mentir.

Diante disso, não é mais possível que todas as esferas do governo se calem. As ruas estão pedindo socorro! É preciso que aconteça imediatamente: um aumento da fiscalização específica, reforma no processo de primeira habilitação para os motociclistas e melhoria nas condições das vias. Não podemos mais esperar!

Você concorda ou não? Deixe seu comentário abaixo!

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/saiu-na-midia/acidentes-com-motos-continuam-aumentando-no-brasil/

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Comemore o Dia do Motorista e seja a mudança que o trânsito precisa!

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Hoje (25) é dia de celebração nas estradas e vias brasileiras, afinal, é Dia do Motorista! E nada mais justo do que o nosso Blog Viver Seguro no Trânsito homenagear condutores de todo o país que se preocupam em transformar as ruas em sinônimo de prudência, atenção e respeito às regras de trânsito. A data também é uma referência ao Dia de São Cristóvão, reconhecido como o padroeiro dos condutores e viajantes.

Os avanços na fiscalização e na conscientização de motoristas devem ser comemorados, mas ainda é preciso fazer mais. De acordo com estatísticas da Seguradora Líder-DPVAT, os condutores ainda são as maiores vítimas de acidentes, representando 64% dos casos em 2015. No mesmo período, desse total, 54% das indenizações pagas foram referentes a ocorrências fatais e 64% dos acidentes deixaram os motoristas com sequelas.

Os números comprovam a necessidade de se praticar diariamente atitudes responsáveis no trânsito para tornar a circulação de motoristas, passageiros e pedestres mais segura e com a certeza de que chegarão aos seus destinos. Ser consciente no trânsito deve ser uma atitude diária de todos nós e, por isso, precisamos também estar atualizados sobre as leis e possíveis mudanças que elas possam sofrer;  fazer periodicamente a manutenção do veículo; estar atentos ao que acontece nas vias e tranquilos na hora de guiar o carro.

Motorista, aproveite o seu dia com responsabilidade, amor e cidadania. O poder de preservar vidas no trânsito pode estar em suas mãos. Seja você agente dessa mudança!

Fonte: http://www.viverseguronotransito.com.br/2016/07/comemore-o-dia-do-motorista-e-seja-a-mudanca-que-o-transito-precisa/

 

 

 

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Você sabe quando e como usar o triângulo de sinalização? O Portal explica

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O triângulo de segurança, ou dispositivo de sinalização luminosa e refletora de emergência, é um equipamento obrigatório em todos os automóveis.

O item deve ser utilizado quando o veículo estiver impossibilitado de andar, devido à pane ou acidente. O dispositivo é fundamental para avisar aos outros motoristas que há alguém parado logo à frente, diminuindo assim o risco de acidente.

Quando usar

Sempre que acontecer alguma emergência como, pneu furado, pane ou acidente, tente estacionar fora da pista e use o triângulo. Lembre-se que em caso de acidente sem vítima, o correto é retirar os carros da via para não atrapalhar a fluidez do trânsito.

Como usar

Se não houver alternativa, e o condutor não puder tirar o carro da via, existem normas a serem seguidas. Segundo a Res.36/98 do Contran, a distância mínima para sinalização em uma emergência é de 30 metros da parte traseira do veículo. Porém, para definir o melhor local para colocar o triângulo de sinalização, é possível utilizar a regra de 1 metro de distância para cada km/h de velocidade da via. Por exemplo, se o limite de velocidade da via for 60 km/h, o condutor deve colocar a sinalização a 60 metros da parte traseira do veículo, mas dependendo das condições adversas, como chuva ou neblina, esta distância deverá ser dobrada. Para facilitar a contagem, o condutor deve utilizar um passo longo que representa um metro de distância.

Trafegar sem o triângulo é infração gravíssima com multa no valor de R$191,54.

Além do triângulo, é possível espalhar arbustos ou galhos de árvores no leito da via e ainda, abrir o capô e o porta-malas do veículo para chamar a atenção.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/voce-sabe-quando-e-como-usar-o-triangulo-de-sinalizacao-o-portal-explica/

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A sociedade dos bárbaros e dos inválidos

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Por Márcia Pontes.

Diz a lenda que somos mais de 50 mil mortos no trânsito anualmente e mais de 700 mil inválidos que sobrevivem com algum tipo de sequela. Na boa e sem medo de errar: somos muito mais e isso não é lenda. É realidade diária, cotidiana, afeta milhares de famílias e ninguém está imune. O primeiro arrancou o braço de um ciclista na Avenida Paulista e só parou o carro quilômetros depois para livrar-se dele atirando-o em um córrego fétido e imundo. O segundo também decepou o braço de um ciclista e só livrou-se dele mais de 1,5km de distância depois. Só parou o carro para livrar-se do pedaço decepado de outro ser humano e seguir trajetória. Em que mundo vivemos? Que sociedade é essa? Bem-vindos à sociedade dos bárbaros e dos inválidos.

Os bárbaros da História eram os povos germânicos que habitavam as regiões Norte e Nordeste da Europa e Noroeste da Ásia na época do Império Romano. Ficaram conhecidos pela marca da violência em suas invasões, que por fim, derrubaram o Império Romano. Assim, anos de evolução depois, as expressões “barbaridade”, “barbárie” e afins continuam sendo usadas para tentar expressar algo violento, impiedoso, cruel e implacável. Pontualmente, expressões que vêm sendo empregadas cada vez mais em referência à violência das pessoas no trânsito.

Os bárbaros desempenham diversos papéis no trânsito. Os mais conhecidos são os motoristas que raramente dirigem de cara limpa e não raro combinam bebida alcoólica com algum outro tipo de droga. Não sabemos quem são os mais perigosos e cruéis: os bárbaros de cara torta ou os bárbaros de cara limpa no trânsito. Há também os bárbaros que dirigem sem habilitação porque não as tem ou porque lhes suspenderam ou cassaram o direito de dirigir.

Os bárbaros no trânsito não deixam nada a dever aos bárbaros e costumam ser ainda mais violentos. Mudaram-se as armas: os guerreiros selvagens dos livros de história empunhavam armas grandes como machados e espadas de duas mãos. Os bárbaros modernos empunham o volante dos motorizados e geralmente dividem a empunhadura com latas, garrafas de cerveja ou algum tipo de droga que consomem enquanto dirigem.

Os bárbaros do volante quando não empunham suas armas passam por cidadãos comuns, educados, respeitáveis e sorridentes. Há os bárbaros que são no volante como são em qualquer situação na vida: marrentos, arrogantes, egoístas, selvagens e capazes de uma fúria bestial acompanhada de imprudência e irresponsabilidade tanto quanto os bárbaros com cara de bonzinhos.

Os bárbaros da História degolavam cabeças e amputavam membros. Os bárbaros do volante atropelam em alta velocidade, arrastam motos, bicicletas e corpos por quilômetros. Eles também arrancam pedaços das pessoas, ferem, mutilam, matam e livram-se dos corpos pelo caminho.

Os inválidos? Quando não morrem são vítimas dos bárbaros. São os trabalhadores indo ou vindo para o trabalho que têm a desgraça de cruzar com um bárbaro ao volante em seu caminho. São crianças indo ou vindo da escola, são mães com bebês no colo ou no carrinho; são os pedestres, os ciclistas, os motociclistas e os outros motoristas. Não interessa a forma de vida, os bárbaros as aniquilam.

As vítimas dos bárbaros no trânsito nem sempre sobrevivem e passam o resto de suas vidas roubadas no fundo de uma cama, dependentes dos outros para tudo: comer, beber, para a higiene pessoal e vegetar. Os bárbaros quando atacam quase sempre saem ilesos e ferem-se superficialmente enquanto os inocentes pagam a conta de sua selvageria, imprudência e responsabilidade.

Os inválidos também se multiplicam no sofrimento: são os pais, as mães, os irmãos, os filhos, os amigos das vítimas condenados a viverem com o coração mutilado, com os olhos fundos e sem o mesmo brilho de antes.

Os inválidos somos cada um de nós, vítimas ou não dos bárbaros ao volante, incluindo a sociedade e os seus heróis da resistência que pregam a paz e pedem por um trânsito humano e seguro. Nessa guerra entre o bem e o mal somos muitos e as baixas têm sido muito maiores do lado dos inocentes.

Na sociedade dos bárbaros e dos inválidos em que nos transformamos, impera também o egoísmo, o individualismo, as trapaças, as pequenas e grandes corrupções no trânsito, a tolerância e a impunidade. Impera a anodinia, a falta de respeito, de cidadania, a falta de valores e de virtudes.

Nessa guerra no trânsito que mata mais que todas as guerras no Oriente, mais do que o câncer e todas as doenças vasculares juntas vivemos a pior espécie de genocídio que existe: o genocídio sobre rodas. É muita barbaridade junta!

Na história, as guerras sangrentas promovidas pelos bárbaros durou cerca de 2 mil anos, até que eles fossem derrotados e as Cruzadas tiveram importante papel neste sentido.

Talvez seja disso que precisemos: de iniciar a nossa verdadeira cruzada contra os bárbaros no trânsito. Uma cruzada cidadã, legal, multissetorial, social, penal, e que acabe com uma de suas armas mais fortes: o sentimento de impunidade.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/educacao-de-transito/sociedade-dos-barbaros-e-dos-invalidos/

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