Arquivos para abril de 2016

Bebo, não nego. Dirijo quando puder

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Ando meio cansada. De tudo. Mas principalmente cansada de ouvir absurdos e cansada de tentar mudar a opinião de gente que simplesmente não quer escutar.

Já perdi a conta de quantas vezes ouvi as pessoas dizerem: beber e não dirigir? Ah isso é só para os fracos, aqueles que não sabem se controlar na bebida, isso vale para quem toma um gole e já fica mal. Comigo não acontece nada, imagine. Eu posso tomar quanto for que continuo bem. Não acho que um “copinho” vai fazer diferença. Ah uma taça de vinho só não dá nada. Toda vida bebi e dirigi e olha aqui: tô bem!

Ah meus leitores. Vão me dizer que nunca ouviram isso, ou mesmo já até falaram isso? Porque vocês sabem né, aquela velha história, comigo não, nunca vai acontecer, só com os outros, os fracos.

O que me surpreende é que apesar de tantas campanhas, lei, pesquisas, informação, ainda assim hoje escuto que beber e não poder dirigir é um exagero.

Em vigor desde 2008 com o objetivo de reduzir os acidentes provocados por motoristas embriagados no Brasil, a Lei Seca foi alterada em 2012, quando a multa passou a ser de R$ 1.915,40 e, em caso de reincidência dentro de um ano, R$ 3.830,80. Além disso, vídeos, fotos, sinais e comportamentos que, segundo a polícia, demonstrem embriaguez também passaram a servir como prova, além do bafômetro.

Os números mostram os efeitos da lei no trânsito brasileiro. Segundo um levantamento do Ministério da Saúde, na comparação entre o primeiro e o segundo semestre de 2008, que compreende seis meses antes e seis meses depois da Lei Seca ser aplicada, o Brasil apresentou uma redução de 459 óbitos – queda de 14%. De acordo com a pesquisa Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2014, do Ministério da Saúde, após o endurecimento da Lei Seca em 2012, caiu em 16% o índice de adultos que admitem beber e dirigir entre 2012 e 2014 nas capitais do país.

Vejam, existem alguns motivos pelos quais eu insisto em dizer que beber e dirigir é uma ação de completa irresponsabilidade. Daí me chamam de careta, mas tudo bem.

Informações do Centro Regional de Estudos, Prevenção e Recuperação de Dependentes Químicos (CENPRE) revelam que as lesões orgânicas causadas pelo álcool são variadas, indo desde a cirrose hepática, passando pela avitaminose, a desnutrição, as neurites (inflamação dos nervos) até às psicoses.

Além disso, outras consequências do álcool são:

Sistema nervoso: Demência alcoólica, degenerações, neurites periféricas e lesões cerebrais, alucinações.

Efeitos cardiovasculares: Anemias, insuficiência cardíaca e circulatória.

Efeitos sobre o trato digestivo: Gastrites agudas, úlceras gástricas, síndrome da má absorção.

Efeitos sobre as glândulas anexas do trato digestivo: Fígado: cirrose, hepatite aguda e degeneração gordurosa.

Pâncreas: pancreatite.

São inúmeros os acidentes registrados em função do consumo de bebidas alcóolicas e justamente por isso, motoristas, levanto a bandeira para esse cenário nada tranquilo e nada favorável de óbitos e feridos no trânsito.

Beber sim. Não é proibido, aliás é um dos prazeres dos brasileiros. O fato é como beber e o que não fazer depois disso.

Por um mundo com mais responsabilidade no trânsito. Mudar é contagioso!

Até a próxima.

*Artigo de Talita Inaba que é jornalista e colaboradora do Portal do Trânsito

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Maio Amarelo lança campanha #EuSou+1 por um trânsito mais humano

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Vai ao ar em todas as redes sociais – twitter, facebook e site do Maio Amarelo, a mais nova campanha do Movimento Maio Amarelo para mobilizar o país contra a epidemia das mortes no trânsito. A campanha está sendo lançada pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, que coordena a mobilização no Brasil.

A campanha traz dois fortes apelos: “Somos 43 mil mortos no trânsito” e “Somos mais de 500 mil feridos no trânsito”. Essa epidemia precisa parar. Os números são dados da violência no trânsito no Brasil, apontados pelo DataSUS em 2014.

A proposta é evidenciar que as mortes precisam ser freadas e que cada um é responsável por mudar esse cenário.

Por isso, as peças fazem ainda um convite a todos os cidadãos: que cada um seja mais um por um trânsito mais seguro. Com a hastag “#eusou+1 por um trânsito mais humano”, o objetivo é  que as pessoas possam personalizar suas páginas do face, adotando o twibbon nas fotos de capa e de perfil, com esse  slogan.

Para o OBSERVATÓRIO Nacional de segurança Viária, a campanha traz um apelo para a sociedade deixar de terceirizar os problemas e sua responsabilidade. “Queremos mudar a lógica que o problema é responsabilidade dos outros e convidar a sociedade para essa mudança. Se cada um respeitar o trânsito, somaremos mais um em prol de uma sociedade mais segura e protegeremos milhares de vidas. O Maio Amarelo quer que todos sejam “mais um por um trânsito mais seguro”, convidam os organizadores.

É muito fácil ser mais atuando para salvar vidas. Contamos com todos!

Basta acessar o site www.maioamarelo.com ou o do OBSERVATÓRIO: www.onsv.org.br  e clicar para compartilhar, não tem segredo.

No twitter e facebook, basta adicionar a campanha.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/educacao-de-transito/maio-amarelo-lanca-campanha-souum-por-um-transito-mais-humano/

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Seguro popular vai impedir avanço do mercado marginal

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Regulamentado pela Resolução 336/16 do CNSP, o seguro popular de veículos oferece a corretores e seguradoras, entre outras tantas vantagens, o fato de ser o melhor antídoto para frear o avanço da chamada “proteção veicular”, na verdade um produto totalmente irregular, comercializado por associações de classe e cooperativas, que está longe de resguardar os direitos do consumidor.

O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, lembra que, por suas características, principalmente a possibilidade de utilização de peças recondicionadas – dentro dos critérios estabelecidos pela Lei do Desmonte -, que permite uma redução de até 30% do preço médio da apólice, o seguro popular, regulamentado por lei e comercializado por seguradoras devidamente autorizadas pelo órgão regulador, que constituem as devidas reservas técnicas para cumprir os compromissos assumidos com os segurados, se mostra muito mais adequado, consistente e factível. “Quando o consumidor for comparar, verá que não há diferença nos preços e que as garantias oferecidas pelo mercado legal de seguros são muito superiores. Não acredito que algum consumidor irá pensar duas vezes antes de optar pelo seguro popular”, frisa Vergilio.

Ele destaca ainda que, além do preço mais baixo e do respaldo legal que o sustenta, o novo produto traz outro benefício importante: a possibilidade de pagamento do seguro em até 12 parcelas.

Esse parcelamento também é oferecido pelo mercado marginal. Mas, acima de tudo como isca para atrair incautos. Isso porque, muitas vezes, na ocorrência do sinistro, sem ter a devida reserva para cumprir o que foi acordado, a associação ou cooperativa posterga o pagamento da indenização ou mesmo não liquida o sinistro, deixando desamparado o dono do veículo “coberto” pela proteção veicular.

No caso do seguro popular, isso não acontece. Dessa forma, o longo parcelamento, com a garantia legal de cumprimento do contrato, viabiliza a contratação do seguro por todas as camadas da população, inclusive as de menor poder aquisitivo e por donos de veículos mais antigos que necessitam, basicamente, de cobertura para danos provocados ao seu patrimônio e ao de terceiros em colisões no trânsito.

Armando Vergilio acredita que o novo seguro pode ser aprimorado, como já admite a Susep, que deve alterar alguns dispositivos da circular, atendendo a um pleito dos seguradores.

O presidente da Fenacor concorda, por exemplo, que o ideal é utilizar apenas oficinas credenciadas, como defende a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg).

Ele também vê como positiva a proposta dos seguradores de se permitir a utilização de peças recondicionadas que não sejam as originais. “Tudo o que for feito para melhorar o seguro popular terá o nosso apoio. O que importa é termos um produto que trará para o mercado mais de 20 milhões de veículos que hoje trafegam pelo país sem qualquer cobertura securitária”, observa.

Com informações da FENACOR

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Nos EUA pedestres poderão ser multados por usarem celular

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Um relatório recente realizado nos EUA mostra dados alarmantes sobre uso do telefone celular por pedestres e sua relação direta com o número de mortes por atropelamento nas cidades norte-americanas.

Segundo a pesquisa, nos últimos quatro anos houve um crescimento de 15% no número de mortes de pedestres distraídos porque estão olhando para o celular ao atravessar uma rua.

No estado norte-americano de Nova Jersey, esse hábito pode se tornar crime, passível de multa e até prisão, caso uma proposta de lei seja aprovada.

A ideia é da congressista Pamela Lampitt, que sugere uma multa de até US$ 50 ou 15 dias de prisão para quem for flagrado andando pelas ruas de Nova Jersey com as mãos ocupadas em um aparelho eletrônico. “Pedestres distraídos, assim como motoristas distraídos, representam um potencial perigo para si mesmos e outras pessoas nas ruas”, disse Pamela.

Segundo a congressista, cerca de 11 mil pessoas acabaram feridas em incidentes causados por distração nos EUA, entre 2000 e 2011. Além disso, o número de pedestres mortos aumentou de 11% para 15% do total de acidentes no trânsito entre 2005 e 2014, diz Pamela.

Propostas semelhantes já foram apresentadas em diversos outros estados americanos, como no Havaí, Arkansas, Illinois, Nevada e Nova York. Por enquanto, porém, não há data para que o projeto de lei de Nova Jersey seja discutido ou votado no Congresso local.

Com informações da Associated Press

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/nos-eua-pedestres-poderao-ser-multados-por-usarem-celular/

 

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