Arquivos para agosto de 2015

Acidentes de trânsito apresentam números e custos altos

acidente-grave

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Médicos da Abramet e outros profissionais estarão, em Gramado/RS, discutindo o tema e buscando soluções

O Congresso Brasileiro sobre Acidentes e Medicina do Tráfego, que ocorrerá em Gramado de 10 a 13 de setembro, irá discutir e definir ações para a diminuição de acidentes de trânsito no Brasil.

O diretor científico da Abramet/RS (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), o médico Ricardo Hegele questiona: “Educação ou punição? Por quanto tempo teremos que contar as vítimas deste trânsito caótico, que mata?” E ainda afirma: “Precisamos unir o Governo, as entidades e a sociedade, para que nos convençamos de que precisamos mudar esta realidade.”

Acidente de trânsito é a segunda maior causa de morte no Brasil, sendo que nosso país é o quinto do mundo neste ranking, precedido por Índia, China, EUA e Rússia.

Cerca de 45 mil pessoas perdem a vida em acidente de trânsito. Além das mortes, outro problema grave são as internações e demoradas recuperações, na maioria das vezes, causando despesas consideráveis ao Governo, que acaba deixando de investir em outros programas de saúde. De 2008 a 2013, o número de internações devido a acidentes de transporte terrestre aumentou 72,4%. Em 2013, o SUS registrou 170.805 internações por acidentes de trânsito e R$ 231 milhões foram gastos no atendimento às vitimas. Esse valor não inclui custos com reabilitação, medicação e o impacto em outras áreas da saúde.

Até 70% dos serviços de emergência do país são ocupados por vítimas de acidentes de trânsito. As fatalidades e lesões do trânsito têm um alto preço físico, emocional, social e financeiro que atinge as vítimas, familiares e pessoas próximas. Muitos pacientes ficam com sequelas permanentes com alto impacto no restante de sua vida e os custos dos acidentes de trânsito representam cerca de 2% do PIB do Brasil.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, 24% dos motoristas do Brasil dizem associar ou já ter associado álcool e direção. Ainda segundo a PNS, metade da população (49,8%) admite nem sempre usar o cinto de segurança no banco de trás dos veículos. Nas áreas rurais do país, 41% afirmam que nem sempre usam capacete quando estão na garupa das motos.

O 11.º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego ocorrerá de 9 a 13 de setembro de 2015, no Wish Serrano Resort, em Gramado/RS, com palestrantes de renome. Desde a sua fundação, em 1980, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) congrega os especialistas em Medicina de Tráfego desenvolvendo ações, estudos e pesquisas visando à prevenção de acidentes decorrentes da mobilidade humana, procurando evitá-los ou mitigar a dor por eles provocada. Por isso, a importância da realização de reuniões de caráter científico, tais como congressos, simpósios e cursos de atualização.

A realização do 11º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego é da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego e organização da Rossi e Zorzanello Feiras e Empreendimentos.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/acidentes-de-transito-apresentam-numeros-e-custos-altos

Sem comentários

Os protestos, a corrupção e o trânsito. O que tudo isso tem a ver?

Bandeira-do-brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estamos indignados. Saímos às ruas. Batemos panelas. Por quê? Por causa da corrupção que assola nosso País? Por causa do mau uso do dinheiro público? Por causa dos nossos políticos que parece que estão cada vez mais sem vergonha? Sim, por tudo isso. Mas digo para vocês, isso é pouco.

Deveríamos nos revoltar quando vemos um espertinho de motocicleta burlando a lombada eletrônica, um filhinho de papai subornando um policial para se safar de uma punição, um pai furando a fila de veículos da escola para chegar mais rápido ao seu destino, um cidadão que bebe todas e depois pega o carro colocando a vida de todos em risco. Mas infelizmente parece que essas coisas não tocam a sociedade como deveriam.

E o pior, o cerne da questão é o mesmo. Não adianta eu ir lá gritar que basta de corrupção, mas quando estaciono para ir ao banco rapidinho, coloco o meu carro na vaga exclusiva para deficientes ou idosos. Isso está certo? Não, o problema é cultural no Brasil. O trânsito parece ser o lugar em que realmente mostramos quem somos.

Vamos destituir um governo para colocar qual no lugar? Existe alguma saída brilhante? Não, não existe. Já ouvi falar que a única solução seria o surgimento de uma nova civilização após a queda de um meteoro no Brasil.

Devemos, por isso, nos acomodar e aceitar? Não, não devemos. Porém, temos que dar o exemplo. A corrupção e a “esperteza” deveriam ser a exceção, e não a regra. No Brasil, infelizmente a exceção são aqueles que cumprem às regras, pagam seus impostos e trabalham honestamente.

Vamos lutar. Não vamos desistir. Mas, vamos lutar pelos nossos ideais, vamos começar transformando o nosso espaço, o mundo em que vivemos, aquilo que alcançamos. Eu estou fazendo a minha parte, lutando por um trânsito mais seguro, pela convivência com pessoas mais educadas e que pensam no outro e pela grandeza do povo brasileiro. Eu ainda acredito!

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/os-protestos-a-corrupcao-e-o-transito-o-que-tudo-isso-tem-a-ver

Sem comentários

Motociclistas são as maiores vítimas do trânsito de acordo com DPVAT

Urbs estende curso grátis para motofretistas até abril . Curitiba, 09/09/2009 Foto: Luiz Costa/SMCS

No primeiro trimestre de 2015 as indenizações pagas pelo Seguro DPVAT registraram crescimento de 15% se comparado com o mesmo período de 2014, segundo a Seguradora Líder. Ainda de acordo com os dados, os casos de Invalidez Permanente representaram a maioria das indenizações pagas no período (79%) mantendo o comportamento observado no ano anterior.

Além disso, registraram crescimento de 20% ante o mesmo período de 2014. Analisando os dados, percebe-se que os acidentes envolvendo motos são os grandes responsáveis por esses números.

Os casos de morte registraram uma redução de 5% em relação ao mesmo período de 2014, e sua participação foi menor na quantidade de indenizações em relação às demais coberturas.  “Para entendermos esse fenômeno, imaginemos: quem morreu, perdeu 100% da saúde; quando programas e ações para diminuir a gravidade dos acidentes são eficazes, quem perderia 100% perde “apenas” 95%, quem perderia 90% perde “apenas” 85% e assim por diante; então, os que morreriam “viram” feridos muito graves e estes, feridos graves, e estes, feridos menos graves, de tal forma que ocorre um deslocamento na curva deste gráfico nefasto”, avalia Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.

No primeiro trimestre de 2015, a maior incidência de indenizações pagas foi para vítimas do sexo masculino, mantendo o mesmo comportamento dos anos anteriores. A faixa etária mais atingida no período foi de 18 a 34 anos, representando 52% do total das indenizações pagas, o que corresponde a quase 100 mil indenizações. No período analisado, a maior incidência de vítimas foram os motoristas (64%). Em acidentes fatais, os motoristas representaram 54% das indenizações pagas e em acidentes com sequelas permanentes, 65%, predominando significativamente os motociclistas (91%)

A motocicleta

A motocicleta foi o veículo com o maior número de indenizações de janeiro a março de 2015. Apesar de representar apenas 27% da frota nacional, concentrou 77% das indenizações. E o mais grave, que afeta diretamente toda a sociedade, as vítimas de acidentes com motocicletas são em sua maioria jovens em idade economicamente ativa. No primeiro trimestre de 2015, as vítimas entre 18 e 34 anos concentraram 55% dos acidentes fatais e 57% dos acidentes com sequelas permanentes. No período analisado, foram pagas mais de 65 mil indenizações por Invalidez Permanente a vítimas nessa faixa etária, envolvendo o uso de motocicletas.

A região Nordeste concentrou 42% das indenizações por Morte e Invalidez Permanente por acidentes com motocicletas no período analisado. “As motocicletas substituíram no Nordeste, muitos tipos de meios de locomoção. Junte-se a isso o fato de que, em várias cidades, é bastante comum o serviço de moto-táxi (pouco difundido no Sul) e ainda a resistência de muitos em usar o capacete”, argumenta o especialista.

Para Mariano, porém, essas questões não são as mais graves. “O pior problema é que muitos desses motociclistas pilotam sem nenhuma formação para isso, sem nunca sequer terem entrado numa autoescola”, analisa. Por exemplo, segundo o Detran/CE, a frota de motocicletas no Interior é de aproximadamente 650 mil, enquanto a dos portadores da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A (para guiar motos) é de cerca de 450 mil. “Significa dizer que cerca de 200 mil pessoas conduzem motocicletas de forma indiscriminada, sem ter passado por aulas de legislação de trânsito, isso só em um estado”, explica.

Os pagamentos das indenizações referem-se às ocorrências no período e em anos anteriores, observado o prazo prescricional de 3 (três) anos para solicitar o benefício do Seguro DPVAT.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/motociclistas-sao-as-maiores-vitimas-do-transito-de-acordo-com-dpvat

Sem comentários

Palestra sobre alcoolismo, drogas e tabagismo na fábrica da Arbor Brasil

Palestra Arbor Brasil

 

 

 

 

 

 

 

Alcoolismo e tabagismo são dependências que andam de mãos dadas. A maioria dos fumantes ingere álcool e estes têm tendência a fumar mais do que os que não bebem.
É muito difícil, também, encontrar um alcoolista que não fume – cerca de 70% dos dependentes são considerados fumantes pesados (fumam mais de 30 cigarros ao dia).
As duas dependências são tão próximas por agir de modo sinérgico: o álcool é um depressor e o fumo, estimulante, portanto o efeito de um é utilizado para compensar o do outro. Os riscos para a saúde são também muito mais graves para aqueles que fumam e bebem. “Os riscos do uso de cada droga independentemente não são apenas somados – eles são somados e aumentados em 50%”, explica Danilo Baltieri, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da USP. Algumas doenças graves, como o câncer de laringe e de boca, são um perigo maior para essa população.
Segundo Mayuri Hassano, psiquiatra do Hospital Universitário (HU) da USP e coordenadora do Centro Universitário de Intervenção em Drogas e Álcool (Cuida) do HU, o uso concomitante das duas drogas aponta ainda para uma maior dificuldade de parar. “Os estudos mostram que os alcoolistas fumantes têm, na verdade, mais dificuldade para parar de fumar e, quando param, recaem com mais frequência. Alguns estudos indicam ainda uma tendência de se buscar outras drogas quando se para de fumar”, explica ela.
O resultado de pesquisa sobre tratamento da dependência alcoólica, realizada pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), da qual participou Baltieri, encontrou inesperadamente uma medicação que auxilia na redução do alcoolismo e do tabagismo ao mesmo tempo. O topiramato atua como um diminuidor da ansiedade e impulsividade, diminuindo consecutivamente o desejo de fumar e beber.
A pesquisa analisou ainda se a preferência por certo tipo de bebida alcoólica influencia na aderência a tratamentos. A maioria dos pacientes tinha preferência pela ingestão de cerveja ou cachaça. Destes, os que preferiam a bebida destilada apresentavam um quadro clínico mais grave, e para eles, o tratamento foi menos eficiente.
Esses resultados, segundo Baltieri, estão ligados a outros fatores que não só o tipo de bebida. Uma grande quantidade dos dependentes de álcool que preferiam a pinga já havia passado por algum serviço público de saúde, e apresentava um menor nível socioeconômico. A falência de múltiplos tratamentos anteriores, a não aceitação da sociedade e os problemas profissionais e familiares decorrentes do vício acabavam por agravar a doença desse indivíduo e tornar mais difícil seu tratamento.
“A sociedade encara de forma diferente o consumo de cerveja e de pinga, e isso afeta a percepção dos pacientes acerca de sua doença. Se você passa num bar numa sexta-feira à tarde e vê dez garrafas de cerveja sobre a mesa, aquilo é normal. É normal tomar um chopp depois do trabalho. Mas não é a mesma coisa ver um sujeito com um litro de cachaça na mão. Cerveja é happy hour, pinga é perdição”, explica o psiquiatra.
Mayuri Hassano relata que o estigma social da dependência química é percebido mesmo nos próprios pacientes: “Nos grupos antitabagismo, nem sempre o paciente admite num primeiro momento a dependência de álcool ou de outras drogas. É frequente ele negar ou minimizar o uso de outras drogas, normalmente por vergonha, medo de julgamento moral ou discriminação”.
Outra característica decorrente da maior aceitação social do consumo de cerveja é que os dependentes alcoólicos com preferência pela bebida fermentada têm maior resistência a aceitar que possuem uma doença. “É bem mais difícil esses pacientes procurarem um tratamento específico. A cerveja pode ser e é um problema sério para muitas pessoas”, adverte Baltieri.
O tratamento, segundo o psiquiatra, é muito difícil, mas sem segredos. “Três fatores são fundamentais. Primeiro vem a vontade do indivíduo de parar. Muitas vezes o indivíduo não tem essa vontade, mas a desenvolve, e nós, médicos, temos que ajudá-lo a desenvolver essa vontade. O segundo, e essencial, é a família. Um tratamento no qual não se inclua o apoio dos familiares está fadado a ter um sucesso muito menor. O terceiro é ter uma equipe especializada disposta a ajudar. É preciso avaliar cada caso e oferecer apoio específico para cada um, é preciso analisar os pormenores da doença do indivíduo, da sua vida.”
“Muitas vezes a família abandona seu parente, não entende seu problema como doença, encara como falta de caráter, como um cara vagabundo. Mas é necessário entender que é uma doença mental e que a pessoa precisa ser tratada. Há doenças mentais em torno das quais precisamos diminuir os estigmas existentes, e uma delas é o alcoolismo”, elenca. “Dez por cento da população brasileira é dependente de álcool. Precisamos trabalhar primordialmente com o esclarecimento e prevenção.”
Para as pessoas que fumam e bebem, e que pretendem parar, é consenso entre os médicos que o ideal é procurar tratamento para os dois vícios, e conquistar de uma só vez uma vida mais saudável.

(Fonte: Agência USP de notícias/ABEAD)

Sem comentários

Crianças na garupa da moto? Cautela máxima!

crianca-na-moto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O transporte de crianças, em qualquer veículo, tem que ser realizado com muita segurança. No caso das motocicletas é proibido levar crianças menores de sete anos ou que não tenham condições de cuidar de si própria. Infelizmente, essa é uma regra que não é seguida por muitos motociclistas e que representa uma infração gravíssima, passível de multa e da suspensão do direito de dirigir.

Nesse período de volta às aulas, se você planeja levar o seu filho(a), maior de sete anos, para a escola de moto, fique atento se ele ou ela se acomoda perfeitamente no veículo, apoiando os pés na pedaleira e segurando com firmeza nas mãos e braços. Além disso, não se esqueça de que o pequeno deve utilizar um capacete apropriado, que não fique frouxo e que não saia com facilidade. A roupa também deve ser adequada para minimizar o risco de lesões em caso de acidente. De preferência, calça, jaqueta ou colete apropriados para uso em motocicletas. Jamais transporte mais de uma criança na garupa.
De acordo com dados da Seguradora Líder DPVAT, entre janeiro e março deste ano, foram pagas 31 indenizações por morte de crianças entre 0 e 7 anos em acidentes com moto. Para invalidez permanente, foram 1.029 pagamentos para a mesma faixa etária nesta categoria de veículo.
Os adultos são responsáveis por garantir o bem estar das crianças que, quando pequenas, não compreendem o quão perigosos são alguns comportamentos. Nenhuma criança deveria perder a vida em acidentes de trânsito. Por isso, faça a sua parte! Toda criança merece ter futuro!
Com informações da Equipe DPVAT

Sem comentários

Tudo que você precisa saber sobre o processo de primeira habilitação

jovem-ao-volante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muitas pessoas têm dúvidas sobre como funciona o processo para tirar a tão sonhada habilitação. O Portal explica como funciona cada etapa.

O sonho de muitos jovens brasileiros é chegar aos 18 anos para então poder dirigir. No entanto, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não é um direito, mas sim uma licença do Estado, declarando que o cidadão está apto a dirigir. Só pode se candidatar à CNH quem tem mais de 18 anos, sabe ler e escrever e possui documento de identificação e CPF.

Além desses requisitos, para conquistar essa licença, existe um processo a ser enfrentado que começa com a procura da autoescola. “Os Centros de Formação de Condutores (CFCs), representados pelos instrutores, diretores de ensino e seus proprietários têm uma missão importante hoje que é a conscientização, principalmente, dos jovens no trânsito. Por esse motivo é importante avaliar uma autoescola não apenas pelo preço, mas pela qualidade do ensino, pela didática e seriedade”, alerta Celso Alves Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito.

Depois de escolhido o CFC, para iniciar o processo de habilitação, o candidato tem as digitais coletadas e armazenadas em um sistema biométrico de identificação que também registra sua frequência durante todo o curso de formação de condutores. “Os dados são monitorados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A partir desse momento, o candidato tem 12 meses para concluir todo o processo de habilitação, com a possibilidade de transferir e continuar em outros estados”, explica Mariano.

No caso de primeira habilitação é possível candidatar-se à Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC), categoria A (veículo de 2 ou 3 rodas), categoria B (veículos automotores com até oito lugares), categorias A e B (juntas).

Exame médico e psicológico

A primeira etapa a ser vencida é o exame médico e psicológico. Nele o candidato receberá uma laudo do médico e do psicólogo, credenciados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), atestando se o cidadão tem ou não condições físicas e psíquicas para dirigir. Nesse exame é avaliada a visão, força muscular, coração, pulmão e saúde mental. Se passar, começam as aulas teóricas do CFC (Centro de Formação de Condutores).

Curso e prova teórica

Depois de aprovado na primeira etapa, o candidato pode começar o curso teórico, que tem 45 horas/aula e conteúdos de legislação, infrações, sinalização, direção defensiva, primeiros socorros, cidadania, meio ambiente e mecânica básica. Após completar a carga horária, ele conquista o certificado de conclusão do curso e está pronto para a prova teórica, que é aplicada pelo Detran. O candidato deve ter no mínimo 70% de acerto. Se reprovar, deve esperar 15 dias para fazer novo exame.

Curso prático

Passada a etapa teórica, começam as aulas práticas, que devem ter no mínimo 25 horas/aula, distribuídas em:

– 20 horas/aula em veículo de aprendizagem, sendo 04 (quatro) horas/aula no período noturno;

– 05 horas/aula obrigatórias em simulador de direção veicular, das quais 1 (uma) hora/aula com conteúdo noturno.

As aulas realizadas no período noturno poderão ser substituídas, opcionalmente, por aulas ministradas em simulador de direção veicular, desde que o aluno realize pelo menos 01 (uma) hora/aula prática de direção veicular noturna na via pública.

 “É muito importante que o futuro condutor treine em condições adversas como à noite, com chuva, etc, pois só assim ele estará mais preparado para enfrentar a realidade do dia a dia no trânsito”, orienta Mariano.

De acordo com o especialista, muitos alunos chegam à autoescola sem nenhuma motivação, já achando que sabem tudo sobre o ato de dirigir, e o CFC tem uma difícil tarefa de mudar a cultura desse indivíduo. “Os resultados são surpreendentes e muitos jovens saem transformados e conscientes de seu papel no trânsito”, diz o especialista.

Concluído o curso prático é marcada a data para o tão temido exame final. Nesta hora é importante ouvir o instrutor. “O professor é a pessoa que mais conhece o processo e ele sabe a hora que o aluno está preparado ou não para enfrentar a prova prática”, afirma Mariano.

Prova prática

Para a categoria B, o candidato deverá fazer a baliza e um percurso determinado pelos examinadores, e será reprovado se cometer faltas eliminatórias ou que somem mais de três pontos negativos. Para motos e ciclomotores, o exame continua sendo feito em circuito fechado. Se reprovar, o candidato terá que esperar 15 dias para fazer novo exame, sem precisar repetir as etapas aprovadas.

Multa durante o processo de habilitação

Se o candidato é flagrado dirigindo sem habilitação, ou por algum motivo leva uma multa, quando tem um veículo em seu nome, por exemplo, o processo pode ser prejudicado.  A partir do momento que o candidato tem o número RENACH (que é aquele inscrito ao dar entrada no processo), a multa pode ficar atrelada a ele e aí sim suspender o processo de habilitação ou até mesmo a multa constar na Permissão para Dirigir (PPD) do infrator.

Permissão para Dirigir (PPD)

O candidato que for aprovado em todas as etapas do processo de habilitação receberá a Permissão Para Dirigir, que é válida em todo território nacional, inclusive rodovias. “Essa dúvida é muito comum entre os recém-habilitados, mas ao contrário do que muitos imaginam, não há nada no Código de Trânsito Brasileiro que proíba o condutor com a PPD de dirigir em rodovias”, explica Mariano. Porém, o especialista alerta sobre os perigos deste ato. “Pessoas que dirigem bem nas cidades nem sempre são bons condutores nas rodovias, quando estamos falando de condutores sem experiência, o risco é dobrado. Isso ocorre porque conduzir em estradas e rodovias exige uma experiência completamente diferente de conduzir em trânsito urbano”.

Se no período de um ano o condutor não cometer infrações graves ou gravíssimas e nem reincidir em multa por infração média, ele terá direito a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Caso contrário, terá que reiniciar todo processo de habilitação.

Para Mariano, atualmente o Centro de Formação de Condutores talvez seja o único contato que o candidato à primeira habilitação tenha com a educação para o trânsito. “O CFC é uma instituição de ensino, certificada e credenciada pelo Detran, com qualidade e responsabilidade para despertar no cidadão todos os requisitos necessários para que ele seja um condutor mais responsável, que conheça e respeite as leis, e que olhe os outros usuários com mais compreensão e dignidade”, conclui Mariano.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-o-processo-de-primeira-habilitacao

Sem comentários