Arquivos para julho de 2015

Cuidado feminino no trânsito não se trata de insegurança

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Mulheres são mais cautelosas e envolvem-se em menos acidentes

Assessoria de Imprensa Perkons

Mariana Simino

Dados do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre de 2012 mostram que o público feminino é mais cauteloso e representa 19% menos riscos de se envolverem em acidentes de trânsito. As mulheres também se envolvem menos em acidentes. O levantamento do Ministério da Saúde mostrou que o número de homens que morrem no trânsito é quatro vezes maior do que o de mulheres. Em 2009, 30.631 homens (81,4%) e 6.496 mulheres (18,4%) perderam a vida. As principais vítimas são jovens de 20 a 39 anos (45,5%), desses 86% eram homens.

Além disso, uma pesquisa da seguradora britânica Privilege Insurance mostrou que elas dirigem melhor do que os homens. A avaliação levou em consideração quesitos como direção defensiva, sinalização, respeito à velocidade e atenção. As mulheres fizeram 23,6 pontos de um total de 30, já os homens marcaram 19,8.

Andréa Lacerda de Freitas Carvalho, psicóloga e consultora na área de treinamento, especializada em Psicologia do Trânsito, afirma que o comportamento da mulher e do homem no trânsito é diferente. Segundo ela, as distinções são biológicas e culturais, mas deve-se evitar as generalizações. “Há habilidades diferentes entre os sexos. A mulher geralmente se sai melhor quando o assunto é linguagem. O homem em orientação espacial”, exemplifica.

De acordo com Andrea, exames de neuroimagem trouxeram grandes contribuições em relação a investigações sobre o cérebro, especialmente no que se refere à ação dos hormônios e que ajudam a entender o comportamento de homens e mulheres enquanto dirigem. “É comum que o homem seja mais agressivo no trânsito, menos paciente, mais audacioso e se arrisque mais. Por outro lado, a mulher tem um comportamento voltado para o cuidado. Ela tem mais receio e, portanto, é mais cautelosa ao dirigir”, explica.

Por conta desse cuidado, elas dirigem em velocidade menor do que os homens. Porém, a cautela feminina não se trata de insegurança. “Não tem a ver com falta de autoconfiança. O ditado ‘Mulher no volante perigo constante’ não se aplica mais às atuais motoristas. Tanto que as seguradoras dão desconto quando o carro está no nome delas”, acrescenta a psicóloga.

Segurança ao volante

Andréa também alerta para o fato de que não se pode achar que a mulher é multitarefa e por isso pode dirigir e fazer outras atividades, como falar ao celular. “Se isso é mesmo verdade {que a mulher é multitarefa}, talvez não seja possível o uso dessa suposta característica no ambiente do trânsito. Seria, inclusive, um perigo. O processo mental da atenção é fundamental ao conduzir”.

A especialista em trânsito da Perkons, Idaura Lobo Dias, acrescenta que algumas atitudes comumente executadas por mulheres, se realizadas enquanto dirigem podem comprometer a direção segura. “Fazer a maquiagem ou cuidar das unhas não combinam com direção. No trânsito, alguns segundos de desatenção podem resultar em acidente, por mais destreza que se tenha para executar tais tarefas”, afirma.

A vaidade também não pode afetar a segurança da motorista. Idaura lembra também que é preciso estar atento ao que calçar para dirigir. “O calçado deve oferecer segurança e flexibilidade para os movimentos dos pés, para não comprometer o uso dos pedais. Por isso, por exemplo, chinelos e saltos não são modelos recomendados.”.

Motoristas profissionais

A psicóloga Andrea já atuou como consultora de empresas de transporte de pessoas e de cargas. “Enquanto consultora, eu via motoristas mulheres, mas ainda eram a minoria. Nos seis anos no transporte coletivo, nunca tive que atender uma motorista por comportamento imprudente”, relembra.

Maria Damiana Guedes Sales é uma motorista de ônibus em São Paulo. No volante há 19 anos, já fez fretes e hoje é motorista de linha urbana e conta o que observa no trânsito. “As mulheres são mais cuidadosas, cautelosas e pacientes no trânsito, enquanto os homens são menos tolerantes e mais afoitos”, opina. Ela acrescenta que se sente mais segura trabalhando de cabelo preso e usando bota de salto baixo para dirigir e que jamais se maquia enquanto está no volante.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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Pesquisa mostra que jovens temem condutas de outros motoristas

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Comportamento dos condutores assusta mais que outras causas de medo, como cobras, aranhas e até mesmo a morte

Uma pesquisa realizada pela Ford e pela Penn Schoen Berland, nos Estados Unidos, aponta dados interessantes sobre os temores das novas gerações. Segundo os dados, os consumidores das gerações Y e Z (16 a 34 anos) têm mais medo de motoristas imprudentes e distraídos do que outras coisas que, normalmente, seriam causas de temores, como a morte, falar em público, cobras e aranhas.
Para 88% dos jovens, encontrar condutores que se comportam de forma perigosa é o principal medo. Falar em público aparece em segundo lugar, para 75%, e a morte em terceiro, para 74% dos jovens. Cobras e aranhas atemorizam 59%.As situações do trânsito mais preocupantes para os motoristas entre 16 e 34 anos incluem: dirigir na estrada (79%), estacionar em vagas apertadas (75%), não detectar os pontos cegos (70%) e dirigir sem saber o caminho (69%).
Segundo a pesquisa, eles apostam na tecnologia para enfrentar esses receios. Para 65%, a intenção de comprar um veículo com tecnologia para ajudar com estacionamento paralelo é maior. Outros 62% querem algo que detecte objetos em pontos cegos.

O levantamento foi realizado nos Estados Unidos entre os dias 29 de abril e 4 de maio de 2015, com mil entrevistados entre 16 e 34 anos.
Com informações da Agência CNT de Notícias

 

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Países assinam acordo para reduzir número de vítimas de trânsito

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Acidentes de trânsito já são a segunda causa de morte de jovens na região. No Brasil, essa faixa etária responde por 17% do total de óbitos 

Os países do Mercosul assinaram acordo para conter e reduzir as mortes por acidentes de trânsito, especialmente entre os jovens. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertam para o crescimento do número de vítimas no trânsito na região. Entre os jovens, essa já é a segunda causa de morte, ficando atrás apenas de homicídios. No Brasil, a faixa etária de 18 a 24 anos representou 17% do total das vítimas fatais em 2013, que chegou a 42.291 pessoas.

“Estamos vivenciando uma epidemia de mortes no trânsito. Em especial, observamos um cenário preocupante entre os jovens. Com altas taxas de mortalidade nessa faixa etária, estamos comprometendo o futuro e o desenvolvimento de uma geração. Esse é um compromisso deve envolver diferentes setores que lidem com a educação, fiscalização, adequação dos equipamentos e a qualidade no atendimento de saúde”, afirma o ministro da Saúde do Brasil, Arthur Chioro.

A taxa de mortalidade brasileira por acidentes de trânsito é de 22,5 por 100 mil habitantes, o que coloca o Brasil na segunda posição no ranking entre os países do Mercosul, segundo dados do Informe sobre segurança no trânsito na Região das Américas, publicado pela OPAS em 2015. No primeiro lugar está a Venezuela, com taxa de mortalidade de 37,2 e, em seguida, o Uruguai e Paraguai com 21,5 e 21,4 mortes a cada 100 mil habitantes, respectivamente.

Os atuais índices demonstram que o número de vítimas na região por acidentes de trânsito vem crescendo a cada ano. Comparando com os dados de 2009, o Brasil passou de uma taxa de 18,3 óbitos por 100 mil habitantes para os atuais 22,5, saindo da quarta para a segunda posição no ranking. Venezuela também apresentou crescimento expressivo, sua taxa quase dobrou no período, passando de 21,8 mortes por 100 mil habitantes, em 2009, para 37,2 em 2015.

Nas Américas, a maior proporção das mortes no trânsito ocorre entre os ocupantes de automóveis (42%), seguidos pelos pedestres (23%) e usuários de veículos de duas ou três rodas (15%). Como grupo, os usuários vulneráveis de vias públicas (pedestres, ciclistas e usuários de veículos de duas ou três rodas) representam 41% de todas as mortes no trânsito.

O custo dos acidentes

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,2 milhão de pessoas morrem e cerca de 30 a 50 milhões ficam feridas por ano em decorrência de acidentes de trânsito em todo o mundo. Os custos globais econômicos calculados com acidentes de trânsito são de US$ 1,8 trilhão anuais.

No Brasil, de 2008 a 2013, o número de internações devido a acidentes de transporte terrestre aumentou 72,4%. Considerando apenas os acidentes envolvendo motociclistas, o índice chega a 115%. Em 2013, o SUS registrou 170.805 internações por acidentes de trânsito e R$ 231 milhões foram gastos no atendimento às vítimas. Desse total, 88.682 foram decorrentes de motos, o que gerou um custo ao SUS de R$ 114 milhões.

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, em resposta à Década de Ações para Segurança no Trânsito 2011 – 2020, implantou em 2010 o Projeto Vida no Trânsito que tem a finalidade de subsidiar gestores nacionais e locais no fortalecimento de políticas de vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito por meio da qualificação, planejamento, monitoramento, acompanhamento e avaliação das ações.

As ações têm como foco as intervenções a partir dos fatores de risco prioritários de ocorrência dos acidentes de trânsito, quais sejam: associação álcool e direção, velocidade excessiva ou inadequada. Também foi priorizado o trabalho com foco no usuário vulnerável – motociclistas. Além disso, em breve, o Governo lançará um Plano Nacional de Enfrentamento das Lesões e Mortes envolvendo Motociclistas.

 

Com informações da Agência do Ministério da Saúde

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Acidentes com moto representam 77% das indenizações pagas pelo DPVAT

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De acordo com o Boletim estatístico do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), no primeiro trimestre de 2015, a motocicleta representou a maior parte das indenizações, 77%, apesar de representar apenas 27% da frota nacional.

Das indenizações pagas no período, 82% foram para Invalidez Permanente e apenas 4% para Morte. 88% das indenizações por Morte por acidentes com motocicletas foram para vítimas do sexo masculino. Já para os casos de vítimas com sequelas permanentes, 77% das indenizações por acidentes com motocicletas foram para vítimas do sexo masculino, enquanto 34% das indenizações por acidentes com os demais veículos foram para as mulheres, demonstrando que a concentração de vítimas do sexo masculino é maior nos acidentes com motocicletas do que com os demais veículos. As vítimas de acidentes com motocicletas são em sua maioria jovens em idade economicamente ativa. No primeiro trimestre de 2015, as vítimas entre 18 e 34 anos concentraram 55% dos acidentes fatais e 57% dos acidentes com sequelas permanentes. No período analisado, foram pagas mais de 65 mil indenizações por Invalidez Permanente a vítimas nessa faixa etária, envolvendo o uso de motocicletas.

O período com a maior incidência de acidentes envolvendo motocicletas indenizados por Morte e Invalidez Permanente, foi o anoitecer (23%) seguido pela tarde (22%). A região Nordeste concentrou 42% das indenizações por Morte e Invalidez Permanente por acidentes com motocicletas no período analisado. As motocicletas representam 44% da frota de veículos da região Nordeste, enquanto que no Brasil representam 27%.

Segundo o Comitê Estadual de Prevenção aos Acidentes de Moto de Pernambuco, alguns cuidados são essenciais para evitar acidentes. Confira as dicas:

1- Utilizar equipamentos de proteção de boa qualidade

O capacete deve ser de cor clara e possuir adesivos refletivos aprovados pelo INMETRO. A viseira precisa estar abaixada e, no caso de estar aberta, o motociclista deve usar óculos especiais, além disso, é importante ajustar as tiras de regulagem abaixo do queixo.

2 – Respeitar os limites de velocidade

Nunca avançar o sinal vermelho, parada obrigatória ou preferencial. Atenção redobrada à noite: mesmo com o semáforo na cor verde, reduza a velocidade, por muitos motoristas conduzem seus veículos desrespeitando a sinalização.

3- Transitar com atenção

Em muitas situações o motociclista não consegue ser visto pelos outros veículos, devido aos ‘ângulos cegos’, por isso é essencial que a moto esteja sempre com o farol ligado, mesmo durante o dia. Não transitar costurando o trânsito, nem entre os corredores da pista, pois, desse modo, o condutor fica extremamente vulnerável a acidentes.

4- Usar os dois freios

Ao utilizar o sistema de freios, a dica é que tanto o pedal quanto os manetes sejam acionados. Tendo em vista que na frenagem o peso da moto recai sobre a roda dianteira, o motociclista deve evitar frear bruscamente, pois correrá o risco de perder o controle da moto.

5- Inspecionar a moto antes de sair

Sempre que sair, lembrar-se de verificar a calibragem dos pneus, se não há nenhum objeto preso e se a corrente de relação não está frouxa ou apertada demais, o ideal é mantê-la em condições de lubrificação. Atenção, também, com o sistema elétrico, freios e combustível.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/acidentes-com-motocicleta-representam-77-das-indenizacoes-pagas-pelo-dpvat

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Cinto de segurança também é obrigatório em ônibus

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O cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes de um veículo, inclusive em ônibus. Apenas os passageiros de ônibus do transporte coletivo urbano estão dispensados do uso do cinto de segurança, pela natureza do tipo de transporte.

Mesmo em longas viagens ainda não é comum o uso do cinto de segurança neste tipo de veículo, apesar de extremamente importante. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres, apenas 2% dos passageiros de ônibus usam o equipamento.

Uma estatística feita com base em situações reais mostra que o uso do cinto de segurança reduz em até 70% as chances de o passageiro sofrer algum tipo de lesão durante um acidente. O risco de morte é 40% menor. A função do cinto é frear o movimento que o corpo humano adquire com a desaceleração brusca do veículo após uma colisão. Sem o cinto, o ocupante pode ser levado contra várias partes do veículo e passageiros e, em certos tipos de colisão, o cinto também evita que o corpo seja jogado para fora do ônibus.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/cinto-de-seguranca-tambem-e-obrigatorio-em-onibus

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A velocidade mata

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Não é só a falta do uso do cinto de segurança que mata, o excesso de velocidade é uma das principais causas de acidentes de trânsito no Brasil. “A velocidade inadequada reduz o tempo disponível para uma reação eficiente em caso de perigo, além disso, quanto maior a velocidade, maiores serão as consequências no caso de um acidente”, explica Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor da Tecnodata Educacional.

Um estudo do Departamento de Transporte do Reino Unido mostra que existe 50% de probabilidade de uma pessoa morrer em um choque frontal a 77 km/h, a 80 km/h a probabilidade é de 65% e a 96 km/h, a probabilidade de morrer é de 92%. “No Brasil, a velocidade máxima de circulação dos veículos varia de acordo com estudos. A análise leva em conta características técnicas da via, as condições do tráfego, como por exemplo, se transitam muitos pedestres ou veículos lentos, além de outros fatores como tipo de pavimento, o volume de uso ou se a pista é simples ou dupla“, conta Mariano.

O condutor deve sempre se orientar sobre os limites de velocidade da via, através das placas de sinalização. Segundo o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, o limite de velocidade determinado pela placa é válido desde onde o sinal é colocado até onde houver outra placa que modifique o limite, ou ainda enquanto a distância percorrida não for superior ao intervalo estabelecido em lei. Para velocidade inferior ou igual a 80 km/h, a distância máxima entre uma placa e outra é de 1 km nas vias urbanas e de 10 km estradas ou rodovias, e para velocidade superior a 80 km/h, é de 2 km e de 15 km, respectivamente.

Celso Mariano ainda destaca que a velocidade máxima nem sempre é uma velocidade segura. “O bom senso manda que a velocidade seja compatível com todos os elementos do trânsito, principalmente às condições adversas. Mesmo velocidades baixas podem ser incompatíveis como em caso de aglomerações ou outras situações de risco”, conclui Mariano.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/reportagens-especiais/a-velocidade-mata

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Na viagem de férias, não esqueça da segurança da criançada!

Child sleeping in a car.

As férias são esperadas por toda a família. Momento de relaxar, não pensar em problemas, espairecer. Porém, mesmo nesses momentos de descanso, não podemos esquecer da segurança das crianças, inclusive no carro durante a viagem.

O transporte de crianças é regulamentado no Brasil pela Res.277/08, que estabeleceu a obrigatoriedade de uso de dispositivo de retenção adequado para a idade da criança. Para quem não obedece, a viagem pode acabar no posto policial, pois é proibido seguir viagem sem respeitar a legislação, isso além de receber uma multa de R$ 191,54. Mas lembre-se: nesse caso, a multa não é o mais importante. O uso do sistema de retenção adequado e corretamente instalado reduz em até 75% as mortes e em até 90% as lesões em caso de acidente.

Todos sabem que devem utilizar cadeirinhas, mas poucos sabem os motivos dessa obrigatoriedade.  As crianças são mais frágeis do que os adultos e o cinto de segurança não foi projetado para proteger indivíduos menores de 1,45 m. Por esse motivo, para prevenir lesões em crianças, é necessário utilizar o cinto de segurança e um equipamento adequado ao peso, altura e idade da criança, além de homologado por órgãos nacionais ou internacionais de qualidade.

Lesões mais comuns

As lesões mais comuns em crianças de até dois anos, em caso de acidente, são no pescoço. Isso acontece devido ao tamanho da cabeça do bebê e a fragilidade da coluna vertebral.

Entre os dois e quatro anos, as lesões mais comuns são na cabeça. As vértebras dos pequenos não são fortes o suficiente para suportar as desacelerações bruscas que acontecem em caso de acidente.

Já entre os quatro e dez anos, as lesões mais comuns são no abdômen. As crianças têm maior risco de lesão abdominal e hemorragia interna, porque os órgãos ainda não estão suficientemente fixados à sua estrutura abdominal, como nos adultos.

Normas

As normas brasileiras recomendam o tipo de dispositivo conforme a idade da criança, mas como explicado anteriormente, o mais importante não é não levar a multa e sim prezar pela segurança dos pequenos, e por esse motivo o Portal do Trânsito alerta que existem mais aspectos que devem ser levados em consideração, como peso e altura da criança.

De 0 a 13 Kg, ou desde o primeiro dia de vida no trânsito até aproximadamente um ano de idade, o dispositivo adequado é o Bebê Conforto.  Este equipamento deve ser instalado de costas para o movimento do veículo.

Já para crianças de 09 Kg a 18 Kg, com idade de 01 a 04 anos aproximadamente, o dispositivo adequado é a cadeirinha. Para os maiores, a partir de 15 Kg até 36 Kg, deve ser utilizado o assento de elevação. Os pais devem ficar atentos, pois a criança precisa desse equipamento até atingir 1,45 m e estar preparada para usar apenas o cinto de segurança do carro.

Todos os sistemas de retenção vendidos no Brasil estão adequados para instalação apenas no cinto de três pontos dos veículos.

Regras que valem uma vida

Quando se trata da segurança dos filhos, mais do que respeitar a lei, é preciso estar atento a algumas regras que o Portal do Trânsito separou e que podem valer uma vida no trânsito.

Certificação, peso e altura

Não adianta apenas usar o dispositivo de retenção, ele deve ser certificado, instalado corretamente e de acordo com peso e altura da criança. Todas as informações necessárias são encontradas no Manual que vem junto com o equipamento.

De costas para o movimento

Se o bebê completou um ano, mas ainda não tem peso suficiente, fique atento. É possível continuar utilizando o equipamento de costas para o movimento até ele atingir o peso indicado no manual do fabricante. É mais seguro.

Altura

O cinto de segurança foi projetado para pessoas com mais de 1,45 m de altura. Por esse motivo, independente da idade da criança, é importante a utilização do assento de elevação até ela atingir essa marca.

Trajetos curtos

Mesmo em trajetos curtos ou quando estiver chegando ao seu destino, não dispense o uso da cadeirinha. Segundo pesquisas, a maioria dos acidentes ocorre nesse contexto.

Exemplo

Conforme o dito popular, um exemplo vale mais do que mil palavras. Os pais e demais passageiros devem sempre utilizar o cinto de segurança, mesmo no banco de trás.

Depois de ler tudo isso, você não tem mais desculpa para colocar em risco o que você tem de mais precioso, a vida do seu filho.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/reportagens-especiais/na-viagem-de-ferias-nao-esqueca-da-seguranca-da-criancada

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ONG dá 10 dicas infalíveis para salvar a vida das crianças no trânsito

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Em todo o mundo, a cada quatro minutos, uma criança perde a vida prematuramente no trânsito. Só no Brasil são 1862 mortes e um número ainda maior de hospitalizações.

Em 2012, segundo o Datasus, 1.862 crianças de até 14 anos morreram vítimas do trânsito. Deste total, 31% corresponderam aos atropelamentos, 30% aos acidentes com a criança na condição de passageira do veículo, 9% como passageira de motocicleta, 7% na condição de ciclista e os 23% restantes corresponderam a outros tipos de acidentes de trânsito. Além das mortes, 14.720 crianças foram hospitalizadas vítimas de acidentes de trânsito.

Pensando nisso, a Ong Criança Segura lista abaixo as 10 formas de evitar que estes acidentes aconteçam, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde):

1. Controlar a velocidade das vias

Um terço dos eventos fatais no trânsito nos países desenvolvidos, e mais da metade dos casos em países de baixa e média renda, são motivados por alta velocidade. Vias longas e retas que passam em frente a escolas, residências e comércios propiciam o desenvolvimento de altas velocidades e colocam as crianças em riscos significativos.

2. Erradicar a direção sob o efeito de bebida alcoólica

Condutores jovens inexperientes com níveis de alcoolemia de 0,05 g/dl correm um risco 2,5 vezes maior de se envolver em acidentes de trânsito, comparativamente a condutores mais velhos e experientes. Um risco elevado para as crianças na condição de pedestres, ciclistas e ocupantes de veículos refere-se às pessoas que estão sob efeito de álcool. Beber e dirigir aumenta não só a chance de gerar eventos como colisões e atropelamentos, mas também a probabilidade dessas ocorrências resultarem em morte ou lesão grave. O risco começa a subir significativamente quando o condutor apresenta concentrações de álcool no sangue (CAS) de cerca de 0,04 g/dl.

3. Garantir o uso obrigatório de capacetes em ciclistas e motociclistas

Para as crianças, usar capacete é a estratégia mais eficaz para reduzir o risco de lesões na cabeça ao andarem de bicicleta ou motocicleta. Para os ciclistas de todas as idades, o uso adequado do capacete diminui o risco de uma lesão na cabeça em 69%, enquanto que para os motociclistas de todas as idades, o uso adequado de um capacete reduz o risco de morte em 40% e o risco de lesão grave na cabeça em mais de 70%.

4. Usar mecanismos de retenção para crianças nos veículos – as cadeirinhas

De maneira geral, os sistemas de retenção reduzem a probabilidade de lesões fatais em cerca de 70% entre bebês e de 54% a 80% entre as crianças menores. Há diversos tipos de sistemas de retenção de acordo com o peso e faixa etária da criança, incluindo bebês-conforto, cadeirinhas para crianças, assentos de elevação e cintos de segurança. Comparado apenas à utilização do cinto de segurança, estima-se que o uso de assentos de elevação reduz em 59% o risco de danos em crianças de quatro a sete anos, prevenindo lesões significativas. Veja aqui qual o dispositivo correto para cada tamanho de criança.

5. Ensinar as crianças a verem e serem vistas no trânsito

Ver e ser visto são pré-requisitos fundamentais à segurança de todos no trânsito, mas são de particular importância para crianças dado à sua peculiar vulnerabilidade. Por exemplo, motos em movimento com faróis ligados, independentemente da hora do dia, reduzem as taxas de acidentes neste grupo de usuários da via em 29%. As estratégias para “ver e ser visto” são: usar roupas claras, desenvolver grupos que caminham no trajeto “casa-escola-casa” de forma organizada e visível, recrutar guardas uniformizados para monitorar a travessia de crianças, utilizar faróis em bicicletas, melhorar a iluminação da rua.

6. Melhorar a qualidade da infraestrutura viária

Historicamente, as vias têm sido construídas, principalmente, para o benefício do transporte motorizado, com pouca consideração às necessidades das comunidades por onde passam. A construção de novas infraestruturas viárias e a modificação das existentes com foco na segurança melhora as condições de vida das comunidades reduzindo também os riscos de acidentes com crianças no trânsito.

7. Adaptar o design dos veículos

Projetos e padrões veiculares podem contribuir para a segurança das crianças dentro e fora de um veículo, incluindo as que utilizam bicicletas e motocicletas. Muitas medidas de segurança veicular protegem todos os usuários da via, mas algumas são específicas para crianças ou têm maior potencial de reduzir os riscos de colisões, como: dispositivos que absorvem o impacto; partes externas que sejam menos danosas aos pedestres atingidos, câmeras e alarmes sonoros que detectam objetos ou pessoas em pontos cegos dos veículos etc. 

8. Reduzir riscos para os adolescentes no trânsito

Em alguns países crianças a partir dos 15 anos de idade já têm permissão para dirigir. Contudo, condutores jovens respondem por um grande número de acidentes de trânsito em todo o mundo. Os fatores que contribuem para isso incluem exceder a velocidade, dirigir sob efeito de álcool ou outras drogas e enviar mensagens de texto por celular enquanto dirigem. Maiores restrições à licença para dirigir, como as dos programas de licenciamento graduado, podem resultar em reduções gerais significativas dos acidentes e das mortes no trânsito. Esses programas seguem uma abordagem gradual em etapas, de modo que um motorista iniciante pode adquirir experiência ao volante com restrições até que obtenha maiores prerrogativas para dirigir.

9. Prover cuidados apropriados para crianças feridas no trânsito

O reforço dos serviços de atenção emergencial e de reabilitação são a abordagem mais adequada para melhorar a recuperação de todas as vítimas no trânsito. Mas existem particularidades quando falamos de crianças. Devido à pouca idade e a extraordinária capacidade de recuperação, as crianças que receberem atenção qualificada às suas lesões, em tempo hábil, se curam melhor que pessoas de outras idades.

10. Supervisionar as crianças quando próximas das ruas

As crianças pequenas têm uma capacidade limitada para avaliar o risco. Assim, pais e outros responsáveis devem desempenhar um papel importante no sentido de ajudar as crianças a interpretar o que ocorre ao seu redor. Esse papel de supervisão é particularmente útil para garantir a segurança das crianças em ambientes viários complexos. A supervisão por si só não substitui as medidas descritas acima, mas podem complementá-las e reforçá-las. A supervisão incluiria, por exemplo, garantir que as crianças usem capacetes, assentos adequados nos carros e cintos de segurança, além de respeitar os protocolos estabelecidos para zonas de segurança da escola.

A supervisão, combinada a outras estratégias destacadas nesta lista, ajudará a reduzir a probabilidade de uma criança se envolver em um acidente de trânsito.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/ong-da-10-dicas-infaliveis-de-salvar-a-vida-das-criancas-no-transito

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