Arquivos para abril de 2015

Campanhas de segurança viária precisam ser constantes e atrativas

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Por Idaura Lobo Dias, publicitária, especialista Marketing e Trânsito, co-idealizadora e responsável pelos sites Trânsito Ideal, Vias de Sucesso, Boas Práticas e CTBDigital da Perkons

O número de mortes em consequência de acidentes de trânsito é de aproximadamente 1,3 milhões de pessoas por ano, segundo dados da OMS. Entre as principais causas de acidentes e mortes estão o excesso de velocidade, a combinação de álcool e direção e a falta de capacetes para motociclistas, cintos de segurança e sistemas de retenção infantil. Muitos destes acidentes poderiam ser evitados através de campanhas de conscientização contínuas e integradas que promovessem mudança de comportamento. Mas, para isso, as campanhas de segurança viária precisam ser entendidas como um conjunto de ações e materiais planejados após a construção de uma vasta e completa análise do que precisa ser comunicado.

Apesar de a legislação brasileira de trânsito estabelecer a execução de campanhas para a segurança viária – artigo. 75 do Código de Trânsito Brasileiro – e o Conselho Nacional de Trânsito definir os procedimentos para a realização das ações na resolução 314/09; ainda temos muito a fazer para a promoção de uma convivência mais pacífica entre todos no trânsito.

A comunicação deve compreender ações para todo o ano e não somente nas datas festivas. As mensagens devem ser elaboradas a partir de dados e indicadores que mostrem quais são os comportamentos problemáticos. Uma mensagem eficaz deve ter credibilidade aos olhos do público, ser honesta e transmitir um comportamento que seja possível alcançar. Além disso, deve ser de fácil compreensão e ouvida repetidamente.

Os materiais devem ser atrativos e objetivos, ter um público e tema bem definidos, possuírem uma identidade visual e, sempre que possível, ter ampla divulgação para potencializar seu alcance. Além de tratarem de condutas seguras, as campanhas podem abordar alterações na legislação ou novas leis; aumentar o conhecimento sobre novos sistemas de segurança embarcados nos veículos e os riscos que previnem.

Após a divulgação do material, é importante a adoção de controles para entender o que dá mais certo e pode ser repetido e o que não funciona para o público-alvo e deve ser repensado. No Brasil, ainda temos poucos indicadores históricos atualizados que representem de fato a realidade do trânsito. Por isso, muitos gestores têm dificuldade em elaborar campanhas a partir de um levantamento estatístico.

Alguns países já são conhecidos pela continuidade das ações de comunicação na área de trânsito. Na Austrália, a Transport Accident Commission, uma instituição do estado de Victoria, preocupada com os altos índices de acidentalidade lançou campanhas televisivas, que começaram em 1989 e ajudaram a reduzir pela metade, até 2011, o índice de acidentalidade. Algumas peças são agressivas, com imagens fortes e têm a finalidade de causar comoção para a fragilidade da vida humana e exploram o trauma para as famílias das vítimas do trânsito, por exemplo.

Campanhas com imagens mais chocantes têm sido adotadas também em outros países. Na África do Sul, por exemplo, beber e dirigir pode levar o condutor à cadeia. Com esse mote, a campanha Dry Drive, lançada em 2013, mostra uma cela cheia de presos esperando para dar boas-vindas ao novo detento. Para dar continuidade ao apelo da ação, além do vídeo, foram usadas peças impressas, o Facebook (perfil Drivedry), e a rádio, com anúncios que contam a história de quatro personagens relacionados ao tema central da campanha.

A escolha da informação, da emoção, da comoção, do choque ou do medo como linha de criação para uma campanha deverá ser feita em função da mensagem que se quer passar e do público receptor dessa mensagem. Não há como afirmar que um modelo é melhor ou mais eficiente que o outro, mas sim que a escolha do estilo é determinante para ativar os mecanismos de persuasão capazes de gerar a mudança necessária ou informar com qualidade a mensagem.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/campanhas-de-seguranca-viaria-precisam-ser-constantes-e-atrativas

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O que o seguro automotivo cobre e o que não cobre?

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Ao contratar um seguro automotivo, as dúvidas mais recorrentes aos motoristas são referentes à quais itens são cobertos pelo seguro ou não e, também, sobre os tipos de cobertura indicados para as necessidades de cada segurado.

Diante disso, a corretora Bidu.com.br levantou algumas informações essenciais para que os usuários contratem uma seguradora com mais segurança e tranquilidade.
O seguro automotivo costuma proteger somente o “casco” do veículo, que inclui chassi, carroceria, motor e caixa. Demais acessórios, como rodas esportivas, aparelhos de som e blindagem, costumam ficar fora das coberturas oferecidas. Nesses casos, é indicado contratar coberturas específicas para cada item, que elevam o valor do seguro.
Em relação a acidentes, são cobertos, apenas, os provocados pelo homem ou pela natureza como, por exemplo, acidentes de trânsito, enchentes, terremotos e quedas de árvores.
Já quanto aos tipos de cobertura, o mais indicado é adquirir a Cobertura Compreensiva ou Total, que protege contra colisão, incêndio e roubo e, dessa maneira, garante mais segurança ao segurado. Porém, é possível, também, contratar seguro com cobertura apenas contra incêndio e roubo, indicado somente para pessoas que tem carros antigos ou importados, já que o seguro contra colisão teria um custo muito elevado devido às peças de reposição.
Há também o seguro de Responsabilidade Civil Facultativa (RCF), que protege contra danos materiais, físicos e morais causados a terceiros.
Demais situações como vandalismo, danos provocados por tumulto, guerras, participações em competições ou até mesmo contaminação por radioatividade não são cobertos pelas seguradoras.
Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/o-que-o-seguro-automotivo-cobre-e-o-que-nao-cobre

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Bombeiros – Música – Clubinho Salva Vidas

Ser quase um super-herói. Salvar vidas, apagar fogo. Para os bombeiros, garantir o bem-estar dos outros implica enfrentar situações de risco elevado. Com tanta coragem, esses profissionais inspiram os melhores sentimentos nas crianças e a admiração dos adultos.
Uma homenagem do Clubinho Salva Vidas para esses grandes heróis.

Cadastre-se gratuitamente em nosso portal de jogos educativos clicando aqui: http://www.clubinhosalvavidas.com.br/
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Música: Clubinho Salva Vidas
Cantor: Mauricio Maia
Arranjos e Melodias: Mauricio Maia e Mac Gregor
Backing vocal: Jana Botelho
Animação: Interama

LETRA:

O carro é grande e é vermelho
A sirene toca alto pra valer
Saiam da frente, são os bombeiros
Sempre a postos eles vem nos socorrer

A qualquer hora do dia, ou da noite
Apagam incêndios, salvam afogados
Também socorrem os bichinhos enrascados
E nos acidentes eles são sempre chamados

O carro é vermelho a escada é gigante
A mangueira até parece tromba de elefante
O uniforme é bonito e está sempre impecável
O bombeiro é nosso amigo, amigo inseparável.

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Pedestres correspondem a 31% das vítimas fatais indenizadas em 2014

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Segundo especialista, entre os fatores de risco estão velocidade, ingestão de álcool, falta de infraestrutura e visibilidade

Assessoria de Imprensa Perkons

por Mariana Simino

As pessoas que se deslocam a pé compõem a maior parte de mortos e feridos em acidentes de trânsito. De acordo com levantamento da Seguradora Líder-Dpvat, o pedestre ficou em segundo lugar no número de vítimas que mais pediram indenizações do Seguro de Danos Pessoais Causado por Veículos Automotores de Vias Terrestes (Dpvat) em 2014, depois dos motociclistas. Das indenizações pagas por morte, 31% (16.252) foram destinadas para pedestres, além de 20% (115.750) de acidentes com invalidez permanente.

Os principais fatores de risco para lesões de pedestres, de acordo com a especialista em Trânsito da Perkons, Idaura Lobo Dias, são a velocidade dos veículos, a ingestão de álcool – pelo condutor ou pelo pedestre -, falta de infraestrutura adequada de trânsito e a visibilidade. “Quem se locomove a pé deve cuidar da sua segurança e andar com muita atenção, pois não possui os acessórios e equipamentos de proteção de quem está no veículo. Os sentidos precisam estar sempre aguçados, em especial a visão e a audição, para minimizar os riscos. Ver e ser visto no trânsito é uma premissa para manter-se seguro”, detalha.

Para a especialista da Perkons, a responsabilidade pela segurança no trânsito deve ser compartilhada entre aqueles que usam a via e os que projetam o sistema como um todo. Enquanto os usuários precisam cumprir as leis de trânsito, os gestores devem desenvolver um sistema de transportes que seja o mais seguro possível para todos. “A vulnerabilidade de quem anda a pé é mais acentuada em ambientes onde as leis de trânsito não são suficientemente fiscalizadas ou onde as necessidades dos pedestres são negligenciadas no projeto viário”, afirma.

O presidente da Associação Brasileira de Pedestres (Abraspe), Eduardo Daros, acredita que do ponto de vista do pedestre, o atual Código de Trânsito trouxe inovações que lhe dão segurança e proporcionam mais conforto. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece no capítulo IV, artigo 70 que “os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica”. Os pedestres também têm deveres, especificados no artigo 254, que diz que é proibido atravessar fora dos locais sinalizados para travessia. “Conceitualmente, o pedestre hoje faz parte do trânsito e não é mais um ser estranho que somente teria segurança rodando em torno do quarteirão. Todos somos pedestres e a liberdade de andar a pé é um direito natural que não pode ser cerceado”, destaca Daros.

A publicitária Denise Albuquerque transita como motorista e também como pedestre e observa que, muitas vezes, as pessoas acham que atenção e cuidado no trânsito são deveres apenas de quem está de carro. “Os pedestres muitas vezes não percebem que também fazem parte do trânsito da cidade e que um descuido pode custar uma vida. Por isso, é importante caminhar com segurança”, diz.

Distração ao caminhar

Caminhar com fones no ouvido, falando ou teclando no celular pode atrapalhar o fluxo de pessoas nas calçadas e levar a acidentes com veículos, de acordo com publicação do Trânsito Ideal. A pesquisa publicada na revista especializada Injury Prevention (do grupo British Medical Journals) no início de 2012 aponta que pedestres que usam fones de ouvido têm três vezes mais chances de sofrerem um acidente. Outro estudo de junho de 2012 sobre os riscos de distração no trânsito, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia divulgou que em 66% dos casos de atropelamentos, o pedestre fazia uso do telefone celular, mandando mensagens, em ligações ou escutando músicas.

Na China, a cidade de Chongqing, criou uma via exclusiva para usuários de celulares. Em uma calçada foi pintada uma faixa exclusiva para os pedestres que costumam andar distraídos olhando para seus celulares, como forma de alerta. O local separa pessoas que estão usando os telefones das que estão com os aparelhos guardados.

Além disso, o presidente da Abraspe afirma que existe no pedestre um desejo de reduzir seu esforço físico de buscar lugar seguro e, com essa atitude, ele assume riscos acima do desejado. Ele lembra que o pedestre pode cruzar a via em qualquer ponto que julgue seguro se não existir nenhuma faixa a ele destinada a uma distância superior a 50 metros de onde se encontra. “Muitos motoristas ignoram essa regra e aproveitam para andar velozmente em zonas residenciais onde inexistem faixas. O que mais mata e fere gravemente o pedestre é a distração e falta de respeito às regras de trânsito. Afinal, o pedestre somente tem a proteção de sua vestimenta, enquanto o motorista está cercado por uma estrutura metálica”, esclarece.

Melhorias a serem feitas

Para Daros, infelizmente, pouco ou nada é feito no sentido de assegurar a boa qualidade das calçadas, como a largura necessária para não gerar estrangulamentos no trânsito de pedestres. “O desrespeito nesses casos é notório em todas as cidades brasileiras. Mesmo as calçadas largas são estreitadas pelo uso permissivo dado a outras atividades, quase todas comerciais”, frisa.

O especialista completa que a educação de trânsito deve utilizar métodos novos que levem a mudanças reais de comportamento e de atitudes de motoristas e pedestres. “Cabe à educação reduzir a distância entre o que se pensa ser correto e o que se faz incorretamente, mesmo tendo consciência disso, por métodos que vão além do decorar regras, ou seja, incorporando-as às atitudes e comportamentos do dia a dia no trânsito”, acrescenta.

Exemplos de medidas para garantir a segurança de pedestres:
– Instalação de mecanismos que separem e protejam os pedestres dos veículos motorizados e que permitem que cruzem as vias com segurança – faixas, passarelas, túneis;
– Controle e redução da velocidade dos veículos;
– Iluminação adequada nas pistas;
– Incentivo ao uso de acessórios refletivos ou roupas coloridas pelos pedestres, sobretudo à noite;
– Fiscalização abrangente e eficiente.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/acontecendo-no-transito/pedestres-correspondem-a-31-das-vitimas-fatais-indenizadas-em-2014

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