Arquivos para junho de 2013

Motoristas entre 26 e 35 anos foram responsáveis por mais de 30% das ocorrências. Pesquisa avaliou mais de cem mil acidentes em todo o país.

Uma seguradora de veículos avaliou mais de cem mil acidentes e a pesquisa mostra que a maioria é causada por jovens e acontece de madrugada, justamente quando há poucos carros nas ruas, mas que facilita que os motoristas corram.

O analista financeiro, Luiz Gustavo Maia da Silva, sofreu um acidente quando tinha 26 anos, em 2009. “Foi tudo muito rápido, de madrugada e um carro acabou me fechando, e eu acabei batendo em um poste”, conta. “Infelizmente juntou a bebida, o cansaço e a imprudência. Infelizmente eu aprendi da pior maneira, que foi sofrendo um acidente”, declara Gustavo.

Segundo a pesquisa, os jovens são os que mais abusam da combinação excesso de velocidade e direção perigosa.

Pesquisa: 107.700 acidentes
Agosto de 2011 a julho de 2012
26 a 35 anos – 33,18%
18 a 25 anos – 21,37%
36 a 45 anos – 20,60%
46 a 55 anos – 14.96%

A pesquisa analisou 107.700 acidentes em todo o Brasil de agosto do ano passado a julho deste ano. Os motoristas entre 26 e 35 anos foram responsáveis por mais de 30% dos acidentes.

Fonte: Jornal HOJE GLOBO

 

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Paula Fernandes apoia projeto contra acidentes de caminhoneiros nas estradas

Paula Fernandes

 

Campanha de Trânsito do Pacto Nacional pela Redução de Acidentes

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Lei Seca reforça combate no interior do município

Fiscalização em Teresópolis autuou 251 condutores em seis meses de operação

A Operação Lei Seca (OLS), realizada pelo Governo do Estado desde março de 2009, está sendo expandida ao interior. Desde 2010, a campanha educativa e de fiscalização, que combate a nociva mistura de álcool e direção, aumentou de seis para 17 os municípios contemplados. Entre as cidades com a atuação do programa está Teresópolis, que já teve 251 motoristas flagrados por irregularidades pelos agentes.

De acordo com o coordenador-geral da Operação Lei Seca, major Marco Andrade, a previsão é de que mais de 10 mil motoristas sejam abordados até o fim deste ano nas cidades do interior. “Criamos uma estrutura, que envolve ajustes operacionais e logísticos, em cima da experiência adquirida na Região Metropolitana, para dar regularidade às ações no interior. Nossa meta este ano é expandir e consolidar a operação em todos os municípios. No entanto, 75% da frota de carros está na Região Metropolitana. Logo, o maior número de ações deve ser realizado aqui”, afirmou o major.

“Na minha opinião esta é uma operação muito importante porque os jovens hoje saem à noite querem beber e se divertir e dirigir”, disse Washington Peres

Apoio

Em Teresópolis, os cidadãos apoiam a medida, como disse o vendedor Washington Peres Lemos: “Na minha opinião esta é uma operação muito importante porque os jovens hoje saem à noite querem beber e se divertir. Tudo bem, não vejo problemas nisso, mas tem que ter consciência de que tem que levar um amigo, um parente para poder dirigir ou até mesmo pegar um táxi. Assim você preserva não somente a sua vida, mas também outras famílias, outras pessoas como pedestres, que não tem nada a ver com a situação de você estar bebendo. Às vezes a pessoa sofre um acidente, não acontece nada com ela que estava bêbada e uma pessoa que não tem nada a ver com a história acaba pagando com a própria vida, ou fica com lesões graves. Tem que fazer Lei Seca sim e fazer direito, pegando todo mundo, independente se é policial, bombeiro, ou qualquer outra profissão, a lei tem que ser para todas as pessoas. Os órgãos de segurança tem que fazer ações de conscientização para informar o público sobre as operações”.

“Eu apoio, acho uma ação necessária porque o brasileiro não tem limite”, ressalta Thiago Botelho

Mais de duzentos

Até o momento foram 251 condutores autuados por infrações de trânsito flagrados nas blitzes.
O também vendedor Thiago Botelho também é a favor da medida: “Eu apoio, acho uma ação necessária porque o brasileiro não tem limite, a gente acha que consegue fazer as duas coisas, beber e dirigir e não consegue. isso é muito importante para a gente ver os efeitos que são positivos e que as pessoas estão conseguindo contornar, as pessoas já falam em sair de táxi, falam no motorista da rodada. Para a gente que dirige e que gosta de beber tem que saber dividir, porque é fato que os dois não combinam e a gente sempre vê exemplos mal sucedidos disso, como cidadãos temos que apoiar o que é certo”.
Onofre Correa, presidente do Sindicato dos taxistas também vê a Lei com bons olhos: “A gente até faz um incentivo de que as pessoas usem o serviço porque temos um serviço de qualidade de táxi. As pessoas que querem beber podem andar de táxi, porque proporcionalmente fica mais barato que andar de ônibus. Quem quiser ir a uma festa pode beber à vontade porque vai ter o taxista que não pode beber porque tem muitos órgãos fiscalizando. Os acidentes não acabaram, mas diminuiu bastante e nosso maior objetivo é que isso vá cada vez diminuindo”.

A Operação

Desde o início das ações no interior, mais de 15 mil motoristas foram abordados, 4.476, multados e 1.658 tiveram a carteira de habilitação recolhida em 17 municípios. Só este ano, o número de veículos abordados já ultrapassa quatro mil e mais de 40 operações foram realizadas.
Para o coordenador Operacional da OLS, major Marcelo Rocha, o índice de alcoolemia ainda supera os números da capital, mas tende a diminuir. Na última operação, realizada em Macaé, dos 172 testes com etilômetro, 68 apresentaram algum percentual etílico.
“Como essas cidades ainda estão se reeducando, notamos um índice de alcoolemia maior. Enquanto na capital essa taxa fica em torno de 8%, nessa operação de Macaé registramos casos superiores a 27% – disse o coordenador”, diz.

 

Fonte:http://netdiario.com.br/lei-seca-reforca-combate-no-interior/

Joanna Medeiros

Formada pela Universidade Estácio de Sá, Joanna Medeiros está há mais de três anos no Grupo Diário. Jornalista por formação e paixão, a mãe da Alice é também produtora do programa Diário da Manhã.

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Veja como crianças podem mudar o mundo.

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Bombeiro Mirim: Campanha de Educação no Trânsito – 16 GBM – Teresópolis – RJ

Parabéns ao Coronel Flávio Castro e todo 16 GBM de Teresópolis por essa maravilhosa iniciativa, muito obrigado ao amigo Claucio Mizael e toda família pela cobertura do evento. Também quero agradecer a Deus pela família maravilhosa que tenho e principalmente ao meu filho Luan que com apenas 8 anos fez questão de participar desse evento junto com os Bombeiros Mirins me deixando muito orgulhoso desse ato de EDUCAÇÃO E CIDADANIA.

Bombeiro Mirim

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Saiba quanto custa um acidente de trânsito – uma conta amarga a se pagar

Além das perdas irreparáveis para a família das vítimas, os custos oneram toda a sociedade, que sustenta, com o pagamento de impostos e contribuições, o sistema de saúde pública, responsável por grande parte do socorro às vítimas.

Artigo publicado pelo Senado na revista « Em discussão », em número especial, com título « Explosão de motos e mortes.

De acordo com o Relatório do Estado Global sobre a Segurança nas Estradas, da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2009, o Brasil respondeu por 2,75% (35 mil em 1,27 milhão) das mortes em 178 países no ano de 2004, o dado mais recente utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O mesmo estudo revela que esses acidentes representaram um custo global anual de US$ 518 bilhões. Fazendo-se uma compilação de ambas estatísticas, é possível estimar, portanto, que a fatia do Brasil nessa conta seria de US$ 13,9 bilhões (cerca de R$ 29,6 bilhões). Além das perdas irreparáveis para as famílias das vítimas, os custos oneram toda a sociedade, que sustenta, com o pagamento de impostos e contribuições, o sistema de saúde pública, responsável por grande parte do socorro às vítimas.

O Brasil ainda não produziu um estudo abrangente que fixe o custo econômico e social que as mais de 40 mil mortes e as centenas de milhares de feridos no trânsito causam ao país, e tampouco específico sobre os motociclistas vitimados. Os dados que mais perto chegam de um quadro realista foram trazidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), em dois levantamentos (2003 e 2006), tratando respectivamente dos acidentes nas cidades e nas rodovias.

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Nos dois casos, foram computadas perdas com produção, associada à morte das pessoas ou interrupção de suas atividades, seguido dos custos de cuidados em saúde (pré-hospitalar, hospitalar e pós-hospitalar, remoção e traslado) e os prejuízos materiais, associados aos veículos danificados ou destruídos, entre outros. No estudo Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Aglomerações Urbanas, realizado entre 2001 e 2003, a conclusão do Ipea é de que as perdas anuais relativas aos acidentes de 2002 foram de R$ 5,3 bilhões (a preços de abril de 2003). A pesquisa estimou, ainda, os custos médios unitários de cada incidente: R$ 3,3 mil, para os acidentes de trânsito sem vítimas; R$ 17,5 mil, para os acidentes com feridos; e R$ 144,5 mil, para cada morte.

Em dezembro de 2006, o Ipea divulgou seu segundo estudo, mensurando o custo anual dos acidentes de trânsito nas rodovias: R$ 22 bilhões, a preços de dezembro de 2005 — 1,2% do PIB brasileiro.

A pesquisa, em parceria com o Denatran e a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), usou dados dos dois anos anteriores. No caso dos acidentes rodoviários, o Ipea estimou os custos individuais em R$ 1.040 por vítima sem ferimentos, R$ 36,3 mil para os feridos e R$ 270,1 mil por vítima fatal.

Graças aos registros do sistema de informações hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS), é possível saber com considerável precisão o número de mortos por acidentes de trânsito e, mais especificamente, de motocicletas. Já as vítimas não fatais são de difícil mensuração. “A subnotificação aqui é certamente gigantesca, mas se aceitarmos os números oficiais de feridos internados, teremos aproximadamente para cada 1 morto, cerca de 20 a 25 motociclistas sobreviventes no Brasil”, diz Eduardo Biavati, mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em segurança no trânsito.

Vítimas incapacitadas

Quantos desses sobreviventes ficam com alguma sequela gravemente incapacitante?

O Brasil tampouco tem dados confiáveis neste quesito, mas Biavati citou as estimativas “sólidas e aceitas internacionalmente” dos Centros para Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. “Nos EUA, com todo o aparato de resgate e atendimento, cerca de 30% das vítimas do trânsito sobrevivem com sequelas gravemente incapacitantes, principalmente lesões cerebrais e medulares”, informa o professor. Se transportarmos esta proporção para o Brasil, seriam pelo menos 80 mil motociclistas incapacitados fisicamente por ano. Por mais assustador que o número possa parecer, ele está bem dentro da realidade. Afinal, o seguro DPVAT relata ter pago, em 2011, 239.738 indenizações por incapacidade permanente para vítimas do trânsito. Se um em cada quatro mortos é motociclista, isso daria pelo menos 60 mil indenizações para quem estava de moto.

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“A maior parte das vítimas de acidentes e violências sobrevive a esses eventos, demandando atenção dos serviços de saúde. Na última década, a título de exemplo, para cada morto em acidente de trânsito no Brasil, as estatísticas oficiais registraram cerca de 13 feridos. Em números absolutos, com todo o aparato de resgate e atendimento, cerca de 30% das vítimas do trânsito sobrevivem com sequelas gravemente incapacitantes, principalmente lesões cerebrais e medulares”, informa o professor. Se transportarmos esta proporção para o Brasil, seriam pelo menos 80 mil motociclistas incapacitados fisicamente por ano. Por mais assustador que o número possa parecer, ele está bem dentro da realidade. Afinal, o seguro DPvat relata ter pago, em 2011, 239.738 indenizações por incapacidade permanente para vítimas do trânsito. Se um em cada morto é motociclista, isso daria pelo menos 60 mil indenizações para quem estava de moto.

“A maior parte das vítimas de acidentes e violências sobrevive a esses eventos, demandando atenção dos serviços de saúde. Na última década, a título de exemplo, para cada morto em acidente de trânsito no Brasil, as estatísticas oficiais registraram cerca de 13 feridos. Em números absolutos, mais de 3,3 milhões de pessoas sobreviveram aos acidentes de trânsito, requerendo, em maior ou menor grau, assistência médico-hospitalar”, complementa Luiz Guilherme Nadal Nunes, estatístico do Centro Nacional de Controle de Qualidade da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, uma das maiores do mundo (1.639.451 de atendimentos a pacientes em 2010).

Na Rede Sarah, informa Nunes, os acidentes de trânsito foram responsáveis por 760 internações no primeiro semestre do ano passado (45,5% do total por causas externas). Dessas internações, 45,8% eram de motociclistas acidentados. Neste grupo, a maioria é do sexo masculino (87,9%), solteiros (66,1%), seguidos de casados (29,9%), com escolaridade até o ensino fundamental (43,4%) e moradores em área urbana (81%).

Custo no SUS

O Ministério da Saúde divulgou estatísticas mostrando que o custo de internações por acidentes com motociclistas pagas pelo SUS aumentou 113% em apenas quatro anos (2008—2011), passando de R$ 45 milhões para R$ 96 milhões — ou metade das despesas com atendimento de acidentados no trânsito em geral. O crescimento acompanha o aumento das internações que passou de 39.480 para 77.113 hospitalizados no período.

“O Brasil está definitivamente vivendo uma epidemia de acidentes de trânsito e o aumento dos atendimentos envolvendo motociclistas é a prova disso. Estamos trabalhando para aperfeiçoar os serviços de urgência no SUS, mas é inegável que essa epidemia está pressionando a rede pública”, admitiu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao divulgar os dados.

Os números do Ministério da Saúde são recebidos com cautela pelos especialistas ouvidos no Senado. Um levantamento do Departamento de Medicina Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), por exemplo, estimou em US$ 98 milhões por ano o custo dos acidentes de motocicleta apenas na cidade de São Paulo.

Na avaliação de Eduardo Biavati, esse total de despesas divulgado pelo SUS não é uma referência precisa acerca da gravidade da situação. Segundo o especialista, o baixo valor pode indicar, tão somente, o inadequado padrão de atendimento que se pode oferecer ao cidadão. “Um longo e custoso processo de tratamento e cuidado de fraturas complexas de membros inferiores (sempre a área mais machucada em motociclistas) que imobilizaria por meses um leito escasso na rede pública, pode ser drasticamente reduzido por uma amputação de uma ou das duas pernas do motociclista, a título de exemplo hipotético”, justifica.

Para se ter uma noção mais firme sobre a longa duração de dependência e a incapacitação física resultante dos acidentes sobre duas rodas, acredita Biavati, outros dados são mais relevantes do que aqueles divulgados pelo Ministério da Saúde.

“Seria mais importante indicar o crescimento da despesa em um período determinado, os tempos médios de internação, como uma medida da imobilização dos leitos públicos, comparando-se motociclistas e outras vítimas (pedestres, condutores, passageiros, ciclistas) e a proporção de motociclistas com lesão cerebral e amputações de membros inferiores em relação ao total de casos de trânsito”, enumerou.

Sem alternativas

De todo modo, a rede pública é um destino certo do motociclista ferido no trânsito no Brasil pelo simples fato de que é para algum dos hospitais gerais de referência que o resgate está orientado a transportá-lo.

“Se os ferimentos do motociclista levarem a uma internação maior do que 24 horas e, especialmente, maior do que sete dias, é provável que ele tenha sofrido politraumatismos graves, amputações e, talvez, neurotraumas — lesão cerebral especialmente — significativos. Em todas as situações, é a rede pública de saúde que arcará com o ônus integral do cuidado dessa vítima, tenha ou não a vítima o melhor plano de saúde privado que o dinheiro pode comprar”, explica Biavati.

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Para enfrentar o problema, a Rede Saúde Toda Hora, criada pelo governo federal tendo como meta melhorar o atendimento pelo SUS aos usuários em situação de urgência, incorporou a prevenção das lesões e mortes no trânsito como prioridade na rede de urgência (tanto a rede móvel, que é o Samu, como o serviço hospitalar), a abertura de novas unidades de pronto-atendimento (UPAs) e outros serviços, disse no Senado a coordenadora da Área Técnica de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes do Ministério da Saúde, Marta Maria Alves da Silva.

O senador Paulo Davim (PV-RN), como médico, também foi testemunha dessa epidemia a que se refere o ministro Alexandre Padilha. Para ele, falta fiscalização do trânsito para reduzir o número de mortos e feridos.

“O acidente de moto é um prejuízo muito grande, não traz prejuízos só para a vítima, mas financeiros para o SUS. Além das internações, há os pacientes que foram atendidos e receberam alta. Tampouco está contabilizado o paciente que recebeu benefícios da Previdência, o gasto com a recuperação, com fisioterapia, além do prejuízo social por conta de um cidadão que deixou de trabalhar, de produzir”, avalia o senador.

Os tipos de ferimentos

Mais ainda do que os acidentes de automóvel, uma queda de motocicleta dificilmente passa impune. As estimativas indicam que as chances de morte são 20 vezes maiores, 60 vezes maiores se a pessoa não estiver usando o capacete (veja o infográfico à pág. 20). Dirceu Rodrigues Alves Junior, diretor de Comunicação da Abramet, disse no Senado que os traumatismos cranianos nos motociclistas correspondem a 25%, mas o comprometimento dos membros inferiores lesões graves e gravíssimas — corresponde a 73%. De acordo com Ricardo Xavier, diretor-presidente da seguradora Líder DPvat, que administra o seguro, 25% das indenizações pagas por invalidez foram por perda funcional de um dos membros inferiores. Outros 12%, por um dos membros superiores.

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“Um indivíduo que cai da moto vai ter lesões complicadíssimas nos membros inferiores. Chega ao hospital faltando tecido, perdido no asfalto, com infecção, precisando fazer enxertos, tratamentos cirúrgicos múltiplos, aumentando o custo da hospitalização”, informou o médico. Pós-graduado em Medicina do Trabalho e Medicina de Tráfego, Dirceu critica alterações do Conselho Nacional de Trânsito nos equipamentos obrigatórios de proteção. “Retirou a queixeira, a viseira e desprotege a face, local de maior impacto num acidente. E permite que o indivíduo ande de capacete, mas de calção, de chinelo, sem chinelo, sem outra proteção”.

Como revela Luiz Guilherme Nadal Nunes, da Rede Sarah, no primeiro semestre de 2011 as vítimas de acidentes de moto que chegaram às unidades apresentaram, predominantemente, lesões medulares, lesões ortopédicas e lesões cerebrais, representadas, em sua quase totalidade, por traumatismos crânio-encefálicos. As paraplegias foram responsáveis por 70,6% do total de casos registrados de lesão medular. A maior incidência de casos de lesões decorrentes de acidentes de trânsito ocorreu entre os 15 e os 39 anos (73,6% dos casos).

Para o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), que é médico, o Brasil precisa preparar a prevenção e, sobretudo, a área de atendimento à saúde, porque, quando não se usa capacete, na maioria das vezes um traumatismo craniano ou é fatal ou vai deixar sequelas que vão complicar a vida das pessoas. “Se não tiver um centro cirúrgico, uma UTI, não salva o paciente! E o que tem acontecido? O Samu socorre, o paciente chega à urgência, e não há estrutura! Quer dizer, você salva uma vida, mas a perde em seguida, porque o atendimento não tem continuidade, porque os serviços não estão preparados”, lamenta Moka.

O presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), José Mário Meira Teles, professor na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, também não se conforma com os números da epidemia e concorda com Moka em relação à falta de estrutura da rede pública para socorrer as vítimas.

“Fico impressionado quando vou a São Paulo e ouço pelo rádio, às 9 horas da manhã, que 35 acidentes de motos já haviam sido registrados. Durante dois anos no interior da Bahia, em Ribeira do Pombal, num hospital terceirizado, os jovens chegavam ao pronto socorro sem capacete, sem nenhum tipo de habilitação. Muitas vezes vi jovens de 13, 14, 15 anos com traumatismo craniano grave. Mas não havia um centro de trauma especializado”.

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Brasil é o segundo no ranking de vítimas fatais em acidentes de motos

Brasil é o segundo no ranking de vítimas fatais em acidentes de motos

Taxa de mortalidade por acidentes de moto só é maior no Paraguai

Um estudo inédito sobre a violência no trânsito, realizado pelo Instituto Sangari por meio da análise de 1 milhão de certidões de óbito em todo o mundo, revelou que o Brasil é o segundo país do mundo em vítimas fatais em acidentes envolvendo motocicletas, com 7,1 óbitos a cada 100 mil habitantes. O Mapa da Violência 2012, publicado pela revista Veja, mostra que apenas no Paraguai se morre mais, com 7,5 óbitos por 100 mil habitantes. A situação no Brasil e no vizinho sul-americano é bem diferente do terceiro colocado no ranking global: a Tailândia tem taxa de 4,6 óbitos por 100 mil habitantes, enquanto Colômbia aparece em quarto, com 4,2 óbitos, e Chipre fica com o quinto lugar, com 3,7 óbitos.

Como base de comparação, o índice nos Estados Unidos, o décimo colocado da lista, é de 1,7 óbito a cada 100 mil habitantes. Nos últimos 15 anos, o crescimento da taxa de mortalidade em acidentes com motocicleta no Brasil aumentou 846,5%, enquanto a de carros cresceu 58,7%. O nível da violência no trânsito é tanto que condena à morte no local do acidente cerca de 40% dos envolvidos nas ocorrências. Em 2012, mais de 13 mil brasileiros devem morrer nas ruas e avenidas do país em acidentes com veículos de duas rodas. Em 2010, foram 13.452 vítimas fatais, contra 1.421 registradas em 1996. Entre as vítimas, 75% são homens e 40% têm entre 21 e 35 anos.

Como forma de comparação, o número de vítimas fatais em acidentes com carros em 2010 foi de 11.405 pessoas, contra 7.188 de 1996. Uma das razões para este panorama é a explosão no mercado das duas rodas nos últimos 10 anos. A frota de motocicletas em circulação no país cresceu nada menos que 246% na última década, atingindo 18,5 milhões de unidades. Enquanto isso, a frota de carros apresentou crescimento menos significativo, de 65,3%, atingindo 37,2 milhões de veículos. Outras causas apontadas por especialistas do setor à revista Veja, como José Eduardo Gonçalves, diretor executivo da Abraciclo, a associação das fabricantes de motocicletas, são a ausência de uma legislação mais rigorosa com a categoria, a falta de pistas exclusivas para motos e a não obrigatoriedade de treinamento específico para trabalhadores como motoboys.

Fonte: Instituto Sangari

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Acredite se quiser!

Acredite se quiser!

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Por que nossos filhos e inocentes estão perdendo as suas vidas para a violência no trânsito?

Fernando Diniz*, para O GLOBO

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Fernando Diniz, pai de Fabricio Diniz, que morreu em acidente de trânsito na Avenida das Américas, em 2003 -<br /><br />
Foto: Pedro Kirilos / Agência O Globo
Fernando Diniz, pai de Fabricio Diniz, que morreu em acidente de trânsito na Avenida das Américas, em 2003 – Pedro Kirilos / Agência O Globo

RIO – Morrem atualmente no mundo (dados da OMS) cerca de 1.300.000 pessoa/ano, deixando ainda um rastro de mais de 50 milhões de feridos, a um custo aproximado de US$ 518 bilhões/ano! Neste trágico cenário, o Brasil contribui com mais de 60.000 mortes/ano, quase 600.000 feridos, além de um verdadeiro exército de mutilados com 150.000 pessoas com lesões irreversíveis. Destes, milhares são jovens que confessam ter acabado com as suas vidas e a de seus pais, fruto de sua irresponsabilidade. Outros tantos foram excluídos do convívio social, afastados do mercado de trabalho, muitos arrimos de família. É o equivalente a 165 mortes/dia, sete a cada hora. Tudo isto pela bagatela de mais de R$ 40 bilhões/ano. Há anos a violência no trânsito em muitos países vem sendo tratada como um problema de saúde pública, pois mata e fere mais do que muitas guerras e acidentes naturais, aumentando a perda da qualidade de vida de seus cidadãos. Aqui no Brasil, tragédias de trânsito são tratadas como algo imprevisível, desconsiderando-se que as mesmas são perfeitamente evitáveis, alimentando na nossa sociedade o cruel conceito de que motoristas saem às ruas sem intenção de matar, ou de ferir deliberadamente! Este errôneo conceito é o principal fator que alimenta a impunidade. Contudo, não é apenas a sociedade, a vilã de manter a IMPUNIDADE no topo do pódio. A própria Justiça brasileira defende este conceito na medida em que trata a quase totalidade das ações que produzem mortes no trânsito como homicídio culposo, isto é: quando não há intenção de matar, reservando aos motoristas de direção irresponsável e assassina apenas a doação de cestas básicas como sentença. E o que dizer disto? Uma decisão calcada em uma lei e código retrógrados, que comparam a vida de nossos filhos a alguns grãos de arroz e feijão! Aos senhores da lei, deixo aqui a pergunta: “quanto vale a vida de seus filhos?

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/artigo-transito-epidemia-impiedosa-8658436#ixzz2W7h11FKG

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Lei Seca autua 41 condutores em Teresópolis

Postado em 11 junho 2013. Tags: ,

Os agentes realizaram 80 testes com o etilômetro em nossa cidade

Operação abordou 112 motoristas que passaram pela Avenida Feliciano Sodré

Neste sábado, 8, equipes da Operação Lei Seca estiveram em nossa cidade para fiscalizar condutores em situação irregular, seja de documentação ou em estado de embriaguez. As equipes estiveram nas proximidades do Ginásio Poliesportivo Pedro Jahara, sentido bairro de São Pedro, na Avenida Feliciano Sodré, via de grande movimento de veículos.
De acordo com informações da Assessoria de Imprensa da Lei Seca na madrugada do dia 09, em blitz montada na Avenida Feliciano Sodré, 112 motoristas foram abordados, 41 foram multados, 4 veículos foram rebocados e 6 motoristas tiveram a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) recolhida. Um condutor sofreu sanção administrativa. Os agentes realizaram 80 testes com o etilômetro.
Os números gerais da Lei Seca são notáveis: Em todo o estado houve 32% menos mortes no trânsito; 6,2% de redução no número de vítimas fatais por acidentes; diminuição de 13% nos atendimentos em hospitais públicos.
Ainda de acordo com a Assessoria da Lei Seca, para saber como fazer a retirada dos veículos rebocados, os condutores precisam entrar em contato com o Detran.

Fonte: http://netdiario.com.br/lei-seca-autua-41-condutores-em-teresopolis/#sthash.3AgpDHOR.dpuf

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