Arquivos para abril de 2013

Lei Seca multa 42 motoristas em Teresópolis

Operação Lei Seca tem sido realizada com frequência em Teresópolis e, somente na sexta-feira, abordou 137 motoristas

– Quinze motoristas perderam a CNH e cinco carros foram rebocados na Feliciano Sodré

 

A Operação Lei Seca, da Secretaria de Estado de Governo do Rio de Janeiro, esteve mais uma vez em Teresópolis e realizou grande número de apreensões e aplicação de multas. A campanha de fiscalização e educação em relação a mistura álcool x direção foi montada na Avenida Feliciano Sodré, próximo ao cruzamento com a Tenente Luís Meirelles, onde 137 condutores de carros e motos foram abordados. Após algumas horas de operação, 42 pessoas foram multadas, cinco tiveram seus veículos rebocados e 15 motoristas tiveram a Carteira Nacional de Habilitação apreendida.

Mais de cem testes

Os agentes realizaram 106 testes com o etilômetro, sendo que 13 condutores sofreram sanções administrativas e um criminal. Um rapaz que dirigia um Meriva foi conduzido para a 110ª Delegacia de Polícia e autuado em flagrante por embriaguez ao volante. Para não ficar no setor de custódia da Polícia Civil, ele pagou fiança de R$ 678,00.
A Lei Seca foi implantada há quatro anos e contribuiu para a diminuição do número de acidentes de trânsito. Só para citar, apenas em 2008, cerca de 2,5 mil pessoas morreram, e outras 30 mil foram feridas em acidentes no trânsito. Com a nova lei, hospitais da rede pública – responsáveis pelos primeiros socorros a acidentados no trânsito – receberam 17% menos pacientes politraumatizados, e o número de mortes caiu 34%. Enquanto 20% dos condutores abordados no primeiro ano apresentavam algum teor alcoólico no sangue, apenas 8% não estavam em condições de guiar em 2012. Coordenador-geral da Operação Lei Seca, major Marco Andrade afirma que o sucesso só foi possível devido à mudança de postura da população. “A nossa marca traz a palavra “colabore” justamente porque queremos que as pessoas participem efetivamente do nosso cotidiano. É por isso que fazemos ações como o balão na orla de Copacabana instalado no réveillon, em que convidamos a população a estar dentro da operação. Como estamos na rua todos os dias, não apenas em fins de semana ou feriados, as pessoas sabem que o poder púbico está se fazendo presente para garantir a segurança nas ruas”,  afirma.

A Operação Lei Seca foi muito bem sucedida em Teresópolis

Conscientização

Simultaneamente ao trabalho policial, foi necessário mostrar na prática o que pode acontecer quando álcool e direção são misturados. Cadeirantes vitimados por esse dueto foram convocados para visitar colégios, universidades e empresas em palestras educativas, além de percorrer bares, restaurantes e grandes eventos onde o consumo de bebida alcoólica é frequente para falar sobre os malefícios dessa combinação. O esforço de conscientização, que muitas vezes encontrava preconceito do público, passou a ser respeitado. Marcio Alcântara, que está na operação desde seu primeiro dia, conta que a postura da população mudou, e que hoje as pessoas gostam de ouvir e trocar experiências. “Quando começamos, as pessoas nos olhavam torto, pensávamos que íamos contar uma história triste em um momento de diversão delas. Hoje muita gente vem conversar com os cadeirantes, querem ouvir o que temos para falar, e fazem questão de mostrar que estão colaborando com a nossa missão”, revela.

Salvar vidas

A “missão de salvar vidas” a que Marcio se refere é um bordão comumente utilizado entre os 250 agentes que hoje fazem parte da operação para se referir ao trabalho do dia a dia. Para cumprir a incumbência, no entanto, o caminho ainda é longo. Mesmo com 97% de aprovação da sociedade fluminense, e com o carnaval mais seguro nos últimos 10 anos – auxiliado pelo recente endurecimento da nova lei, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2012 – ainda é preciso avançar, segundo o coordenador-geral da operação.
– Nosso sonho é, um dia, fazer uma operação e não flagrar nenhum condutor alcoolizado. Para que isso aconteça, é necessária uma mudança de cultura, o que só vem com muitos anos realizando um trabalho sério. É para isso que trabalhamos a conscientização todos os dias, e as blitzen estão nas ruas todas as noites, independente de ser fim de semana ou feriado; para garantir um futuro em que ninguém cogite a possibilidade de beber e dirigir – conclui.

Fonte: http://netdiario.com.br/lei-seca-multa-42-em-teresopolis/

Sem comentários

Motociclista é arrastado por BMW e morre no ABC

Dono do carro fugiu do local do acidente; irmão assumiu culpa.
Motorista teria bebido antes de atingir motociclista.

Glauco Araújo Do G1 SP, em São Bernardo do Campo

Dono de BMW fugiu do local do acidente (Foto: Glauco Araújo/G1)
Dono de BMW fugiu do local do acidente
(Foto:Glauco Araújo/G1)

Um motociclista morreu após ser atingido por uma BMW 125i na madrugada desta segunda-feira (29), na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo, no ABC. José Francelino Júnior, de 39 anos, trabalhava como segurança em uma pizzaria da cidade e voltava para casa, em Santo Amaro, na Zona Sul da capital, quando foi atingido pelo carro e arrastado por cerca de 800 metros. O acidente aconteceu na altura do km 15 da pista sentido São Paulo da Via Anchieta.

Segundo o delegado Roberto Bueno Menezes, titular do 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, o motorista do carro, cujo nome ainda não foi divulgado, fugiu do local do atropelamento sem prestar socorro, de acordo com informações iniciais. O irmão do motorista, que estava no banco de passageiro, permaneceu na via e assumiu a responsabilidade pelo acidente.

De acordo com o delegado, em depoimento, o irmão confirmou que o suspeito havia bebido. “Eu não preciso fazer teste de embriaguez. O depoimento do irmão já basta para configurar isto”.

Menezes informou que deverá abrir um inquérito por homicídio doloso. Segundo o delegado, o advogado do dono do carro informou que seu cliente irá se apresentar à polícia na terça-feira (30).

O filho da vítima, Lucas Vinícius Mariano Francelino, de 18 anos, cobra justiça. “O dono do carro não está preso e o irmão dele está aqui na delegacia. Eu espero que o dono do carro seja preso. Se ele for sujeito homem, ele aparece aqui e assume a responsabilidade.”

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/04/motociclista-e-arrastado-por-bmw-e-morre-no-abc.html

Sem comentários

Campanha Motociclistas 2013 – Interior

“>

Parada – Pacto Nacional Pela Redução de Acidentes – Um Pacto Pela Vida.

Sem comentários

Campanha motociclistas 2013 – Cidade

“>

Parada – Pacto Nacional Pela Redução de Acidentes – Um Pacto Pela Vida.

Sem comentários

Jovens: vítimas centrais da violência

Violência no trânsito

No ranking dos principais responsáveis pela mortalidade entre os jovens, quem assume a segunda colocação são os acidentes no trânsito. Um levantamento feito pelo DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), seguro obrigatório para acidentes no trânsito, mostrou que, em 2012, 44% das vítimas cujas famílias receberam indenização por morte tinham entre 18 e 34 anos, e que 53% dos que receberam o seguro por invalidez, também pertenciam a esta faixa etária.

Campanha ABETRAN contra violência no trânsito (Foto: Divulgação / ABETRAN)
Campanha Abetran contra violência no trânsito
(Foto: Divulgação/Abetran)

O coordenador da Associação Brasileira de Educação de Trânsito (Abetran) e autor do livro “Motorista Brasileiro”, Marccelo Pereyra, acredita que a inexperiência e a falta de habilitação para dirigir justificam, em parte, os índices de acidentes de trânsito nesta faixa mais afetada. Segundo ele, existe, ainda, uma grande parcela de jovens interessados em adquirir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que, infelizmente, recorrem a tramitações ilegais, aumentando os riscos no trânsito. “É preciso considerar que mesmo adquirindo uma carteira de forma legal, o jovem não esta 100% apto para direção. O preparo técnico é contínuo. A carteira não eleva ninguém à condição de motorista completamente habilitado”, afirma o coordenador da Abetran.

A irresponsabilidade no trânsito, caracterizada, por exemplo, pelo consumo de drogas, descumprimento de regras e desrespeito ao próximo, é, para Pereyra, outro fator responsável pelos citados índices de acidentes entre os jovens. O autor do livro “Motorista Brasileiro” acrescenta, ainda, que a imprudência no trânsito gera reações violentas que podem, também, resultar em fatalidades. “Acredito que em resposta à condição de vulnerabilidade, em que não se pode confiar na conduta do próximo, o cidadão está se tornando cada vez mais violento no trânsito. E essa violência ocorre até seu último grau”, explica.

Para contornar estes índices, o coordenador da Abetran defende o desenvolvimento de ações continuadas de educação no trânsito associadas à fiscalização eficiente. “O dia em que conseguirmos integrar a fiscalização e as campanhas educativas, teremos respostas satisfatórias”, garante.

Fonte: http://redeglobo.globo.com/globocidadania/noticia/2013/04/jovens-vitimas-centrais-da-violencia.html

Sem comentários

Trânsito Caótico: Menos autuações, mais acidentes em Teresópolis

Município apresenta redução de multas registradas no DETRAN, enquanto colisões e irregularidades crescem nas vias públicas

Com uma frota de aproximadamente 80 mil veículos para uma população de pouco mais de 160 mil habitantes, Teresópolis já demonstra sinais claros da completa sobrecarga no seu sistema viário. Faltam vagas para estacionamento, cresceu o número de pequenas infrações pelo Centro, falta punição por parte das autoridades gestoras do setor quanto aos atos irregulares e as colisões graves em decorrência do excesso de velocidade não param de acontecer e com vítimas fatais cada vez mais jovens. Nesse cenário de poucas possibilidades de melhoras uma recente enquete do NetDiário mostrou que a maioria da população pedia a volta dos radares como forma de combater a violência pelas vias teresopolitanas e muitos concordam que a punição deveria ser maior.

Em Nova Friburgo, no período que compreende os três primeiros meses de 2013, 2.573 multas foram registradas pelo DETRAN, enquanto em Petrópolis, 13.144 motoristas foram multados. Nossa cidade registrou 1.124 infrações.

Em consulta ao sistema de multas do banco de dados do DETRAN percebemos que nosso município apresentou uma acentuada queda no índice de infrações registradas pela administração pública. De 2007 – ano em que foram instalados os radares na Reta – até hoje, é sensível a redução. Naquele ano foram impressionantes 25.380 multas, trazendo para nosso município o título de recordista neste tipo de anotação no interior, em 2008 mais 9.839 multas, em 2009, já sem a vigência dos radares em nossa cidade por determinação do governo Jorge Mario, com 4.744 multas anotadas, em 2010 mais 3.882 infrações registradas no DETRAN. A maior redução neste tipo de incidência foi em 2011, onde apenas 1.560 multas foram anotadas em todo o ano em nossa cidade. Em 2012 mais 4.387 infrações foram registradas e agora em 2013, no período que compreende os meses de Janeiro, Fevereiro e Março, 1.124 infrações foram registrados.

Consumo de bebidas alcoólicas

Sabe-se também que o problema de acidentes no trânsito também está ligado ao consumo de bebidas alcoólicas pelos motoristas. Para essa questão, é necessário que haja uma fiscalização mais ostensiva das autoridades de segurança, pois ainda é muito grande a incidência de condutores que não tem consciência do perigo que causam ao combinar bebida e direção.
Outro fato importante a se considerar é que são registrados pelas autoridades apenas acidentes com vítimas, enquanto que várias pequenas ocorrências com batidas nas principais vias não chegam a entrar nas estatísticas.

Parte da matéria exibida pelo jornal O diário de Teresópolis em 18 de Abril 2013.

Link:http://netdiario.com.br/transito-caotico-menos-autuacoes-mais-acidentes/

Anderson Duarte

Anderson Duarte é formado em Comunicação Social com mestrado na área de Tecnologia e Informação e especialização em Telecinejornalismo, atua na imprensa desde a década de 90, ainda no Rádio. Passou por veículos como Jornais, Mídias Governamentais e Televisão, também atuou na área da Assessoria Política, editoria que hoje se dedica enquanto articulista. Âncora do telejornal Jornal Diário, comanda desde a sua formação em 2008, o jornalismo da emissora Diário TV, fruto do tradicional O DIÁRIO de Teresópolis, onde também coordena juntamente com Marcello Medeiros o departamento jornalístico.

Sem comentários

Empresas querem mudar lei que impõe descanso a caminhoneiros

Empresas do agronegócio e grandes transportadores pressionam por alterações na Lei dos Caminhoneiros que ampliam os períodos máximos de direção dos trabalhadores sem descanso.

Aprovada no ano passado, a lei impõe restrições ao tempo de direção dos motoristas como forma de aumentar a segurança das estradas.

Análise: Trabalho envolve outros riscos além de fadiga e sono ao volante

Motoristas passaram a ter direito a 30 minutos de parada a cada quatro horas de direção e um total de 11 horas seguidas de descanso diário.

As empresas argumentam que a lei eleva custos ao consumidor e que sua execução é impraticável –argumento refutado pelo Ministério Público do Trabalho e entidades ligadas à segurança no trânsito.

Proposta em discussão no Congresso, e também encaminhada à Casa Civil, permite que a jornada passe a ser de seis horas seguidas com 30 minutos de descanso.

E que o tempo de descanso diário possa ser quebrado em oito horas mais três horas. Além disso, o limite de horas extras passaria de duas para quatro.

No Congresso, a comissão criada para discutir a mudança é presidida pelo deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP). Ele é da bancada ruralista e favorável às mudanças na lei. Um relatório é esperado em duas semanas.

Marquezelli defende que o tempo de descanso deve ser determinado estrada por estrada, dependendo das condições de cada trajeto. Ele considera que a mudança não terá impacto nos acidentes.

“Não vai aumentar porque vamos obrigar todos os motoristas a fazer exames de sangue e urina uma vez por ano ou a cada dois anos. De todos os veículos. Pode ver: onde tem acidente com caminhão tem um carro ou uma moto”, disse Marquezzelli.

O deputado Hugo Leal (PSC-RJ) está na comissão e afirma que a maioria dos parlamentares integrantes do grupo é da área ruralista e que a proposta final será por alterações na lei.

GARANTIR A FADIGA

O procurador do Trabalho Paulo Douglas, que participou da formulação da lei atual, diz que é possível promover flexibilizações como a da quebra do descanso de 11 horas seguidos. Mas que o aumento do número de horas extras e do tempo de direção seguido seria retrocesso.

“A lei que garantia o descanso agora vai garantir a fadiga”, afirma Douglas. “O quadro que se delineia é que as mudanças virão, inclusive com apoio do governo.”

Diretor de medicina de tráfego da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves Junior foi ouvido pela comissão e disse que a lei como está já não garante o repouso adequado do caminhoneiro.

Segundo ele, o ideal –pelas condições insalubres, perigosas e penosas– seria jornada de seis horas com 20 minutos de descanso a cada duas horas.

“Quando disse isso, fui ironizado pelo presidente da comissão. Acho que uma comissão como essa não deveria ser presidida por alguém que exerce a atividade no setor.”

Procurada, a Casa Civil não havia se pronunciado até a conclusão desta edição.

Editoira de Arte/Folhapress

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/04/1263886-empresas-querem-mudar-lei-que-impoe-descanso-a-caminhoneiros.shtml

Sem comentários

Morre bebê atropelado com a mãe em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio

Local onde o bebê de três meses morreu atropelada por   um carro desgovernado (Foto: Jadson Marques/Estadão Conteúdo)

A bebê Kawany Vitoria Agostinho de Souza, de três meses, chegou morta, por volta das 15h desta quarta-feira (17), no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, Zona Oeste do Rio, depois de ter sido atropelada por um carro desgovernado em Padre Miguel às 14h35, quando estava com a mãe, Jessica Roberta Agostinho, de 22 anos. Segundo a Secretaria de estado de Saúde, a mulher não se feriu e foi atendida por uma equipe de psicólogos.

Jorge Luiz da Silva, de 57 anos, o motorista do carro, também foi internado, em estado grave. Segundo informações do 14º BPM (Bangu), ele foi espancado por transeuntes logo depois do acidente e teve o carro incendiado. A polícia prestou socorro e também ficou responsável por apagar o fogo. Testemunhas teriam achado que o motorista estava embriagado.

O acidente foi nas esquinas das Ruas Figueiredo Camargo e General Gomes de Castro. O caso será registrado na 34ª (Bangu).

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/04/mae-e-bebe-atropelados-em-padre-miguel-no-rio-morrem-em-hospital.html

Sem comentários

Vídeo desmente versão de motorista sobre atropelamento em Quintino, RJ

Ônibus colide com posto abandonado (Foto: Reprodução / TV Globo)
Ônibus invadiu posto abandonado (Foto:
Reprodução / TV Globo)

Ao contrário do que havia alegado, o motorista do ônibus da linha 685 (Méier – Irajá) que atropelou duas crianças e duas mulheres no dia 10) de abril, em Quintino, no Subúrbio do Rio, não desmaiou momentos antes do acidente. A versão foi desmentida nesta quarta-feira (17) pelo delegado Geovan Omena, da 28ª DP (Campinho), que assistiu às imagens gravadas pelas câmeras de segurança do ônibus.

Uma das vítimas atropeladas foi ouvida esta semana e o delegado aguarda o depoimento de parentes de Tatiana Ferreira Lúcio, que estavam no local do acidente. A empregada doméstica, de 28 anos, morreu neste domingo (14), no Hospital Salgado Filho, no Méier, na Zona Norte, em decorrência dos ferimentos. O enterro foi nesta terça.

O atropelamento aconteceu quando o motorista perdeu o controle, bateu em um carro estacionado e colidiu com um posto de gasolina na rua Clarimundo de Melo, perto da igreja de São Jorge, em Quintino Bocaiúva, no Subúrbio, na tarde de quarta. Dois filhos de Tatiana — um de 3 anos e outro de 6 meses —, além de uma outra mulher, identificada como Ana Paula Pinto, também foram atropelados, hospitalizados e já tiveram alta.

Outra vítima teve alta
O bebê recebeu alta na manhã de quinta (11). O menino de 3 anos seguia em quadro clínico estável. A quarta vítima quebrou o braço e também teve alta, na sexta-feira (12).

O ônibus tem 21 multas, 14 delas por avançar o sinal vermelho e três por transitar em alta velocidade. As outras são porque o motorista dirigia falando ao celular, por parar longe da calçada para pegar passageiros e por estacionar em local proibido.

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/04/video-desmente-versao-de-motorista-sobre-atropelamento-em-quintino-rj.html

Sem comentários

Carga e Descarga: a farra das irregularidades em Teresópolis

Situação comum: caminhão parado no meio da rua na Rua Francisco Sá

Sem muitas opções, caminhoneiros param em pontos irregulares para descarregar mercadorias

Um leque de irregularidades se abre em Teresópolis quando o assunto é carga e descarga de mercadorias. A cidade, criada com ruas estreitas e com poucas vagas até para os veículos de passeio, acaba a mercê dos profissionais de volante que, sem opções, acabam cometendo todo o tipo de irregularidade para conseguir cumprir sua missão fazer a mercadoria chegar a quem de direito. Guardas municipais bem que tentam fazer a sua parte e controlar, mas a farra acaba fugindo ao alcance e ao controle de um número escasso de agentes.

A polêmica ganhou a internet. Através de sua fanpage, O DIÁRIO mostrou na última terça-feira (9) o flagrante do caminhão de uma empresa de legumes, frutas e verduras, localizada na Avenida Lúcio Meira descarregando mercadoria. O caminhão fotografado às 13h30 e o post questionou se os comerciantes teriam ou não o direito de despachar e receber mercadorias a qualquer hora do dia. Até o início da tarde desta sexta-feira o assunto foi visualizado por 2074 pessoas, teve 36 ‘curtidas’ e três compartilhamentos. O assunto teve ainda 45 comentários registrados dos internautas (veja quadro abaixo).

No centro da cidade

Um rápido passeio pelo centro da cidade dá uma ideia do problema. Apesar de contar com algumas áreas específicas para esse meio, o pequeno número de vagas acaba sendo um inconveniente. Na Várzea existem espaços destinados para a carga e descarga de mercadorias, como a Rua Duque de Caxias, esquina com Avenida Lúcio Meira, onde há uma área com a prática permitida no horário da manhã. A opção seguinte é a Praça Baltazar da Silveira, que tem parte do estacionamento à direita da praça, na mão de direção de quem segue para a Tijuca, destinado ao ir e vir de caixas e pacotes. Na manhã desta sexta-feira, 12, flagramos o momento em que uma agente da Guarda Municipal lutava para conseguir controlar o ir e vir dos veículos. Enquanto uns paravam, outros reivindicavam a vaga para a autoridade policial.
Porém, o exemplo não é seguido. Não são poucas as empresas que usam o espaço à frente de suas lojas para descarregar mercadorias. Em outro flagrante de nossa reportagem registrou um caminhão que fica durante boa parte do dia em frente a outra quitanda. A diferença é que o veículo fica do outro lado da rua. O primeiro flagrante fotográfico foi feito às 10h28 da manhã. Outro caminhão ocupava a mesma vaga às 15h29.

Correto, porém espaçoso: carregadores deixam as calçadas cheias de mercadorias e atrapalham os pedestres

Segurança bancária

O problema para conseguir descarregar não é exclusividade dos caminhões. Na Rua Duque de Caxias, por exemplo, motoristas não respeitam sequer as vagas destinadas aos carros-fortes. No flagrante, dois carros de passeio ocupavam a vaga do veículo de segurança, que por sua vez teve que parar no meio da Avenida Delfim Moreira, utilizando-se de uma demarcação de tachões para garantir a vaga.
Ainda na Delfim Moreira outro desrespeito. O motorista de um carro de entrega dos Correios ignorou a sinalização que indica proibição de parar e estacionar. Jogou duas rodas sobre a calçada e foi fazer sua entrega. Perto dali um agente da GM multava um veículo de passeio que estava parado sobre uma faixa de pedestre. O agente não viu a irregularidade do outro carro e seguiu seu caminho.

Segundo o secretário Marco Da Luz, os guardas municipais são orientados a notificar os motoristas que cometem abusos

Responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública

A fiscalização do trabalho de carga e descarga é responsabilidade da Secretaria Municipal de Segurança Pública, que também responde pelo trabalho dos agentes da Guarda Municipal de Teresópolis. De acordo com o secretário Marco Da Luz, a cidade já não comporta este movimento de caminhões. Há um estudo para que seja criada área fora do centro para chegada dessas mercadorias. O secretário garante que quem abusa é notificado. “Primeiramente estamos notificando. Eu talvez tenha que intensificar mais isso. Estou procurando um projeto junto com o prefeito para fazer um carga e descarga fora da cidade. O centro já não está comportando mais esses caminhões fazendo esse serviço, principalmente os que fazem fora dos locais permitidos”, pondera Marco Da Luz.

Dentro da lei: Rua Duque de Caxias tem espaço para a carga e descarga de mercadorias

Tolerância

O secretário explica que existem alguns locais no centro onde hoje a prática é tolerada, desde que respeitados os horários que estão previstos nas placas de sinalização. Os pontos existentes hoje ficam na Praça Baltazar da Silveira (Santa Teresa), Parque Regadas, Rua Duque de Caxias, Rua José Correia da Silva Júnior, trechos da Feliciano Sodré e Delfim Moreira. Todas as áreas estão sinalizadas. Da Luz garante que os seus agentes trabalham com bom senso e existe certa tolerância. “Existe tolerância sim, trabalhamos com bom senso. Porém o que não podemos permitir que a carga e descarga atrapalhe o direito de ir e vi das pessoas. Se o profissional pára, descarrega um pacote e segue viagem, tudo bem. Agora, se ele estaciona e descarrega dez, quinze, vinte volumes… fica aguardando o entregador ir e vir… nesse caso nós notificamos”, garante.

Tolerância, existe a tolerância e o trabalho com bom senso, mas desde que não atrapalhe o direito de ir e vir das pessoas, se ele for parar em um determinado lugar momentaneamente for descarregar uma caixa e ir embora, sim. Agora ele para ali para descarregar dez volumes, vinte volumes, ficar aguardando o entregador ir até a loja, voltar, ele tá sendo notificado.

A fanpage do Diário teve grande repercussão no assunto “carga-descarga”

Internautas pedem moralização

O post proposto pela nossa fanpage do Facebook exibe alguns comentários dos internautas. Vale lembrar que não é uma situação exclusiva da empresa flagrada. O comerciante fez contato com a redação e se prontificou a resolver o problema. A maioria dos internautas pede maior rigor na fiscalização, outros propõem horários alternativos. Confira alguns comentários.
“Creio que deveria ser fiscalizado e com horários fixos” (Arnaldo Santos).
“O certo seria fora do horário comercial. De manhã, até as 9h, ou a tarde, após da s19h, para não atrapalhar o trânsito e as paradas de ônibus” (Marilda Mendes)0
“Independente do que seria ‘melhor’, o que não pode é atrapalhar a cidade, o trânsito e os pedestres. Infelizmente é o que acontece em 99% das vezes” (Pedro Lucas)
“Deveria haver horário estabelecido para este tipo de serviço, com fiscalização para esse tipo de abuso e muitos outros que observamos diariamente em nossa cidade” (Amparo Batalha)

Carro dos Correios descarrega com as rodas sobre a calçada e ignorando a sinalização

Necessidade de uma regulamentação

“Eu acho que a Prefeitura em vez de ficar multando, deve dar mais assistência aos comerciantes e motoristas, principalmente de caminhão, porque sem eles a população fica fica sem alimento” (Eduardo Faria)
“Uma coisa é certa, carga e descarga no centro da cidade precisa de uma regra. Com locais específicos, de preferência que não seja na Reta e com horários determinados. Acho que esses detalhes devem ser debatidos com os comerciantes e transportadores também, afinal eles são os principais envolvidos. Qualquer cidade que pretende se organizar tem que planejar esse assunto”. (Arthur Gomes)
“Todos nós damos idéias. O correto é saber que a maioria das cargas vem de fora. Tudo isso tem custo e se você quer um produto na sua casa lembre-se: são esse sofredores que transportam” (Rosanio Silva).
“Carga e descarga estão concorrendo com os ‘carrinhos pisca- pisca’ que param em qualquer lugar. Agora tem momentos que fica insuportável passar pelo centro da cidade. A Praça da Matriz fica cheia de caminhão a qualquer hora do dia. Respeito e atitude são palavras que não existem no dicionário de muitos deles: motoristas, patrões, comerciantes, etc”.(Rosangela Figueiredo)
“E que tal cada um ir buscar suas mercadorias na central de abastecimento (…) deste jeito diminuirá bastante o número de caminhões descarregando. Queremos conforto e praticidade, mas ninguém quer pagar o ‘preço’. Eu queria ouvir dos donos dos pontos comerciais o que eles acham! Solução tem, mas as autoridades não querem ter trabalho”. (Ronaldo Lopes)
“Tem é que fazer mais cargas e descargas para isso não acontecer. Temos poucas vagas para fazer nossas entregas. Por isso temos que fazer isso aí. Por favor, coloquem mais vagas de cargas e descargas” (Diego Silva).

Fonte: http://netdiario.com.br/carga-e-descarga-a-farra-das-irregularidades/

André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter a apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

Sem comentários