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Semana Nacional do Trânsito: por que o Brasil é campeão de acidentes e quais os riscos para as crianças

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Trânsito: a responsabilidade é tanto dos motoristas como dos pedestres (Foto: Thinkstock)

Acidentes de trânsito ainda são a maior causa de morte acidental infantil e juvenil no Brasil. Para atrair atenção para o problema e promover a conscientização da sociedade, começou neste domingo (18) a Semana Nacional de Trânsito, que acontece oficialmente até o dia 25. O tema deste ano é “Década Mundial de Ações para a Segurança no trânsito – 2011/2020: Eu sou + 1 por um trânsito + seguro” e objetivo é mostrar que, até nas pequenas ações do cotidiano, todos somos responsáveis por contribuir com a segurança no trânsito.

Em todo o país, escolas, prefeituras e órgãos ligados ao assunto promovem a campanha, organizando diversas ações educativas. Aqui, no site da CRESCER, você poderá acompanhar uma série de matérias especiais, uma para cada dia da semana . E para encerrar o evento, no dia 26, a  coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Gabriela Guida de Freitas, participa de um live no  Facebook da CRESCER respondendo suas dúvidas sobre o uso da cadeirinha. Entenda por que, sendo motorista, ciclista, motociclista ou pedestre, a segurança no trânsito também é problema seu:

Dados que preocupam

No mundo todo, cerca de 1,3 milhão de pessoas morrem todo ano em acidentes de trânsito. Um relatório da Organização Mundial das Nações Unidas, publicado no fim do ano passado, classificou o Brasil como o país da América do Sul com maior número de mortes no trânsito por habitante  – no mundo todo, somos o quinto país com mais acidentes fatais.

Sim, os números são impressionantes. E as crianças, por sua constituição corporal mais frágil, são especialmente vulneráveis a aumentarem as estatísticas. Em 2012, foram 1.862 mortes, em 2013, 1694. Os dados mais recentes são de 2014, ano em que 1.654 crianças nessa faixa etária falaceram em acidentes de trânsito. Desse total, 34% eram passageiras de veículos, 29% eram pedestres, 11% andavam de moto e 6% de bicicleta. Para a coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Gabriela Guida de Freitas, o grande número de vítimas de carro entre os pequenos ilustra como mesmo após a aprovação da Lei da Cadeirinha, em 2010, ainda há resistência ao uso desses dispositivos, que são o meio mais efetivo de proteção. De acordo com estudos, a cadeirinha pode reduzir os riscos em até 71%. “Também não podemos esquecer que houve um aumento da frota de veículos no país, relacionado à redução de impostos para sua aquisição, o que facilita o aumento do número de acidentes envolvendo carros”, explica ela. Ainda assim vale ressaltar os carros não são os únicos que oferecem perigo: há também um considerável número de vítimas entre pedestres, ciclistas e motociclistas.

Somos maus motoristas?

Para o diretor-geral do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurelio Ramalho, há alguns fatores que podem explicar por que tantos acidentes acontecem no Brasil. O primeiro que deve ser citado é a falta de educação sobre o trânsito na escola. “Infelizmente, a maioria das pessoas só têm contato com a palavra trânsito quando vai tirar a carteira de habilitação. Mesmo as bicicletas não são pensadas como meio de transporte para as crianças, mas como um brinquedo”, explica.

Outro agravante é o que Ramalho chama de “péssima formação de condutores”. Para ele, o problema não está nas autoescolas  em si, mas no tipo de formação dos condutores,  que deveria ser focada na percepção de riscos e não é. “Se você perguntar a um motorista o que acontece se ele andar sem cinto ou em alta velocidade, a resposta mais frequente é: ‘vou ser multado’. Ele não lembra que deve obedecer à regras de trânsito, senão pode matar ou ferir alguém, porque é assim que foi ensinado”, explica. Ou seja: os motoristas recebem orientações que dão muito mais ênfase à quantidade de pontos na carteira e o valor das multas do que aos perigos que uma infração acarreta.

Celular: o vilão do século 21

Se há poucos anos o consumo de bebidas alcoólicas era apontado como o maior pivô dos acidentes, hoje, o quadro é diferente. É fato que o número de mortes no trânsito ligadas ao álcool ainda é grande, mas a embriaguez conseguiu ser ultrapassada por um novo perigo: o uso de celulares. “Beber, as pessoas bebem de vez em quando, aos finais de semana. Já o celular está incorporado ao cotidiano de todos”, explica Ramalho. De acordo com ele, pesquisas científicas comprovam que dirigir teclando o celular é quatro vezes mais perigoso do que pilotar embriagado. Isso porque uma pessoa sob os efeitos do álcool tem os reflexos reduzidos, mas continua olhando para frente quando está no volante. Já quem usa o celular olha para baixo – e em uma piscada, o carro pode avançar uma distância enorme. “Em uma baixada de olho com o veículo a 60 km por hora, você percorre o equivalente a quase dois campos de futebol, às cegas”, explica.

O risco de se distrair ao usar esses aparelhos, é claro, também vale para pedestres, ciclistas e motoristas. Quem nunca se esqueceu se olhar para os lados antes de atravessar a rua porque estava demasiadamente entretido com um vídeo no Youtube ou uma mensagem no Whatsapp? Vale lembrar que o consumo de álcool e o excesso de velocidade são os outros dois fatores que mais causam acidentes.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Voce-precisa-saber/noticia/2016/09/semana-nacional-do-transito-por-que-o-brasil-e-campeao-de-acidentes-e-quais-os-riscos-para-criancas.html

 

 

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Semana Nacional de Segurança no Trânsito

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O tema definido pelo CONTRAN, para a Semana Nacional de Trânsito deste ano é: “Década Mundial de Ações para a Segurança no trânsito – 2011/2020: Eu sou + 1 por um trânsito + seguro”.

A meta da Década Mundial é reduzir a quantidade de mortes e lesões causadas por acidentes de trânsito em pelo menos 50% em relação a quantidade atual. Segundo a ONU, cerca de 1,3 milhões de pessoas morreram nas ruas e estradas. Se nada for feito, em 2020 este número será de 1,9 milhões de mortes.

E se a quantidade de mortes já impressiona, o número de pessoas lesionadas é ainda mais chocante. No Brasil para cada 1 morte, gerada por acidente de trânsito, outras  20 pessoas ficam lesionadas.  O impacto social e econômico destes números é muito grande.

Em 2015, das mais de 500 mil indenizações pagas pelo Seguro DPVAT, 79% foram por invalidez em caráter permanente.

O Clubinho Salva Vidas e o Projeto Salva Vidas no Trânsito a mais de 05 anos vem trabalhando todos os dias para conscientizar, educar e informar crianças e adultos sobre essa problemática que ceifa a vidas de milhares de pessoas todos os dias no Brasil e no mundo. É preciso que as pessoas pensem no que acontecerá se nada for feito. Ou seja, o  que acontecerá se este número não parar de crescer?

Estamos fazendo nossa parte e você?

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Jogos Olímpicos Rio 2016 – Trânsito e Vida!

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Estamos vivendo um momento brilhante em nosso país, momento em que todos os brasileiros estão torcendo pelo nosso país!

Devemos destacar que, temos os Atletas paraolímpicos e, falando deles, e por eles especialmente, existe uma evidência uma relação com o trânsito. Hoje falando com um dos técnicos da seleção brasileira de paravôlei, soube que a maioria dos atletas foram motoboy’s e em razão de acidentes de trânsito, tiveram as pernas amputadas.

Triste saber que esses atletas perderam um membro, todavia, lindo ouvir os testemunhos de superação, inclusive que esses hoje lutam por medalhas para nossa nação, são eles que participam de eventos afim de apresentar sua história.

Em destaque, como corriqueiramente fazem, estiveram na AACD para conversar com profissionais que estão hospitalizados, e também perderam membros do corpo, eles levam suas histórias, mostram às pessoas como podem retomar a vida e a luta pela superação.

Disso, é claríssimo que trouxe a matéria afim de que os seguidores, possam acompanhar os vídeos, as histórias, e de fato nesse momento de tantas medalhas, gritos, alegria, possamos lembrar que muitos atletas da paraolimpíada estão como guerreiros, porém, sofreram acidente de trânsito por negligência dele próprio ou outrem.

Temos matéria pela folha que divulgou pesquisa relativa a número de mortes de trânsito em março de 2016.

Em 2015 tivemos diminuição de 20,6% de acidentes viários em relação ao ano anterior, claro que em 2016 alcançamos um número maior em razão das atitudes trazidas como redução e velocidade na Capital.

Quanto aos motoqueiros, os acidentes são na maioria por imprudência, destacando que a cada um deles além do acidente, prejudica toda sua família, a qual vive de seu sustento.

Tanta imprudência tem uma consequência grave: em 2014, 83 mil pessoas foram internadas em todo o país por causa de acidentes com moto. Em 2008, o número foi bem menor. Em seis anos, as internações aumentaram quase 150% na rede pública – acidentes que poderiam ser evitados se quem anda de moto tivesse mais cuidado.

Uma pesquisa do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas mostrou que 88% dos acidentes com motos em São Paulo acontecem por imprudência: 70% dos motociclistas atendidos no pronto socorro acabam internados.

E esses acidentes custam caro, bem caro. Em 2014, só o governo federal gastou R$ 111 milhões com os motoqueiros acidentados. Bem mais do que em 2008.

“Isso implica num longo período de internação, necessidade muitas vezes de várias cirurgias, necessidades de utilização de materiais de implante. Isso tudo, no final, representa um alto custo desses pacientes”, além de muitos com tratamento psicológico, psiquiátrico para o acidentado e para sua família, principalmente mãe, e destaca – se os casos de mortes, em que a família se desestrutura totalmente”

Na obra da Autora Maria José da Silva Amaral, “Seguindo a Estrada” psicóloga clínica especializada em atendimento aos pacientes que sofreram perdas em acidentes de trânsito, nos traz diversos depoimentos de parentes e vítimas que sofreram e descrevem afim do leitor refletir e rever suas atitudes no trânsito, assim ela traz o que todo especialista na área busca, a PAZ no trânsito, a educação no trânsito, a sensibilidade ao conduzir veículo e respeito aos pedestres, ciclistas, motoristas, já que prosseguir é preciso!

De tudo, os especialistas em relação a educação, fiscalização e segurança para o trânsito são unanimes em afirmar, pautados nas tristes estatísticas, que 90% (noventa po cento) dos acidentes de trânsito são causados exclusivamente pelos motoristas, 6% (seis por cento) devido às más condições das vias, 4 (quatro por cento) devido ao estado de conservação do veículo ( divulgado pelo obra da autora Maria José da Silva Amaral).

Em 2015, recebemos a estatística que a cada ano, cerca de 45 mil pessoas perdem suas vidas em acidentes de trânsito no Brasil. A violência envolvendo particularmente motociclistas está se tornando uma epidemia no país. Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam que, em 2013, os acidentes com motos resultaram em 12.040 mortes, o que corresponde a 28% dos mortos no transporte terrestre. Nos últimos seis anos, as internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS) envolvendo motociclistas tiveram um crescimento de 115% e o custo com o atendimento a esses pacientes de 170,8%.

Diante desse cenário, inclusive diante também do momento espetacular dos Jogos Olímpicos Rio 2016, infelizmente não houve o investimento necessário para publicação e divulgação dos testemunhos para todo país, onde poderíamos obter a sensibilidade de cada telespectador numa propaganda de TV aberta durante a divulgação do jogos. Como feito pelo site da Ecovias e, ainda com hashtags #ecodatorcida, que de fato sabemos que hoje insurge em resultado esse tipo de divulgação. Assista aos vídeos, clique aqui.

Que os jogos nos tragam várias medalhas, que os jogos nos tragam a importância de educação no trânsito aos que vão conduzir veículo até o trajeto, à todos os brasileiros demonstrando que conhecem o trânsito, respeitando os pedestres nas faixas, sinalização vertical. E que os atletas da paraolimpíada nos traga diversos depoimentos, seus testemunhos para que outros tenham a oportunidade em não chegar a perder membro do corpo e nem ente familiar.

Trânsito é vida, e não morte!!!!!!! Olimpíada é vida!!!! Que possamos acompanhar os jogos, mas não esquecer do dever para cada condutor de veículo durante essa festa da nação.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/normas-e-legislacao/jogos-olimpicos-rio-2016-transito-e-vida/

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51,8% dos motoristas brasileiros usam celular no trânsito, diz pesquisa

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Pesquisa realizada pela concessionária Arteris, que ouviu 1,3 mil pessoas pelo país, mostrou que 51,8% dos entrevistados usa o celular nas estradas e cidades brasileiras e 69,8% dos entrevistados consideram o trânsito no Brasil perigoso. Mesmo assim, 88% dos motoristas não se acham imprudentes.

No trânsito, basta olhar para os dois lados para verificar, de perto, o que diz a pesquisa. Boa parcela dos motoristas, falando no celular enquanto dirigem.

O risco, parece que todos ignoram. Especialistas afirmam que usar celular por apenas cinco segundos, em uma velocidade baixa, de 60km/h, é o mesmo que percorrer 83 metros às cegas.

A pesquisa mostra também que 60,5% dos entrevistados afirmaram que respeitam as leis de trânsito. Mesmo assim, 30% desse grupo admitem ter levado uma multa nos últimos 12 meses. A conclusão da pesquisa revela, portanto, que é preciso um trabalho de conscientização do motorista para mudar o comportamento. “Esse resultado mostra que o brasileiro não vê o perigo do uso do celular no trânsito, parece que ainda não se deu conta das consequências que esse ato pode ter”, diz Eliane Pietsak, pedagoga e especialista em trânsito.

Em novembro, a multa para dirigir segurando ou manuseando o celular será gravíssima, no valor de R$ 293,47.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/518-dos-motoristas-brasileiros-usam-celular-no-transito-diz-pesquisa/

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PL obriga motorista alcoolizado a ressarcir SUS por gastos com vítima de acidente

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O motorista que praticar crime de homicídio ou lesão corporal, em virtude de capacidade psicomotora alterada pela influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência, poderá ter de ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) pelos gastos com socorro, atendimento e tratamento à saúde da vítima.

É o que prevê o Projeto de Lei 5298/16, do deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), em tramitação na Câmara. A proposta inclui artigo no Código Civil (Lei 10.406/02).

“Ao lado das tragédias humanas causadas por esses motoristas insensatos, ainda há os elevados gastos incorridos pelo Sistema Único de Saúde para socorro, atendimento e tratamento à saúde das vítimas e dos próprios condutores de veículos, em virtude dos acidentes de trânsito que provocam”, destacou o parlamentar.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, inclusive quanto ao mérito.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/projeto-obriga-motorista-alcoolizado-ressarcir-sus-por-gastos-com-vitima-de-acidente/

 

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Proposta obriga autoescola a oferecer veículos adaptados para pessoas com deficiência

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) vai analisar o PLS 294/2016, que obriga as autoescolas a oferecer carros adaptados para deficientes físicos.

A proposição, do senador Romário (PSB-RJ), determina que os Centros de Formação de Condutores providenciem, para cada 20 veículos de sua frota, um modelo adaptado que tenha ao menos câmbio automático, direção hidráulica ou elétrica, vidros elétricos e comandos manuais de freio e de embreagem.

Segundo o parlamentar, é justo que pessoas com limitações físicas tenham a possibilidade de adquirir a prática e fazer as aulas necessárias para obter uma carteira de habilitação (CNH). “Como poderá a pessoa com deficiência adquirir a tal proficiência, se não existem veículos adaptados oferecidos pelos centros de formação de condutores?”, indaga.

Para alcançar seu objetivo, o projeto  altera o artigo 154 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997), que trata dos veículos destinados à formação de condutores. A proposta ainda aguarda a designação de relator pelo presidente da CDH, Paulo Paim (PT-RS).

Com informações da Agência Senado

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/instrutor-e-cfc/proposta-obriga-autoescola-oferecer-veiculos-adaptados-para-pessoas-com-deficiencia/

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Especialistas defendem aplicação da disciplina de educação no trânsito na grade curricular das escolas e universidades

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil apresenta taxa de 23,4 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes. O país tem o quarto pior desempenho do continente americano, o que pode levar o país a registrar até 2030, 1 milhão de mortes nas estradas. Mas esta estimativa pode ser freada caso haja um plano nacional de inserção da disciplina de educação no trânsito nas escolas e nas universidades, como defendeu o tenente Coronel Israel Moura, professor de direito de transito e um dos maiores especialistas do assunto no país.

O especialista em direito de trânsito é a favor de punição severa para quem cometer morte no trânsito. Segundo Israel Moura, quem dirige alcoolizado ou sob enfeito de substâncias químicas, assume o risco, conscientemente, de provocar alguma tragédia.

Umas das principais vítimas da imprudência no trânsito da capital amazonense são os ciclistas, é o que aponta Paulo Aguiar, coordenador do Grupo Pedala Manaus.

O problema foi um dos diversos assuntos abordados durante o primeiro seminário de direito de trânsito e segurança pública aplicada ao trânsito, realizado no fim de semana em uma faculdade particular da capital. Além de direito de trânsito, também foram discutidos temas polêmicos, como vídeo monitoramento e o papel da perícia nos acidentes.

O procurador chefe do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Transito (Manaustrans), Maurício Miranda, acredita que com novas mudanças na legislação de trânsito, os índices de acidentes possam diminuir.

Fonte: http://www.redetiradentes.com.br/especialistas-defendem-aplicacao-da-disciplina-de-educacao-transito-na-grade-curricular-das-escolas-e-universidades/

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Online para o virtual, offline para a vida real

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O aplicativo Pokemón Go é a febre do momento. Um jogo de realidade aumentada que utiliza o celular, a internet e o GPS. O jogador informa ao aplicativo a sua localização e sai para áreas externas à caça de monstrinhos virtuais. Só que eles aparecem no mapa do GPS em áreas reais: canteiros, quintais, do outro lado da rua, em avenidas, dentro de casa, enfim… Nesse jogo de interação entre o real e o virtual o jogador tem que caminhar em busca dos pokemóns. Desde que o aplicativo foi liberado no Brasil são frequentes as notícias de atropelamentos, colisões, quedas da própria altura e de prédios nos andares mais altos. Até afogamentos se sabe que foram a causa da morte de caçadores de pokemóns. E as consequências dos comportamentos de quem brinca com a realidade aumentada como se reflete no trânsito?

Alheia às especulações, juízos de valor e (des)qualificações do Pokemón Go que o tratam como coisa do capeta, jogo do diabo, jogo que forma uma geração de zumbis e afins, procuro ver da ótica da minha formação e profissão: a segurança no trânsito.

As defesas mais inflamadas deste jogo de realidade aumentada o nivelam com outros aplicativos como o próprio whatsapp, facebook, linkedin e tantos outros. Só que o whatsapp, o facebook, o linkedin e outros jogos podem ser acessados de celular ou computador de mesa em ambientes seguros, ainda que não o sejam e possamos ver isso inclusive no trânsito.

Sim, estão certos quando mencionam as pessoas que já provocaram colisões digitando mensagens de voz, teclando, escrevendo mensagens de texto, assim como estão certos quando mencionam os pedestres atropelados na faixa ou fora dela porque estavam usando fones de ouvido e não ouviram os sons naturais do trânsito. Muitos ciclistas também já foram mortos dessa forma, assim como os motoristas que dirigiam com fone de ouvido ou som alto. Só que numa coisa o jogo de realidade aumentada se diferencia: se não sair para o mundo real, para o espaço público atrás dos monstrinhos Pokemón não vai conseguir jogar.

É exigência ter que caminhar até o lado externo da casa e para além dos limites do quintal ou do prédio para jogar. E o pior: caminhar distraído, olhando para a tela do celular para não perder a criatura virtual de vista enquanto que na vida real o risco de acidente se potencializa. Risco de atropelamentos, de colisões quando se dirige para chegar ao Pokemón mais raro, que dá mais pontuação ou mais difícil de ser caçado.

É fato que a tecnologia é uma das grandes revoluções da humanidade, tanto quanto a Revolução Industrial e tantas outras, além de ser um caminho sem volta. Nem que quiséssemos eliminaríamos o celular e tantas outras conquistas tecnológicas que mudaram realmente o rumo da humanidade e das nossas vidas. Certamente, os benefícios e as  contribuições da tecnologia estão presentes e são muito maiores e mais positivas, sobretudo para o bem.

A questão está na falta de limites e no mau uso da tecnologia em função dos comportamentos humanos. No acidente de trânsito a culpa não é do carro: é do comportamento, das atitudes, das práticas dos motoristas. E mesmo quando o carro pifa, a falha é de quem deveria ter feito a manutenção preventiva e não fez. Negligência.

Comparações simplistas tais como “se tem acidentes acabem com os carros” são de uma ingenuidade tamanha ou de uma pequenez extrema ao ponto de não reconhecer a função dos motorizados em nossas vidas para o transporte e o deslocamento de pessoas. Não se pode jogar o bebê fora junto com a água do banho.

Como se já não bastassem as tantas formas de distração no trânsito, temos de lidar com mais esta: a distração dos caçadores de pokemóns que atravessam a rua sem olhar e sem constatar quando o sinal mudou de cor. A velha mania de olhar e sair correndo e que ignora o estado de inércia quando o veículo já vem a 50, 60, 70 ou mais quilômetros por hora.

Assim como nas postagens, memes e tantos apelos em redes sociais em que os casais estão na mesma cama, cada um virado para o seu lado ou de frente olhando para o celular e não se veem, não se enxergam, estamos nos distanciando cada dia mais uns dos outros. Famílias que já não fazem mais as refeições juntas, os grupos de trabalho que se encontram apenas virtualmente, cada um de suas casas e de seus equipamentos eletrônicos, o diálogo que some e agora é virtual, as relações afetivas que vão se enfraquecendo.

Se antes já éramos uma geração que reclamava do individualismo e do egoísmo, estamos ficando individualistas hi-tech. Mas, até aqui, isso ainda é tratado como divagação.

Voltando para as consequências do jogo de realidade aumentada e o trânsito, a realidade do trânsito que mata e sequela milhões em todo o mundo, que já é uma realidade bem grande, doída, sofrida, violenta, cheia de dor e sofrimento, pode ser realmente aumentada pela distração de caçadores de pokemóns.

O uso racional do carro diminui e impacta menos o meio ambiente, a mobilidade e a vida das pessoas. O uso racional e inteligente da tecnologia só traz benefícios. Como em tudo na vida a diferença entre o remédio e o veneno está na dose. A culpa não é do carro, é de quem o dirige. A culpa é do jogo? Ou de quem joga distraído, online para o virtual e offline para a vida real?

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/educacao-de-transito/online-para-o-virtual-offline-para-vida-real/

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Mortes de crianças e adolescentes no trânsito só perdem para homicídios

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Com uma média de 8,1 mortes por acidentes de trânsito a cada 100 mil crianças e adolescentes, o Brasil ocupa o nono lugar entre 88 países no quesito, com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No país, o Mato Grosso aparece em primeiro lugar na lista de mortes de crianças e adolescentes no trânsito em 2013. A média foi 17,2 mortes por 100 mil.

Roraima fica em segundo lugar, com 14,9 em 100 mil crianças e adolescentes. Os números foram analisados no relatório Violência Letal Contra Crianças e Adolescentes do Brasil.

De acordo com o autor do estudo feito pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Julio Jacobo, nos últimos anos houve avanços no combate à mortalidade por causas naturais.

Mas as causas externas aumentaram quase 30% e os acidentes de trânsito estão em segundo lugar, atrás apenas dos homicídios.

Há, porém, uma grande variação regional no país. Se no Mato Grosso a média é de 17,2 vítimas por 100 mil, no Amazonas a média é de 3,7.

O Acre ganhou destaque por ter mais de 20% de redução da mortalidade no trânsito, entre 2003 e 2013.

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Para o professor de psicologia do Centro Universitário de Brasília e consultor de comportamento no trânsito Fábio de Cristo além do uso correto dos equipamentos de segurança é necessário que a formação dos motoristas brasileiros se atente para as relações interpessoais no trânsito.

Um dado positivo do relatório foi a diminuição da morte de pedestres em quase 70%. Para Fábio de Cristo, um dado que se deve a boas campanhas de conscientização.

No entanto, o índice destoa quando a análise é sobre acidentes com motocicletas: um aumento de mais de 1000% pelas ruas e estradas do país.

Com informações da Agência Brasil

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Acidentes com motos continuam aumentando no Brasil

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Dados muito preocupantes foram divulgados essa semana em uma reportagem no UOL: o número de mortos e feridos em acidentes com motos mais que triplicou no país entre 2002 e 2013. Os dados são do estudo “Retrato da Segurança Viária no Brasil”.

Segundo a reportagem, das 43.075 mortes no trânsito ocorridas no Brasil em 2013, 12.040 foram motociclistas ou passageiros de motos –mais de três vezes os mortos em 2002, quando 3.773 perderam a vida. Já o número de feridos em acidentes com moto quadruplicou no período: de 21.692 para 88.682.

Os resultados do estudo se baseiam apenas nos acidentes cujo meio de transporte envolvido foi identificado, descartando as categorias “outros” e “sem informação”. Portanto, os números não se baseiam no total absoluto registrado no país e apontam que os motociclistas representaram 37% das mortes e 56% dos feridos nos acidentes em 2013 –motos constituem 26% da frota nacional de veículos automotores.

Isto quer dizer que de 2002 a 2013, período abordado pelo estudo, acidentes com motos passaram a ser a principal causa de morte do país quando o motivo é acidente de trânsito.

Os dados do DPVAT confirmam essa triste realidade.  De acordo com a Seguradora Líder, no ano de 2015, seguindo a mesma tendência dos anos anteriores, a motocicleta representou a maior parte das indenizações, 76%, apesar de representar apenas 27% da frota nacional.

Além das vidas, o país tem perdido muitos milhões, que poderiam ser investidos na saúde, com os acidentes de trânsito. Segundo o estudo, em 2013, a estimativa é que o país tenha gastado R$ 16,9 bilhões com os acidentes de trânsito.

Agora vem a grande pergunta, por que isso está acontecendo? Essa é uma questão que tem várias respostas, uma delas é o aumento da frota, as motocicletas substituíram muitos tipos de meios de locomoção, devido à agilidade e custo. Junte-se a isso o fato de que, em várias cidades, é bastante comum o serviço de moto-táxi (pouco difundido no Sul) e ainda a resistência de muitos em usar o capacete.

Porém, na minha opinião, essas questões não são as mais graves. O pior problema é que muitos desses motociclistas pilotam sem nenhuma formação para isso, sem nunca sequer terem entrado numa autoescola. Por exemplo, segundo o Detran/CE, a frota de motocicletas no Interior é de aproximadamente 650 mil, enquanto a dos portadores da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A (para guiar motos) é de cerca de 450 mil. Significa dizer que cerca de 200 mil pessoas conduzem motocicletas de forma indiscriminada, sem ter passado por aulas de legislação de trânsito, isso só em um estado.

Não que o processo para tirar a CNH “A” seja milagroso e a solução para todos os problemas, longe disso, mas deve ser o início do processo de conhecimento e de conscientização quanto aos perigos enfrentados no trânsito.

Nesse processo de formação de condutores, muita coisa deve ser modificada. O fato das aulas acontecerem em ambiente fechado não cabe mais no contexto que vivemos: cada vez mais motos na rua e cada vez mais mortos no trânsito. Mas essa é uma segunda fase.

A primeira certamente é o início de uma fiscalização séria e abrangente. Somente assim as pessoas começarão a procurar formas de regularizar a situação e certamente sairão da ilegalidade. É um processo lento e contínuo.

Além disso, o velho discurso: investimentos em educação de trânsito. Muitos acidentes poderiam ser evitados com simples mudanças de atitude. A realidade nas ruas nos mostra que são poucos os motociclistas que respeitam as leis de trânsito, parece que querem desafiar o perigo. Não quero generalizar, mas infelizmente muitos se comportam como se estivessem sempre corretos (mesmo fazendo as piores imprudências) e ainda se mostram agressivos e violentos. Existem motoristas de outros veículos assim? Claro que sim! Mas infelizmente a fragilidade da motocicleta é indiscutível e quem vem pagando o preço por isso são os motociclistas, os dados não me deixam mentir.

Diante disso, não é mais possível que todas as esferas do governo se calem. As ruas estão pedindo socorro! É preciso que aconteça imediatamente: um aumento da fiscalização específica, reforma no processo de primeira habilitação para os motociclistas e melhoria nas condições das vias. Não podemos mais esperar!

Você concorda ou não? Deixe seu comentário abaixo!

Fonte: http://portaldotransito.com.br/opiniao/saiu-na-midia/acidentes-com-motos-continuam-aumentando-no-brasil/

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